A
MONTANHA RECORDA...
No cimo
da montanha, em frente da casa onde nasci
e
aprendi as primeiras ingénuas brincadeiras,
estão as
ruínas daquilo que a lenda diz ser um templo
antigo,
que o tempo foi roendo, com golpes de vento.
Conheço
tão bem os atalhos e estreitos caminhos
que me
lá conduzem...
Foi
nesse meio
que
brincámos tu e eu com as velhas pedras
que dele
se foram desprendendo.
(Quanto
Tempo já passou...
Hoje, a
montanha recorda, como recordo eu...)
E
despertou-me a aurora quase dourada com os raios
de Sol,
que davam vida viva às flores, aos insectos sugadores
de mel e
aos meus olhos desejosos de cores.
Sinto o
Tempo-em-mim-por detrás de mim-na minha- frente-
-a-cada-momento-Presente.
Recordo.
Cresci. Amadureci com os tempos de afastamento…
Mais um
dia passou…Tu não vieste…
Vai-se
anunciando o crepúsculo,
onde
devem viver os deuses das palavras
que os
meus dedos desejam escrever, para te ler_____
______ a
ti, que não sei onde procurar______
Maria
Elisa Ribeiro
AGT/017
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