terça-feira, 30 de janeiro de 2024

José Manuel dos Santos - Fado da Vida

Factos

 

2 d 
Cada pedra na pirâmide pode pesar entre 2 toneladas e 15 toneladas, o que é uma façanha impressionante considerando que foram erguidas por uma civilização que não possuía a tecnologia moderna que temos hoje.
O número de pedras usadas nas pirâmides é simplesmente espantoso. Estima-se que existam cerca de 3 milhões de pedras empilhadas nessas enormes estruturas.
Outro exemplo notável é o peso de uma pedra específica encontrada no telhado da Câmara do Rei, que chega a incríveis 70 toneladas! Imaginar como os antigos egípcios conseguiram transportar, cortar e organizar essas pedras maciças é um verdadeiro enigma. Até hoje, não temos conhecimento exato de como eles realizaram esse feito extraordinário.
As teorias sobre a construção das pirâmides variam desde o uso de rolos de madeira para mover as pedras até a possibilidade de rampas inclinadas e técnicas avançadas de matemática e geometria. No entanto, nenhuma delas foi comprovada conclusivamente, e o segredo por trás dessa engenharia excepcional permanece envolto em mistério.
As pirâmides continuam a ser uma fonte de fascínio e admiração, testemunhando a grandeza e o conhecimento dos antigos egípcios. Sua construção é um testemunho duradouro da capacidade humana de realizar feitos extraordinários e desafiar os limites da engenharia, mesmo em eras antigas. Essas maravilhas arquitetônicas permanecem como um lembrete impressionante do passado grandioso da civilização egípcia.
Pode ser uma imagem de 5 pessoas, Sacsayhuaman e texto que diz "FACIOS INACREDITÁVEIS"
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Boa noite, amigos e amigas!


 

Artigo de minha autoria sobre Camilo Castelo Branco!

 

ARTIGO MEU SOBRE CAMILO CASTELO BRANCO

 





Texto que escrevi sobre o nosso Camilo Castelo Branco

Texto pessoal:
Camilo Castelo Branco: breve apontamento...
De Camilo Castelo Branco (CCB), afirma o, também escritor, poeta e ensaísta, Vitorino Nemésio: “É quase impossível traçar um perfil de Camilo em duas ou três páginas. Ele é o escritor mais fecundo, patético e absorvente da Literatura Portuguesa, pela massa de leitura que deixou (…) pela variedade e vigor da obra, pelo nervo e pela abundância do estilo. Mas principalmente pela vida enredada e trágica. (…) O segredo do seu sucesso está no seu casticismo irresistível, estilo sentimental e linguagem vernácula (genuína) …” Vitorino Nemésio, in “Portugal, a terra e o homem” (Fundação CALOUST GULBENKIAN, 1978, citado in DIMENSÂO LITERÁRIA, PORTO EDITORA, ISBN 972-0-40052-8).
Nascido em Lisboa, em 1825, estudou em Coimbra e no Porto mas, nem a Medicina nem o Seminário conseguiram que se mantivesse afastado de problemas e de uma vida atribulada de paixões e sofrimentos que, desde rapaz o acompanharam e lhe “moldaram” o modo de pensar e de viver. CCB é um escritor de períodos literários ricos, novos e distintos, entre si. Ele foi aquilo a que alguns críticos chamaram ”o último escritor de profissão”. Escreveu por amor às letras, mas também por necessidade, pois era da sua pena que saiam as obras que tinha que vender, para cuidar da família. Inconstante no amor e amargurado pelos desaires da vida, espelha-o nos seus livros, olhando a vida portuguesa com sarcasmo e retratando-a nas suas obras através dum monóculo de ironia, que se espalhou a toda a sociedade portuguesa.
Foram seus contemporâneos, uns mais velhos outros mais novos, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Júlio Dinis, Antero de Quental, Eça de Queirós e tantos mais. Se falarmos de algumas das suas obras, todos se lembrarão, imediatamente, de “Amor de Perdição”, “A queda de um Anjo”, “Eusébio Macário”, “O retrato de Ricardina”,”A Filha do Regicida”, “A Brasileira de Prazins”, “ Livro negro do Padre Dinis”…sei lá quantos mais… A obra mais conhecida é, no entanto, “Amor de Perdição”, até por ter feito parte dos programas do ensino secundário, durante largos anos. Nesta obra, Camilo trata temas como o dos pais tiranos da sociedade portuguesa de então, que julgavam ter o direito sobre a vida e/ou a morte dos seus filhos, as zangas entre burgueses, brasonados ou não, o amor que pode levar à morte…e muita, muita crítica social e a instituições religiosas. Resumindo a história, sabemos dos amores, contrariados pelos pais, de Simão e Teresa. Ambos sonhavam “com uma casinha, em Coimbra, cercada de árvores, flores e aves, tendo o Mondego por companhia…”Mas como os pais não estavam pelos ajustes, entre várias peripécias Simão mata o primo de Teresa, Baltazar, indo acabar na cadeia, de onde, depois, é mandado para o exílio, na Índia. Teresa é posta no convento, primeiro em Viseu e depois, no Porto, onde acaba por morrer, ao ver passar diante das grades a que estava agarrada, o navio que afastava, para sempre, Simão, da sua vida.
É pelos diálogos que Camilo quer que os narratários (leitores) vão caracterizando as personagens, os ambientes, a sociedade, em geral. As descrições, considera-as ele maçadoras e de pouco proveito, para quem se embrenha nas suas obras.
João da Cruz e sua filha Mariana (personagens inventadas por CCB) ajudam, no que podem, os dois apaixonados. Mas, aqui, o amor não salva: MATA!
A novela é Romântica, na história dos amores contrariados; é Ultra-romântica, por tal amor conduzir à morte dos dois apaixonados jovens, mas é já uma amostra do que vai ser, daí por diante, o Realismo de Eça de Queirós. E explico porquê: no capítulo VII, Camilo delicia-se ao pôr a nu as características psico-sociais das freiras do Convento de Viseu! Imorais, com passados reprováveis, amigas da “pinguita”, viciadas em imoralidades dos tempos de juventude, intriguistas, levianas e falsas, descreve-as ele do modo que se segue: “Apenas a prioresa voltou costas, disse a organista à mestra de noviças:- Que impostora! –E que estúpida! disse a outra. A menina não se fie nesta trapalhona…que a prioresa é a maior intriguista do convento! (…) Enquanto foi nova era a freira que mais escândalos dava nesta casa (…)agora que está decrépita, anda sempre este mostrengo a fazer missões (…) A escrivã… só tem o defeito da pingoleta…gasta tudo em vinho…(…)”
O realismo da caracterização das personagens é a prova de que Camilo está já com “o pé” no Realismo. Mas ainda se pode ver essa realidade noutros excertos, como o que se segue, que se passa na noite em que Simão se encontra com Teresa e toda a sua comitiva é seguida pelos criados do pai dela. João da Cruz não está pelos ajustes, quando Simão pretende salvar a vida dos que o seguiram na fuga, depois de ter estado com Teresa. Por isso, pediu a João da Cruz para não matar os homens. O arrieiro respondeu-lhe que não queria morrer por ter sido reconhecido: ”João da Cruz apareceu, daí a pouco, com o podão ensanguentado._Você é cruel, sr. João- disse o académico.-Não sou cruel(…) o fidalgo está enganado comigo. É que lá diz o ditado, morrer por morrer, morra meu pai, que é mais velho. Tanto fax matar um como dois…
Simão teve um instante de horror do homicida e de arrependimento de se ter ligado a tal homem (…)”. Esta crueldade natural de João da Cruz, a dureza das suas palavras e a brutalidade dos seus actos é uma característica do REALISMO.
O que se diz de “Amor de Perdição”, em termos de vocabulário, de estilo, de linguagens, em geral, pode dizer-se de muitas outras obras de CCB.( Centro Cultural de Belém) Profundo conhecedor das terras portuguesas, de seus usos, costumes e tradições, da sua noção de bem e de mal, Camilo usa, por conseguinte, um vocabulário vasto, variado e rico, vernáculo de gema, num estilo irónico, sarcástico e natural. Viveu em S. Miguel de Ceide numa casa que hoje é um museu da sua vida de dramas, tristezas e misérias. Filho bastardo, esse estigma contribuiu para lhe atribular a vida, para o tornar um ressentido, facto que se nota em tudo o que escreveu, fazendo proliferar, nas suas obras filhos naturais, como que numa atitude de purgação.
Conviveu com a miséria e a pobreza; esteve preso na cadeia da Relação do Porto por se ter apaixonado por ANA PLÁCIDO, uma mulher casada; foi, aliás, nessa cadeia que, em poucos dias escreveu “AMOR DE PERDIÇÃO”, cujo sucesso literário o apanhou de surpresa. A loucura do filho Jorge, a velhice e a cegueira, encheram-no de um tal tédio e de uma tal solidão, que o seu fim era inevitável: suicidou-se em 1 de Junho de 1890.
O poeta espanhol Unamuno afirmou, mais ou menos por estas palavras, que Portugal é um país de grandes tragédias de amor, grandes tragédias marítimas e, depois de ter lido “Amor de Perdição”…o País detentor da mais bela tragédia de amores dramáticos, na pessoa das personagens camilianas Simão e Teresa.
Para concluir: GALILEU GALILEI afirmou: “Não se pode ensinar tudo a alguém; pode-se apenas ajudá-lo a descobrir, por si mesmo.”Convido os nossos leitores a fazerem o mesmo, caso estejam interessados em saber mais sobre a obra de Camilo Castelo Branco.
MAria Elisa Rodrigues Ribeiro

Righteous Brothers - Unchained Melody | Epic Orchestra

Enya - If I Could Be Where You Are (Legendado) Filme "O Senhor dos Anéis"

Roger Waters - Wait for Her (Video)

CAMILO CASTELO BRANCO

 






Camilo Castelo Branco

Escritor português
Por Dilva Frazão
Biblioteconomista e professora

Biografia de Camilo Castelo Branco

Camilo Castelo Branco (1825-1890) foi um dos maiores escritores portugueses do século XIX. "Amor de Perdição" foi sua novela mais importante. Suas novelas passionais fazem do escritor o representante típico do Ultra Romantismo em Portugal. Foi um dos primeiros escritores portugueses a viver exclusivamente do que escrevia. Recebeu o título de Visconde concedido pelo rei de Portugal, D. Luís I.

Infância e Juventude

Camilo Castelo Branco nasceu na freguesia dos Mártires, em Lisboa, Portugal, no dia 16 de março de 1825. Filho de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco e de Jacinta Rosa do Espírito Santo Ferreira, ficou órfão de mãe com um ano e de pai com 10 anos. Foi morar com uma tia e depois com sua irmã mais velha. Em 1841, com apenas 16 anos, casou-se com uma jovem de 15 anos, Joaquina Pereira, mas logo a abandonou.

Em 1843 ingressou na Escola de Medicina no Porto, mas se entregou à boemia e não conseguiu concluir o curso. Em 1845 publicou seus primeiros trabalhos literários. Em 1846 colaborou com o jornal O Povo. Nesse mesmo ano, fugiu com a jovem Patrícia Emília, mas a abandonou, poucos anos depois. No ano seguinte morreu sua esposa legítima e depois a filha do casal. Em 1850, passou por uma crise espiritual e ingressou no seminário do Porto, pretendendo seguir a vida religiosa.

Ainda em 1850, conheceu Ana Plácido, casada com um comerciante. Em 1859, Ana abandonou o marido e foi viver com Camilo. Em 1860 foi processado e preso por crime de adultério, mas foi absolvido no ano seguinte, passando a viver com Ana. O casal foi morar em Lisboa e depois em São Miguel de Seide, sempre com muitos problemas financeiros.

Amor de Perdição (Novela Passional)

Em 1863, Camilo publica "Amor de Perdição", onde se encontram todos os ingredientes da novela passional, caracterizada pelo desequilíbrio sentimental de seus personagens. Vendo-se diante de um amor proibido, os personagens buscam a solução para o seu sofrimento. Em “Amor de Perdição”, o autor revela o escândalo de sua situação de adultério pelo amor de Ana Plácido.

Em "Amor de Perdição", sua obra-prima, os sentimentos se submetem aos preconceitos e se põem em luta com as convenções sociais. Os heróis em conflito enfrentam a fatalidade do destino, conduzindo sua existência ao drama e à Tragédia.

Síntese de Amor de Perdição:

     Simão Botelho e Teresa de Albuquerque, ambos de origem nobre, amam-se desde a adolescência. Mas, como suas famílias são inimigas, não há a menor possibilidade de se casarem.
     Teresa é forçada pelo pai a casar-se com seu primo, Baltazar Coutinho. Recusa-se a obedecer e vai para o convento de Monchique, no Porto.
     Simão, após uma discussão com Baltazar, mata-o. Entrega-se à justiça, é preso e condenado à forca. Sua pena, porém, é comutada por degredo na Índia.
     No convento, Teresa, diante de tanta desgraça, definha a cada dia e morre. Simão, a caminho do exílio, em péssimo estado de saúde, quando sabe do destino da amada, também morre.
     Há ainda outra morte, a de Mariana. Apaixonada por Simão, e como jamais teria seu amor, contenta-se em servir de intermediária entre ele e Teresa, entregando as cartas apaixonadas, dando notícias de um e de outro. Quando Simão viaja para cumprir sua sentença, Mariana o acompanha apenas para poder estar junto dele e, ao vê-lo morto, atira-se ao mar.

BOM DIA e FELIZ nova semana, meus amigos e visitantes!


 

POEMA da série "GOTAS POÉTICAS"

 GOTAS POÉTICAS

Teu vôo é como o da pomba brava e destemida
Quando pousa ,soberba, no meu ombro.
De mim, colhe a sombra que me acorda a pele
Na sonolenta luz da bela aurora.
São de amor as gotas de orvalho pousadas num galho de árvore
Enquanto o silêncio transparente da luz não acorda completamente.
O canto alegre de um pássaro anuncia o mover das folhas
e o amor das gotas de água ajuda a preparar a terra para as sementeiras.
O Tempo sacia-se no instante em que é Tempo,
em qualquer fracção de segundo.
©Maria Elisa Ribeiro
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domingo, 28 de janeiro de 2024

POEMA

 uma manhã diferente

alvorada cedo
flores a rezar ao sol
das verdades do coração
embriagado de luz
um céu limpo e azul numa brisa quente...
uma primavera a prometer às veias do SER
o sangue rubro de um próximo verão
o meu limitado espaço de mundo
inundado de aromas celestiais
cheira a uma penetrante água-de-colónia
derramada na roupa de lã lavada
se ao menos eu pudesse interiorizar, absorvendo-os,
todos os odores naturais dos atalhos florestais
meu sangue vibraria nos caminhos onde
o sol alegremente brilhava
abrindo-me novos portais
©Maria Elisa Ribeiro-Portugal
2022
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