terça-feira, 21 de junho de 2016

Em http://aventar.eu, através do amigo Manuel Torres Silva- novas regras, parece que más, para os consumidores portugueses!


A máfia bancária e o fim do verde – código – verde
16/06/2016 por j. manuel cordeiro 72 Comentários

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Já tinha reparado nisso e agora confirmo que é geral.


Fazer um pagamento com cartão tornou-se ligeiramente mais complexo. Agora, antes de inserir o código, é preciso escolher o canal através do qual será feita a transacção. É indiferente para os clientes, mas há custos diferenciados para os comerciantes. [Jornal de Negócios]

O diabo está nos detalhes, tal como se constata neste caso. Agora, com os novos terminais de pagamento multibanco, antes de inserir o código passou a ser preciso escolher se se irá pagar a crédito ou a débito. Por omissão, e aqui está o detalhe, o tipo de pagamento seleccionado é a crédito. Para mudar, sabendo-se que se pode mudar, o que não é óbvio para quem está habituado ao verde – código – verde, é preciso carregar numa tecla de cursor e, só depois, é que começa a sequência verde – código – verde. Portanto, quem fizer como sempre, estará a fazer um pagamento a crédito. Se bem que para quem paga não deverá haver diferença, já para o comerciante significará uma comissão bancária bem superior.

Se esta mudança tivesse sido desenhada para ter impacto nulo, então a opção pré-seleccionada seria o pagamento a débito. Como não é o caso, há a suspeita de se estar perante um truque para cobrar mais dinheiro aos comerciantes.

Vamos agora esperar, sentados, pela intervenção do Banco de Portugal para acabar com este novo truque para sacar dinheiro à conta do desconhecimento ou inércia dos consumidores. Até lá, já sabe, agora a sequência de pagamento passa a ser seta para baixo – verde – código – verde. Sempre que possa, use-a e, já agora, passe esta informação.

Adenda: Os cartões afectados são os que tenham modo “híbrido”, em que o cartão se débito passou a ter crédito associado. São uma inovação da banca que, há algum tempo, gerou polémica (ver estes artigos: 1, 2).

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