Um elemento comum a todos os do Processo BPN , "Cavaco" !
«"BPN - EX-MINISTRO (Arlindo de Carvalho, ex-ministro da Saúde de Cavaco Silva) ACUSADO DE FICAR COM MAIS DE 80 MILHÕES DE EUROS !"
Arlindo de Carvalho é um dos nove acusados no processo. Desta vez a burla ascende a um montante global superior a 160 milhões de euros.
Arlindo de Carvalho, ex-ministro da Saúde de Cavaco Silva, e José Neto, seu sócio e antigo governante, são acusados pelo Ministério Público de terem recebido ilegitimamente mais de 80 milhões de euros do BPN. Segundo o despacho de acusação do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), a que o i teve acesso, Arlindo de Carvalho e José Neto seriam dois dos testas-de-ferro do esquema liderado por José Oliveira Costa, presidente do BPN, para esconder os investimentos e a aquisição de património pelo grupo BPN/SLN.
Ao todo os dois arguidos terão recebido um total de 46 milhões de euros de financiamento do BPN, mais 32,4 milhões de financiamento do Banco Insular - que nunca foram pagos. Além disso, terão recebido cerca de 2 milhões pela aquisição de imóveis a Ricardo Oliveira - outro dos alegados testa-de-ferro também acusado neste processo - e 889 mil euros de juros creditados “indevidamente” e directamente numa conta pessoal que tinham no BPN.
No despacho assinado pelos procuradores Rosário Teixeira e Manuel Joaquim Gomes, ambos do DCIAP, conclui-se que Arlindo Carvalho e José Neto concordaram “encenar a existência de investidores externos ao grupo BPN (…) visando obter um ganho quer no imediato através de disponibilidade de fundos e activos, que aproveitaram para o seu próprio proveito, e para obterem ganhos ilegítimos, designadamente em sede fiscal”.
Por essas razões, são dois dos nove arguidos deste processo. Ambos são acusados de um crime de burla qualificada, um crime de abuso de confiança e um crime de fraude fiscal qualificada, em co-autoria.
O i não conseguiu contactar Arlindo de Carvalho até à hora de fecho da edição. O despacho do departamento liderado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida sustenta que o ex-ministro da Saúde e o seu sócio terão sido convidados para testas-de-ferro em 2005, depois de o advogado Ricardo Oliveira, que tratava dos negócios imobiliários do grupo, ter sido “forçado” a sair devido a uma auditoria do Banco de Portugal que alertava para o risco de o BPN ceder crédito a um grupo de clientes, no qual Ricardo Oliveira estava incluído.
Arlindo de Carvalho e José Neto terão então sido “idealizados como parceiros ideais para o grupo” por Coelho Marinho, também acusado neste processo.
Depois de Ricardo Oliveira ter acordado abandonar formalmente todas as sociedades em que participava tendo como sócios entidades do grupo BPN/SLN - vendendo todos os activos - terão sido Arlindo de Carvalho e José Neto a assumir a posição de terceiros nos negócios imobiliários com interesse para a SLN. Arlindo e Neto terão recebido empréstimos do BPN sem as necessárias garantias, “apenas passando a deslocar a entidade financiadora para fora do perímetro conhecido do BdP, recorrendo para tal à colocação dos financiamentos junto do Banco Insular”, lê-se no despacho de acusação. As operações de financiamento eram “autorizadas por intervenção dos arguidos José Oliveira Costa, Francisco Sanches e Luís Caprichoso”, também acusados de burla qualificada, abuso de confiança e fraude fiscal qualificada.
“Tais financiamentos estiveram ligados a diversos negócios, nos quais os três principais arguidos quiseram alcançar um objecto negocial com ocultação da intervenção do BPN, mas aceitaram, para conseguir essa ocultação, gerar uma perda para o BPN pela concessão de financiamentos que nunca viriam a ser pagos”, acusa o DCIAP.
Juros inventados para aliciar Para os convencer a entrar no esquema, Oliveira Costa, Francisco Sanches e Coelho Marinho não só terão prometido imediatamente dois milhões de euros pela aquisição de dois activos como, para os aliciar ainda mais, terão decidido “proporcionar-lhes ganhos imediatos na sua esfera pessoal”. Os juros credores, que deveriam vencer nas contas das empresas que utilizaram para comprar os activos a Ricardo Oliveira, terão então ido parar directamente às suas contas particulares que tinham sido convidados a abrir em agências do BPN da área do Porto.
Em consequência, diz o despacho de acusação, “entre 1 de Março de 2003 e 1 de Agosto de 2008”, a conta terá ficado recheada com juros que atingiram o total de 889.094,24 euros. Acontece que esses montantes eram ganhos das sociedades de que eram sócios e não dos próprios. O estratagema permitiu que ocultassem aquelas quantias em sede de IRS. Caso tivessem declarado, cada um dos sócios teria de pagar de imposto 147 692,20 euros, acrescido de juros de 33 677,85 euros.
Desta forma, “Arlindo Carvalho e José Neto sabiam que os juros creditados nas suas contas não lhes pertenciam, mas decidiram apropriar-se dessas quantias gastando-as em seu proveito, sem legitimarem e sem assumirem os encargos fiscais”.»
Fonte: Jornal I
http://www.jornalq.com/…/1405-bpn-ex-ministro-acusado-de-fi…

BPN - Ex-ministro acusado de ficar com mais de 80 milhões de euros
Desta vez a burla ascende a um montante global superior a 160 milhões de euros
O mais antigo fragmento do Novo Testamento terá estado escondido numa múmia
LUCINDA CANELAS
01/02/2015 - 10:06
Cientistas terão encontrado numa máscara funerária com 2000 anos um excerto do Evangelho de S. Marcos, que agora dizem ser o mais antigo do mundo. Será? E justifica-se destruir uma antiguidade egípcia para resgatar uma relíquia cristã? Quem decide?

Os evangelistas Marcos e Lucas numa pintura de Matthias Stomer, de cerca de 1635
DR






1 / 6
Showing image 1 of 6
8
TÓPICOS
Egipto
Religião
Livros
História
MAIS
Investigação conclui que papiro que cita Jesus a falar da sua mulher é antigo
Documentos carbonizados há quase 2000 anos foram “lidos” pela primeira vez
O episódio parece ter sido feito à medida de uma cadeira sobre ética e património, concebido como hipótese de estudo para levar os alunos a debaterem os limites da investigação e da intervenção em laboratório. Mas não foi. O secretismo que envolve a descoberta daquele que está a ser apresentado como o mais antigo fragmento do Novo Testamento numa máscara funerária egípcia tem ajudado a alimentar o clima de suspeição à volta do trabalho de uma equipa da Universidade de Acadia, no Canadá, deixando a comunidade científica cada vez mais céptica.
Dizem os especialistas liderados pelo biblista Craig Evans que o excerto do texto, escrito num papiro que, como tantos outros, foi reutilizado para construir a referida máscara, pertence ao evangelho de Marcos e que será uma cópia anterior ao ano 90. A confirmar-se o conteúdo do fragmento e a datação, tratar-se-á de um texto escrito apenas 60 anos depois da morte de Jesus. Até aqui, a cópia mais antiga de um evangelho, com autenticidade confirmada, data do século II (chamam-lhe o Papiro 52, contém um excerto do relato de S. João e pertence à biblioteca John Rylands, de Manchester, escreve o diário espanhol ABC).
Evans e os outros investigadores que já tiveram oportunidade de analisar o fragmento em causa – serão cerca de 40, segundo o mesmo jornal –assinaram um acordo de confidencialidade que os impede de dar pormenores sobre o texto de Marcos encontrado junto a outros papiros e linhos “reciclados” para criar a máscara funerária, feita recorrendo a uma técnica semelhante à da pasta de papel (camadas sobrepostas com cola e pintadas depois de secas). Para já, este especialista no Novo Testamento, citado pelosite de notícias Live Science e pelo diário norte-americano The Washington Post, garante apenas que a datação do fragmento foi feita com base no cruzamento de três métodos: o radiocarbono ou caborno-14, possível porque se trata de um material orgânico (o papiro é uma planta); a análise da escrita (paleografia) e o estudo dos outros documentos usados como matéria-prima nesta máscara que parece feita em papier mâché, alguns deles datados.
Há 2000 anos, explica este investigador do Acadia Divinity College, um centro na Nova Escócia que começou por estar ligado à igreja baptista e que hoje funciona como faculdade de teologia da referida universidade canadiana, só os muitos ricos como o faraó e os que lhe eram mais próximos podiam dar-se ao luxo de encomendar máscaras funerárias em ouro. Para os restantes, que não podiam sequer pagar uma máscara coberta de finas folhas de metais preciosos nem de madeira, a solução passava pela pasta de papel, recorrendo muitas vezes a papiros já usados (o equivalente de hoje seriam, por exemplo, folhas do jornal da véspera), uma vez que também o papiro era um material caro. Foi de uma destas máscaras que os estudiosos tiraram em 2012 – o assunto foi na altura mencionado nalguns sites graças a uma fuga de informação – o tal fragmento do evangelho de Marcos, de que não há ainda qualquer imagem divulgada, assim como centenas de outros textos gregos, cartas pessoais, registos de compra e venda e até excertos de poemas de Homero.
“Podemos ter em mãos um fragmento de Marcos do século I pela primeira vez na História”, disse Evans ao falar da descoberta, mas sem avançar detalhes sobre o conteúdo do excerto que deverá ser publicado até ao fim deste ano, naquele que será o primeiro volume a reunir textos retirados da máscara funerária que, no processo, acabou por ser destruída.
Era preciso destruir?
Esta destruição é apenas mais uma acha para o debate que envolve biblistas, historiadores, arqueólogos, paleógrafos e outros cientistas. Quem decide o que é mais importante, se uma antiguidade egípcia se uma relíquia cristã? E justifica-se abdicar irremediavelmente de algo com 2000 anos para recuperar textos cujo conteúdo se desconhece? E não havia outros métodos à disposição que permitissem ler os textos sem destruir o artefacto?
Mesmo que a máscara funerária em causa pertença a privados, como aqui, estas e outras questões são pertinentes, defendem os que criticam os métodos usados pela equipa de Craig Evans. Estes académicos temem, por exemplo, um efeito multiplicador que pode vir a alimentar o tráfico de antiguidades. E se, obcecados pela possibilidade de virem a descobrir documentos relevantes, os coleccionadores destes artefactos começarem a destruí-los? E se, aumentando a procura destas máscaras de papiros reciclados em lojas de antiguidades e leiloeiras, dispararem os saques a túmulos e pequenos museus um pouco por todo o Egipto?
Incêndio devastador em biblioteca russa é “Chernobil” cultural
JOANA AMARAL CARDOSO
01/02/2015 - 13:58
Cerca de dois milhões de documentos terão sido destruídos, de registos parlamentares dos EUA, Reino Unido e Itália a documentos da ONU e colecções eslavas.

O incêndio deflagrou na sexta-feira à noite e passou o dia de sábado activo
ALEXANDER UTKIN/AFP


1 / 2
Showing image 1 of 2
0
TÓPICOS
ONU
Europa
Rússia
Livros
História
Perto de dois milhões de documentos potencialmente destruídos em cerca de 24 horas de chamas. Um incêndio devastou dois mil metros quadrados do Instituto Académico de Informação Científica de Ciências Sociais em Moscovo, que alberga mais de dez milhões de documentos únicos coligidos desde o século XVI, originários da Rússia, mas também do Reino Unido, Itália e EUA. A destruição numa das maiores bibliotecas universitárias do país é como “Chernobil”, disse o presidente da Academia de Ciências Russa.
“É uma grande perda para a ciência”, disse Vladimir Fortov às agências de notícias russas, citado pela AFP. “Esta é a maior colecção do seu género no mundo, provavelmente equivalente à [da] Biblioteca do Congresso” norte-americano, lamentou. “Há aqui documentos que são impossíveis de encontrar em qualquer outra parte, todas as ciências sociais usam esta biblioteca. O que aconteceu aqui faz lembrar Chernobil.”
Criada em 1918, a biblioteca alberga uma das mais completas colecções de obras em línguas eslavas e, de acordo com o Wall Street Journal, também inclui importantes documentos históricos relacionados com as Nações Unidas. Há ainda documentos da Liga das Nações e da UNESCO, bem como textos parlamentares norte-americanos, britânicos e italianos que remontam aos séculos XVIII e XIX. Diferentes fontes citam a colecção como tendo entre dez e 14,2 milhões de documentos.
Vladimir Fortov, presidente da Academia de Ciências Russa, estima que 15% da colecção da biblioteca académica tenha sido destruída no incêndio que deflagrou cerca das 22h de sexta-feira no terceiro andar do INION (na sigla original) e, de acordo com o Ministério de Emergências, citado pelo canal de televisão estatal Russia Today (RT), foi declarado extinto pelas 23h24 de sábado. Não há feridos.
Terá sido a água usada pelos cerca de 200 bombeiros que combateram as chamas a principal causadora dos danos e destruição de documentos, e na manhã deste domingo continuava a ser despejada sobre os escombros para evitar reacendimentos.
O director do INION, Yuri Pivovarov, que esteve no local com Fortov para avaliar os danos, não hesitou em classificar o sucedido como uma “tragédia”, visto que, como cita a RT, a maior parte dos documentos ali guardados não tinha sido digitalizada. Ainda assim, muitos livros e documentos salvaram-se por estarem sobretudo arquivados na cave e no primeiro andar do edifício. Apesar de danificados pela água. “Graças à tecnologia moderna, é possível salvar os livros” que tenham sido molhados, acredita Pivarov.
O responsável pelo instituto disse ainda, citado pela RT, que a comunidade científica internacional já o abordou para apoiar a recuperação, embora estime que sejam necessários anos para as necessidades de “reconstrução total” do INION – ali trabalham 330 pessoas e estão inscritos 49 mil leitores.
A investigação para apurar as causas do incêndio ainda decorre, mas osmedia russos indicam que as primeiras suspeitas apontam para um curto-circuito, de acordo com a AFP. A RT menciona ainda a possibilidade de fogo posto e acrescenta que uma inspecção recente à biblioteca mostrava, segundo o Ministério de Emergências, sete violações de segurança que teriam de ser reparadas até 30 de Janeiro.
Tudo se transforma
192
1

OPINIÃO
Tudo se transforma
RUI TAVARES
02/02/2015 - 02:26
1
TÓPICOS
Europa
Grécia
União Europeia
Dívida Pública
Dá-se hoje uma coisa muito bizarra: um governo social-democrata, na definição europeia, fazendo uma coisa social-democrata. É ali no Balcãs, e é um membro da União Europeia. Não, não na Grécia. Mais acima, sim, um pouco mais a norte, ali na costa do Adriático — na Croácia.
O governo da “coligação cocóricó” (a sério, tem mesmo esse nome, ou “kukuriku” em croata, por causa do nome do restaurante onde foi criada pelos quatro partidos de centro-esquerda que a compõem) anunciou um plano para desendividar os seus cidadãos mais pobres.
O plano chama-se “Começar de Novo”. A partir de hoje, sessenta mil pessoas com rendimentos abaixo de 150 euros, num país com cerca de quatro milhões de habitantes, podem ver anuladas as suas dívidas até cinco mil euros. O plano foi acertado com nove bancos, companhias de telecomunicações (para as dívidas de telemóvel) e companhias de serviços públicos (água, gás, eletricidade), e o governo calcula que o custo total será de menos de trinta milhões de euros, a repartir entre os credores e as contas públicas. Este montante é uma pequeníssima parte da dívida privada croata — menos de um por cento — mas representa uma parcela considerável dos devedores do país. Vinte por cento dos devedores croatas poderão solicitar o cancelamento das suas dívidas.
O Washington Post, onde encontrei a notícia, chama-lhe uma medida “excecional e sem precedentes”. Rara pode ser, mas sem precedentes não é certamente. Desde o Código de Hamurabi, escrito na Mesopotâmia há 3500 anos, que os sistemas legais inventados pela humanidade prevêem a hipótese de perdoar dívidas excessivas ou impagáveis. E se o Banco Central Europeu tem estado desde 2011 a injetar liquidez nos bancos da zona euro, é refrescante ver um país da UE (embora não do euro) tentar estimular a sua economia a partir de baixo. Os endividados croatas tinham vedado o acesso às suas contas bancárias; a partir do momento em que o plano limpe as suas dívidas podem voltar a usar as contas e a ser cidadãos económicos de pleno direito.
E o exemplo croata não é único na nossa parte do mundo. Como notei nesta coluna há quase um ano (“Oh os bancos, os bancos, os bancos”, de 3 de fevereiro de 2013), o governo islandês implementou também um plano de quatro anos para aliviar a dívida imobiliária dos seus cidadãos, financiado por um imposto levantado sobre a banca.
As medidas de desendividamento dos cidadãos devem ser cuidadosamente preparadas e é melhor que não funcionem sozinhas (por exemplo, um plano como o islandês deve ser acompanhado por medidas de reabilitação urbana e ordenamento do território; um plano como o croata, por medidas de criação de emprego e reforço das prestações sociais) mas, particularmente em Portugal, deveríamos segui-las com atenção. Por muito que se fale de dívida pública no nosso país, é entre os indivíduos, as famílias e as empresas que somos um dos países mais endividados do mundo.
O passivo de uma pessoa, costuma dizer-se, é o ativo de outra. A questão é se a primeira tem condições para pagar; caso contrário, o ativo da segunda desaparece. Cabe então à política criar condições para que o problema se resolva. Nada se perde, tudo se transforma.


… CORRE MEU PENSAMENTO
Trinados de felicidade enfeitam os ares
Com o alegre voo das aves…
…e antevejo-te em quadros simulados, dissimulados
Na bruma das eras…Outros voos já passados…
Do alto da colina, o Sol bate brilhante, com seus raios cintilantes,
Faz acordar a VIDA!
Gâmetas despontam no telurismo da Terra-Mãe,
Reproduzindo anatomias florais, em fulgurosos trigais.
No velho moinho de água cantante
Tritura-se a semente que, já cortada,
Se transforma em pó para pão da gente.
O céu, em azul anilado, belo como um quadro de amor,
Cobre o bosque avermelhado, onde brancas nuvens deslizam…
…mansas, mansas, longe de ventos atarefados, ululantes de dor…
A mata guarda, ainda, segredos da meninice acabada.
Elfos, duendes e fadas gravitam, em constante mutação
Da aparência extenuada, magoada, dorida.
Meus sonhos de magia podem o voo das aves…
…Saem do coração ao qual tiro a chave da reclusão!
E deixam-me voar no desequilíbrio dos raios de luar,
Em desenfreada cavalgada da Mente…potente!
É feérica a ponte entre meus sonhos e a realidade!
A ela se opõe sempre a inevitável Verdade!
Quando tiver um jardim de rosas da perdição
Vermelhinhas, cor de sangue,
Vou pô-las longe do penhasco da Ilusão!
E o sol, a bater no rio, transforma as águas num mar de prata…
,,,que foge para o MAR-OUTRO…o da Descoberta!
Retorno, humanamente, aos trinados dos pássaros felizes!
Acordo, dormindo sentada na rocha brilhante
Da colina petulante, de verdura transbordante.
Ignoro os elementos da Magia…
Sigo o zumbir das abelhas na azáfama do mel…
Na harmonia do orvalho seco, do dia, fervilha –me a mente!
Sinto-me MÃE da minha meninice
Que escorre para o papel.
Poderosos nenúfares, ancorados em águas lentas,
Levam idosos e crianças a viajar na corrente de um Estar diferente1
Barcas de humanismo, sem sinal de cinismo e sopros de solidariedade
Nas tristes águas paradas, da gasta sociedade…
Meu voo inevitável por cima das nuvens, ao lado dos paraísos,
Deixa-me cair, de repente, no meio do beijo dos astros…
…no abraço das estrelas, perto das dores da humanidade…
Mas existem WELWISHITAS MIRABILIS no cru deserto da aridez social,
Contida nas eternas areias a céu aberto…
..tão longe do perto!
A sapiência e a inocência dos viajantes dos nenúfares acolhedores
Brilham nas águas de verdes multicolores.
A noite atravessa-me!
Os olhos vêem a mão que me escreve!
A Pedra esmaga-me…
A Palavra surge-me…
Maria Elisa Ribeiro
SET/o11

É Possível Estarmos Todos Errados?
É possível (...) que não se tenha visto, conhecido e dito nada de real e importante? É possível que se tenha tido milénios para olhar, reflectir e anotar e que se tenha deixado passar os milénios como uma pausa escolar, durante a qual se come fatias de pão com manteiga e uma maçã?
Sim, é possível.
É possível que, apesar das investigações e dos progressos, apesar da cultura, da religião e da filosofia, se tenha ficado na superfície da vida? É possível que até se tenha coberto essa superfície - que, apesar de tudo, seria qualquer coisa - com um pano incrivelmente aborrecido, de tal modo que se assemelhe aos móveis da sala durante as férias de Verão?
Sim, é possível.
É possível que toda a História Universal tenha sido mal-entendida? É possível que o passado seja falso, precisamente porque sempre se falou das suas multidões, como se dissertasse sobre uma aglomeração de pessoas, em vez de falar de uma única, em torno da qual elas estavam, porque se tratava de um desconhecido que morreu?
Sim, é possível.
É possível que se tenha julgado ser preciso recuperar o que aconteceu antes de se ter nascido? É possível que se tivesse de lembrar a cada um que ele, de facto é proveniente de todos os antecessores, tendo ele disso conhecimento e não devendo dar ouvidos a outros que soubessem outras coisas?
Sim, é possível.
É possível que todas estas pessoas conheçam em pormenor um passado que nunca houve? É possível que todas as realidades nada sejam para elas; que a sua vida decorra, desligada de tudo, como um relógio numa sala vazia?
Sim, é possível
É possível que nada se saiba das raparigas que, no entanto, vivem? É possível que se diga «as mulheres», «as crianças», «os rapazes» e não se faça a mínima ideia (apesar de toda a cultura não se faça a mínima ideia) de que há muito que estas palavras não têm plural, mas apenas inúmeros singulares?
Sim, é possível.
É possível que haja gente que diga «Deus» e julgue que se trate de algo comum a todos? - E veja-se apenas dois rapazinhos de escola: um compra um canivete, e o seu vizinho compra outro tal qual no mesmo dia. E uma semana depois mostram um ao outro os dois canivetes, e acontece que eles só muito de longe se parecem - tão diferentemente evoluíram em mãos diferentes. (Ora, diz a mãe de um deles a esse respeito: vocês têm sempre por força de desgastar logo tudo!). Ah, pois: é possível acreditar que se possa ter um Deus sem se recorrer a Ele?
Sim, é possível.
Porém, se tudo isto é possível, se tem mesmo só uma aparência de possibilidade - então, por tudo o que há no mundo, é preciso que aconteça alguma coisa. O primeiro indivíduo, o que teve estes pensamentos inquietantes, deve começar a fazer alguma coisa do que se perdeu; mesmo que seja um qualquer, certamente o menos indicado: mais nenhum há que o possa fazer.
Rainer Maria Rilke, in 'As Anotações de Malte Lauridis Brigge'

O Peregrino Secreto – por Beja Santos
by Bruno Oliveira on 13 de Fevereiro de 2013 em Blogue de Notas, Opinião
Share on facebookShare on twitterShare on emailShare on pinterest_shareMore Sharing Services0

Em 1989 é derrubado o Muro de Berlim, a Cortina de Ferro perdeu todo o sentido. O pensamento político ocidental teve que parar e refletir, desde os serviços secretos até ao funcionamento da NATO. Um mundo ficava para trás, múltiplas atividades perderam nexo. Uma delas, a espionagem, que tem uma corrente literária muitíssimo apreciada, via-se obrigada a repensar os objetivos e a ponderar o passado. É neste contexto que em 1991, o sumo-sacerdote da literatura baseada na espionagem, John le Carré, escreve uma obra-prima que reflete a espionagem e a vida dos espiões entre o pós guerra e a queda do Muro: “O Peregrino Secreto”, por John le Carré, Publicações Dom Quixote, 2012.
Ned, um agente leal e honesto do período da Guerra Fria, que fez parte dos serviços secretos britânicos durante toda a vida, tem a incumbência, no final da sua carreira, de formar uma nova geração de espiões. Na viagem de fim de curso, é arrastado para uma viagem sentimental através da sua própria vida, desde o recrutamento à iminente aposentação. O produto final é uma assombrosa série de episódios numa paleta de tons em que se pode registar a tragicomédia. O peregrino secreto é o fio condutor de todas essas histórias situadas entre o máximo de crispação até ao final desta titânica luta ideológica. George Smiley, por ventura o mais famoso personagem de John le Carré, é orador convidado deste jantar para abordar as questões que galvanizaram as vivências de todos os agentes secretos. No termo do jantar, Smiley diz à assistência que aquele mundo de que estivera a falar estava extinto, e descreve o ambiente: “O fulgor da fogueira a esmorecer iluminava a biblioteca almofadada, doirando-lhe as estantes com clareiras de poeirentos livros de viagens e aventuras, o velho e estalado couro das suas poltronas e as fotografias desbotadas dos seus desaparecidos batalhões de oficiais fardados com bengalas; e finalmente os nossos rostos sortidos, voltados para Smiley no seu trono de honra. Quatro gerações do Serviço recostavam-se ao longo da sala, mas a voz serena de Smiley e a névoa do fumo de charuto parecia unir-nos numa única família”. E com a mesma expressão dramática, a mesma expressividade com que fora contando histórias, sentenciou: “Acabou-se, eu também acabei. Está na altura de correrem o pano sobre o homem da Guerra Fria de ontem”. E à guisa de despedida: “Nunca dei um chavo pelas ideologias, a menos que fossem loucas ou perversas, nunca considerei as instituições dignas dos seus papéis, ou as políticas como muito mais que desculpas para a ausência de sentimentos. É com o homem, e não com as massas, que a nossa profissão tem que ver. Foi o homem que acabou com a Guerra Fria, caso não tenham reparado. Não foi o armamento, nem a tecnologia, nem os exércitos ou as campanhas. Foi apenas o homem. Nem sequer o homem ocidental, por acaso, mas o nosso inimigo jurado de Leste, que saiu para a rua, deu o corpo às balas e aos cassetetes e disse: estamos fartos”.
Histórias brilhantemente encadeadas nas outras, em que le Carré mistura novos personagens a heróis dos seus romances que correm o mundo inteiro: George Smiley, Toby Esterhase, Bill Haydon e Ned de A Casa da Rússia. Le Carré teve a magia de escrever livros em que os serviços secretos acabam por funcionar como local mais recôndito das nossas vidas comuns. Nos seus romances, os agentes secretos têm vida própria, são bem ou mal sucedidos no casamento, e Smiley lança-se a contar a história de Ben Cavendish que viu desmantelada a sua rede de agentes na Alemanha oriental e que depois fugiu, Ned lá o encontrou numa ilha britânica, acabou-se por descobrir que a rede fora denunciada pelo maior traidor dos serviços secretos britânicos. E Ned recorda, como num epílogo: “Regressei a Berlim não faz muito tempo, uma visita a Berlim é como regressar às origens. Numa tarde húmida, dei por mim postado junto ao sujo pedaço da vedação grandiosamente conhecido por Muro dos Desconhecidos, que era o monumento aos mortos ao tentar fugir nos anos 60 (…) Assaltou-me a nauseante ideia de que as pessoas ali à volta podiam estar à procura de um dos agentes de Bem que tivesse corrido precipitadamente para a liberdade à última hora e houvesse fracassado. E a ideia tornava-se tanto mais desconcertante quando eu refletia que já não eramos nós, os aliados ocidentais, mas a própria Alemanha oriental, que estava a lutar para apagar a sua existência”.
O rol de histórias é avassalador, conduz o leitor a uma entrega compulsiva: o aparecimento de pessoas que querem fazer denúncias, anunciam que traíram os seus serviços secretos, trazem revelações aparentemente sensacionais, formam-se novas redes, nunca se virá a apurar se essas redes foram desmascaradas por agentes duplos ou traidores dos próprios serviços secretos. As histórias são intercaladas com comentários de Smiley, não esquecer que é esse jantar fim de curso o fio condutor de toda a trama. A certa altura, ele devaneia: “Às vezes penso que a coisa mais vulgar que a Guerra Fria teve foi a maneira como nos habituámos a engolir a nossa própria propaganda. Na Guerra Fria, quando os nossos inimigos mentiam, faziam-no para esconder o mau estado do sistema. Ao passo que, quando eramos nós que mentíamos, escondíamos as nossas virtudes. Escondemos as próprias coisas que nos davam a razão. O nosso respeito pelo indivíduo, o nosso amor à diversidade e à discussão, a nossa crença de que só se pode governar justamente com o sentimento dos governados, a nossa capacidade de ver o ponto de vista dos outros – mais notoriamente nos países que explorámos, quase até à morte, para os nossos próprios fins. Na nossa suposta retidão ideológica, sacrificámos a compaixão ao grande deus da indiferença. Protegemos os fortes contra os fracos e aperfeiçoámos a arte da mentira pública”.
Não podia haver despedida mais nostálgica e pungente da Guerra Fria que a exposta nesta obra-prima em que le Carré não poupa críticas ao pensamento ocidental.
E como diz George Smiley: “A espionagem é eterna. Mesmo que os governos pudessem passar sem ela, nunca passariam”.
INICIO
ÁREAS
HORÁRIOS
PROGRAMAS
NOTÍCIAS
VÍDEOS
HOJE NA HISTÓRIA
JOGOS
MEGAQUIZ
NOTICIAS
17 de Janeiro de 2015
Experimento inovador mostra que podemos estar vivendo no passado e em um universo paralelo
Explicar a existência do tempo e do Universo não é tarefa fácil. Seja através de gravitação de Newton, da eletrodinâmica de Maxwell, da relatividade ou da mecânica quântica de Einstein, todas as equações que descrevem o tempo funcionam melhor se ele flui para a frente ou para trás. Contudo, um novo estudo, mostra uma perspectiva diferente para este assunto que desafia pesquisadores ao longo dos séculos.
O trabalho conduzido por Julian Barbour, da Universidade de Oxford, Tim Koslowski, da Universidade de New Brunswick, e Flavio Mercati, do Instituto Perimeter de Física Teórica, sugere que talvez a chamada “flecha do tempo” (termo cunhado pelo astrofísico Arthur Eddington, em 1927, com base em uma teoria da termodinâmica) é um produto inevitável das leis fundamentais da física.
Barbour e seus colegas argumentam que é a gravidade, em vez da termodinâmica, que libera a “corda” do “arco” que deixa a flecha do tempo voar. As conclusões do estudo foram publicadas em outubro na revista Physical Review Letters.
A equipe de pesquisadores chegou a esta conclusão após a análise de uma simulação de computador de 1.000 partículas, parecidas com pontos, interagindo sob a influência da gravidade newtoniana. A análise mostrou que o sistema de partículas se expandiu para fora, em duas direções temporais, criando duas flechas distintas, simétricas e opostas de tempo. Ao longo de cada um dos dois caminhos temporais, a gravidade puxa as partículas para um modelo maior e mais ordenado, equivalente a estruturas de aglomerados de galáxias, estrelas e sistemas planetários. A partir daí, a explicação padrão da termodinâmica para a passagem do tempo poderia se manifestar e se desenrolar em cada um dos dois caminhos divergentes. Em outras palavras, o modelo tem um passado, mas dois futuros. Contudo, o observador em um destes “futuros” poderá ver e experimentar apenas um deles.
Embora o modelo ainda seja inicial e não incorpore a mecânica quântica ou a relatividade geral, as suas potenciais implicações são vastas. Se isso vale para o nosso universo real, neste caso, o Big Bang não poderia mais ser considerado um início cósmico, mas apenas uma fase em um universo efetivamente atemporal e eterno.
"Esta situação de dois futuros exibiria um único passado, caótico em ambos os sentidos, o que significa que haveria essencialmente dois universos, um de cada lado deste estado central", diz Barbour. "Se eles foram suficientemente complexos, ambos os lados poderiam sustentar observadores que percebem o tempo indo em direções opostas. Qualquer ser inteligente não definiria sua flecha do tempo como se afastando desse estado central. Eles pensariam que agora vivemos em seu passado mais profundo", finaliza Barbour.
Fonte:
Business Insider

OPINIÃO
O espectro que assola a Europa
JOSÉ PACHECO PEREIRA
31/01/2015 - 07:19
30
TÓPICOS
Grécia
União Europeia
Troika
Syriza
Passou uma semana desde que o Syriza ganhou as eleições na Grécia, quase com maioria absoluta, com um programa anti-troika e anti-austeritário, logo a seguir aliou-se com outro partido nacionalista e anti-troika, e no dia seguinte o seu líder visitou um memorial dos fuzilados na guerra contra a ocupação alemã, negociou com o Arcebispo Ieronymos de Atenas uma dupla cerimónia de juramento do governo grego, uma laica para os ministros ateus ou agnósticos e outra religiosa para os ministros cristãos, e ainda não pôs gravata. E começou a tempestade europeia, abrindo caminho a políticas distintas das dos últimos anos impostas pela Alemanha. Espero que tudo termine em bem para os gregos e que isso ajude a mudar a Europa que bem precisa. Para que haja contágio.
Se eu quiser descrever o que se passou de outra forma posso fazê-lo. Passou uma semana desde que um partido radical da extrema-esquerda ganhou as eleições na Grécia, mas não conseguiu a maioria absoluta, com um programa que quer a Grécia a mandriar e os gregos na boa vida, e os outros países da Europa a pagar a factura, logo a seguir aliou-se com um partido de extrema-direita, à direita do CDS, foi homenagear os guerrilheiros comunistas, e rompeu as obrigações que tinha com a Constituição grega, que definem a Grécia como tendo uma religião de estado, e com um primeiro-ministro que é mal-educado e não sabe vestir a roupa própria para cerimónias protocolares. E começou a tempestade grega, com os gregos a irem provar o fel de terem escolhido uns energúmenos demagogos para se governarem. Desejo que tudo se faça para que a “minha” política alemã “inevitável”, “sem alternativa”, não venha a ser posta em causa e que os gregos paguem duramente o preço da sua aventura, para que tudo continue na mesma. Para que haja vacina.
Basta comparar estas duas versões, para se perceber o grau de radicalização que hoje implica mudar, na Europa, como se as relações de poder tivessem ficado congeladas num momento da história recente e ninguém quisesse partir essa redoma de gelo. E foi mesmo isso que aconteceu. De há uns anos para cá, ou melhor desde que a Alemanha abriu a crise das dívidas soberanas, que é uma “construção” política artificial, escolhida, desejada e desencadeada, lançada às feras dos mercados, de natureza muito diferente da crise bancária suscitada pelos activos tóxicos e pela derrocada do Lehman Brothers, que a mudança parecia impossível. Num pequeno espaço de tempo, a União Europeia ensaiou uma resposta keynesiana, de injectar dinheiro nas economias para impedir que a crise bancária fizesse estragos consideráveis numa Europa sob assalto tóxico, seguida de imediato de um travão a fundo e do prosseguimento de duras políticas austeritárias, escolhendo uma linguagem punitiva para apontar os alvos. Começou pela Grécia e depois foi Portugal, esteve para ser a Espanha e a Itália.
Estava tudo bem nesses países? Não, não estava nada bem, mas a abertura artificial da “crise das dívidas soberanas” tornou tudo pior, porque impediu de imediato que esses países acedessem aos mercados e tornou-nos dependentes das políticas que levaram à troika. A relação de causa efeito não é entre os descalabros orçamentais e as dívidas cada vez mais altas desses países e os “resgates”, mas entre a criação de um novo tipo de crise com as dívidas soberanas dos estados, que infectaram os mercados e deram origem aos resgates. Nesse processo, acabou o directório, que já era uma perversão do funcionamento da União Europeia e passou-se ao exercício do poder único da Alemanha, que mudou de aliados na Europa. Deixou a França apagar-se cada vez mais e ligou-se aos países pequenos da linha dura anti-PIGs, como a Finlândia ou a Holanda.
Ou seja, a crise das dívidas soberanas permitiu a hegemonia alemã, que a Alemanha usou para impor um Tratado Orçamental que tornava rígida a sua política em toda a União Europeia, impediu o Banco Central Europeu de avançar com qualquer outra solução alternativa para conter a crise, e fez tudo para bloquear qualquer esboço de resistência à sua política. O Reino Unido isolou-se ainda mais, a França enfraqueceu-se, a Espanha conseguiu in extremis não seguir os PIGs, a Itália permaneceu na corda bamba, a Irlanda, Portugal e Grécia subjugaram-se em desespero de causa. Os socialistas traíram um pouco por todo o lado, assinando o Tratado Orçamental, aliando-se como parceiros menores aos vários governos alemães, e, quando tinham sido eles a estarem no poder no momento dos resgastes, ou foram reduzidos a partidos menores ou desapareceram do mapa dos grandes partidos, como aconteceu com o PASOK. Não havia “alternativa”, embora desde o início, essas alternativas surgissem, mas foram descartadas como exercícios de irrealismo político quase subversivo. Uma política genuinamente radical, como a que foi seguida por vários países europeus, como é o caso do governo português, passou a ocupar o “centro político”, o “arco da governação”. Eles é que eram radicais, mas chamavam radicais a todos os que lhe contestavam a “inevitabilidade”. No intervalo, países que seguiram outras receitas para combater a crise, passaram quase a bolchevistas, como era o caso dos EUA.
Estado Islâmico executou jornalista japonês
KATHLEEN GOMES
31/01/2015 - 21:03
(actualizado às 09:31 de 01/02/2015)
O primeiro-ministro japonês reagiu dizendo que não cederá ao terrorismo. Mas a forma como o seu governo geriu a crise dos reféns tem merecido críticas.
Kenji Goto com uma foto do piloto jordano, num vídeo anterior do EI YUYA SHINO/REUTERS
1
TÓPICOS
Médio Oriente
Iraque
Jordânia
Síria
Japão
Terrorismo
Estado Islâmico
MAIS
Governo rejeita retirar nacionalidade aos jihadistas portugueses
Primeiro-ministro japonês exige libertação de jornalista refém do Estado Islâmico
Destino de reféns do Estado Islâmico é uma incógnita
Jordânia exige provas de que o seu piloto permanece vivo
Estado Islâmico diz ter executado um dos reféns japoneses
O Japão “jamais cederá à chantagem de terroristas”
Jihadistas marcam execução do piloto jordano para o "pôr do sol"
O governo japonês considera "altamente provável" a autenticidade de um vídeo divulgado no sábado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) anunciando a decapitação de um jornalista japonês de 47 anos, Kenji Goto, desaparecido desde final de Outubro, quando se encontrava na Síria. Por seu lado, a Jordânia afirma a sua disponibilidade para trocar uma prisioneira iraquiana pelo seu piloto.
"Estamos chocados", declarou este domingo um porta-voz do governo japonês, citado pela AFP. Emocionado, o primeiro-ministro Shinzo Abe classificou a execução de Kenji Goto – o segundo japonês morto pelo EI no espaço de uma semana – como "um acto de terrorismo ignóbil" que o deixou "furioso".
"Não perdoaremos jamais os terroristas que fizeram isto", afirmou. "O Japão está firmemente decidido a assumir as suas responsabilidades perante a comunidade internacional para combater o terrorismo" e garantir que os carrascos de Kenji Goto "sejam trazidos à justiça".
O vídeo de cerca de um minuto divulgado sábado no Twitter mostra Kenji Goto, um jornalista freelance que fazia reportagens no Médio Oriente para as televisões japonesas, num fato cor-de-laranja e ajoelhado ao lado de um homem em pé, de rosto tapado e todo vestido de preto, com uma faca na mão. O vídeo termina com a imagem de um corpo sem vida.
Numa mensagem dirigida ao governo japonês, falando num inglês com sotaque britânico, o homem de preto declara: "Como os vossos aliados patéticos na coligação satânica [referência à coligação internacional que combate o Estado Islâmico], vocês ainda não entenderam que nós, com a benção de Alá, somos um califado islâmico com autoridade e poder, todo um exército sedento do vosso sangue".
O homem prossegue, mencionando o nome do primeiro-ministro japonês: "Abe, por causa da tua imprudente decisão de participar numa guerra que não podem vencer, esta faca não só irá matar Kenji como continuará a sua carnificina onde quer que haja japoneses. O pesadelo do Japão começa agora."
A 17 de Janeiro, já depois de saber que o EI tinha feito dois reféns japoneses, o primeiro-ministro Abe anunciou no Cairo que o seu país iria contribuir com 180 milhões de euros para a coligação internacional que está a combater os jihadistas no Iraque e na Síria. Segundo um editorial do Japan Times, o discurso do dirigente japonês no Cairo terá diminuído as possibilidades de negociar a libertação dos reféns e fez com que o Estado Islâmico passasse a encarar o Japão como um inimigo declarado, tal como os outros países que participam na coligação internacional.
Outros comentadores têm apontado a inexperiência e ingenuidade das autoridades japonesas na gestão de uma crise relacionada com um barril de pólvora chamado Médio Oriente do qual o pacifista Japão se tem mantido afastado.
"Inicialmente, quando Abe anunciou a assistência, ele especificou que o dinheiro se destinava a apoiar os países que estão a lutar contra o Estado Islâmico", notou à AFP Tomoaki Iwai, professor de ciência política na Universidade do Japão. Em seguida, o primeiro-ministro corrigiu-se a si mesmo, insistindo que se tratava de assistência humanitária.
O Estado Islâmico exigiu um resgate no mesmo valor, 180 milhões de euros, antes de mudar de estratégia e reclamar a libertação de uma iraquiana envolvida num ataque suicida em Amã que se encontra presa e condenada à morte na Jordânia. Haruna Yukawa, um consultor do exército japonês, foi morto pelos jihadistas há uma semana, e o paradeiro de Kenji Goto era uma incógnita desde a passada quinta-feira, dia que o EI tinha estabelecido comodeadline para a libertação da bombista suicida Sajida al-Rishawi. No sábado, o governo japonês admitia que a situação tinha chegado a um impasse e que "tudo podia acontecer".
Nas suas declarações públicas este domingo, o primeiro-ministro nipónico disse que o seu governo tinha feito "tudo ao seu alcance para gerir a crise", lamentando o seu desfecho.
A execução de Kenji Goto foi condenada em Washington pelo Presidente Barack Obama, que a classificou como um "assassínio odioso". O primeiro-ministro britânico David Cameron considerou-a "desprezível" e "inquietante". "É mais um exemplo de como o Estado Islâmico é a encarnação do mal, sem qualquer respeito pela vida humana".
O vídeo divulgado não faz qualquer referência ao piloto militar jordano Maaz al-Kassasbeh, de 26 anos, igualmente ameaçado de morte pelo Estado Islâmico caso Amã e Tóquio não cumprissem o seu ultimato de quinta-feira. No entanto, a Jordânia disse no domingo que continua disposta a trocar uma militante iraquiana, condenada à morte, pelo piloto Muath al-Kasaesbeh que foi capturado em Dezembro depois do avião onde seguia ter caído em território controlado pelo EI.
EDITORIAL
Um país à espera
DIRECÇÃO EDITORIAL
01/02/2015 - 08:20
2
TÓPICOS
Europa
Grécia
PS
Pedro Passos Coelho
Eleições
União Europeia
António Costa
Extrema-direita
Editorial
Eleições legislativas
Estamos todos à espera e ninguém tem certezas. O tempo parece ter acabado para o Governo de Pedro Passos Coelho e parece ainda não ter começado para a oposição de António Costa. Ambos querem ser primeiro-ministro. Ambos acreditam que vão conseguir.
A acreditar nas sondagens, é o Partido Socialista que vai ganhar as eleições legislativas do Outono. Mas ainda é cedo para considerar as sondagens fidedignas e há demasiadas interrogações em órbita. Tanto Portugal como a Europa estão em movimento acelerado.
Não há ainda uma coligação à direita e, se ela existir, a esquerda terá um quadro novo ao qual dar resposta. Não sabemos que força tem o Tempo de Avançar. O petróleo vale menos de metade do que valia há uns meses e há milhões de euros em negócios com Angola congelados por causa disso. A Grécia baralhou tudo e, no seu estilo sem gravata e camisa fora das calças, vai obrigar a Europa a reagir. É um enigma o que a chanceler alemã, Angela Merkel, vai fazer e quando. Se um dos efeitos da vitória do Syriza na Grécia for o aumento da extrema-direita no Norte da Europa, como fica o bipartidarismo português? E será que a seguir ao Syriza se segue o Podemos, que ao contrário da esquerda radical portuguesa se assume como estando à conquista do poder? 2015 é um ano de eleições não apenas em Portugal. São vários os países da União Europeia a ir às urnas. Bizarras alianças estão a ser forjadas, com os extremos a dançarem a mesma dança anti-Bruxelas. Desconhecemos também o que o Governo de Passos poderá ainda capitalizar junto do eleitorado com um posicionamento de “trabalho feito”. O desenho das incertezas cabe numa folha A4, mas é um desenho esquisito.
Os “bons resultados” da política de austeridade anunciados pelo Governoacabam de ser postos em causa pelo próprio FMI. Este é um fogo cruzado que o país viu ao longo dos últimos quatro anos, mas que não deixa de surpreender. Subir Lall não compreende como é que a taxa de desemprego desceu tanto nos últimos trimestres e veio agora dizer que, na verdade, o desemprego em Portugal é de 20,5% e não de 13,1%. Diz que aos dados oficiais temos de juntar o número de “desencorajados” e os valores do “subemprego”, as pessoas que trabalham menos horas do que gostariam. Se por detrás destes números não estivesse a tragédia de mais de um milhão de pessoas, teria graça constatar a semelhança de discurso entre o Fundo, os sindicatos e a oposição.
Consiga ou não mudar a tendência de voto, tudo vai arrastar-se até à Primavera. António Costa, que está a controlar o tempo como nem os físicos conseguem, já deixou claro que não apresentará um programa eleitoral até ao fim de Maio. Quer ouvir os portugueses, aplicar o modelo dos orçamentos participativos e pôr estudos à votação. Está a demarcar-se da direita e a mostrar que o PS é diferente do PSD, mas não vai desperdiçar este momento de incerteza e desgastar-se quando ainda falta quase um ano para as eleições. O compasso de espera é longo. O país e a Europa ainda vão dar muitas voltas.
"Minha senhora de mim",
de Maria Teresa Horta, in Poemas Reunidos
Comigo me desavim
minha senhora
de mim
sem ser dor ou ser cansaço
nem o corpo que disfarço
Comigo me desavim
minha senhora
de mim
nunca dizendo comigo
o amigo nos meus braços
Comigo me desavim
minha senhora
de mim
recusando o que é desfeito
no interior do meu peito
Reminiscências da Poesia Trovadoresca!!!!!!!!!!!!!
" MENTIROSO INDIGNO E COMPULSIVO ÉS TU, seu porta de retrete! Paga O QUE DEVES AO PAÍS DO CASO DOS SUBMARINOS, SEU "IRREVOGÁVEL DITADOR" DE MEIA TIGELA!!!!!!!!!!!!!! JÁ NEM SABES O DINHEIRO QUE TENS... MAS CULPA TEM, TAMBÉM, QUEM TE DÁ TANTO TEMPO DE ANTENA, QUANDO DEVIA CONTRIBUIR PARA QUE FOSSE "O PRESO 45"!!!!!!

Portas diz que Ana Gomes é "mentirosa compulsiva" Atualidade
Paulo Portas recusa falar sobre a reunião que teve com Ricardo Salgado antes da queda do BES.
CMTV.SAPO.PT
ONDE ESTÁ A justiça, em PORTUGAL?????????? Nas mãos de uma louca "loira!"
NESTE CASO, os "senhores polícias" algemaram uma cidadã para ela não sair e falar!
DENUNCIO!!!!!!!!!!!!!! DENUNCIO!!!!!!!!!!!!!!!!!DENUNCIO!!!!!!!!1

GNR arromba porta e faz busca em casa errada porque confundiu o apartamento Direito com o Frente
GNR "invade" casa por engano. Procuravam um homem, e enganaram-se na fracção do prédio. Digno de um filme, mas bem real.
TUGALEAKS.COM
Foto: reuters
FMI quer mais cortes nos salários do Estado e nas reformas da CGA
Frederico Pinheiro30 Jan, 2015, 16:57 / atualizado em 30 Jan, 2015, 17:34
Para atingir a meta do défice deste ano, o Governo tem de continuar a cortar na despesa. Os números do FMI mostram que em 2019 portugal estará mais pobre do que em 2008.
São ideias transmitidas através de uma videoconferência a partir de Washington e que foi seguida em Lisboa. As explicações partiram do antigo chefe da missão do FMI a Portugal, Subir Lall, que vê o processo de ajustamento por "vários anos independentemente do partido no poder".
A receita continua a ser sempre a mesma, o FMI quer mais cortes nos salários dos funcionários do Estado e nas reformas da Caixa Geral de Aposentações. Na primeira avaliação após o programa de resgate, o Fundo Monetário Internacional espera continuidade da austeridade por vários anos.
Nas contas da instituição de Washington, faltam medidas no valor de 1200 milhões de euros para o défice ser de 2,7%, o valor proposto pelo Governo. Para isso, o FMI aconselha cortes na despesa em vez de mexer nos impostos.
São ainda necessárias reformas no setor da energia para que se reduzam os custos de forma sustentável, para aumentar a competitividade das empresas e ao mesmo tempo diminuir a conta das famíias. Os números do FMI mostram que em 2019 portugal estará mais pobre do que em 2008. O FMI espera ainda uma taxa de desemprego superior a 10% até ao final da década.
Bom Domingo, amigos!
foto google
Muito grata, amigos do grupo "Sorrisos Nossos"! Penso estar à beira de uma 2ª Edição... Os amigos interessados em adquirir esta minha primeira obra deverão fazê-lo, por mensagem privada, para "Pastelaria Studios Editora-Maria Teresa":
https://www.facebook.com/pastelariastudios?fref=ts

José Lopes da NaveSorrisos Nossos
Afonso II de Portugal
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Dom Afonso II

Rei de Portugal

Governo
Reinado 26 de março de 1211 —
25 de março de 1223
Coroação 1211, Coimbra
Consorte D. Urraca de Castela
Antecessor D. Sancho I
Herdeiro D. Sancho II (filho)
Sucessor D. Sancho II
Dinastia Borgonha
Títulos O Gordo
Vida
Nascimento 23 de Abril de 1185
Coimbra, Portugal
Morte 25 de Março de 1223 (37 anos)
Santarém, Portugal
Sepultamento Mosteiro de Alcobaça,Alcobaça
Filhos D. Sancho II, D. Afonso III, D. Leonor, D. Fernando, D. Vicente, D. João Afonso, D. Pedro Afonso
Pai D. Sancho I
Mãe D. Dulce de Aragão
D. Afonso II de Portugal (cognominado o Gordo, o Crasso ou o Gafo, em virtude da doença que o teria afectado; Coimbra, 23 de Abril de 1185 - Santarém, 25 de Março de 1223), terceiro rei de Portugal, era filho do rei Sancho I de Portugal e da sua mulher, D. Dulce de Aragão, mais conhecida como Dulce de Barcelona, infanta deAragão. Afonso sucedeu ao seu pai em 1211.
Índice [esconder]
1 Reinado
2 Descendência
3 Ver também
4 Referências
5 Bibliografia
6 Ligações externas
Reinado[editar | editar código-fonte]
Os primeiros anos do seu reinado foram marcados por violentos conflitos internos (1211-1216) entre Afonso II e as suas irmãs Mafalda, Teresa e Santa Sancha de Portugal (a quem seu pai legara em testamento, sob o título de rainhas, a posse de alguns castelos no centro do país - Montemor-o-Velho, Seia e Alenquer -, com as respectivas vilas, termos, alcaidarias e rendimentos), numa tentativa de centralizar o poder régio. Este conflito foi resolvido com intervenção do papa Inocêncio III. O rei indemnizou as infantas com muito dinheiro, a guarnição dos castelos foi confiada a cavaleiros templários, mas era o rei que exercia as funções soberanas sobre as terras e não as infantas como julgavam ter e que levou à guerra.
No seu reinado foram criadas as primeiras leis escritas e pela primeira vez reunidas cortes com representantes do clero e nobreza, em 1211 na cidade de Coimbra, na altura capital. Foram realizadas inquirições em 1220, inquéritos feitos por funcionários régios com vista a determinar a situação jurídica das propriedades e em que se baseavam os privilégios e imunidades dos proprietários. As confirmações validavam as doações e privilégios concedidos nos anteriores reinados, após analisados os documentos comprovativos ou por mercê real. Todo o seu reinado foi um combate constante contra as classes privilegiadas, isto porque seu pai e avô deram grandes privilégios ao clero e nobreza e Afonso II entendia que o poder real devia ser fortalecido.
O reinado de Afonso II caracterizou um novo estilo de governação, contrário à tendência belicista dos seus antecessores. Afonso II não contestou as suas fronteiras comGaliza e Leão, nem procurou a expansão para Sul (não obstante no seu reinado ter sido tomada aos Mouros as cidades de Alcácer do Sal, Borba, Vila Viçosa, Veiros, em 1217, e, possivelmente também Monforte e Moura, mas por iniciativa de um grupo de nobres liderados pelo bispo de Lisboa), preferindo sim consolidar a estrutura económica e social do país. O primeiro conjunto de leis portuguesas é de sua autoria e visam principalmente temas como a propriedade privada, direito civil e cunhagem de moeda. Foram ainda enviadas embaixadas a diversos países europeus, com o objectivo de estabelecer tratados comerciais. Apesar de, como já dissemos, não ter tido preocupações militares, enviou tropas portuguesas que, ao lado de castelhanas, aragonesas e francesas, combateram bravamente na célebre batalha de Navas de Tolosa na defesa da Península Ibérica contra os muçulmanos.
Outras reformas de Afonso II tocaram na relação da coroa Portuguesa com o Papa. Com vista à obtenção do reconhecimento da independência de Portugal, Afonso Henriques, seu avô, foi obrigado a legislar vários privilégios para a Igreja. Anos depois, estas medidas começaram a ser um peso para Portugal, que via a Igreja desenvolver-se como um estado dentro do estado. Com a existência de Portugal firmemente estabelecida, Afonso II procurou minar o poder clerical dentro do país e aplicar parte das receitas das igrejas em propósitos de utilidade nacional. Esta atitude deu origem a um conflito diplomático entre o Papado e Portugal. Depois de ter sido excomungado pelo Papa Honório III, Afonso II prometeu rectificar os seus erros contra a Igreja, mas morreu em 1223 excomungado, sem fazer nenhum esforço sério para mudar a sua política.
Só após a resolução do conflito com a Igreja, logo nos primeiros meses de reinado do seu sucessor Sancho II, pôde finalmente Afonso II descansar em paz no Mosteiro de Alcobaça (foi o primeiro monarca a fazer da abadia cisterciense o panteão real).
Diz-se que D. Afonso II possa ter morrido de lepra (isso poderá ter justificado um dos seus cognomes, o Gafo, bem como uma célebre e depreciativa frase dita por alguns elementos do povo: Fora Gaffo!), mas a enorme gordura que o rei possuía teria sido a sua causa de morte.