quarta-feira, 25 de novembro de 2020

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Dido / Youssou N'Dour - 7 Seconds (Live 8 2005)

Youssou N'Dour - 7 Seconds ft. Neneh Cherry

A

minha poesia
BREVES
Canção da Terra
Canta a Terra a canção da Vida;
Entoam-na milhares de vozes sibilantes
Cobertas por areias palpitantes
Canta o mar as águas azul-esverdeadas que por aí fora
Levaram as nossas barcas, em armadas.
Cantam as montanhas velhos romances de amor
passados pelos dedos
Do mestre-trovador.
Eram donzelas e cavaleiros a que
Só as árvores galhofeiras estiveram atentas, nas horas
Dos amores sorridentes.
Há rochas, rochedos, penedos, e penhascos
-a vibrarem ao mesmo tempo-num monumental coro à Vida.
Tudo canta na Terra!
Torna-se a Terra uma Catedral!
Das estrelas tomo o brilho e torno-me original.
(Foto de Pinterest)
NOV/020
Maria Elisa Ribeiro

Boa tarde, meus amigos!


 

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

 Boa noite, meus bons amigos!


A minha poesia








A minha poesia

TEMPO-RIO
O tempo é um rio que arrasta Onde-eu-também-sou-Rio.
Nele flutuo, como folha do espaço e do tempo chegada aos ares de Inverno
com sabores de Outono, já pouco florido.
Nele sigo em direcção à contemplação que me comove...este solilóquio-comigo,
às claras no meio do abrigo confuso que é o Deserto-Longe,
com vestígios de formas e cores
em restos de palavras...vestígios de frases
odores de vírgulas...impérios de Pontuações... e miríades de areias desfeitas.
As Palavras não me abandonam, não se afastam. Permanecem em diálogo mudo
Quer com o deserto, quer com o rio.
Movo-me nelas às apalpadelas, como um coração que quer seu sangue
e como um quarto vazio à espera da luz que trazes, quando me visitas.
No Princípio do TUDO, foi o Caos, condição primordial para a vida que, depois ,apareceu.
O Universo continua a criar-se
disposto, de tempos a tempos, em altares do sagrado e do profano.
O poema torna-se coluna vertebral
das coisas diferentes,
que são a mesma coisa,
verdadeiramente, Afinal...
MAIO/020
Maria Elisa Ribeiro


 


 


 

Bolo de chocolate 2 ingredientes

Se tiver um pouco de iogurte faça este bolo super cremoso! # 423

Vitela Assada à Moda de Lafões

Receita de bico da pá com alho by necasdevaladares

Boa tarde, meus amigos!


 

domingo, 22 de novembro de 2020

sábado, 21 de novembro de 2020






 Os meus artigos...

(Embora escrito há 2 ou 3 anos, mantém-se actual)
VAMOS PENSAR “LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE”!!
Vergílio Ferreira, nosso grande escritor existencialista (e não só…) afirma, em “Conta Corrente“, o seguinte: “E é do Não, que souberes dizer ao que te limita e degrada, que tu hás-de construir o Sim da tua dignidade”.
Escritas no passado século, são tão recentes de valor, estas palavras, que me atreveria a lançá-las nos ventos das eras e fazer delas um princípio de todos os tempos, da vida da Humanidade.
É de dignidade que se fala, quando nos oprimem para no-la degradar, quando nos rebaixam para nos escravizar, quando nos querem tratar como não-seres, para que Alguém seja. Se perdermos a Dignidade, perdemos a nossa Identidade e não temos valor.
O mundo tem mudado, assustadoramente. Não damos um passo, sem que nos apercebamos dessa verdade. E damos cada vez mais passos à procura do mundo que cada um de nós perdeu e onde não sei se só a Dignidade conta para o encontrarmos… ou até mesmo para nos encontrarmos!
Tenho a consciência de que me pus a escrever sobre um tema muito sério, que não se pode salvar com lindas imagens poéticas. Sei que o sangue que, nos últimos anos se tem derramado, em nome de valores e causas, sem valor e sem causas aparentes, não tem sido suficiente para afirmar a dignidade de todos os povos; pura e simplesmente, há quem se bata contra a dignidade das sociedades, sem pudor, sem princípios, sem humanismo, com armas na mão, com um comportamento satânico que, não se vendo entre animais, muito menos se deveria ver em seres, que se têm por humanos. Os valores e as causas de uns não são os valores e as causas dos outros, pelo que, cada um se deve bater pelos seus ideais sem implicar seres inocentes em causas que lhes não dizem respeito.
Logo nas primeiras horas, depois do terror se ter libertado pelas ruas de Paris, logo no momento em que víamos as imagens do terror espelhado em todos os olhos, em todas as pernas que corriam, em todos os que se afastavam dos lugares da tragédia, alguns arvoraram-se em corajosos suficientemente loucos, para afirmarem que não se podia mostrar o medo, e que era preciso continuar a lutar contra as forças demoníacas que têm estado, desde há anos, a querer mudar o mundo, como se este estivesse nos anos 700 e 800, depois de Cristo.
Como se pode não ter medo do perigo escondido, das faces sem vulto que atacam à falsa fé, quais serpentes venenosas? Era tudo demasiado bárbaro para não ter medo; já o confessei, sem sombras de vergonha! Por momentos, imaginei-me naquele ambiente de terror…Felizmente, eu não estava lá e sobraram-me as lágrimas de dor!
A França é o país da grande revolução, a todos os títulos, que começou no século XVIII, que correu mundo e que foi um marco divisório da História, ao dar início à Idade Contemporânea: a Revolução Francesa!
Deste acontecimento que teve repercussões em toda a Europa e também no mundo, saiu a ideia revolucionária da junção de três princípios, que deveriam mudar as sociedades: LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE!
O escritor francês Gustave Flaubert dizia: “A Fraternidade é uma das mais belas invenções da hipocrisia social. “
Na realidade, viremos os olhos para a sociedade em que vivemos e tenhamos a coragem de dizer que estas palavras não correspondem aos comportamentos sociais, éticos e políticos de quem nos des(governa)! A serem cumpridos estes três valores juntos, caso fôssemos capazes de os manter unidos dentro de cada um de nós, isso seria suficiente para que pudéssemos viver fora das grades das prisões, longe das armas apontadas à nossa cabeça ou das catanas e facas com que nos podem esquartejar!
Nos meus apontamentos de Literatura americana, dos tempos da Faculdade (há quantos anos, Deus meu…) encontrei uma frase atribuída a Lincoln, que diz o seguinte, do que ainda fui capaz de entender do que nesse tempo, escrevi: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Três palavras que constituem, só por si, se bem pensarmos nisso, o programa de toda uma ordem, que seria capaz de realizar o mais absoluto progresso da Humanidade.”
Da Revolução Francesa herdámos o que deveria ser um novo apregoar desses três princípios que têm (?) regido a Europa e parte do Mundo, nos últimos duzentos anos.
Todos estes princípios se foram transformando em lugares comuns ao longo dos decénios. Onde está a Igualdade, em qualquer sociedade? Olhemos à nossa volta e pensemos…E não é preciso sairmos de Portugal… Onde está a Liberdade, quer na Europa, quer no Mundo, se estamos rodeados de “espias”, “vigias”, câmaras fotográficas, meios de detecção, invasão da vida alheia, meios de comunicação com “OLHO”…Isto, para não falar dos direitos humanos que não HÁ e nos podem levar a cair, à mão de loucos e ditadores!
Ainda sobre a Igualdade, que é a maior das Utopias em que podemos cair. Quem estudou, lembra-se da História de Inglaterra, do caso de Thomas More, filósofo e intelectual do reinado de Henrique VIII, autor do célebre livro “UTOPIA”. Ao estarmos atentos às mensagens subliminares, vemos que o autor falava de liberdade, igualdade e fraternidade. Saibamos lê-lo, nas entrelinhas…
O rei leu a obra de quem todos falavam, chamou Thomas More e perguntou-lhe se ele achava que o rei devia ter os mesmos direitos que os seus súbditos…Perante a resposta do honesto homem de letras e de livre pensamento, Henrique VIII mandou cortar-lhe a cabeça!
Mas não é preciso ir tão longe no tempo, para encontrar situações destas… O que faria a um seu familiar, amigo ou escravo, o louco líder da Coreia do Norte, num caso destes? O que fez Hitler a quem considerava menor, diferente, inferior?
O que fazem, neste preciso momento da Humanidade os seguidores da Al-Qaeda, do isis, do boko-haram, a quem não professa o seu satanismo?
Digamos que a Igualdade, a Fraternidade e a Liberdade estão tão ligados entre si, que só se entendem como um todo! Por isso, se encontram nas lágrimas que choramos pelas vítimas inocentes dos malvados de todo o mundo. Por isso, se encontram, igualmente, na impossibilidade dos pobres em terem acesso aos bens mais imediatos como a Saúde, a Justiça, a Educação, a Alimentação, o Trabalho, etc. É que o Homem não é fraterno, não vê os outros como seus “irmãos”, como gente com os mesmos direitos na sociedade; vê-os mais como gente que tem DEVERES e BASTA!
Termino com uma citação de Henri Barbusse (1873-1935): “ A liberdade e a fraternidade são palavras; a Igualdade é uma coisa. “
ARTIGO DE
Maria Elisa Rodrigues Ribeiro

Bom dia, amigos, e feliz fim de semana, em reclusão!


 

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Votos de uma noite feliz!

 


O Pensamento de ROUSSEAU-in NET-ACNUR.org/portugues

 

O legado de Jean-Jacques Rousseau 300 anos após seu nascimento

“O homem nasce livre, mas por toda parte encontra-se acorrentado” é a frase que tornou o filósofo político genebrino Jean-Jacques Rousseau mundialmente conhecido.

GENEBRA, 28 de junho de 2012 (ACNUR) – “O homem nasce livre, mas por toda parte encontra-se acorrentado”. A frase inicial da obra O Contrato Social tornou o filósofo político genebrino Jean-Jacques Rousseau mundialmente conhecido. Mas hoje, quando comemoramos os 300 anos de seu nascimento, nos perguntamos até que ponto o pensamento rousseauniano ainda é relevante. E ainda o que ele poderia nos ensinar sobre o trabalho do Alto Comissáriado das Nações Unidas para Refugiados, que tem sua sede em Genebra.

Rousseau nasceu em 28 de junho de 1712 em uma família de refugiados franceses protestantes. A cidade suíça de Genebra, que ofereceu abrigo a milhares de huguenotes perseguidos a partir do século 16, deixou nele marcas profundas. O filósofo não apenas dedicou à cidade – que fica às margens do lago Léman – seu segundo “Discurso”, como também assinava suas obras como “Cidadão de Genebra”.

Ainda assim, sua relação com sua terra natal não foi simples. Orfão ainda criança, Rousseau passou muitos anos de um lado para outro, vivendo na casa de diferentes empregadores, clientes e amantes, trabalhando como balconista, entalhador e professor particular.

Rousseau saiu da obscuridade em 1749, quando ganhou um concurso de ensaios, argumentando que o progresso do conhecimento e da cultura levavam à corrupção do comportamento humano. Ele publicou seu primeiro grande trabalho político, o Discurso sobre a desigualdade, em 1755, a partir do qual escreveu O Contrato Social e Émile.

As duas obras foram desprezadas por autoridades e intelectuais, sendo queimadas publicamente em Paris e Genebra. Convencido de que era alvo de conspiração, Rousseau viajou pela Europa, decidindo estabelecer-se nos arredores de Paris, onde morreu isolado aos 66 anos.

Embora o trabalho de Rousseau seja fruto de seu tempo, ele deixou contribuições chave para a teoria e a prática da política moderna. Uma questão esteve no centro de seu pensamento: Como o homem pode viver livremente dentro da sociedade?

O pensamento de Rousseau surgiu de sua noção sobre a natureza humana. Contrapondo alguns de seus precursores e contemporâneos (como Montesquieu e Hobbes), ele acreditava que os seres humanos possuíam uma bondade inata, e que cuidar de si não excluía a preocupação com o bem-estar alheio.

O filósofo também argumentava que todos os homens eram socialmente iguais. E as desigualdades eram criações artificiais de sistemas sociais baseados na propriedade privada e no trabalho organizado – sistemas que permitiram a dominação e exploração de algumas pessoas por outras.

Embora Rousseau seja visto por alguns como o pai da democracia moderna – e foi, sem dúvida, influente na evolução do pensamento democrático – ele tinha ideias muito específicas sobre formas de governo.

Ele era favorável a democracia direta, na qual os cidadãos tinham igual responsabilidade em concordar com as leis que os governavam. Seu argumento era apoiado no exemplo de Genebra, pequena cidade-Estado onde a democracia direta poderia ser estabelecida.

O pensamento de Rousseau desempenhou um papel importante na promoção da noção de direitos humanos, o que é fundamental para o trabalho do ACNUR. Muitos filósofos anteriores, do jurista e filósofo holandês Hugo Grotius até o inglês Hobbes, tinham concebido noções sobre direitos em termos de posse, poder ou de construções societárias legais.

Em contraste, a insistência de Rousseau na liberdade fundamental dos seres humanos em seu “estado natural” contribuiu para a noção moderna de que indivíduos têm direitos inalienáveis​​, independentemente do seu lugar na sociedade. Esta noção é claramente refletida nos documentos do século 20, como a Carta das Nações Unidas e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Rousseau não chegou a formular uma teoria de relações internacionais, mas muitos dos princípios ajudaram a delinear o pensamento moderno na área. A primeira vista, parece que o pensamento rousseauniano teria preferido que os Estados permanecessem independentes uns dos outros tanto quanto possível, porque ele acreditava que a dependência era a raíz de todo conflito. Em situações de guerra, por exemplo, ele era descrente sobre a motivação dos legisladores e, certamente, teria sido crítico à intervenção das grandes potências.  

O mundo mudou significativamente da época de Rousseau para cá. Seus ideais de unidade interna e independência dos Estados estão desatualizados em um mundo globalizado, caracterizado por migrações em massa, diásporas e movimentos sociais transnacionais. Por isso, fica aberto a interpretação se Rousseau teria abraçado a noção de governança global ou do estabelecimento de organizações internacionais como as Nações Unidas.

Rousseau não antecipou o conceito de intervenção humanitária. No entanto, ele acreditava firmemente na compaixão intrínseca da humanidade e no desejo das pessoas em contribuir para o alívio do sofrimento alheio. A vida e a obra de Rousseau permanecem altamente relevantes para o trabalho do ACNUR, assim como de outras organizações humanitárias que têm sua sede na cidade onde ele nasceu.









Por Rachel Humphris em Geneva

Bom dia, meus amigos!