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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

POEMA: LEVA-ME CONTIGO...

FOTO GOOGLE










POEMA: LEVA-ME CONTIGO

Há uma janela onde não estou,
neste meu corpo, que habito.
É aquela onde espero, que me leves ao Infinito!
Leva-me contigo!
Não deixes perder-se o sonho que vejo
latente, nas asas do teu viver…
esse velejar sem velas, que é teu odor, a correr!

Deixa que sonhe a varanda onde vais aparecer…
…MEU-SER-A-ARDER!
Serás águia esplendorosa, com asas para me suster?
Serás harpia fulgurosa, possante, ao deixar-me voar?

.luz.vento sagaz.mundo, capaz de agradecer sons de flores , a rebentar.
.aroma de pétalas preciosas do meu perfume, a desejar…
…crescendo entre raios de luar, a arder.
.luar do meu escurecer, brilhando Quarto-Crescente!
.aurora do alvorecer nas forças guardadas para teu prazer.

Voa comigo a paixão de me conduzir a grutas escondidas,
fendas abertas no magma quente, a escorrer…
…a preencher espaços do teu árido viver…
É tua, a lama a escaldar do vulcão que eu sei SER!
Vive nela e eu prometo-te um rio para arrefecer
no Depois do nosso arder!

Quero teus dedos em meu corpo
a tactear caminhos que desconheces…
Quero teus lábios nos meus
a conduzir-te ao céu de todos os céus!
Dou-te um sorriso anuente, arrebatado e quente,
que incendeia teu ramo crescente…

Preciso de te provocar! Preciso de te Viver!

Grito contigo ao entrares num espaço adormecido,
anestesiado pelo teu olhar ,a respirar…

Pego na tua mão e conduzo-a à minha vida…

E penso no lavrador que abre o saco das sementes
atirando-as à terra…ao sol e à chuva…haja paz ou guerra…
para as sentir a arfar, ao som da luz e da água,
no momento de germinarem…


Marilisa Ribeiro

C11L- 179(EROT)-AGT/011
IGAC-USR12038

terça-feira, 24 de maio de 2011

MIL E UMA NOITES

FOTO GOOGLE



Diante de meus olhos, erecta, está a tua POESIA.

Em bicos de pés, passeio...não quero acordar

o calor que ,de teu corpo , se desprende.

Na ponta dos dedos, detenho as sensações de prazer

que te roubei,

naquele momento em que paraste de viver...

Respiro suores dos odores da nossa festa real.

caminho montanhas de fúrias tamanhas.

que canso os Amores que correm no vale.

Deste-me os olhos ...dei-te os meus sonhos.

(intercâmbio de prazeres de um profundo despertar)

Pegou-se ao meu, o teu corpo...

Nem respirou! Ficou morto

com medo de se perder!

E num vaso de cristal, guardo ,agora,

esses momentos vividos em horas da noite

de segredo total...guardo-os num brilho inigual.

Morro na vida tua, amor.

Toco teu sexo nas descidas das colinas

em que subo...

Abro-te o caminho para o meu prazer.

à espera de acontecer.

O horizonte aproxima-se do brilho que irradio

na sabedoria do teu ser.

O mar dos meus sentidos ficou-te nos ouvidos.

Chamas por mim, sem falar.

E ele, o mar da nossa paixão,penetra, com lentidão

a minha areia brilhante, escondida, perturbante.

Deitas-te nela...roças corais, búzios e escamas tais.

que o mundo se torna ,de novo, invisível.

E nas águas do teu oriente trazes pimentas picantes

e sol de cristais fantásticos, ofegantes...

Tenho no corpo cansado o sabor das tuas têmporas

a latejar, nas veias...a rebentar...

Quero ouvir-te pronunciar coisas sem sentido.

quase inaudíveis...que dizem amor!

Não queiras saber a minha história...SENTE-A!

Cada momento que te dou é um acto de glória!

Perde-te nos véus do magma incandescente.

com que me cubro perversa e inocente.

Sei que te queimo o olhar!

Mas que importa, se dele estou a viver?

Passam por mim sussurros da tua sombra...

roçam-me a face...afastam-me os cabelos

enquanto mergulhas neles.

Olha, amor, vou calar-me...estou a dar-me no DAR-Te...

Como vai a noite esconder a LUA -CRESCENTE que está para vir?

Dentro de mim, uma língua de paixão diz que te ama.

MARILISA RIBEIRO

R-C11L-62/(erts)Maio/011