"As minhas palavras têm memórias ____________das palavras com que me penso, e é sempre tenso _________o momento do mistério inquietante de me escrever"
quinta-feira, 30 de janeiro de 2020
“Na vida de hoje, o mundo só pertence aos estúpidos, aos insensíveis e aos agitados. O direito a viver e a triunfar conquista-se hoje quase pelos mesmos processos por que se conquista o internamento num manicômio: a incapacidade de pensar, a amoralidade e a hiperexcitação.”
― Fernando Pessoa
― Fernando Pessoa
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O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Fernando Pessoa-in Net-O Pensador
terça-feira, 28 de janeiro de 2020
Os sacanas não sairam do Vaticano com a entrada do Papa Francisco! O que se sabe hoje de Emmanuella Orlandi, desaparecida perto do Vaticano, há mais de 30 anos?Estou a ler "A Morte do Papa", de Nuno Nepomuceno, baseado neste assunto e na morte súbita do Papa "Sorridente".
Acton Institute paga encontro de críticos do Papa Francisco em hotel de luxo em Sintra...
In Net, Maria Gabriela Llansol:
"Como a chuva não cessasse de cair em caudais,
Tiras de tinta começaram a aparecer na fotografia
O tecto da chuva rompera o abrigo da sua alma
E o verde circulava a deriva rompendo as plantas.
Elvira deixara cair seus olhos de objectiva nas
Folhas verdes. Verificava que era sobre elas e como
Elas que sempre olhara a natureza. Ver o real
Em folhas era amá-lo ininterruptamente. Essa
Contiguidade acabara por compor uma rede
Que tinha tanto de próximo como de diferente,
E a chuva não era chuva, transparecia. Eis, pensou.
Por que chove na fotografia, por que chove
Em correntes sobre as folhas?"
Tiras de tinta começaram a aparecer na fotografia
O tecto da chuva rompera o abrigo da sua alma
E o verde circulava a deriva rompendo as plantas.
Elvira deixara cair seus olhos de objectiva nas
Folhas verdes. Verificava que era sobre elas e como
Elas que sempre olhara a natureza. Ver o real
Em folhas era amá-lo ininterruptamente. Essa
Contiguidade acabara por compor uma rede
Que tinha tanto de próximo como de diferente,
E a chuva não era chuva, transparecia. Eis, pensou.
Por que chove na fotografia, por que chove
Em correntes sobre as folhas?"
Maria Gabriela Llansol
segunda-feira, 27 de janeiro de 2020
POEMA REGºººººººº!
Poema:
PORTAS-MUSGO
Falo de Natureza
e vou sentindo as palavras
alinhadas
na dureza de uma mesa-pedra-granítica.
e vou sentindo as palavras
alinhadas
na dureza de uma mesa-pedra-granítica.
Ao lado, fontes quase míticas
onde o perfume das flores responde
ao misterioso sinal
das coisas nomeadas
pelas encostas desterradas.
onde o perfume das flores responde
ao misterioso sinal
das coisas nomeadas
pelas encostas desterradas.
Pedras graníticas-------- arestas------ musgos ------durezas desconhecidas------------
alinhamentos desalinhados da essência da vida.
alinhamentos desalinhados da essência da vida.
Claridade da Verdade
que só a luz pode dar à Humanidade.
que só a luz pode dar à Humanidade.
E a Ocidente de Tudo, nada do Novo
que se esconde
no segredo
de UM Oriente ,
engalanado…
que se esconde
no segredo
de UM Oriente ,
engalanado…
Iniciática pedra granítica coberta de dúvidas das ilusões
feitas musgo…
…acácias alinhadas no conceito de pedra mística…
feitas musgo…
…acácias alinhadas no conceito de pedra mística…
Meu caminho de Verdade a aperfeiçoar a Vontade
é duro,
é rochedo perigoso
que se estende pelo mar...
é duro,
é rochedo perigoso
que se estende pelo mar...
Maria Elisa Ribeiro
DEZ/015
DEZ/015
RECORDAR AUSCHWITZ
Nota:
Não, não me esqueci dos 75 anos de Auschwitz. Quis deixar em paz o nosso pensamento; melhor dizendo , quis deixar que as consciências tivessem um dia para pensar que,apesar de longe em termos de anos, nunca o Mundo esteve tão perto desses tristes tempos e desses dramáticos acontecimentos.
Oxalá tudo tenha passado e não sejamos forçados a falar de Satanás, novamente, por causa da desumanidade que caracterizou quem teve conhecimento do horror e não falou, não escreveu, não protestou.
Será difícil que as consciências de livre pensamento estejam sossegadas, ao ver ressurgir o DRAMA nas pessoas de TRUMP, de Le Pen, de Assad...
Resta-nos a liberdade de falar, de escrever, de poetizar este triste mundo em que agora vivemos, para chamar o coração dos homens à razão
É hora de gritarmos contra os grupos de Extrema Direita e contra os falsos democratas que por aí abundam, e que deviam ter "ido", há muitos anos, com a carga do genocídio às costas.
Dizem que a História se repete. Não quero acreditar neste determinismo demoníaco!
O antigo Presidente GORBACHOV afirmou que, a ver o rumo que o Mundo está a tomar, até parece que os homens se estão a preparar para uma nova guerra! Mas o Mundo já está em guerra, senhores!Reparem na sociedade em que vivemos, em que se mata e destrói o próximo, "por dá cá aquela palha", sem remorsos, sem sentimentos...
Soube-se que, recentemente, os cientistas adiantaram o "Relógio do Apocalipse" meio minuto, ao verem o rumo distorcido que o mundo está a levar, principalmente depois da eleição do louco TRUMP!
Usemos a PALAVRA! Conversemos, uns com os outros!É nosso dever, de CADA UM DE NÓS! sermos uma barreira contra o MAL.
E, poetas, escritores, pensadores, gente humana, é hora de começarem a usar o vosso Pensamento, a vossa Linguagem no sentido de puxar pelas orelhas dos narcisistas, dos detentores da VERDADE-MENTIRA, em nome do FUTURO de todos nós e dos nossos filhos!
Oxalá tudo tenha passado e não sejamos forçados a falar de Satanás, novamente, por causa da desumanidade que caracterizou quem teve conhecimento do horror e não falou, não escreveu, não protestou.
Será difícil que as consciências de livre pensamento estejam sossegadas, ao ver ressurgir o DRAMA nas pessoas de TRUMP, de Le Pen, de Assad...
Resta-nos a liberdade de falar, de escrever, de poetizar este triste mundo em que agora vivemos, para chamar o coração dos homens à razão
É hora de gritarmos contra os grupos de Extrema Direita e contra os falsos democratas que por aí abundam, e que deviam ter "ido", há muitos anos, com a carga do genocídio às costas.
Dizem que a História se repete. Não quero acreditar neste determinismo demoníaco!
O antigo Presidente GORBACHOV afirmou que, a ver o rumo que o Mundo está a tomar, até parece que os homens se estão a preparar para uma nova guerra! Mas o Mundo já está em guerra, senhores!Reparem na sociedade em que vivemos, em que se mata e destrói o próximo, "por dá cá aquela palha", sem remorsos, sem sentimentos...
Soube-se que, recentemente, os cientistas adiantaram o "Relógio do Apocalipse" meio minuto, ao verem o rumo distorcido que o mundo está a levar, principalmente depois da eleição do louco TRUMP!
Usemos a PALAVRA! Conversemos, uns com os outros!É nosso dever, de CADA UM DE NÓS! sermos uma barreira contra o MAL.
E, poetas, escritores, pensadores, gente humana, é hora de começarem a usar o vosso Pensamento, a vossa Linguagem no sentido de puxar pelas orelhas dos narcisistas, dos detentores da VERDADE-MENTIRA, em nome do FUTURO de todos nós e dos nossos filhos!
Maria Elisa Ribeiro-JAN/020
domingo, 26 de janeiro de 2020
De Maria Gabriela Llansol, "outro caso bicudo", mais que Fernando Pessoa, na Literatura Portuguesa
Como a chuva não cessasse de cair em caudais,
Tiras de tinta começaram a aparecer na fotografia
O tecto da chuva rompera o abrigo da sua alma
E o verde circulava a deriva rompendo as plantas.
Elvira deixara cair seus olhos de objectiva nas
Folhas verdes. Verificava que era sobre elas e como
Elas que sempre olhara a natureza. Ver o real
Em folhas era amá-lo ininterruptamente. Essa
Contiguidade acabara por compor uma rede
Que tinha tanto de próximo como de diferente,
E a chuva não era chuva, transparecia. Eis, pensou.
Por que chove na fotografia, por que chove
Em correntes sobre as folhas?
Maria Gabriela Llansol
Tiras de tinta começaram a aparecer na fotografia
O tecto da chuva rompera o abrigo da sua alma
E o verde circulava a deriva rompendo as plantas.
Elvira deixara cair seus olhos de objectiva nas
Folhas verdes. Verificava que era sobre elas e como
Elas que sempre olhara a natureza. Ver o real
Em folhas era amá-lo ininterruptamente. Essa
Contiguidade acabara por compor uma rede
Que tinha tanto de próximo como de diferente,
E a chuva não era chuva, transparecia. Eis, pensou.
Por que chove na fotografia, por que chove
Em correntes sobre as folhas?
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