

Chega-me aos pés
aquela espuma branca
límpida, das marés…
Que sensação divinal
ter os pés, assim fincados
com força, no areal…
Curvo-me para o chão,
molhado no cheiro da maresia;
apanho pedrinhas lisas,
restos de conchinhas vivas,
partes do corpo do MAR!
Ao longe, no horizonte,
assim.em linha, defronte,
o arguto pescador lança a rede,
com ardor…
Suará… puxando o pão!
Em terra, aqui ao lado,
há sempre alguém que o segue,
com olhos de ânsia grave,
presos na mais dura guerra…
…a que trava o pescador
com os olhos no suor,
que a tod’a hora o persegue!
E as sereias não cantam,
nem os ventos o ensombram
na viagem de regresso!
Poisará os pés, na areia molhada,
ao lado dos meus.
Eu fi-lo, só por prazer!
Ele, cumpriu um dever…
C6F -134/40- AGT/09