segunda-feira, 12 de junho de 2023

POEMA: INDEFINIDOS

 INDEFINIDOS

Um transpirar de sedentas flores…
Um deslizar de águas em terras áridas…
Um rastejar de espumas serpenteantes num bramir de ondas imponentes…
Um manto de estrelas a cobrir-me a pele quando
Uma seiva se esvai, límpida e borbulhante, pelos flancos da montanha…
Uma guitarra-violino que canta a minha guerra-de-ser…
Um voo pelas tuas veias
que florescem como flores enamoradas
nas asas em-que-te-prendo…
Um dormir lânguido, a teu lado, repousada…
Um respirar calmo do teu sangue…
Um prender os teus dedos, num enlace…
Um beijar teu rosto embrulhado no pó das fadas
que amaram , nas rochas…
(Um intervalo, um recordar…)
Um semear o trigo à hora certa em que Florbela
canta, encantando marés de oiro, no Alentejo …
Um lavrador de Torga que cava regos telúricos,
com a devoção do momento de uma mística comunhão …
(Um intervalo, um saborear…)
Um escrever um poema a recordar uma-verdade-minha,
perdida no inigualável branco-luar…
(Poeta-sem-intervalo na-hora-de-intervalar…)
E um corpo-mulher-sabe-a-ti
na aurora ao alvorecer
lá mais para a hora do adormecer-a-escurecer ,
quando a fruta-flor nasce numa infância
que acabou de desaparecer…
Maria Elisa Ribeiro/2015
Pode ser uma imagem de 2 pessoas e céu
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domingo, 11 de junho de 2023

Muito boa noite e uma feliz nova semana!


 

Sobre Eva Péron (extracto) em WIKIPÉDIA






 Sobre EVA PERON, in um extracto da WIKIPÉDIA:

..."Evita
Evita em sua nomeação como vice-presidente da Argentina
Em determinado momento, fruto de criação da atriz Eva Duarte, surgiu a personagem "Evita". A própria Eva tinha consciência da existência autônoma de sua personagem, que ela transformou quase numa segunda personalidade. Assim Eva Péron se refere a Evita:
Quando escolhi ser "Evita" sei que escolhi o caminho do meu povo. Agora, a quatro anos daquela eleição, fica fácil demonstrar que efetivamente foi assim. Ninguém senão o povo me chama de "Evita".[8] Somente aprenderam a me chamar assim os "descamisados". Os homens do governo, os dirigentes políticos, os embaixadores, os homens de empresa, profissionais, intelectuais, etc., que me visitam costumam me chamar de "Senhora"; e alguns inclusive me chamam publicamente de "Excelentíssima ou Digníssima Senhora" e ainda, às vezes, "Senhora Presidenta". Eles não veem em mim mais do que a Eva Perón. Os descamisados, no entanto, só me conhecem como "Evita". Eu me apresentei assim pra eles, por outra parte, no dia em que saí ao encontro dos humildes da minha terra dizendo-lhes que preferia ser a "Evita" a ser a esposa do Presidente se esse "Evita" servia para mitigar alguma dor ou enxugar uma lágrima. E, coisa estranha, se os homens do governo, os dirigentes, os políticos, os embaixadores, os que me chamam de "Senhora" me chamassem de "Evita" eu acharia talvez tão estranho e fora de lugar como que se um garoto, um operário ou uma pessoa humilde do povo me chamasse de "Senhora". Mas creio que eles próprios achariam ainda mais estranho e ineficaz. Agora se me perguntassem o que é que eu prefiro, minha resposta não demoraria em sair de mim: gosto mais do meu nome de povo. Quando um garoto me chama de "Evita" me sinto mãe de todos os garotos e de todos os fracos e humildes da minha terra. Quando um operário me chama de "Evita" me sinto com orgulho "companheira" de todos os homens.[10]
As divergências ideológicas não impediram, depois da sua morte, que as bandeiras que ela defendia de ódio aos ricos e poderosos, que ela chamava de oligarcas e da mais absoluta e intransigente defesa dos pobres e oprimidos fossem violentamente disputadas pela direita, pelo centro e até pela extrema esquerda, personificada no grupo guerrilheiro Tupamaro. No entanto, para esses pobres que ela carinhosamente chamava de grasitas, Evita nunca foi uma líder ideológica. Para eles ela era muito mais. Era mais que a mulher do grande Perón, mais que uma benfeitora, mas a líder espiritual da nação argentina, quase uma santa. Essa ambiguidade conceitual foi sabiamente usada por todas as correntes ideológicas argentinas que usaram o justicialismo peronista para chegar ou tentar chegar ao poder depois da chamada Revolução Libertadora, o golpe de Estado que depôs Perón em 19 de setembro de 1955.
Morte
Corpo embalsamado de Eva Péron
Às 20h e 25min de 26 de julho de 1952, morre aos 33 anos, de câncer de útero.[11] Embalsamado, seu corpo ficou exposto à visitação pública até que, durante o golpe de Estado que derrubou Perón em 1955, seu cadáver foi roubado e enterrado no Cemitério Monumental de Milão, Itália. Dezesseis anos mais tarde, em 1971, o corpo foi exumado e transladado para a Espanha. Ali foi entregue ao ex-presidente Perón, que vivia exilado em Madri. O médico argentino que embalsamou Evita revelou que fora um trabalho perfeito, uma vez que, Evita parecia "uma boneca" devido a sua baixa estatura, pele alva e vestido de cetim branco. Após a vinda do esquife da Espanha numa caixa de vidro... Evita parecia adormecida.[8]
"Evita havia se diluído, estava em todos os lugares! A sua identificação à sua pátria fora tão completa e consumada que agora, morta enquanto integridade física coesa, ela vivia, enquanto mito, em todos os recantos da Argentina."[7]
Perón voltou à Argentina em 1973 e foi reeleito presidente, tendo a terceira mulher, Isabelita Perón, como vice. Após sua morte, em 1974, Isabelita Perón trouxe o corpo de Evita para a Argentina, onde foi exposto novamente por um breve período. Foi então enterrada novamente no mausoléu da família Duarte no cemitério da Recoleta, na cidade de Buenos Aires.[8][12]

Il Silenzio - Ukrainian Military Orchestra

Nini Rosso - Il Silenzio (1966) 4K

MENSAGEM DO CÉU: MANTENHA-SE VIGILANTE COM A SUA IRMÃ, POIS EM POUCO TEM...

Boa tarde de Domingo, meus amigos (as)!


 

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Simon & Garfunkel - The Sound of Silence - Madison Square Garden, NYC - ...

REM - Everybody Hurts Legendado Tradução(Pessoas com Depressão)

Imagens de drone mostram destruição em barragem hidroeléctrica perto de ...

Poema

 AROMA-DOS-FENOS

Searas cortadas no pico do calor abrasador
Limpas salpicadas de espigas cortadas
do trigo que deu flor.
Sementes perdidas aqui e além
São fruto para as aves e para insectos, também.
Feno aromático
no horizonte dourado de rubras papoilas
a quem o Verão roubou o viço de SER...
O vento faz-se anunciar
pelo ar que roça as poucas ervas
rentes ao chão,
e folhas das árvores esquecidas do ENTÃO.
O ruído peculiar do vento a falar
recorda o som da flauta do pastor
quando conduz o rebanho com a ajuda do cão.
Cheira a trigo...
cheira a medas de palha dourada, cheira à Natureza sagrada...
Quando o vento empurrar as nuvens
não tarda que meu coração
Ouça gotas de água que ,
pelos olhos não quero perder.
E se isso vier a acontecer
Apanho-as...guardo-as...escondo-as e
Ali à frente,
sob o meu telheiro no aroma do feno
que está a secar,
escrevo o poema que o vento não ouve ao passar
( para não lhe permitir roubá-lo!)
©Maria Elisa Ribeiro
Direitos reservados
JAN/2022
Pode ser uma imagem de natureza, árvore e massa de água
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Bom dia ,bons amigos!


 

quarta-feira, 7 de junho de 2023

Maria Gabriela Llansol num artigo da Internet

 RESUMO

Maria Gabriela Llansol – uma fonte gotejante de linguagem no trabalho de escrita e no pensamento – é aquela que escolhe a palavra e decide o real. Os caracteres que traça são o objeto de estudo desta tese, a qual intitulamos Feitio de uma escrita por si em Maria Gabriela Llansol. Neste trabalho, nosso objetivo é, ao propor uma chave de leitura para a obra de Llansol, apresentar uma reflexão sobre a força atuante de sua escrita, a qual abre à linguagem caminhos que a literatura dita tradicional não nos mostrou. À pertinência e à persistência dessa força escritural, estamos nomeando de uma escrita por si. Trata-se de uma escrita com acento em marcas de experiência, e que ultrapassa o campo simbólico, e por consequência é desprovida de representação. Nossa proposição é cunhar uma espécie de significante que formule uma ideia, um pensamento da obra de Maria Gabriela Llansol, a partir dessa expressão uma escrita por si. Essa hipótese de trabalho tem como base o traço metalinguístico de seus textos. Em outras palavras, visamos a extrair o pensamento sobre o processo de composição da sua escritura, isto é, o projeto de escrita de sua prosa de tonalidades poéticas, a partir, sobremodo, do seu valor estético-literário. Nosso estudo se textualiza da seguinte forma: a apresentação, quando colocamos o texto no olhar da paisagem geral do universo Llansol. O capítulo um – em que apresentamos o projeto de Llansol – é impregnado de textualidade, mas trata-se de uma concepção divergente da estética realista com valor de verossimilhança. Nesse trajeto além da linguagem representativa, dialogamos, em especial, com Jacques Rancière (1995, 2005); Maurice Blanchot (2011a, 2011b); Jacques Derrida (2005, 2006); Jorge Larrosa (2014). E da fortuna crítica de Llansol, pinçamos os estudos de Lucia Castello Branco (2011; 1997a, 1997b, 1997c; 1997d); Cláudia Pedrosa Soares (2015) e Jorge Fernandes da Silveira (2013). No capítulo dois, textualizamos nossas reflexões em torno das características que ressoam por meio da escrita por si, na obra de Llansol. Nesse momento, lançamos mão, dentre outros, de Roland Barthes ((1987, 1990, 2002, 2012); Eneida Maria de Souza (2002; 2011); Paul Zumthor (2014); Michel Foucault (2007). Entre os comentadores de Llansol, dialogamos, em especial, com Silvina Rodrigues Lopes (2013); Vania Baeta Andrade (2006); Elisa Arreguy Maia (2013; 2012); Juliana Cabral Junqueira de Castro (2014); Cinara Araújo (2008) e Carlos Eduardo Batista Souza (2018). No capítulo três, interessamo-nos pelo fluir dos escritos da autora que se funde com palavras, texto, língua, linguagem, obra e livro-devir e, para isso, recorremos à Maria José Motta Viana (1995); João Barreto (2001, 2007a, 2007b, 2014c); Paulo Fonseca Andrade (2010; 2013); Maria Carolina Junqueira Fenati (2015). No capítulo quatro, o campo teórico de Llansol ressoa por meio das noções-conceito executantes da sua própria escrita por si. Na conclusão, há a constatação de uma escrita firmada no conhecimento a ser levantado pelo próprio texto. Além disso, nesse ajuntamento de palavras, este estudo se vale das imagens do pensamento de diversos teóricos e críticos, entre eles: César Guimarães (1997); Erick Gontijo Costa (2008; 2014); José Augusto Mourão (2014b). Assim, esta tese, ao nos solicitar uma escrita ligeira e leve, reflete sobre o pensamento de Llansol – aquela que nasceu para escrever e escreveu para sobre-viver.
Palavras-chave: Maria Gabriela Llansol. Escrita por si. Experiência. Metalinguagem.
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POEMA

 Poema

A LUZ DE UM SORRISO
Diluem-se promessas da noite em que chegámos-a-Nós.
*foram vagas, como vagas são as estrelas, ao longe, dominadas pelo brilho da Lua Nova
*que cruel é este cintilar, que me passa pelos dedos, a deslizar, esvaindo-se, como rio que ruma ao mar!
*tenho fome da sede com que bebia o luar dos teus lábios, sem me importar com o brilho da lua, nem dos passos alheios, na rua…
*escrevo-Me para me saciar de ti, sem-Te-sofrer*
*minhas mãos, cheias de letras a compor palavras raras, padecem da falta das tuas a afagar brisas que poisavam, atentas, nos meus cabelos
a noite é de vento, esse bocejo ruidoso do Tempo em que nos encontrámos, no indeciso caminho a percorrer no desejo…
*é tão difícil pensar-Te, sem recordar que fui estrela-a-iluminar a iluminar-te
*folheio velhos cadernos de memórias amarelecidas, onde confesso que Morri-Vivendo no lume brando do teu olhar
*sinto que o Sonho dança na minh’alma-a-procurar-a-tua…
e, como pássaro esquivo de asa ferida, fixo o azul do mar onde continuo à deriva, a navegar numa bolha de espuma ,onde talvez te possas alojar.
*mas, sem luz, a noite é um crepúsculo obscuro, onde o mundo se esquece de me orientar…
*por onde ficaste? por que não procuras a alma que perdeste?*
*…recordo…
dizias sempre na solidez dos quinze anos, que não sabias decifrar
[ a luz de um sorriso de amor…]*
Maria Elisa Ribeiro
AGT/015
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Encontrada a munição secreta da Rússia! Ucrânia descobriu 10 toneladas d...