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sábado, 12 de setembro de 2009

Poema do ciclo "MODERNISMO"


(foto do google)
(FOTO DO PARQUE DA CURIA)




Fascínio meu molhado de azul imenso
Das águas do Atlântico…

Leves ondas calmas suaves
De longe batem na areia fina
Onde a palmeira germina.

Paraíso meu de “Mostrengos “e “Adamastores”…
Agora já sem furores.

Minhas naus e caravelas
Meus baixéis desmantelados
À sombra de árvores altaneiras
Nos areais já esquecidos…
…perdidos em desertos de ondas maiores
Onde meus avós foram melhores.

“Deus quis que o mar unisse
Já não separasse…”

Por que estais então perdidas
No FADO das nossas vidas?

E Portugal chora agora…
Chora a HORA da vil comédia humana
Enganosa soberba e desumana!

E agora? Ano 2009, longe de obras doutrora…

VAMOS, PAÍS, CHORA!

Levanta-te, então, depois!
Rejuvenesçamos, juntos, os dois!




C6F -143/14/SET- 09