"As minhas palavras têm memórias ____________das palavras com que me penso, e é sempre tenso _________o momento do mistério inquietante de me escrever"
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Veja a primeira página do Correio da Manhã de hoje
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/capa/cm-de-hoje-02072014
#CMjornal
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De PORTUGAL...
OPINIÃO
Ultrajes à bandeira só são permitidos na lapela?
JOSÉ VÍTOR MALHEIROS
01/07/2014 - 00:36
Pode não se gostar das cores usadas pelo artista, mas Portugal na forca é apenas um retrato do país.
16
TÓPICOS
Cavaco Silva
Ministério Público
António Costa
Artes
5 de Outubro
Código Penal
Um estudante de Artes Visuais da Universidade do Algarve foi recentemente acusado de ter cometido o crime de “ultraje à bandeira nacional” devido a uma obra que apresentou e exibiu publicamente no final do seu curso. A obra, apresentada há já cerca de um ano, consistia numa forca de cuja corda pendia uma bandeira nacional e chamava-se, algo literalmente, Portugal na forca, tendo valido ao artista a nota final de curso de 17 ou 18 valores (segundo as fontes).
Na sequência de uma denúncia, o estudante foi acusado pelo Ministério Público de desrespeitar o artigo 332 do Código Penal e foi apresentado a tribunal, devendo a leitura da sua sentença ter lugar no próximo dia 7 de Julho. O artigo do Código Penal em causa diz, no seu parágrafo primeiro, que “quem publicamente, por palavras, gestos ou divulgação de escrito, ou por outro meio de comunicação com o público ultrajar a República, a bandeira ou o hino nacionais, as armas ou emblemas da soberania portuguesa, ou faltar ao respeito que lhes é devido, é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias”.
Esta história é tanto mais surpreendente quanto desde há anos que todos nós vemos um grupo de cidadãos, com deveres constitucionais muito mais exigentes que os que se podem atribuir a um estudante de Belas-Artes, desrespeitar não só a bandeira, como os compromissos solenes que assumiram perante o povo, único soberano que existe em Portugal.
De facto, há anos que vemos os membros do actual Governo ultrajar reiteradamente a bandeira nacional, ostentando-a na lapela, ao mesmo tempo que minam a soberania nacional que essa bandeira representa, sem que o Ministério Público tenha tido o mesmo sobressalto.
É para mim difícil conceber o que seja o “ultraje à bandeira”, porque uma bandeira não passa de um pedaço de pano colorido, mas parece evidente que um crime contra um símbolo apenas pode ser considerado um crime porque simboliza um verdadeiro crime. Ou seja: apenas se pode considerar que o “ultraje à bandeira nacional” é um crime, se se considerar que o ultraje à soberania nacional é um crime. Trata-se, de alguma forma, de um crime por metonímia. O que não faz absolutamente nenhum sentido é considerar que o “ultraje à bandeira nacional” é um crime porque a bandeira representa a soberania nacional, mas que um atentado contra a soberania nacional, submetendo o país aos interesses de potências estrangeiras e ignorando os direitos do povo soberano, não tem a mínima importância.
É verdade que essa foi a atitude do Estado Novo que, como todos os regimes nacionalistas, tentou impor um culto religioso e temeroso dos símbolos, das bandeiras, dos hinos, das fardas e dos emblemas nacionais, ao mesmo tempo que atropelava os direitos do povo, mas nesse caso tratava-se de impor o medo, criando tabus cujos juízes eram os usurpadores. Esta atitude não tem sentido num país democrático. É tão ridículo o processo movido contra o estudante Élsio Menau, como o que foi aberto (mas logo fechado) contra Cavaco Silva e António Costa por terem içado a bandeira nacional de pernas para o ar no 5 de Outubro. Se, no último caso, se tratou de um acidente, no primeiro tratou-se não só de um acto de criação artística, mas de uma declaração política, em que se denuncia uma situação de absoluta indignidade e de risco de sobrevivência para o país. Portugal na forca é, apenas, um retrato do país. Pode não se concordar com a perspectiva ou não se gostar das cores usadas pelo artista, mas é apenas um retrato. Em que consiste o seu suposto atentado a valores essenciais? Em nada. Que prejuízos causa? Nenhum. O processo e julgamento contra o seu autor não pode ser considerado outra coisa que não um processo político, que pretende domesticar o protesto cívico – tantas vezes de mãos dadas com a liberdade artística. Um péssimo serviço à soberania e, pior ainda, à democracia.
Os seus defensores sublinham que o estudante tratou a bandeira “com respeito” – e, de facto, é difícil ver aqui algum ultraje a alguém ou a algum valor moral –, mas a questão não é essa. A liberdade artística, que não é mais do que a liberdade de expressão, contém um valor que é socialmente superior ao “respeito” dos símbolos e das instituições. O “respeito” dos símbolos e das instituições não é mais do que uma imposição do statu quo, que está na base de todas as limitações de liberdade e da perpetuação de todas as opressões. O discurso dos direitos humanos sempre foi um discurso contra o “respeito” das autoridades instituídas e dos seus símbolos. É evidente que pode haver abusos da liberdade de expressão que sejam sentidos como uma agressão e que provoquem uma repulsa violenta generalizada, mas Portugal na forca não se encaixa nessa categoria. Tudo o que faz é obrigar-nos a discutir o país. E a reparar naquelas bandeirinhas de lapela que os governantes ostentam, com um sorriso descarado de impunidade.
jvmalheiros@gmail.com
DO IRAQUE...
INTERNACIONAL
INFOGRAFIAS: o califado do terror é o país sonhado por Bin Laden?
Grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS) já matou milhares de pessoas no Iraque e na Síria
Por: Redacção / SS | 2014-07-01 18:16
As ações do grupo Jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS, na sigla em inglês) têm causado a morte a milhares de pessoas.
O ISIS mantinha ligações à Al-Qaeda até ao início do ano mas agora aparenta querer impor a sua supremacia, sendo ainda mais extremista que a organização fundada por Osama Bin Laden.
Esta segunda-feira, os jihadistas proclamaram a criação de um sistema político desaparecido há quase um século, o califado.
O califado estender-se-ia de Aleppo, no norte da Síria, até à província de Diyala, no leste do Iraque.
Para entender no que consiste o califado é necessário recuar à história do profeta Maomé. Depois da morte do profeta, os seus seguidores criaram o califado, que significa sucessão em árabe, como sistema de governo. O califa, líder deste sistema, assume-se como o sucessor do profeta e como líder de todos os muçulmanos do mundo.
Este regime, maioritariamente sunita, existiu pela última vez no Império Otomano, abolido em 1924.
Agora, o ISIS, que já ocupou cidades do Iraque e da Síria, trouxe de volta esse sistema com o seu califa, Abu Bakr al-Baghdadi, a assumir-se como líder de todos os muçulmanos do mundo e com o poder de aplicar a lei da «sharía».
Na região, milhares de pessoas já abandonaram as suas casas para fugir da violência.
Navegue no mapa para saber quais as cidades que o ISIS já ocupou, no Iraque e na Síria
De etnia sunita, o grupo luta contra o governo xiita do Iraque, liderado pelo primeiro-ministro Nouri al-Maliki. Os sunitas constituem 29 por cento da população iraquiana, maioritariamente xiita (60 por cento).
Os muçulmanos xiitas e outras comunidades muçulmanas moderadas rejeitam, no entanto, este novo Estado Islâmico. Para os restantes governos da região, o califado representa mesmo uma ameaça e um perigo à segurança.
A economia do Iraque depende da sua produção de petróleo. O país tem as quatro maiores reservas de petróleo do mundo.
Depois de terem ocupado várias cidades, o ISIS também atacou a maior refinaria de petróleo do país, a 10 quilómetros da cidade de Baiji. As consequências deste controlo podem afetar não só a economia do país, como a do resto do mundo.
Entretanto, os cidadãos iraquianos já enfrentam dificuldades devido à falta de combustível nas cidades ocupadas.
Navegue no mapa para saber em que regiões estão as refinarias e campos de petróleo mais importantes
INFOGRAFIAS: o califado do terror é o país sonhado por Bin Laden?
Grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS) já matou milhares de pessoas no Iraque e na Síria
Por: Redacção / SS | 2014-07-01 18:16
As ações do grupo Jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS, na sigla em inglês) têm causado a morte a milhares de pessoas.
O ISIS mantinha ligações à Al-Qaeda até ao início do ano mas agora aparenta querer impor a sua supremacia, sendo ainda mais extremista que a organização fundada por Osama Bin Laden.
Esta segunda-feira, os jihadistas proclamaram a criação de um sistema político desaparecido há quase um século, o califado.
O califado estender-se-ia de Aleppo, no norte da Síria, até à província de Diyala, no leste do Iraque.
Para entender no que consiste o califado é necessário recuar à história do profeta Maomé. Depois da morte do profeta, os seus seguidores criaram o califado, que significa sucessão em árabe, como sistema de governo. O califa, líder deste sistema, assume-se como o sucessor do profeta e como líder de todos os muçulmanos do mundo.
Este regime, maioritariamente sunita, existiu pela última vez no Império Otomano, abolido em 1924.
Agora, o ISIS, que já ocupou cidades do Iraque e da Síria, trouxe de volta esse sistema com o seu califa, Abu Bakr al-Baghdadi, a assumir-se como líder de todos os muçulmanos do mundo e com o poder de aplicar a lei da «sharía».
Na região, milhares de pessoas já abandonaram as suas casas para fugir da violência.
Navegue no mapa para saber quais as cidades que o ISIS já ocupou, no Iraque e na Síria
De etnia sunita, o grupo luta contra o governo xiita do Iraque, liderado pelo primeiro-ministro Nouri al-Maliki. Os sunitas constituem 29 por cento da população iraquiana, maioritariamente xiita (60 por cento).
Os muçulmanos xiitas e outras comunidades muçulmanas moderadas rejeitam, no entanto, este novo Estado Islâmico. Para os restantes governos da região, o califado representa mesmo uma ameaça e um perigo à segurança.
A economia do Iraque depende da sua produção de petróleo. O país tem as quatro maiores reservas de petróleo do mundo.
Depois de terem ocupado várias cidades, o ISIS também atacou a maior refinaria de petróleo do país, a 10 quilómetros da cidade de Baiji. As consequências deste controlo podem afetar não só a economia do país, como a do resto do mundo.
Entretanto, os cidadãos iraquianos já enfrentam dificuldades devido à falta de combustível nas cidades ocupadas.
Navegue no mapa para saber em que regiões estão as refinarias e campos de petróleo mais importantes
POEMA MEU, IN MEMORIAM- Sophia de Mello Breyner
Poema "In Memoriam"
PANTEÃO-PALAVRA
IN MEMORIAM
Sophia de Mello Breyner Andresen
Quando Sophia acordava,
___________________acordava o mar também.
Sentia-se incomodado com o peso das palavras
que o olhar da poetisa espalhava pelo Além.
Na praia de areia fina avultava a neblina
___________________que só ao nascer o sol, se via desaparecer.
E a espuma sobrecarregada não podia entender
___________________que as palavras pesadas, aos pés lhe iam bater.
Era a hora em que o denso ar respirava um fumo intenso de frias manhãs
com memórias vazias de sonho,
a confundir nervuras das ondas
empenhadas em guardar o aroma das flores orientais
retalhadas de suspiros das areias nacionais.
Pelo tempo fora,
os temporais deixaram nos areais,
despojos que as ondas varreram
como livro que largou as folhas
num Outono inclemente
que respeitou,
tão somente,
o fragor das verdades litorais.
E o mar, salgado de maresia da infância feita poesia,
encostava-se , maravilhado, aos velhos taipais da casa
pintados de um azul esverdeado…
______________________…e deixava segredos da magia dum mundo antigo
guardados numa concha-bilhete-de-identidade
a cheirar ao percurso das rotas da pátria-sem-fim.
É feliz,
o amanhecer nebuloso dos búzios a caminhar,
_____________________ com os pés alagados de poesia…
Um cipreste mais à frente, balouça na força do vento
____________________que limpa o chão de
____________________um canto sagrado
____________________a dar vida a um panteão.
Lá viverão palavras de mar e terra, de verdade e rectidão,
de paz no amor com que se beija uma rosa-flor,
do belo e do menos belo que o olhar poético abrangeu,
__________________ na vastidão
__________________de um verso-poema imerso
__________________numa Eterna Interrogação.
A Luz-Palavra encherá espaços da memória
que repousarão a contar a história da mimética convulsão de um olhar
para sempre acordado,
__________________ a vaguear por sobre o mar de uma nação.
Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
Julho/014
PANTEÃO-PALAVRA
IN MEMORIAM
Sophia de Mello Breyner Andresen
Quando Sophia acordava,
___________________acordava o mar também.
Sentia-se incomodado com o peso das palavras
que o olhar da poetisa espalhava pelo Além.
Na praia de areia fina avultava a neblina
___________________que só ao nascer o sol, se via desaparecer.
E a espuma sobrecarregada não podia entender
___________________que as palavras pesadas, aos pés lhe iam bater.
Era a hora em que o denso ar respirava um fumo intenso de frias manhãs
com memórias vazias de sonho,
a confundir nervuras das ondas
empenhadas em guardar o aroma das flores orientais
retalhadas de suspiros das areias nacionais.
Pelo tempo fora,
os temporais deixaram nos areais,
despojos que as ondas varreram
como livro que largou as folhas
num Outono inclemente
que respeitou,
tão somente,
o fragor das verdades litorais.
E o mar, salgado de maresia da infância feita poesia,
encostava-se , maravilhado, aos velhos taipais da casa
pintados de um azul esverdeado…
______________________…e deixava segredos da magia dum mundo antigo
guardados numa concha-bilhete-de-identidade
a cheirar ao percurso das rotas da pátria-sem-fim.
É feliz,
o amanhecer nebuloso dos búzios a caminhar,
_____________________ com os pés alagados de poesia…
Um cipreste mais à frente, balouça na força do vento
____________________que limpa o chão de
____________________um canto sagrado
____________________a dar vida a um panteão.
Lá viverão palavras de mar e terra, de verdade e rectidão,
de paz no amor com que se beija uma rosa-flor,
do belo e do menos belo que o olhar poético abrangeu,
__________________ na vastidão
__________________de um verso-poema imerso
__________________numa Eterna Interrogação.
A Luz-Palavra encherá espaços da memória
que repousarão a contar a história da mimética convulsão de um olhar
para sempre acordado,
__________________ a vaguear por sobre o mar de uma nação.
Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
Julho/014
Poema da grande SOPHIA de MELLO BREYNER
Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), in Wikipédia
A Forma Justa
Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo
Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo
Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"
A Forma Justa
Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo
Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo
Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"
SOPHIA de MELLO BREYNER ANDRESEN
Sophia de Mello Breyner: faleceu há 10 anos, precisamente no dia 2 de Julho de 2004.
O seu corpo é hoje trasladado para o Panteão Nacional .
Estado e Cultura
"A cultura é uma das formas de libertação do homem. Por isso, perante a política, a cultura deve sempre ter a possibilidade de funcionar como antipoder. E se é evidente que o Estado deve à cultura o apoio que deve à identidade de um povo, esse apoio deve ser equacionado de forma a defender a autonomia e a liberdade da cultura para que nunca a acção do Estado se transforme em dirigismo."
Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Assembleia Constituinte, Agosto de 1975'
O seu corpo é hoje trasladado para o Panteão Nacional .
Estado e Cultura
"A cultura é uma das formas de libertação do homem. Por isso, perante a política, a cultura deve sempre ter a possibilidade de funcionar como antipoder. E se é evidente que o Estado deve à cultura o apoio que deve à identidade de um povo, esse apoio deve ser equacionado de forma a defender a autonomia e a liberdade da cultura para que nunca a acção do Estado se transforme em dirigismo."
Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Assembleia Constituinte, Agosto de 1975'
terça-feira, 1 de julho de 2014
DE FRANÇA...
A ANGÚSTIA DA INFLUÊNCIA

Um ex-presidente da República Francesa foi detido para prestar declarações no âmbito de um processo de tráfico de influências. Onde é que alguma vez, neste "doce país que é Portugal" - em que tantos enchem a boca e os bolsos de "ética republicana" -, alguém seria detido para interrogatório num processo com idêntica "temática"? Mais depressa levava uma condecoração.
FADISTA PORTUGUÊS CARLOS do CARMO DISTINGUIDO COM UM "GRAMMY"! É A PRIMEIRA VEZ QUE UM PRÉMIO COMO ESTE, QUE JÁ DISTINGUIU NOMES COM FRANK SINATRA E ELVIS PRESLEY, É ATRIBUÍDO A UM CANTOR PORTUGUÊS!
DE PORTUGAL...
Veja a primeira página do CM de hoje
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/capa/cm-de-hoje-01072014
#CMjornal
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/capa/cm-de-hoje-01072014
#CMjornal
DA FRANÇA...
O antigo presidente francês Nicolas Sarkozy foi detido esta manhã para interrogatório por suspeitas de tráfico de influências

Sarkozy detido para interrogatório por alegado tráfico de influências
sicnoticias.sapo.pt
O antigo Presidente francês Nicolas Sarkozy foi hoje detido para depor na polícia anticorrupção de Nanterre, localidade próxima de Paris, sobre um caso de alegado tráfico de influências e violação do segredo de instrução.

Sarkozy detido para interrogatório por alegado tráfico de influências
sicnoticias.sapo.pt
O antigo Presidente francês Nicolas Sarkozy foi hoje detido para depor na polícia anticorrupção de Nanterre, localidade próxima de Paris, sobre um caso de alegado tráfico de influências e violação do segredo de instrução.
De Miguel Torga (1907-1995)
De Miguel Torga (1907-1995). in pesquisa Google
"Nas duas grandes horas da Vida — a nascer e a morrer — o homem bebe sózinho o seu cálix. No trajecto entre os dois pólos, acobardado pela maior consciência da espessura da bruma, arregimenta amigos e companheiros. Mas a sua unidade é ele. Mesmo que consiga ter à volta a maior multidão — vai só."Fonte - Diário (1937)
"Nas duas grandes horas da Vida — a nascer e a morrer — o homem bebe sózinho o seu cálix. No trajecto entre os dois pólos, acobardado pela maior consciência da espessura da bruma, arregimenta amigos e companheiros. Mas a sua unidade é ele. Mesmo que consiga ter à volta a maior multidão — vai só."Fonte - Diário (1937)
Poema do nosso GRANDE José Régio (1901-1969)
Poema de José Régio (1901-1969), in O Citador
Ignoto Deo
Desisti de saber qual é o Teu nome,
Se tens ou não tens nome que Te demos,
Ou que rosto é que toma, se algum tome,
Teu sopro tão além de quanto vemos.
Desisti de Te amar, por mais que a fome
Do Teu amor nos seja o mais que temos,
E empenhei-me em domar, nem que os não dome,
Meus, por Ti, passionais e vãos extremos.
Chamar-Te amante ou pai... grotesco engano
Que por demais tresanda a gosto humano!
Grotesco engano o dar-te forma! E enfim,
Desisti de Te achar no quer que seja,
De Te dar nome, rosto, culto, ou igreja...
– Tu é que não desistirás de mim!
José Régio, in 'Biografia'
Ignoto Deo
Desisti de saber qual é o Teu nome,
Se tens ou não tens nome que Te demos,
Ou que rosto é que toma, se algum tome,
Teu sopro tão além de quanto vemos.
Desisti de Te amar, por mais que a fome
Do Teu amor nos seja o mais que temos,
E empenhei-me em domar, nem que os não dome,
Meus, por Ti, passionais e vãos extremos.
Chamar-Te amante ou pai... grotesco engano
Que por demais tresanda a gosto humano!
Grotesco engano o dar-te forma! E enfim,
Desisti de Te achar no quer que seja,
De Te dar nome, rosto, culto, ou igreja...
– Tu é que não desistirás de mim!
José Régio, in 'Biografia'
De Hermann Hesse (1877-1962)
De Hermann Hesse (1877-1962), in Net
A Busca da Verdade
"A verdade é um ideal tipicamente jovem, o amor, por seu turno, um ideal das pessoas maduras e daqueles que se esforçam por estar preparados para enfrentar a diminuição das energias e a morte. As pessoas que pensam só deixam de ambicionar a verdade quando se dão conta que o ser humano está extraordinariamente mal dotado pela natureza para o reconhecimento da verdade objectiva, pelo que a busca da verdade não poderá ser a actividade humana por excelência.
Mas também aqueles que jamais chegam a tais conclusões fazem, no decurso das suas experiências inconscientes, um percurso semelhante. Ter consigo a verdade, a razão e o conhecimento, conseguir distinguir com precisão entre o Bem e o Mal, e, em consequência disso, poder julgar, punir e sentenciar, poder fazer e declarar a guerra - tudo isto é próprio dos jovens e é à juventude que assenta bem. Se, porém, quando envelhecemos, continuamos a ater-nos a estes ideais, fenece a já se si pouco vigorosa capacidade de «despertar» que possuímos, a capacidade de reconhecer instintivamente a verdade sobre-humana. "
Hermann Hesse, in 'Elogio da Velhice'
A Busca da Verdade
"A verdade é um ideal tipicamente jovem, o amor, por seu turno, um ideal das pessoas maduras e daqueles que se esforçam por estar preparados para enfrentar a diminuição das energias e a morte. As pessoas que pensam só deixam de ambicionar a verdade quando se dão conta que o ser humano está extraordinariamente mal dotado pela natureza para o reconhecimento da verdade objectiva, pelo que a busca da verdade não poderá ser a actividade humana por excelência.
Mas também aqueles que jamais chegam a tais conclusões fazem, no decurso das suas experiências inconscientes, um percurso semelhante. Ter consigo a verdade, a razão e o conhecimento, conseguir distinguir com precisão entre o Bem e o Mal, e, em consequência disso, poder julgar, punir e sentenciar, poder fazer e declarar a guerra - tudo isto é próprio dos jovens e é à juventude que assenta bem. Se, porém, quando envelhecemos, continuamos a ater-nos a estes ideais, fenece a já se si pouco vigorosa capacidade de «despertar» que possuímos, a capacidade de reconhecer instintivamente a verdade sobre-humana. "
Hermann Hesse, in 'Elogio da Velhice'
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