
Foto do google
Ruas pejadas de sólidas pegadas
De passos perdidos nas noites a decorrer…
Impressivas marcas forçam o olhar
Do escuro que passa sem ver!
Gritos surdos de tempestades distantes
Rompem o ar que estou a beber!
Lajes desgastadas
Vergadas ao peso de tantos andantes
Meros caminhantes que teimam não ser…
Pombas da paz em suave canto
Na hora do sono que satisfaz…
Amanhã é dia de sol rompendo a alegria
Aos viajantes vergados a ares do passado…
Espero por apanhar tantas gotas deste luar
E beber da folha p’ra me embriagar…
A flor avara desse suor nega-me o odor das lágrimas suas
dentro do luar…
Vou ressurgir do meio da noite do meio do dia
Em plena harmonia com o passar da aragem
Na sua habitual normal ritual VIAGEM.
Creio nas horas nas fracções de tempo
Em qualquer segmento do meu percorrer
As lajes gastas, pelo contínuo pisar
De quem por aí passa a VIVER…
C6F-114/3-JNH/09
POEMA