segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

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Sobre KHALIL GIBRAN, in Internet

 






Khalil Gibran

Filósofo e escritor libanês
Por Dilva Frazão
Biblioteconomista e professora

Biografia de Khalil Gibran

Khalil Gibran (1883-1931) foi um filósofo, escritor, poeta, ensaísta e pintor libanês. Sua obra reflete a espiritualidade e os princípios que levam aos patamares mais altos da alma humana. É conhecido por ter criado frases inspiradoras. Seu livro mais conhecido é “O Profeta”.

Khalil Gibran nasceu em Bicharré, nas montanhas do Líbano, no dia 06 de dezembro de 1883. Vivia com seu pai, sua mãe, um irmão e duas irmãs.

Infância e Juventude

Khalil Gibran tinha oito anos quando certo dia um vendaval atingiu sua cidade. Fascinado, abriu a porta e saiu a correr com os ventos. Quando a mãe o alcança e o repreende, ele reponde: “Mas mamãe, eu gosto das tempestades”. Posteriormente escreveu seu melhor livro em árabe intitulado “Temporais”.

Em 1894, com onze anos, emigrou com sua mãe e seus irmãos para Boston. O pai permanece em Bicharré.

Em 1898 voltou ao Líbano para completar seus estudos árabes e ingressou no Colégio da Sabedoria, em Beirute. Ouviu do diretor que uma escada deve ser galgada degrau por degrau e respondeu: “Mas as águias não usam escadas”.

Em 1902 retornou para Boston. No ano seguinte morrem sua mãe e seu irmão. Nessa época, passa a escrever poemas e meditações para o jornal árabe publicado em Boston, Al-Muhajer (O Emigrante).

Com um estilo feito de música, imagens e símbolos passou a atrair a atenção do mundo árabe.

Literatura e pintura

Dedicou-se à pintura e ao desenho, elaborando uma arte mística e abstrata. Em 1905 publicou, em árabe, o livro “A Música”, e em 1906, “As Ninfas do Vale”.

Uma exposição com seus primeiros quadros despertou o interesse de Mary Haskell, diretora de uma escola americana, que lhe ofereceu um curso de artes em Paris.

Em 1908, Khalil Gibran seguiu para Paris e ingressou na Academie Julien. Frequentou museus e exposições. Conheceu Auguste Rodin, que previu um grande futuro para o artista.

Uma de suas telas foi escolhida para a Exposição de Belas Artes de 1910. Nesse período morreram seu pai e uma irmã.

Ainda em 1910, Khalil voltou para Boston e logo mudou-se para Nova York, onde reúne em volta de si, diversos escritores libaneses e sírios, que formam uma academia literária, Ar-Rabita Al-Kalamia (A Liga Literária), que publicava duas revistas árabes: “As Artes” e “O Errante”.

POEMA

 






CÉU-LEITO-DE-CONSTELAÇÕES

 

 

Prendem-se os raios de sol às paredes dos horizontes dos céus …

_________________e o mar torna-se de um vermelho-dourado

_____________________espelhado nas ondas sobressaltadas.

 

Os peixes caminham para os olhos de água do profundo-do-mar.

As sereias nadam, escondendo a nudez na noite dos mistérios,

sedentas de ternuras.

 

A lua , sobressaltada, escolhe abrigar-se

                                                                        nas vielas empedradas,

ao som de guitarras cansadas

que levam saudades aos cais das antigas caravelas.

 

Lua de Lisboa canta o Fado do destino

______________________há tanto traçado nas madeiras dos pinhais

______________________plantados nas suas sete colinas.

 

O leito das constelações canta mudas canções de luz

nas escamas salgadas das ondas,

                              nos mares de flores dos jardins,

                                                      no vento que range nas folhas rasgando outras folhas

                                                      de outono, numa noite que reluz………………................

 

Deito-me numa cama de estrelas, com sonhos guardados em caixas

de nebulosas…

…luzes esfarrapadas com cabelos de noite, desgrenhados…

 

E minha pele torna-se o lençol macio que te cobre o peito…

Meus dedos conhecem-te o jeito de incendiar…

 

Os olhos cerram-se ao canto dos pássaros e adormecem, acordados,

no raiar de uma nova aurora.

As palavras ciciadas são o império que a beleza esconde,

……………………………………………………………………………………….sofregamente,

………………………………………………………………………………………..no mistério-da-HORA!

 

Um nevoeiro embuçado esconde a força das constelações,

que não vivem emoções de encantar.

Perde-se pelo caminho e abraça os bosques das pétalas de jasmim

quando Eu-Sou-em-Ti, contigo-em-Mim…

E nossos sonhos do passado, iluminados de magma-vulcão,

desfolham poesia-paixão, numa lúrida noite de um viver extenuado.

 

 

 

©Maria Elisa R. Ribeiro

Julho/019

domingo, 4 de fevereiro de 2024