Mostrar mensagens com a etiqueta outono existência rejuvenescimento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta outono existência rejuvenescimento. Mostrar todas as mensagens

domingo, 23 de agosto de 2009

Poema -ciclo- "Outono-Natureza"


Madrugada de Outono. Vou à varanda.
Cubro-me. Está frio ainda, mas apetece
apreciar o despertar do mundo
envolto num véu de nevoeiro, próprio da época. À medida que o sol desponta, acordando a Natureza,
desfraldo as velas do horizonte e, mesmo defronte,
partilho em pormenor, os efeitos do Outono na “terra-mãe”:
Folhas pelo chão, a esmo, amareladas, avermelhadas…
Galhos e ramos pelos atalhos...
Tudo parece formar um tapete persa, cobrind’o chão
do meu espaço espiritual, que se prende ao Outono…
E eu questiono a Existência Suprema que, tal como ele, me vota ao abandono.
O que mais entristece na maravilha da paisagem é que,
ao regenerar tudo, na sua viagem,o tempo de mim não se lembra…
vai passando e minh’alma chora!

Sucede então, a Primavera, ao triste Outono…
A Natureza refloresce;
O cheiro da terra rejuvenescida, -único! -contraria a
morte dos elementos…
O vento dá uma mão e empurra o ar que enriquece
novos raios de sol, novas sementes ,novas vidas…

Sei que o meu existir me nega semelhantes Primaveras!
Se eu pudesse…-oh quem me dera!
esconder-me-ia... noutra desconhecida terra…









AGOSTO/2008/ALENT.