Cerco de Lisboa (1384)
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Cerco de Lisboa (1384)
Crise de 1383–1385 em Portugal
Data 29 de Maio a 3 de Setembro de 1384
Local Lisboa,
Desfecho
Vitória portuguesa
Combatentes
Comandantes
Baixas
Nenhuma
O segundo cerco de Lisboa foi imposto pelas forças de Castela em 1384 e durou 4 meses e 27 dias.
D. Fernando I morreu deixando Portugal numa situação débil visto que este só tinha uma filha D. Beatriz que estava casada com o rei de Castela (crise dinástica de 1383-1385), diante da revolta popular devido ao receio da perda da independência face aos castelhanos culminou com a aclamação do Mestre de Avis como Regedor e Defensor do Reino.
É descrito por Fernão Lopes (Crónica de el-rei D. João I, entre os capítulos CXIV e CL), que refere alguns dados interessantes sobre a cerca da cidade, à época, descrevendo as medidas defensivas, entre as quais:
a cerca era amparada por 77 torres, no topo das quais foram montados caramanchões de madeira, visando optimizar a defesa;
os muros da cerca eram rasgados por 38 portas. A mais crítica era a chamada Porta de Santa Catarina, defronte da qual se estabeleceu o arraial de Castela, e defronte à qual se registrava maior número de escaramuças.
o lado da Ribeira era defendido por duas grossas estacadas, desde as águas do rio até ao pé da cerca;
uma estacada dobrada defendia o Caminho de Santos, por baixo da Torre da Atalaia;
uma estacada dobrada, no lado oposto da cidade, estendia-se junto ao muro dos fornos de cal, na direcção do Mosteiro de Santa Clara;
encontrava-se em construção, mesmo durante os combates, um troço da barbacã em face do arraial castelhano, desde a Porta de Santa Catarina até àTorre de Álvaro Pais, no comprimento de dois tiros de besta.
a frota vinda do Porto conseguiu romper o cerco, trazendo poucos alimentos à cidade. No combate naval então travado com os barcos castelhanos foram capturadas três naus portuguesas e a nau do comandante foi igualmente capturada.
o cerco de Lisboa foi levantado a 3 de Setembro de 1384, devido sobretudo à epidemia de Peste Negra que assolou o exército Castelhano, causando-lhe muitas baixas; houve também ataques na periferia do cerco por parte de forças do exército de D. João, Mestre de Avis, forças essas chefiadas pelo fronteiro do Alentejo, Nuno Álvares Pereira. Finalmente o povo de Lisboa encontrava-se seguro e livre de perigo.
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