
Luxuriantes, perigosas, sombrias,
belas avenidas da vida amazónica,
centrais do ar que respiro e suspiro.
No meio dos pantanais,
perdido por bandas inóspitas,
passaste, “Imperador da LÍNGUA PORTUGUESA”,
por lodaçais incógnitos, dos índios em defesa…
Minha Amazónia, pulmão do meu Planeta!
És a minha CRETA onde, em suaves ondas,
viajam as anacondas!
O mundo novo, em estertor,
trata-te com desamor.
Amo-te, Natureza viva, nos mais recônditos milésimos
das palavras do douto senhor, do “Sermão da Sexagésima”.
Amo-te, vida natural, no que tens
de mais brutal, seja homem ou animal!
Perco-me, nessa floresta…
Respiro com o jaguar;
Solto do papagaio o pio;
Penso nas feras do Mundo
e tremo, de horror, com frio…
“Vejo” os peixes do rio,
cabecitas fora de água,
atentos e magoados, ante a dor do missionário,
que, por levar paz às almas,
teve que andar arredio…
Invejo tudo o que ouvistes,
no “SERMÃO de SANTO ANTÓNIO”…
C6F -144/15 –SET/09