"As minhas palavras têm memórias ____________das palavras com que me penso, e é sempre tenso _________o momento do mistério inquietante de me escrever"
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terça-feira, 20 de março de 2012
POEMA: ANEL DE FOGO
ANEL DE FOGO…
Num místico anel de fogo está a noite do meu corpo-ser-a-irradiar.
Raios de luar fecundam a terra, a cantar luz de encantar.
Enrodilhada no halo de fogo frio da noite vazia,
escondo-me num canto de silêncio a ouvir a melodia
do vento a sibilar,
tentando desfazer o mágico alfabeto do meu tecto de deslumbrar!
Estou presa numa fronteira,
da qual não quero fugir
sem sentir que o teu ser
se me desvenda, a fulgir…
A noite, intacta, passeia por entre nós
com passos de orquestra melódica…
Sabe a nossa sinfonia de suores e de odores…
Conhece, como ninguém,
as teclas exóticas do nosso mundo a soar.
E os segredos do teu ser, lavados pelo luar,
são como um anel de fogo de que não quero abdicar.
Conheço o teu perfume-círculo- de- lume- brando, onde dorme
a madrugada, deixando-nos a alvorecer…
E nossa alma não dorme…
Está ali, fogosa e viva, a morrer por nova vida!
Mantemos, bem funda em nós,
a tortura do beijo que falta dar
de todos os que já demos, até nos faltar o ar…
Há dunas amareladas no passeio do vento, que silva
mares de calor abstracto
diferente do que nos promete o círculo de fogo compacto,
que assola o espaço-do-deslumbramento.
No labirinto do amor
desponta um poema lindo, tecido de fios de ouro que desfiz,
ao armar uma teia de ternura, com aroma de flores-de-lis.
Não sei se há estrelas no céu de agora…
Não sei se o luar resiste, ainda…
Não sei se o mar já está a brilhar…
Mas sei
que fixei teus olhos de ouro…
…que respirei o aroma do teu viver…
…que enredei as veias do teu corpo…
…e que-tudo-foi-fogo-de-arder…
( Na serra, a neve cai,
branca como flores de marfim…)
R-(ert)-C13N-41/MRÇ-012
Marilisa Ribeiro
segunda-feira, 8 de março de 2010
Poema "mulher-lua"
A Lua vive, brilhando…
Desde quando? Até quando?
Quem não gosta de ver, numa noite de luar,
aquele brilho, sem par, qu’ilumina o respirar?
É beleza cintilante, que alumia o caminhante;
E sem que isso a comprometa,
Abraça-se ao planeta…
Com o seu ventre crescente, lembra a barriga da mãe,
Que leva dentro a semente, que é o seu maior bem!
Sabe-se que tem quatro caras… que influencia toda a vida…
Dá brilho à nossa dor e alarga nosso sorriso!
Sabem-se coisas tão raras sobre as suas quatro fases,
Que o brilho que dá à Terra, acende nosso sorriso.
O ventre liso da mãe brilha como tu, também!
Em momento de alegria brilhaste nela, marota…
Modificaste o seu dia, dando-lhe nova rota…
Mantém esse teu brilhar…e eu continuarei a viver!
Poema "Ciclo q.c"
Desde quando? Até quando?
Quem não gosta de ver, numa noite de luar,
aquele brilho, sem par, qu’ilumina o respirar?
É beleza cintilante, que alumia o caminhante;
E sem que isso a comprometa,
Abraça-se ao planeta…
Com o seu ventre crescente, lembra a barriga da mãe,
Que leva dentro a semente, que é o seu maior bem!
Sabe-se que tem quatro caras… que influencia toda a vida…
Dá brilho à nossa dor e alarga nosso sorriso!
Sabem-se coisas tão raras sobre as suas quatro fases,
Que o brilho que dá à Terra, acende nosso sorriso.
O ventre liso da mãe brilha como tu, também!
Em momento de alegria brilhaste nela, marota…
Modificaste o seu dia, dando-lhe nova rota…
Mantém esse teu brilhar…e eu continuarei a viver!
Poema "Ciclo q.c"
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