domingo, 4 de fevereiro de 2024

POEMA







 BREVES

Lembranças
são memórias em painéis de tristeza
ou de encantamento,
onde vivem os mais variados sentimentos.
Falam das paisagens da vida das gentes,
de momentos de alegria e de tormentos,
de jardins floridos e de campos secos,
de montanhas verdes e desertos áridos…
Falam de acontecimentos que,
no Presente são Passado-sem-saberem-do-Futuro.
Pelas lembranças,
recordamos-a-sentir as mudanças
que passam pelas várias épocas do Tempo,
deixando
nas nossas faces,
frestas de rugas, alegrias e lamentos.
Maria Elisa Ribeiro
JAN/017

sábado, 3 de fevereiro de 2024

Exército Português - O Amor a Portugal (Dia Mundial da Voz)

Mais flores...


 

Mais flores...


 

Flores para os meus amigos (as)!


 

What's a Woman

U2 - All I Want Is You (Preview: U2 At The BBC)

POEMA

 




AS PALAVRAS E O MAR

Uma voz saída como um sussurro...
Um sopro quase sumido, mas firme,
Que me força a ouvir todas as palavras
Que querem sair na minha voz,
versão poema.
O sopro é do vento que as empurra
sem respeito,
pelo mundo em que vivem.
Desequilibro-me ao olhar este mundo e logo
me endireito,
para assegurar a verdade do possível.
Seguro
É o pequeno rio que, tendo percebido o valor das palavras,
Lhes quer dar voz
Para as juntar ao mar
desde que houve
gente, por lá, a navegar.
Na memória dos livros de todas as letras,
Os muros inseguros encostados às palavras
Sabem que o poema não cairá, nunca!-pois
essa voz que não cai
e ouço , em sussurro, força-me
a um equilíbrio
nunca oscilante, sempre constante.
©Maria Elisa Ribeiro
Direitos reservados
Maio/2022

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

In "ESTUDOS HISTÓRICOS

 O LATIM

O latim é uma língua antiga que se originou na região do Lácio, na Itália, por volta do século VII a.C. Os romanos expandiram o uso do latim pela Europa Ocidental e Oriental durante o Império Romano, que durou de 27 a.C. a 476 d.C. O latim era a língua da política, da cultura, da religião e da ciência nesse período.
O latim clássico era a forma padrão e culta do latim, usada pelos escritores, filósofos e oradores mais famosos, como Cícero, Virgílio, Horácio e Ovídio. O latim clássico tinha uma gramática complexa, com cinco declinações, seis casos, três gêneros, três números, quatro conjugações e seis tempos verbais. O latim clássico era escrito em um alfabeto de 23 letras, derivado do alfabeto etrusco, que por sua vez era derivado do alfabeto grego.
O latim vulgar era a forma popular e coloquial do latim, usada pelo povo comum, pelos soldados, pelos comerciantes e pelos camponeses. O latim vulgar tinha uma gramática mais simples, com menos declinações, casos e conjugações. O latim vulgar era influenciado pelas línguas locais dos povos conquistados pelos romanos, como os celtas, os germânicos, os gregos e os árabes. O latim vulgar era transmitido oralmente e raramente era escrito.
Com a queda do Império Romano, o latim deixou de ser a língua dominante na Europa e começou a se fragmentar em diferentes dialetos regionais. Esses dialetos evoluíram gradualmente para as línguas românicas, como o português, o espanhol, o francês, o italiano e o romeno. Essas línguas mantiveram muitas palavras, expressões e estruturas do latim, mas também incorporaram elementos de outras línguas, como o germânico, o árabe e o eslavo.
O latim, porém, não desapareceu completamente. Ele continuou sendo usado como a língua oficial da Igreja Católica, que tinha uma grande influência na Europa medieval e moderna. O latim também era a língua da educação, da ciência, da filosofia e da literatura nessa época. Muitos autores renomados, como Dante, Petrarca, Erasmo, Newton e Descartes, escreveram suas obras em latim ou se inspiraram na literatura latina.
Hoje em dia, o latim é considerado uma língua morta, pois não tem mais falantes nativos e não é usado como língua de comunicação cotidiana. No entanto, o latim ainda tem uma grande importância histórica, cultural e acadêmica. Ele é estudado por pesquisadores, estudantes e curiosos que querem conhecer melhor a origem e a evolução das línguas e das culturas ocidentais. Ele também é usado em algumas áreas específicas, como a medicina, a biologia, a botânica, a zoologia, a teologia, a jurisprudência e a heráldica.
O latim é uma língua que marcou profundamente a história da humanidade e que ainda nos fascina e nos desafia com sua beleza, sua complexidade e seu legado.
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U2 - Beautiful Day (U2 At The BBC)

Beautiful Day

Chopin Tristesse - NO OTHER LOVE - James Last

Bom dia, (dia mais lindo), meus amigos!


 

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Boa noite, meus amigos!


 

POEMA






 MINHAS VEIAS-RAÍZES

cabe-me um universo no corpo-poema
repleto de lexemas que dispersam mensagens
na falta de flores que te rocem a face.
relevos da realidade sensual à janela das estrelas,
a sua luz brilhante ilumina-me os sonhos-só-sonhos,
imagens de reacções dos sentidos.
minhas veias, raízes da minha-árvore-corpo
espalham-se pelas florestas a respirar o perfume
das neblinas-vida-a-germinar.
chegarás ao meu poema a tempo de me respirar?
o Outono não tarda a chegar e o menos calor faz-me transpirar
os sonhos-a-cumprir...
mas eu sou só uma letra da sílaba a nascer
da palavra do poema a querer viver.
faltas-me tu...
e meus dedos bêbados de cansaço
passeiam pelas folhas do dicionário dos teus mistérios
onde,
por vezes,
as ostras geram pérolas-auréolas-de firmamento.
©Maria Elisa Ribeiro
FEV/2020

Vaya Con Dios - What's A Woman? (1990) [videoclip]

PORTUGAL TEMPLÁRIO

 

Como onze cavaleiros fundaram um novo país e encontraram um refúgio secreto para o Graal
A história convencional afirma que, em 1118, nove homens formaram uma irmandade em Jerusalém chamada cavaleiros templários para dar proteção aos peregrinos que viajavam para a Terra Santa. Ao contrário da narrativa histórica há muito estabelecida, Portugal: A Primeira Nação Templária demonstra que a Ordem do Templo existia uma década antes no canto oposto da Europa, no seu território mais a ocidente.
Revela que a proteção dos peregrinos em Jerusalém foi confiada a uma organização distinta e que, em conluio com os monges cistercienses e a misteriosa Ordem de Sião, os templários levaram a cabo um dos planos mais ousados e secretos da história: a criação do primeiro Estado-Nação independente da Europa, Portugal, com um dos seus como rei.
Situando os intrépidos cavaleiros num tempo e local desconhecidos, o autor revela as raízes portuguesas de importantes membros fundadores, a sua relação com a Ordem de Sião, a devoção inabalável dos templários a Maria Madalena e a João Batista, e como eles protegeram uma linhagem sagrada em Portugal.
Além disso, fornece provas sobre a existência de locais sagrados secretos dos templários, câmaras iniciáticas e passagens secretas espalhadas pelo nosso país, muitas vezes coincidindo com templos pagãos e neolíticos, e explica como o seu local mais importante forma um triângulo perfeito com a Abadia do Monte Sião em Jerusalém e o Osireion no Egito.
Desvenda ainda o verdadeiro mistério do Graal e a sua localização exata, escondido até hoje à vista de todos.
Com centenas de referências novas e de fontes raras, este livro revela que foi Portugal, e não Jerusalém, a primeira fortaleza dos templários. Refere os membros fundadores da ordem e como o primeiro rei de Portugal, um templário secreto, estava ligado a Bernardo de Claraval, líder dos cistercienses. Explica ainda a motivação dos templários para criarem um novo país longe do alcance de Roma, onde pudessem cumprir a sua mais importante missão — um segredo que os templários protegeram até à morte e que custou a vida a milhares deles.
Um relato original e esclarecedor que irá atrair e surpreender os leitores mais exigentes.

Afonso Henriques, primeiro Rei de PORTUGAL, in Internet

 

Afonso Henriques (Afonso I de Portugal)

Primeiro rei de Portugal
Por Dilva Frazão
Biblioteconomista e professora

Biografia de Afonso Henriques (Afonso I de Portugal)

Afonso Henriques (Afonso I de Portugal) (1109-1185) foi o primeiro rei de Portugal. Chamado de “O Conquistador” reinou 42 anos, de 1143 a 1185, e deixou como legado uma nação.

Afonso Henriques nasceu em Guimarães, Portugal, no dia 5 de agosto de 1109. Era filho de D. Henrique de Borgonha e de D. Teresa de Leão, era neto do rei castelhano Afonso VI de Leão e Castela.

Contexto histórico (formação de Portugal)

Longa e lenta foi a luta para expulsar os árabes da Península Ibérica. Sete séculos aproximadamente durou o domínio muçulmano. Aos poucos foi se formando os reinos independentes.

Em 1065, com a morte de Fernando Magno, rei de Leão e Castela, foi criado mais um reino, o da Galícia no extremo noroeste, em terras retomadas dos árabes, e os reinos foram divididos entre seus três filhos.

Afonso VI foi o filho que mais se destacou na luta pela reconquista. Além de ter herdado o reino de Castela, anexou-lhe, em pouco tempo, Leão e Galícia, depois de vencer os árabes.

Afonso VI contou com a ajuda de nobres franceses, entre eles o duque Eudes de Borgonha e seu irmão o conde Henrique de Borgonha sobrinhos da mulher de D. Afonso, D. Constança de Borgonha. Contou também com o primo – o conde Raimundo de Armous que casou com D. Urraca e recebeu os reinos de Leão e Castela.

D. Henrique de Borgonha, foi ordenado conde pelo rei Afonso VI, pelo sucesso nas campanhas militares contra os mouros na Península Ibérica. Em 1095 casou-se com D. Teresa, filha ilegítima de Afonso VI e receberam um território limitado ao norte pela Galícia, na altura do rio Minho e ao sul pelo rio Douro.

A região compreendia o antigo condado de Porto Cale, por isso, D. Henrique o chamou de  “Província Portucalense” ou “Condado Portucalense”. O casal instalou-se na região, porém ainda devia vassalagem ao doador e após a morte deste, a seus herdeiros, no caso à filha primogênita – D. Urraca, e à sua descendência.

Ao ficar viúva, D. Urraca (que recebeu os reinos de Leão e Castela) casou-se com D. Afonso I, de Aragão, assim se formando a união de Leão e Castela com Aragão. O herdeiro desse domínio foi Afonso VII, filho de D.Urraca, neto de Afonso VI.

D. Afonso – o herdeiro

Com a morte de D. Henrique de Borgonha, em 1112, D. Teresa tornou-se regente até que o herdeiro, Afonso Henriques, chegasse à maioridade, porém, a partir de 1116, D. Teresa passou a se intitular “rainha” e fez-se amante do nobre galego conde Fernão Peres de Trava. O objetivo do conde era casar-se com D. Teresa e retirar D. Afonso Henriques do poder.

Como conde de Porto Cale, Afonso Henriques deveria tributar vassalagem ao primo, Afonso VII, mas desejando consolidar a independência do condado, herdado de seu pai, com 17 anos de idade, decidiu romper as leis da hierarquia feudal, armou-se cavaleiro (Ato que caberia ao rei, seu primo) e prestou vassalagem diretamente ao Papa.

Cerco a Guimarães e a Batalha de São Mamede

D. Afonso Henriques recebeu o apoio da nobreza e iniciou uma disputa contra sua mãe. Em 1127, suas forças resistem ao cerco militar de Afonso VII contra a província de Guimarães.

alfonso henriques

O cerco a Guimarães, em 1127, foi o desencadear da guerra que travou daí em diante, e só veio a ter fim com a batalha de São Mamede, em 1128.

No dia 24 de junho de 1128, no Campo de São Mamede, próximo ao Castelo de Guimarães, foi travada a Batalha de São Mamede, quando as tropas comandadas por D. Afonso Henriques, venceu as tropas de sua mãe e do conde de Trava, marcando assim o nascimento da “Nação Portuguesa”.

Com a vitória, Afonso Henriques adotou o título de príncipe e impôs-se como governante do condado. Tornava-se definitiva a separação política entre a Galícia e aquilo que viria a ser Portugal.

Duas versões são dadas sobre o destino de D. Teresa: teria sido enclausurada pelo filho no Castelo de Lanhoso, ou após a derrota de São Mamede, acompanhada do conde de Trava, teria fugido  para a Galícia. O certo é que faleceu no ano de 1130.

Primeiro rei de Portugal

Reivindicando um reino, partiu D. Afonso à conquista de terras mouriscas, rodeado de nobres e partidários. Instalou-se em Coimbra, organizou a defesa da cidade, sujeita a incursões dos mouros de Santarém e construiu castelos que vigiassem e dificultasse as ações dos inimigos.

Para a afirmação da futura monarquia portuguesa, Afonso Henriques buscou negociar junto a Santa Sé. O primeiro passo foi a fundação do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, ainda em 1131. Com a construção do castelo de Leiria, começou ele próprio a desencadear e chefiar incursões em zonas controladas pelos muçulmanos.

Em 1139, Afonso Henriques organizou uma grande expedição nos campos alentejanos de Ourique que culminou com a vitória na Batalha de Ourique, no dia 25 de julho. Apesar do inimigo ser em superioridade numérica, cinco reis mouros morreram na mão do Afonso. “Explica-se assim a origem dos cinco escudos no brasão de Portugal).

afonso henriques

Com a vitória alcançada, Afonso Henriques foi aclamado rei pelas tropas e passou a se intitular “rei dos portugueses” título que aparece nos documentos da corte dessa época. O rei e a monarquia dos portugueses surgiram antes de se haver estabelecido o reino de Portugal perfeitamente delimitado e estabilizado.

Em 1143 ocorre um passo decisivo para o processo de independência, quando um enviado do papa, o cardeal Guido de Vico, foi à península para resolver várias questões administrativas da Igreja em uma reunião com D. Afonso Henriques e o rei de Castela D. Afonso VII

O enviado papal pretendia também que os dois primos não tivessem tanta discórdia, pois só favoreciam os mouros. Afonso VII reconheceu seu primo como rei, mas tal reconhecimento não significava uma dissolução do vínculo de vassalo entre os dois.

Determinado a alargar o território, D. Afonso vai reconquistado terras do sul antes tomadas pelos mouros. Em 1147 ocupa Santarém e Lisboa, conquistada com a ajuda dos cruzados que seguiam para a Terra Santa. Em seguida, conquista Almada, Sintra, Beja, Évora, Moura, entre outras.

Em Badajoz, conhece sua primeira derrota, ficando ferido gravemente em uma perna e feito prisioneiro. Conta-se que teve que pagar quilos de ouro por sua libertação. Nessa época contou com a ajuda do herdeiro Sancho I.

Mesmo reconhecido pelo primo e tendo o monarca português enviado uma carta ao papa Inocêncio II, dispondo-se a pagar-lhe quatro onças de ouro anuais e afirmado que o considerava como seu único senhor, excluindo qualquer espécie de subordinação a Afonso VII, os documentos pontifícios continuaram o tratando por duque.

Só em 1179, Afonso I vê o reconhecimento, de sua realeza pela Santa Sé, com o  Papa Alexandre III. Na realidade a independência era desde há muito tempo um fato consumado.

Rainha D. Mafalda

Em 1146, D. Afonso Henriques casa-se com D. Mafalda de Saboia, também conhecida por Matilde, condessa de Saboia e Maurienne, filha do conde Amadeu II de Saboia e de D. Mafalda de Albón. Na data, tinha 21 anos e o rei 37.

Mafalda teve que lidar com as constantes ausências e infidelidades do marido. A rainha sozinha e desgostosa, dedicada à caridade e à devoção fundou o Mosteiro da Costa, em Guimarães, e várias outras igrejas.

Foi ela que estabeleceu o serviço de dois barcos no rio Douro e a construção de duas pontes, uma no Douro e outra no Tâmega.

Em 12 anos de casamento, teve sete filhos, com partos difíceis. Teria falecido do parto da filha Sancha, em 4 de novembro de 1157. Foi sepultada no Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra.


Bom dia, meus amigos, nesta linda manhã!