sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

POEMA

 A minha poesia








BREVES
Lembranças
são memórias em painéis de tristeza
e de encantamento,
onde vivem variados sentimentos.
Falam das paisagens da vida das gentes,
de momentos de alegria e de tormentos,
de jardins floridos e de campos secos,
de montanhas verdes e desertos áridos…
Falam de acontecimentos que,
no Presente são Passado-sem-saberem-do-Futuro.
Pelas lembranças,
recordamos-a-sentir as mudanças
que passam pelas várias épocas do Tempo,
deixando
nas nossas faces,
frestas de rugas, alegrias e lamentos.
Maria Elisa Ribeiro
JAN/017

Rio Douro: foto de Carlos Froufe

 Bom dia Portugal / Good Morning Portugal!

Pelas margens do Rio, a beleza do comboio no Douro, em São João da Pesqueira no distrito de Viseu.
Viver Portugal com mais encanto.
Foto: © Carlos Froufe
Pode ser uma imagem de comboio, linha férrea e natureza

Poema meu:

 






CANTIGA DE AMIGO

Disseram-me que, pela serra,
Anda meu amor perdido.
“Quem me dera encontrá-lo”
Meu amor vai a cavalo,
Lá pelas bandas da serra.
“Quem me dera encontrá-lo”
Lá pelas bandas da serra,
Meu amor anda perdido.
“Quem me ajuda a encontrá-lo?”
Perdida ando eu também,
Sem que o sonhe minha mãe.
“Quem dera possa encontrá-lo...”
Sem que o saiba minha mãe,
Soltarei os meus cabelos.
“Quem dera possa encontrá-lo...”
Já soltei os meus cabelos...
Espero ver meu amor!
“Quem me dera poder vê-lo...”
Se meu amor me encontrar,
O que pode acontecer?
“Quem me dera encontrá-lo,
porque me quero perder...”
©Maria Elisa Ribeiro
Direitos reservados
2015

Poema meu





 Poesia


Dona das minhas rotas errantes
Senhora da beleza intrépida das flores deslumbradas
ao abrirem os olhos ao sol


É por entre os sussurros auspiciosos do desabrochar das rosas
Que tento interpretar os murmúrios temerosos
de quem receia nascer.


Só a poesia-da-minha-poesia os sabe descrever
no espaço do meu sentir.


É certo que as palavras conseguem arranhar-me os dedos...

Mas eu respiro-as profundamente, deixo-as alimentar-me
os poemas
e ouço as suas vozes de entrega total à rota do meu pensamento- -por-elas-dentro .


Isto, porque cada poema é um naco de vida que foi vivida,
que é vivida
no HOJE!


No AMANHÃ, não sei…


EIS as interrogações às questões
com que Me vou defrontando.
Quem dera encontrar a música de tudo o que veio antes
na poesia-da-minha-poesia...


©Maria Elisa Ribeiro
FEV/021

Bom dia, meus amigos e um feliz fim de semana!


 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

De Baptista Bastos

 De Baptista Bastos, em O Citador:

"Sociedade
A nossa sociedade está a desmoronar-se e ninguém lhe acode. Os laços sociais estão a desaparecer, substituídos por um sistema de valores em que impera a vacuidade, o poder da «competitividade» como força motriz - e não é. Há tempo para tudo, diz o Eclesiastes. Mas a verdade é que os «tempos» foram pulverizados pela urgência de não se sabe bem o quê. A frase mais comum que ouvimos é: «Não tenho tempo para»; para quê? A correria mina as relações de civismo e de civilidade; está a roer os alicerces da família; a família deixou de ser o núcleo das nossas próprias defesas; e vamos perdendo o rasto dos nossos filhos, dos nossos amigos, dos nossos camaradas, dos nossos companheiros. A azáfama nos locais de trabalho é o sinal das nossas fragilidades e dos nossos medos. Estamos com medo de tudo, inclusive de confiar em quem, ainda não há muito, seríamos capazes de confidenciar o impensável."
Jornal de Negócios / 20091120
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Bom dia, meus amigos!

 (Foto de Pinterest)

Pode ser uma imagem de flor e ao ar livre
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EM "Jornal de Notícias": efeitos da seca, em Portugal

 Imagens mostram efeitos da seca

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Sobre Mário Cesariny, em O Pensador-google

 Na Casa da Liberdade de Mário Cesariny

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04:59
ENSINO:
3.º CICLO
SECUNDÁRIO
Esta é a casa que tem o nome do poeta e pintor, militante da liberdade e do surrealismo. Mário Cesariny nunca aqui viveu, mas é neste espaço que o seu espírito inquieto permanece. Esta é a casa que nasceu de um sonho e se fez homenagem numa rua de Alfama.
A ideia surgiu e Mário Cesariny viveu-a como um sonho, um dos últimos sonhos do pintor e poeta que fez da matéria onírica a base de toda a sua produção artística. Criar um espaço vivo, em torno da sua figura, das suas obras, que transmitisse o seu amor pelas causas da liberdade e do surrealismo, movimento que ajudou a fundar em Portugal, em 1947. Era esse o propósito que se cumpriu sete anos depois da sua morte, em 2006, aos 83 anos.
“You are welcome to Elsinore”, de Mário Cesariny
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“You are welcome to Elsinore”, de Mário Cesariny
Ficara decidido que a casa que iria nascer no número 13 da rua das Escolas Gerais, em Alfama. Chamar-se-ia a Casa da Liberdade, o nome que melhor lhe assentava e que ainda foi escolhido pelo poeta, pouco tempo depois de ter recebido a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, a única distinção que alguma vez se permitiu aceitar.
Com um espólio de milhares de peças e documentos, ali se encontram trabalhos icónicos de Cesariny e de um conjunto de outros artistas, nomes importantes do surrealismo português, como Cruzeiro Seixas, Carlos Calvet, Luiz Pacheco, Fernando Lemos, Isabel Meyrelles. Mais do que um museu, o espaço é dedicado “ao pensamento, às artes cénicas, à declamação, tertúlias e palestras”, como sublinha na peça Carlos Cabral Nunes, curador e amigo de Mário Cesariny, autor da ideia original. É ele quem nos guia numa curta visita à Casa da Liberdade, a única homenagem a gosto do pintor que queria ser livre no seu país.
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Mário Cesariny “é o paradigma da maneira surrealista de ser e de viver”

BOA TARDE, MEUS AMIGOS!