
foto googleDiário de Amor…
Trazem os ventos, até mim,
O calor de momentos apaixonados
Vividos, sentidos, nos ares de velhas eras!
Soltam-se páginas do meu diário do amor,
Vivido em tempos de dor...
Pelos ares ,correm suspiros…
Vou atrás deles, persigo-os!
Encontro andorinhas negras de dor,
Voando ao encontro do Amor.
Sob os telhados da VIDA, estremecem
Laços de paixões perdidas…
Palhas velhas, desabitadas, esquecidas
Do ninho, que já foi quente de calor!
SOU CHAMA-VIVA À ESPERA DOS SABORES
DA ARAGEM QUENTE DO VERÃO, que FOSTE…
E arranco outras páginas envelhecidas,
Rugosas,
Amareladas…
Pego nelas, sem qualquer ternura,
Ao lembrar como a vida (de então!)
Foi dura!
Guardar velhas páginas
Da velha história,
De velhos tempos enrugados?!
Não me sujeito a humilhar o meu SER!
Vou abrir um novo caderno de sonhos intemporais!
IMPRUDENTE…
Todos os livros envelhecem…
Inépcias do passar dos anos…
No meio das minhas páginas, ainda novas,
Ainda em branco,
Ponho pétalas de rosas vermelhas,
Cheirosas, ao canto das palavras de MIM-SER- ACTOR!
Produzo novas imagens de calor
No amor que os ventos vão espalhando
E deixando, por aí,
Ao sabor do desfazer do SONHO…
C7G-24/35-DEZ/09
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