sábado, 29 de abril de 2023

Concierto de Aranjuez // Danish National Symphony Orchestra, Rafael de B...

Trova do Vento Que Passa - Adriano Correia de Oliveira - Serenata Monume...

De SCHINDLER...

 De Schindler, em O Pensador:

“Poder é quando temos justificativa para matar e não matamos.”
Por muito tempo a humanidade acreditou que o poder de tirar a vida era um grande poder. Hoje sabemos que não há poder nenhum nisso, mas, infelizmente, muitos se esqueceram e voltaram a sonhar com um mundo em que se justifiquem certas violências. Ouvir um nazista dizer que o verdadeiro poder está no perdão é mais do que suficiente para lembrarmos do poder incrível que é o amor.
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Maria Elisa Ribeiro

POEMA: ESCREVO

ESCREVO
Sempre que escrevo algo deve acontecer
Sem acrescentar joias ao mundo de sangue a correr
Nas veias da guerra a acontecer.
Estou Longe da guerra grande, rodeada de guerras pequenas
Que fazem sofrer, que fazem doer,
E uma palavra
Tantas palavras parecem conchas que abrem e fecham
Segundo o choque com que as ondas as colocam
No areal a arder.
A palavra parte porque está a chegar o cansaço. Mas quando se levanta
é hora de a alvorada respirar o voo das aves, hora da flor se insurgir,
hora dos ramos das árvores respirarem ar são, depois da bala passar.
Todo o poema é um novo ramo cheio de alento no caminho da verdade
do novo vento a soprar,
elemento-ar a respirar-sem-cor-nem dor.
Escrevo para que a Vida-me-ajude-a-ACONTECER.
Minha Origem vem da tessitura indefinida do Mistério.
Apareci num lugar vago e selvagem onde havia um firmamento
de flores e ondas de areia
com luz brilhante pejada de constelações...
ESCREVO.
©Maria Elisa Ribeiro
MRÇ/2022
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sexta-feira, 28 de abril de 2023

Boa noite e feliz fim de semana, amigos!


 


 


 

FLORES PARA OS AMIGOS (as)


 

POEMA







 NO INTERVALO ENTRE O UM E O DOIS

tu eras a pessoa mais antiga de todas
as que conhecia
*eras a monotonia solitária de todo o eterno
que eu desconhecia.
por ti
vivia um tédio-vida que lembrava água cristalina
*a escorrer de uma fonte de pura-pedra
por onde eu bebia e saturava a sede ,
que não sabia que tinha.
e a pedra sisifica escorria anos demarcados
*na lisura forçada da força
com que meus olhos a sentia.
*ao redor,
a força da água deixava crescer musgos de boca aberta,
que ultrapassavam tudo o que me excluía.
*era eu-ao-Longe!
e o silêncio do voo dos insectos cortado pelo rumor das plúmulas das aves,
*adormecia-me em nuvens mais antigas
que as catedrais de Chartres e de Milão...
*e corriam, de fugida,
quanto tu afinal sabias,
perfeitamente,
*dos caminhos em que me percorrias.
meu Homem de tocar a revelação dos céus na minha Liberdade
da fartura de um corpo que não pede e nem precisa
*de pedir o que quer DAR.
se minha vida se transformar-em-ela-mesma
virás tu das alturas do antigo e do desconhecido
*para abraçar todas as antiguidades que já VIVI?
estarei ali entre dois algarismos, o UM e o DOIS,
para preencher o intervalo que nos separa
* e podermos chegar AO-ONDE seremos UMA-UNIDADE!
©Maria Elisa Ribeiro
2019-DIREITOS RESERVADOS

Fantástico como Padre Pio desreve o milagre / Uenio Viana

Heart, The Royal Philharmonic Orchestra - Alone (Live)

POEMA

 





1 h 
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Amigos
DAS SOMBRAS PENITENTES

no pátio das sombras,
na falta da luz,
por entre um rasto de estrelas,
desliza o silêncio rumoroso dos picos de vento.

pela face me corre uma gota de orvalho-suor
da palavra desejosa
de das nuvens aflorar.

os olhos entregam-se à escura noite e, em cada vereda
estreita da vida,
a seca fareja a chuva,
que afastará o
vómito das vielas irregulares.

na tranquila velha casa inundada
de silêncios e de ominosos presságios,
antevejo a chegada de um poema
que quero resgatar
de todos os meus versos perdidos…
ainda não começados…
delineados no imo do papel e
escondidos das fraquezas e terrores
do mundo subvertido…

…depois, meus versos ajoelham-se comigo
serenos e resplandecentes,
nas margens da vida
onde sempre se abrigam.

Maria Elisa Ribeiro
JAN/019

Conde D. Henrique de Portugal

 

♛ | 24 de Abril de 1112 - Morte do Conde D. Henrique de Portucale
Pode dizer-se, com toda a probidade, que o Conde de Portucale, D. Henrique, foi o Avô de Portugal.
Dom Henrique, pai d’El-Rei Dom Afonso I Henriques, era o 4.º filho de Henrique de Borgonha, pertencendo portanto à família ducal da Borgonha, e assim sendo era bisneto de Roberto I de França e sobrinho-neto do Abade S. Hugo de Cluny, e, irmão dos também duques Odo I e Hugo I.
D. Henrique, não sendo primogénito, fez vida como cruzado, sentindo-se atraído pelas zonas de maior perigo e daqui se compreende a sua vinda para a Península Ibérica, onde a Reconquista aos mouros era mais arriscada.
Portucale estava sob domínio sarraceno desde 711, e em 868, o galaico Vimara Peres, vassalo do Rei de Leão, Galiza e Astúrias reconquista a região entre Douro e Minho, incluindo Portucale, e funda o primeiro Condado de Portucale, assim designado para diferenciar do restante território.
A presúria de Vimara Peres prosperou e foi governada pelos seus descendentes, até à derrota de Nuno II Mendes pelo rei Garcia II da Galiza na Batalha de Pedroso, em 1071.
Falecido Garcia II, em 1091, o Rei Afonso VI de Leão e Castela retoma a unidade dos Estados Paternos. Porém, intensificaram-se as acometidas dos Almorávidas o que precipitou a distribuição dos poderes militares e por esta altura os territórios passaram para a administração de Raimundo de Borgonha casado com D. Urraca. Entregue a Raimundo, este, não conseguiu defender eficazmente a linha do Tejo - tendo perdido Lisboa que fora cedida aos Reis de Leão pelo califa de Badajoz. Assim Afonso VI decide fortalecer ainda mais a defesa militar ocidental, dividindo em duas a zona atribuída inicialmente a Raimundo, entregando a mais exposta a Henrique da Borgonha.
O nosso conde D. Henrique, que casara por volta dos trinta anos com D. Teresa de Leão - filha de D. Afonso VI de Leão e de Ximena Nunes –, já antes do seu casamento se distinguira na fronteira sul da Península, no combate aos Almorávidas. Agora casado com a Infanta Teresa, e apoiado pelos interesses políticos da Ordem de Cluny, imiscui-se estrategicamente e com ambição na política no Reino de Leão e Castela, conquistando a sua pretensão poder junto das cortes.
A fim de aumentar a população, valorizar o seu território e consolidar a sua autoridade, D. Henrique deu foral e fundou novas povoações, entre elas a vila de Guimarães, onde fixou a sua habitação, num Paço, dentro do Castelo que ali fora edificado no século anterior, atraindo para ali, com várias regalias, muitos dos seus compatriotas francos. Em, 1095, era, também, já Senhor de Braga, ou seja, D. Henrique e sua mulher tinham a tenência dos territórios que abrangiam Guimarães, Braga, Porto, Coimbra e Santarém.
A 9 de Dezembro de 1097, em Compostela, D. Henrique intitula-se ‘Comes Portucalensis – Conde de Portucale’.
Com a morte de D. Afonso VI de Leão, D. Henrique age como Soberano de uma potência e território independentes.
Continuou a ilustrar-se pelas armas, e, em 1100, batalha com os mouros Almorávidas, em Malagón.
Em Setembro de 1104 estabelece com D. Raimundo um Pacto Sucessório em que reconhece este último como único herdeiro de Afonso VI e se prometem mutuamente amizade e assistência. Como contrapartida deste acordo, Raimundo promete a D. Henrique a cidade de Toledo, com parte do seu tesouro, ou, em alternativa, a Galiza. Neste pacto não há qualquer referência a Portucale. Em 13 de Setembro de 1107 morre Raimundo e no ano seguinte o infante D. Sancho que lhe deveria suceder. Em Portucale, D. Henrique continua a sua senda conquistadora, submetendo os mouros em Sintra.
Na cidade de Coimbra doa à diocese o Mosteiro de Lorvão usando o mesmo formulário de chancelaria que 15 anos antes fora usado pelo herdeiro do trono em acto análogo, o que evidencia, que a partir daquele momento começou a agir como Soberano de uma potência independente. D. Henrique tomou partido contrário a D. Urraca como herdeira de Afonso VI e, em 1110, na batalha de Campo de la Espina, vence as tropas de D. Urraca; em Novembro do mesmo ano dá-se a conferência de Monzón entre D. Henrique e D. Urraca; em Novembro do mesmo ano D. Henrique cerca D. Afonso I em Peñafiel. Este cerco foi desfeito pela intervenção de D. Teresa que convence o marido a retirar o apoio a D. Urraca enquanto esta não definir claramente os termos da aliança. Em Fevereiro ou Março de 1111, D. Henrique cerca D. Urraca, que entretanto fizera as pazes com o Rei de Aragão. Na Primavera deste ano o perigo espreita em Portucale perante a ameaça almorávida sobre o Tejo. No inverno deste último ano D. Henrique dominou territórios dependentes quer de D. Urraca quer de Afonso I, tais como Zamora, Astorga e Oca. Em 1112 faz a Paz com D. Urraca que, por sua vez, também a fizera com o filho. D. Henrique falece, em Astorga, nos últimos dias de Abril de 1112, tendo determinado que fosse sepultado na Sé Catedral de Braga, e, durante a menoridade do seu filho o Infante Dom Afonso Henriques, a governação do Condado passa para a viúva Dona Teresa.
Em 1121, esta, auto intitula-se «Rainha», mas os conflitos com o Clero e a sua relação com o fidalgo galego Fernão Peres, a quem entregara o governo dos distritos do Porto e Coimbra, originou a insurreição dos Portucalenses e do próprio filho o Infante D. Afonso Henriques, invariavelmente afastados, por forasteiros, da gestão dos negócios públicos: a relação da ‘rainha’ - apesar de ser apenas Condessa, D. Teresa, que entendia que Portucale era seu e não do marido o Conde D. Henrique, e a partir de 1117 passa a assinar como “Ego Regina Taresia de Portucale regis Ildefonssis filia” - com o nobre galego acicata contra si a reprovação do filho, os ódios da nobreza portucalense afastada do círculo de poder, a antipatia do Povo que recordava com carinho D. Henrique e do clero que exigia outro tipo de comportamento à princesa da Hispânia. O seguinte... já teria estoutro protagonista e a Sua História já seria a de Portugal.
Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica
‘Todo começo é involuntário.
Deus é o agente,
O herói a si assiste, vário
E inconsciente.
À espada em tuas mãos achada
Teu olhar desce.
«Que farei eu com esta espada?»
Ergueste-a, e fez-se.’
Fernando Pessoa | ‘Mensagem’
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Sobre Antero de Quental

 In Internet: as dicotomias em Antero de Quental.

A dicotomia em Antero
De facto, a poesia de Antero de Quental está presente uma dicotomia entre a configuração de um ideal e a angústia existencial.
Existe o Antero luminoso, que luta para defender as suas ideias da renovação e revolução, é um idealista racional e eufórico. Defende ideias como liberdade de pensamento e a independência dos novos escritores. Por exemplo no soneto “Um poeta”, onde a sua origem romântica defende o papel que cumpre ao poeta desempenhar – “Ergue-te, pois, soldado do futuro…sonhador, faze espada de combate”.
Na poesia ele também era pelo contrário noturno e romântico onde ao invés de defender ideias de renovação, defende ideias pessimistas e é desiludido, motivado pela sua doença. Esta doença levou a transformar a sua vida numa serie de desistências e incompreensões humanas conforme se pode comprovar na sua poesia “AJ. Felix dos Santos” onde mostra que havia perdido a esperança e que o futuro não importava, pois, o presente estava destruído – “Ai! Que importa o futuro, se inclemente essa hora, em que a esperança nos consiste, chega…é presente…e só a dor assiste?…assim, qual a esperança que não mente?”
Antero é um escritor de poemas que relevam ação, combativa e um projeto de renovação, emprenhado e militante, mas também poemas que revelam um conflito psicológico, atormentado.
Autor: (?)
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