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domingo, 12 de setembro de 2010

POEMA: POLIEDRO...

foto google



POLIEDRO…


Sou a memória
Da impossibilidade
De escrever minha vitória!

Deduzo pelos passos que dou
Que a tarefa ainda não acabou…
Não fugiram os ares do meu respirar
Os ventos de um doce assobiar…
O voar das aves do amor!
Mantenho a vida da tua boca na minha
Do teu corpo a transpirar
No acariciar daquele momento ímpar…

Minhas asas a bater
No ESTAR pronta para o SONHO
Trazem-me lufadas de ar das energias
Que reponho…

Calorosamente
O meu projecto de gente
Alonga-se para o teu…
…suavemente…
Nada de Inocente…
Intrigante contexto da Loucura!
Não posso ficar por aqui…
Avanço…provoco-te…
Desejo o teu toque…
…louco…anelante…ardente…

Sou o texto da vida
Que anseias por ler
Reler…copiar…amolecer…
…na memória dos tempos
Que estão por vir…
No teu ansioso SENTIR …

E
Senhora do sonho desse amor
Sinto-me consciente…dolente…pura…

Sou ainda poliedro de Emoções
Em permanentes ilusões…
Minha farda-luta é esta MATÉRIA-TEMPO
Que te ofereço…num dia…muitos dias
Muito Sol e muito FRIO…

Molda-me no desvario!

Sinto ser o aquecer do arrefecer…
A Saudade do que não cheguei a TER nem a SER…
Sou alteração climático-emocional de MIM…EM TI…
Sou chave do meu mistério
Guardada no teu sacrário…a esconder…

Passam por mim cheiros indecifráveis
De mistério e amor
De umbigo maternal
A vagina criadora…na DOR!

Na hora umbilical…
Saem do meu olhar e de tocas imundas
Seres de olheiras profundas
Viventes-morrentes de Esperanças
Do profundo da noite vagabunda…
…do vómito e da gargalhada da Vida…
Essa eterna praça funda…




Meu corpo integral…
Matéria- espírito…
Do mundo património natural!

Sou todas as cores da Terra
Em tuas mãos da minha paz e da minha guerra!



C8H- 70/113- (vds)-JLH/010