
POEMA: “PALCOS…”
Sinto-me, por vezes, uma estrela a cintilar…
Conjunto de estrelas lampejantes
é o que sou, no meu despertar.
Acontece, quando a vida se torna
uma bola colorida, no brilho do amanhecer.
Como aplauso contínuo
chamo-me ao palco da VIDA,
eufórica e destemida…
Acendem-se as luzes da ribalta…
Ilumina-se, então, o palco.
A magia toma conta da sala da VIDA:
olhos arregalados estremecem
com o barulho das estrelas,
iluminadas pelo som do Infinito.
E o ALÉM da PROCURA
levanta-se,
para a união de uma ovação estrondosa
à atitude corajosa,
do EU da minha ternura…
Estrelas inchadas de luz
prorrompente,
qual ventre de MÃE em parto iminente,
mostram-me o caminho… de mansinho…
Transpiro expectativas nas lufadas de vento…
atrevidas!
Saio do palco…
entro na vida com farrapos de tempo,
frágeis emoções,
únicas sensações
esvaídas, por entre espaços feridos.
Meus pés sentem, no chão,
o estremecer constante da poeira ofuscante…
Telurismo delirante!
Sigo adiante, na noite bela
e tenho cama feita, entre as estrelas!
De lá, vejo a NATUREZA
exuberante,
no seu germinar puro,
duro,
seguro do INSTANTE…
Uma estrada iluminada
conduz-me `a segura morada
do EU que sou…
É aqui que regresso a MIM!
Viagem paradoxal da felicidade na magia,
que se dilui num fio de luz…
Como um colo que se quer morno
num embalo de paz,
minha serenidade aqui jaz!
Borboleta buliçosa,
quedo-me ao pé de MIM…
CAD 7G- 43/43-(MST)-Fev./010