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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Poema: Interioridade

INTERIORIDADE



Descanso, amiúde,
Das viagens ao meu interior…
território sagrado
que nunca foge da verdade…
…e teme o poder absoluto do fim…

Desfruto da beleza das minhas paisagens…
pinceladas de coragem, em tons de verde-natura…
…festival de luz e cores agrestes, silvestres, com toques celestes!

Faço frequentes mergulhos nas lágrimas
que formaram rios de dor.
Danço, convulsivamente, nas alegrias vividas,
perpetuando-as,
para que não sejam esquecidas!

Promovo-me a ser humano!
Drama ingente…
Tento um aperfeiçoamento possível!
…inevitável modo de existir…

Única no meu espaço universal, eu, acácia de som floral,
estendo minhas raízes
com certificado de verdade existencial!

Mar e terra,
rio e montanha,
aragem-brisa na bruma da nuvem cinzenta,
escura,
…que atormenta…
fogo vivo na terra florida,
esforço-me por avançar nos braços da paisagem a despontar…
…flor a forçar o abrir-se…

Sento-me nos pés da amendoeira -em- flor
onde esteve ,um dia, um trovador…
Oiço a Cantiga-rosário- de –vida!

Sou prioridade extrema de mim….

Oh minha paisagem ofegante, do ex-libris que sou!
Abismal impotência de afirmação…
Estradas interiores perdidas
em cruzamentos dos pensamentos…

Asas da universalidade levam, a airar,
pedaços de fraternidade!

Descansarei depois, cansada, nas margens do meu ser
a esperar…esperar…esper…esp…
R-C11L-74(VDA)-JNH/011