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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

POEMA: VULTO...

FOTO GOOGLE


VULTO…


Descalça, sapatos na mão,
caminho pela praia…
Solidão das conchas, dos búzios…
…filhos do mar…
a sonhar com areias dos orientes quentes!

Cordas grossas viajam nos barquitos frágeis
dos homens da pesca…
Moirejam, duros,
na pesquisa do “pão-peixe”
do Futuro, sempre Presente…

E eu, vulto oculto de MIM,
nas areias cristalinas vejo,
recordações de menina…

Desço a escadaria da memória…
(como é longa minha história!…)

Encontro alegria de viver
na inocência do sofrer…

Vejo dureza do amar…
Os meus ventos a ralhar…
Arbustos a rebentar
depois do escurecer,
das florestas a arder…

Saio do percurso agreste de MIM…
Aqui e agora, sou PSYCHÉ
no cimo do rochedo tenebroso
do amor…
enganado…sofrido…vivido…


NÃO CONSIGO CHEGAR LÁ…

Frio…frio Inverno…
Vida de Inferno…
Dúvidas, medos, incertezas…

Mergulho, altiva, nas águas espumosas…
Cheira-me a rosas-vermelhas- maresia…
Rejuvenesço de CONCEITOS!
Lavo-me no sal, que conserva,
ouvindo rochas murmurar
contra o barulho do MAR…

Solto as TRANÇAS de criança…
Retorno muito mais MULHER!



C8H-110/ 48 (mqc)- OTB /010