sexta-feira, 4 de novembro de 2016

POEMA MEU(Obra Regª)-REP















O AMOR É UM FRUTO-SEMPRE- A-AMADURECER(REP)

Posso falar de Amor como eu quiser, como eu sentir,
como a voz interior me disser para o fazer!
Se calhar já esqueci muito….mas nada me impede de voltar a recordar!


Teu rosto espreita-me do papel onde, a escrever,
te escrevo, te descrevo, te desenho em vogais doces
que as consoantes me querem roubar…

As palavras são lugares da minha memória,
______________onde guardei as páginas da nossa história.
________________Saíste das nossas noites quentes, urgentes,
_____________________que não podiam, nem queriam esperar…
…mas os espelhos captaram os teus contornos ardentes
e hoje, sinto-os, palpitantes, nas palavras com que te refaço
[o adormecer]
nas horas do Então-cansaço, que acabávamos por sentir.

Amávamos, ambos, as escarpas e os desenhos irregulares
[ dos promontórios]
onde o vento batia, agastado com a fúria do mar.

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Nas noites de neblina, abríamos a janela da noite
_______e perdíamos o olhar no silêncio da luz das estrelas.
Abraçavas-me, em silêncio…
Recordo que foi assim que uma vez me beijaste
_______quando pela primeira vez me tocaste os seios…
Foi como se um farol se acendesse, de repente,
_______e a sua luz opaca me dissesse que podia fechar a janela
___________e ir viver a noite para além da noite que estava para vir.
Um pomar de frutos maduros, eu cabia-te nas mãos….
________porque é nas linhas das mãos entrelaçadas que os deuses
____________escrevem os seus mais belos romances, a sorrir.

Nada há para escrever, quando se vive como estávamos a viver.
A manhã trazia-nos a roxa luz do alvorecer.
Tomávamos o pequeno almoço comendo os frutos maduros
das figueiras do quintal, que sabiam a manjar dos deuses, ao natural.

Mas os nossos sentidos , lentamente, deixaram os dias passar.
Por isso, teu rosto me espreita, hoje, do papel onde continuo
a escrever-te, a descrever-te, a recordar-te, a esquecer-te…
Que ninguém saiba o que foi a beleza do nosso anoitecer…

Preciso de ver teu rosto a aparecer, de onde ainda o podes fazer.
Pelo meio, há mares e oceanos,
tantas ilhas encantadas e tantos frutos a amadurecer.
E acordo sozinha num quarto que já me viu arder...
Vou trocar os lençóis da minha cama, por outros mais
limpos e bonitos de se ver…

Maria Elisa Ribeiro-Portugal
Out/2015

https://facebook.com/mariaelisa.ribeiro.75

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