
Corpo martirizado
Até ao mais profundo do SER…
Ossos entumescidos num
Profundo clamar a DOR!
Prostrado, assim, numa Cruz,
Esta é a Hora, em que falta a LUZ!
CHAGAS do total martírio
Jorrando TEU sangue p’lo meu,
Nessa HORA, nesse CÉU…
Veias expostas
Aos olhos,
De esperanças mortas…
INFINITUDE DO AMOR!
Mas quem aceita, SENHOR,
P’las ruas da GALILEIA,
Que se teça tão cruel teia?
Incompreensível vontade do PAI
Que vê seu FILHO esvair-se,
Regando de sangue o madeiro…
Cheira a ferros quentes
Nas Chagas pregados…
Torturas infligidas…
Mãos e pés sacrificados…
E as nuvens, naquela altura,
Desceram dos vendavais…
Rasgaram o ventre da Terra,
Sangraram ainda mais…
A TEUS pés, curvada, martirizada também,
Está TUA SANTA MÃE!