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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

POEMA: "TEJO DE ABRIL"


Fotos do google


---“TEJO de ABRIL…”

Deslizam barcos ao longo do Tejo…
Ondulam com as correntes,
sustidos pelas marés dolentes…
Aqui,
de onde os vejo,
lembro tantas caminhadas
noutras paragens sulcadas.

Do cais de Belém
foram sempre mais Além!


Rio, que viveste ABRIL, que viste batalhas mil
de sangue suadas
no tempo de todas as Cruzadas…
Que ofereceste alento
e dás ,também, o sustento;
tu ,que cheiraste o vermelho dos cravos
e que cantaste”GRÂNDOLA, VILA MORENA…”

Como e por que paraste no TEMPO?
Quem prende teus braços mil,
com que abraçaste ABRIL?
Responde à força do vento
que respira LIBERDADE!
Não pares de navegar
no mar da nossa Idade!

PORTUGAL! Meu país amargurado,
sem ter o dever cumprido!
Ouve o brado que vem do fundo das marés,
dos ventos alados
do Passado adiado!

E o rio ouve o lamento
que carrego, cá por dentro…
Sereno…mas não impávido,
fulgura nas livres águas…
Exemplo transcendental,
Derrama coragem
Nas gentes de PORTUGAL!

TEJO, meu país a ansiar!
Testemunho vivo dum ressurgir, a cantar!

Pensamento livre!
Andamento suave!
Prosperidade….?
Vontade de erguer-me, de novo,
à superfície da tua segura fraternidade!

Chave mítica do nosso abrir
a porta,
sobre uma treva infinita…

E meu olhar de LIBERDADE
ampara-se nas tuas margens
que abarcam PORTUGAL,
no ressurgir da SERENIDADE!

C7G-(MST)-16/DEZ/09