"As minhas palavras têm memórias ____________das palavras com que me penso, e é sempre tenso _________o momento do mistério inquietante de me escrever"
sábado, 5 de março de 2016
HOJE: SPORTING-BENFICA!
Benfica perder em Alvalade? "Já esteve a sete pontos e recuperou"
Antigo craque, que já passou pelos três grandes, perspetivou o dérbi deste sábado, entre Sporting e Benfica, relativo à 25.ª jornada da I Liga.
© DRDESPORTO PAULO FUTREHÁ 6 HORASPOR RUBEN VALENTE COM SÉRGIO ABRANTES
Sporting e Benfica medem forças este sábado naquele que pode ser um dérbi decisivo na luta pelo título. Para Paulo Futre, “tudo pode acontecer”. O antigo craque que jogou tanto nos ‘leões’ como na ‘águias’, acredita que neste tipo de jogos “nunca há favoritos”.
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“Vimos agora com o Benfica-FC Porto, que o FC Porto estava mais fraco a nível anímico e acabou por sair vencedor da Luz. Nunca se sabe o que pode acontecer. Nunca há favoritos. Uma equipa até pode estar melhor que outra, mas, no momento em que acordas, tudo isso acaba e só pensas que vais ganhar o jogo”, afirmou em declarações ao Desporto ao Minuto.
Á partida para este dérbi, o Sporting está a apenas com um ponto de vantagem do Benfica. Em caso de vitória, os ‘leões’ ficam a quatro pontos, algo que para Paulo Futre não é decisivo.
“Ficam a faltar muitos jogos. Por exemplo, quando o Benfica empatou na Madeira, com o União, ficou a sete pontos, e ainda tinha desvantagem no confronto direto com o Sporting. Era muito difícil de recuperar. Mas a verdade é que fez uma série de jogos muito bons e acabou por igualar o Sporting. Ainda faltam muitos pontos até ao final e as últimas 10 jornadas são sempre a hora da verdade. É quando se joga tudo”, garantiu o antigo internacional português, que não consegue destacar um grande candidato ao título.
“Neste momento, [o favorito] é quem vai à frente, mas este campeonato está ‘louco’. Tudo pode acontecer, já se perderam muitos pontos a jogar em casa… Mas qualquer um pode ganhar, o que é maravilhoso”, analisou.PARTILHE ESTA NOTÍCIA COM OS SEUS AMIGOS
Do escritor João Ubaldo Ribeiro...
De João Ubaldo Ribeiro (1941-2014), in Net
"“Jogar ovos, tomates e tortas na cara de autoridades e pomposos variados é comportamento relativamente comum nas democracias mais consolidadas, com exceção da americana, onde o pessoal prefere dar tiro mesmo.”
― João Ubaldo Ribeiro
Frases - http://kdfrases.com
De Cecília Meireles...
Poema de Cecília Meireles, in Net
Ou isto ou aquilo
Cecília Meireles
Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
Ou isto ou aquilo, Editora Nova Fronteira, 1990 - Rio de Janeiro, Brasil
sexta-feira, 4 de março de 2016
In www.tsf.pt
Maria Luís perde: Santander recebe 1,8 mil milhões do Estado04 DE MARÇO DE 2016
Sentença dá razão ao Santander Totta no processo contra o Estado depois de Maria Luís Albuquerque ter cancelado nove swaps com o banco. Fatura total para o Estado é de 1,8 mil milhões de euros.
Hugo Neutel
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O Santander Totta venceu o processo que mantinha em Londres contra o Estado devido aos contratos swap. O caso remonta a 2013, altura em que o banco recusou os termos da renegociação dos contratos proposto pelo governo de então. Maria Luís Albuquerque (primeiro como secretária de Estado do Tesouro e Finanças e depois como ministra das Finanças) viria a considerar os acordos inválidos.
O processo diz respeito a nove contratos swap feitos por quatro empresas públicas (Metros de Lisboa e do Porto, Carris e STCP) no valor de 1,2 mil milhões de euros (valor de mercado no final do primeiro semestre de 2015). Quando, em 2013, o Estado os considerou inválidos, deu ordem a estas empresas para que deixassem de pagar ao Santander os juros correspondentes, que, em junho de 2015, ultrapassavam 230 milhões de euros.
Depois de analisar 120 mil documentos ao longo do processo que terminou em dezembro, o Tribunal Comercial do Supremo Tribunal de Justiça de Londres (cujo presidente é o irmão de Tony Blair) emitiu a sentença que dá razão integral ao Santander Totta, que exigiu a declaração da validade dos contratos, a condenação das empresas públicas ao cumprimento das obrigações decorrentes desses acordos, incluindo o pagamento dos juros mensais em falta desde setembro de 2013, e a responsabilizarem-se pelas custas do processo. É a soma destas alíneas que resulta numa fatura total para o Estado Português que ascende a 1,8 mil milhões de euros.
O tribunal afirma ainda que o banco aconselhou de forma correta as empresas públicas e que o Santander manteve sempre uma posição de lealdade na celebração dos contratos.
O banco sempre disse publicamente que não admitia outro resultado que não ganhar o processo.
Neste litígio o Estado argumentava que os gestores das empresas públicas não estavam capacitados para comprar aqueles produtos.
Esta decisão do tribunal é passível de recurso, mas apenas no âmbito muito limitado das questões de direito internacional privado. Na prática, é muito difícil reverte-la.
Fonte ligada ao Santander Totta disse à TSF que a decisão do tribunal de Londres deu razão, em toda a linha, aos argumentos do banco. A mesma fonte avisou que, mesmo em caso de recurso por parte do Estado, esta é uma decisão difícil de reverter.
Neste contacto feito pela TSF foi ainda dito que o valor a que o Estado foi condenado a pagar corresponde à verba exigida pelo Santander Totta. Isto significa que, segundo a mesma fonte, as empresas públicas que denunciaram estes contratos swap com o banco ficam obrigadas a cumprir os contratos até ao fim.
Impacto no défice ao longo de vários anos
Os 1,8 mil milhões de euros em causa eram, até agora, uma perda potencial. Com esta decisão esse buraco passa de potencial a efetivo, tendo impacto no défice: em contabilidade de caixa (a que não incorpora compromissos assumidos mas não pagos), o custo acontecerá no momento do pagamento (se for todo de uma só vez, o custo total irá ser contabilizado nesse ano); já em contabilidade nacional (a que conta para Bruxelas e que leva em linha de conta compromissos ainda não concretizados) o custo será diluído ao longo do tempo de vigência dos contratos - foi isso o que a Unidade Técnica de Apoio Orçamental concluiu quando Maria Luís Albuquerque cancelou mais de seis dezenas de operações contratualizadas com outros bancos. Nesse caso eram poupanças ao longo de vários anos, mas a lógica mantém-se.
O que é um swap?
Um contrato swap funciona como uma espécie de seguro contra variações nas taxas de juro de empréstimos a taxas variáveis. O objetivo é proteger as entidades que contraem créditos de subidas das taxas de juro (que "encarecem" os empréstimos). Num ambiente de taxas crescentes, os swap podem ser benéficos para quem os contrai, porque permitem, a troco de um pagamento mensal, evitar "prestações" cada vez mais altas. Mas quando as taxas de juro descem - como aconteceu ao longo dos últimos anos - o custo doswap torna-se proporcionalmente mais caro, tornando-se uma despesa tanto maior quanto maior a queda da taxa de juro do empréstimo.
O modo, um pouco "abandalhado", como se vestem as figuras públicas...in www.jn.pt
Opinião

A liturgia das instituições
04.03.2016
FRANCISCO SEIXAS DA COSTA
Há dias, o líder do Podemos, nas mesmas mangas de camisa com que se apresentou semanas antes a uma convocatória feita pelo rei, foi ao centro do hemiciclo parlamentar espanhol e pespegou um beijo na boca de outro político radical, ao que parece congratulando-o por uma intervenção. A foto correu Mundo, talvez com maior difusão do que aquela que, tempos antes, mostrava uma criança, filha de uma deputada do mesmo partido, a mamar, também durante uma sessão das Cortes.
Não há a mais leve dúvida de que gestos e trajes como estes têm como finalidade tentar dessacralizar as instituições, transmitir a ideia de que elas devem evoluir e tornar-se um espelho da própria sociedade, perderem a rigidez protocolar e, quem sabe se por essa via, aproximarem-se dos cidadãos.
Não tenho porém a certeza de que a banalização das instituições favoreça a democracia. Pode, no imediato, conferir alguma popularidade àqueles que "abanam" os modelos políticos, como que a relembrar que há um outro Mundo, que não se revê no formalismo, e que ganhou o direito de cidade de ali estar. Mas tenho a maior das dúvidas de que o ruir de algumas liturgias acabe por funcionar em reforço da eficácia e da legitimidade dos modelos de representação.
Confesso que me choca o modo como alguns deputados do nosso Parlamento se vestem, num "casual" que roça a bandalheira, não muito distante do sinistro fato de treino. Não é tanto a falta da gravata que se contesta: há modos de vestir sem gravata cuja manifesta elegância substitui a de um fato tradicional.
Carlos Brito, o antigo deputado comunista, conta num seu livro que, num dos primeiros anos da democracia, um seu colega, indicado para acompanhar uma visita oficial ao estrangeiro, anunciou que não ia utilizar gravata, não obstante as regras protocolares recomendarem um traje formal em certas ocasiões da deslocação.
A persistente resistência do deputado fez subir o assunto a Álvaro Cunhal. O secretário-geral lembrou então que é muitas vezes adequado, em alternativa às roupas protocolares europeias, o uso em cerimónia oficiais de trajes tradicionais, acrescentando: "Ora nós temos trajes tradicionais muito bonitos, por exemplo, os minhotos". E logo adiantou: "O nosso camarada podia ir vestido de minhoto e evitava-se a gravata. Até podemos telefonar já aos camaradas de Viana e encomendar já um fato". O deputado correu a comprar uma gravata.
Há dias, ao ver um secretário de Estado do Governo socialista, nos salões estadonovistas das Finanças, apresentar o Orçamento em atitude desengravatada, perguntei-me se acaso um traje típico não seria mais adequado.
A liturgia das instituições
04.03.2016
FRANCISCO SEIXAS DA COSTA
Há dias, o líder do Podemos, nas mesmas mangas de camisa com que se apresentou semanas antes a uma convocatória feita pelo rei, foi ao centro do hemiciclo parlamentar espanhol e pespegou um beijo na boca de outro político radical, ao que parece congratulando-o por uma intervenção. A foto correu Mundo, talvez com maior difusão do que aquela que, tempos antes, mostrava uma criança, filha de uma deputada do mesmo partido, a mamar, também durante uma sessão das Cortes.
Não há a mais leve dúvida de que gestos e trajes como estes têm como finalidade tentar dessacralizar as instituições, transmitir a ideia de que elas devem evoluir e tornar-se um espelho da própria sociedade, perderem a rigidez protocolar e, quem sabe se por essa via, aproximarem-se dos cidadãos.
Não tenho porém a certeza de que a banalização das instituições favoreça a democracia. Pode, no imediato, conferir alguma popularidade àqueles que "abanam" os modelos políticos, como que a relembrar que há um outro Mundo, que não se revê no formalismo, e que ganhou o direito de cidade de ali estar. Mas tenho a maior das dúvidas de que o ruir de algumas liturgias acabe por funcionar em reforço da eficácia e da legitimidade dos modelos de representação.
Confesso que me choca o modo como alguns deputados do nosso Parlamento se vestem, num "casual" que roça a bandalheira, não muito distante do sinistro fato de treino. Não é tanto a falta da gravata que se contesta: há modos de vestir sem gravata cuja manifesta elegância substitui a de um fato tradicional.
Carlos Brito, o antigo deputado comunista, conta num seu livro que, num dos primeiros anos da democracia, um seu colega, indicado para acompanhar uma visita oficial ao estrangeiro, anunciou que não ia utilizar gravata, não obstante as regras protocolares recomendarem um traje formal em certas ocasiões da deslocação.
A persistente resistência do deputado fez subir o assunto a Álvaro Cunhal. O secretário-geral lembrou então que é muitas vezes adequado, em alternativa às roupas protocolares europeias, o uso em cerimónia oficiais de trajes tradicionais, acrescentando: "Ora nós temos trajes tradicionais muito bonitos, por exemplo, os minhotos". E logo adiantou: "O nosso camarada podia ir vestido de minhoto e evitava-se a gravata. Até podemos telefonar já aos camaradas de Viana e encomendar já um fato". O deputado correu a comprar uma gravata.
Há dias, ao ver um secretário de Estado do Governo socialista, nos salões estadonovistas das Finanças, apresentar o Orçamento em atitude desengravatada, perguntei-me se acaso um traje típico não seria mais adequado.
in www.noticiasaominuto.com
"Maria Luís pôs-se mais do que a jeito. Disse deem-me pancada"
A social-democrata criticou a forma como a antiga ministra aceitou o cargo na Arrow Global.
POLÍTICA FERREIRA LEITEHÁ 12 HORASPOR INÊS ANDRÉ DE FIGUEIREDO
Manuela Ferreira Leite analisou a polémica contratação de Maria Luís Albuquerque pela Arrow Global, uma empresa britânica de gestão de dívida, e a líder de gestão do crédito malparado em Portugal, que tem clientes como Banif, Millennium BCP ou Montepio.
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Na opinião da social-democrata, trata-se de “um assunto bastante delicado”, frisando que houve uma “ausência total de bom senso” no facto da antiga ministra das Finanças aceitar este cargo.
A antiga líder do PSD não crê que Maria Luís Albuquerque “não conheça a legislação” em relação às limitações depois da saída do cargo, contudo acredita que não poderá ser tão pouco tempo. “Não sei qual o período [de limitações] mas não era de três ou quatro meses de certeza absoluta”, atira.
“O exercício de uma função política tem este tipo de impedimentos, tem custos grandes pessoais e profissionais”, garante Ferreira Leite, acrescentando que a questão mais grave é a antiga ministra “ligar-se do ponto de vista profissional a uma instituição que tutelou, não diretamente mas através de uma instituição com a qual teve relações”.
Questionada sobre a forma como Maria Luís Albuquerque ficou exposta, Ferreira Leite foi perentória: “Pôs-se mais do que a jeito, pôs-se em frente a eles a dizer 'deem-me lá pancada porque estão cheios de razão”.PARTILHE ESTA NOTÍCIA COM OS SEUS AMIGOS
Foi há 15 anos, o desastre de Entre-os-Rios...
Jornal de Notícias
1 h ·
Acidente aconteceu há 15 anos
As primeiras imagens após a tragédia de Entre-os-Rios - JN
JN.PT|DE GLOBAL MEDIA GROUP
Jornal de Notícias
19 min ·
Foram condenados a quatro anos e dois meses de prisão por contrabando
Turquia condena dois sírios pela morte de Aylan - JN
JN.PT|DE GLOBAL MEDIA GROUP
Do Brasil, in www.jn.pt
Lula da Silva detido para interrogatório após buscas em sua casa
Hoje às 10:05, atualizado às 10:41
A polícia federal brasileira realiza, desde a madrugada desta sexta-feira, buscas na casa do ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva, divulgou a imprensa brasileira.
REUTERS
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MUNDO
Lula da Silva foi levado para interrogatório pela polícia.
De acordo com o sítio eletrónico de notícias G1, as buscas -- no âmbito da 'Operação Lava Jato', que começou em março de 2014 e investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de capitais - ocorre na casa do ex-Presidente Lula em São Bernardo do Campo, cidade da região metropolitana de São Paulo.
O ex-Presidente é alvo de um dos mandados de detenção e será obrigado a prestar esclarecimentos, segundo o delegado Igor Romário de Paula.
A ação foi batizada pela PF de "Aletheia" e é uma referência a uma expressão grega que significa "busca da verdade".
De acordo com a Folha de São Paulo, agentes da PF também fazem buscas na casa de um dos filhos de Lula, Fábio Luiz Lula da Silva (também conhecido como Lulinha), em Moema, na cidade de São Paulo.
Ainda em São Paulo, há também agentes da PF no Instituto Lula e na construtora Odebrecht. Há mandados para propriedades nas cidades de Atibaia e Guarujá, onde estão uma quinta e um apartamento, respetivamente, além de Santo André e Manduri.
In "Café Central", uma notícia do "Avante"
A «pacífica» Noruega e a sua rede de subterrâneos secretos voltam agora a ganhar protagonismo. Segundo as fontes citadas pela CNN, as novas tensões entre a NATO e a Rússia colocam uma vez mais na ordem do dia, na perspectiva dos EUA, a necessidade de estar ready-to-go, e estar pronto a avançar significa, neste contexto, dispor de equipamento pré-posicionado perto da longa fronteira que a Rússia partilha com a Noruega, o que reduz custos e aumenta a capacidade de intervir.

CAFÉ CENTRAL
13 h
READY-TO-GO
A notícia é da CNN, tem duas semanas e não mereceu a atenção dos media: na Noruega, onde por estes dias decorrem manobras militares da NATO com o nome de código «Resposta Fria 16», estão a ser reequipadas as bases subterrâneas secretas que abrigam armamento norte-americano para um eventual confronto com a Rússia.
A existência das referidas bases data do início dos anos 80 do século passado, do período da chamada «guerra fria», e faz parte do que os EUA classificaram então como um esforço para reforçar as defesas da NATO contra a União Soviética. Com o fim da URSS, a lógica da manutenção do complexo de subterrâneos chegou a ser posta em causa, mas as bases acabaram por ser salvas... pela Noruega. Com efeito, o país que em 2007 foi considerado como o «mais pacífico do mundo» pelo Índice Global da Paz e que ainda em 2014 ocupava o 10.º lugar naquela classificação, bem à frente de Portugal, esse país, dizia, não hesitou em arcar com o custo de preservação das instalações durante a década de 1990. A decisão veio a revelar-se acertada – ou talvez se deva dizer «compensadora» – e o pessoal e equipamento das bases revelou-se «útil», designadamente no apoio a operações no Iraque.
A «pacífica» Noruega e a sua rede de subterrâneos secretos voltam agora a ganhar protagonismo. Segundo as fontes citadas pela CNN, as novas tensões entre a NATO e a Rússia colocam uma vez mais na ordem do dia, na perspectiva dos EUA, a necessidade de estar ready-to-go, e estar pronto a avançar significa, neste contexto, dispor de equipamento pré-posicionado perto da longa fronteira que a Rússia partilha com a Noruega, o que reduz custos e aumenta a capacidade de intervir.
Clarificando, é de preparação para a guerra que se está a falar, o que inclui os exercícios militares no gélido cenário norueguês e o pré-posicionamento de material bélico nos estados bálticos, na Polónia e na Europa Central, assumidamente considerados «como um teatro de operações».
Não por acaso, o Departamento de Defesa dos EUA anunciou recentemente que os custos com a Iniciativa Europeia Reassurance, para «deter a agressão russa contra aliados da NATO», ascende já a 3,4 mil milhões de dólares. De saída da Casa Branca, Barack Obama, que leva na bagagem um prémio Nobel da Paz, deixa a Europa armadilhada.
.por Anabela Fino, jornal Avante!
Poema de Nuno Júdice
Um Poema de Nuno Júdice (1949- ), in O Citador
Um Amor
Aproximei-me de ti; e tu, pegando-me na mão,
puxaste-me para os teus olhos
transparentes como o fundo do mar para os afogados. Depois, na rua,
ainda apanhámos o crepúsculo.
As luzes acendiam-se nos autocarros; um ar
diferente inundava a cidade. Sentei-me
nos degraus do cais, em silêncio.
Lembro-me do som dos teus passos,
uma respiração apressada, ou um princípio de lágrimas,
e a tua figura luminosa atravessando a praça
até desaparecer. Ainda ali fiquei algum tempo, isto é,
o tempo suficiente para me aperceber de que, sem estares ali,
continuavas ao meu lado. E ainda hoje me acompanha
essa doente sensação que
me deixaste como amada
recordação.
Nuno Júdice, in "A Partilha dos Mitos"
O Pensamento de J. D. Salinger...

Estudo, Criatividade, e Sabedoria Humilde
Descobrirás que não és a primeira pessoa a quem o comportamento humano alguma vez perturbou, assustou ou mesmo enojou. Não estás de modo nenhum sozinho nesse ponto, e isso deve servir-te de incitamento e de estímulo. Muitos, muitos homens se sentiram tão perturbados, moralmente e espiritualmente, como tu estás agora. Felizmente, alguns deles deixaram memórias dessa perturbação. Hás-de aprender com eles... se quiseres aprender. Tal como um dia, se tiveres alguma coisa para dar, alguém há-de aprender contigo. É um belo tratado de reciprocidade. E isto não é instrução. É história. É poesia.
(...) Não estou a tentar dizer-te que só os homens instruídos e com estudos estão preparados para dar alguma coisa ao mundo. Não é verdade. Mas afirmo que os homens instruídos e com estudos, se, para começar, forem inteligentes e criativos, o que infelizmente, raramente acontece, tendem a deixar atrás deles memórias mais valiosas do que os homens simplesmente brilhantes e criativos. Tendem a exprimir-se mais claramente, e normalmente têm a paixão de seguir os seus próprios pensamentos até ao fim. E, o que é mais importante, nove em cada dez vezes são mais humildes do que os pensadores sem estudos.
J.D.Salinger, in 'À Espera no Centeio'
quinta-feira, 3 de março de 2016
História de Portugal: o Forte de São Julião da Barra
Forte de São Julião da Barra
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Coordenadas:
Forte de São Julião da Barra
Construção João III de Portugal(1553)
Estilo Abaluartado
Conservação Bom
Homologação
(IGESPAR) MN
Aberto ao público Não
Forte de São Julião da Barra, Portugal.
O Forte de São Julião da Barra localiza-se na ponta de São Gião, à margem direita do rio Tejo, na vila de Oeiras, freguesia de Oeiras e São Julião da Barra, Concelho de Oeiras, Distrito de Lisboa, em Portugal.
Considerada no passado como o Escudo do Reino, maior fortificação marítima no país, constitui o maior e mais completo complexo militar de defesa no estiloVauban remanescente em Portugal. Tinha originalmente, em conjunto com o Forte de São Lourenço do Bugio, com quem cooperava, a função de controle da entrada e saída das embarcações na barra do rio Tejo e o acesso ao porto de Lisboa.
Atualmente é a residência oficial do Ministro da Defesa Nacional de Portugal.
Índice [esconder]
1História
1.1Antecedentes
1.2A Torre de São Julião
1.3O período da Dinastia Filipina
1.4A Restauração da Independência de Portugal
1.5O consulado pombalino
1.6O século XIX
1.7O século XX
2Características
3Curiosidades
4Ver também
5Ligações externas
História[editar | editar código-fonte]
Antecedentes[editar | editar código-fonte]
A construção de uma fortificação na ponta onde existiria uma ermida sob a invocação de São Gião, na margem direita da barra do rio Tejo, foi recomendada por D. Manuel I (1495-1521) a seu filho e sucessor, D. João III (1521-1557).
Em 1549 este soberano criou o cargo de Mestre das Obras de Fortificação do Reino, lugares d'Além e Índias que confiou ao renomado arquitecto Miguel de Arruda, responsável por diversos complexos fortificados no ultramar português.
Atendendo ao entendimento do seu Concelho, que sustentava que a defesa marítima do porto de Lisboa não deveria se fundamentar unicamente no Castelo de São Jorge e na antiga cerca moura, e sim em modernas fortalezas abaluartadas junto à foz do rio, o soberano fez iniciar as obras do Forte da Ponta de São Giãoem 1553, na margem direita da barra do Tejo.
A defesa do porto e cidade de Lisboa passaria a ser constituída por um complexo defensivo integrado pela Torre, depois Forte de São Lourenço do Bugio, num banco de areia a meio da foz, com quem cruzava fogos, fechando a barra do Tejo, complementado pela Praça-forte de Cascais, como guarda avançada na margem direita da foz, e pelas Torre de Belém (margem direita) e Torre Velha da Caparica (margem esquerda) como defesa última do porto de Lisboa.
A Torre de São Julião[editar | editar código-fonte]
Os planos da primitiva fortificação, abaluartada nos moldes da escola italiana, são atribuídos ao arquitecto Miguel de Arruda, no exercício do cargo criado em 1549.
Sabe-se que em 1559 foi lançado um tributo especial o que permitiu que as obras da sua edificação se desenvolvessem mais rapidamente, e que, em 1562 Miguel de Arruda foi nomeado Mestre-Vedor das obras. Desse modo, já em 1568, a estrutura era dada como concluída, ao término da primeira regência do Cardeal D. Henrique (1562-1568). Obras complementares, entretanto prosseguiam ainda em 1573, quando nasmasmorras do forte eram detidos aqueles que aguardavam degredo, ocupados em trabalhos forçados nas obras da própria estrutura. Data dessa época (1579) uma descrição e um desenho da fortificação, de autoria de João Baptista Gésio, espião a serviço do rei Filipe II de Espanha, que já então se preparava para assumir o trono de Portugal. A sua defesa, entretanto, não foi capaz de impedir o avanço das tropas espanholas sob o comando do duque de Alba que a cercaram pelo lado de terra, tendo se rendido ao fim de seis dias (13 de Agosto de 1580), conforme negociações entre Tristão Vaz da Veiga e o comando das tropas invasoras.
O período da Dinastia Filipina[editar | editar código-fonte]
À época da Dinastia Filipina, a partir de 1580, o duque de Alba determinou ao arquitecto Giácomo Palearo que projetasse meios para reforçar a defesa do forte. Este procedeu a correções no traçado do fosso, fez erguer novas baterias, ampliou as defesas do flanco oeste. A partir de 1582 procedeu-se a edificação da esplanada inferior do lado leste, adicionando-se os baluartes sob a invocação de São Filipe e de São Pedro. A partir de 1597 o engenheiro militar e arquiteto cremonense Leonardo Torriani, assumiu a direção das suas obras de ampliação e reforço. No conjunto, essas obras transformaram o Forte de São Julião na maior e mais poderosa fortificação do reino de Portugal, à época. No mesmo período, as instalações da fortificação passaram a ser utilizadas como prisão política do Estado português, função que se manteve nos séculos seguintes até à 1ª República portuguesa.
A Restauração da Independência de Portugal[editar | editar código-fonte]
No momento da Restauração da Independência, sofreu o seu segundo cerco por terra, agora pelas tropas leais ao Duque de Bragança. Na ocasião destacou-se a inciativa de D. Fernando de Mascarenhas, 1ºconde da Torre que, aí detido politicamente, levou o governador espanhol da praça, D. Fernando de La Cueva, a negociar os termos da rendição, em troca de substancial recompensa (12 de Dezembro de 1640).
Sob o reinado de D. João IV (1640-56), o governador da praça, Martim Correia da Silva reportou ao soberano a urgência de obras de reparo (1645). Assim, dentro de um plano de reforço da fortificação do litoral lisboeta, a partir de 1650, novas obras de ampliação e reforço tiveram lugar em São Julião da Barra, destacando-se a construção, pelo lado de terra, de um novo revelim, à qual se seguiria a construção de quartéis e alojamentos para a guarnição (1655).
O consulado pombalino[editar | editar código-fonte]
À época do consulado pombalino, sofreu novas obras de recuperação e de ampliação, agora na muralha pelo lado do mar, na Casa do Governador, nos quartéis e nas cisternas (1751). Sofreu danos causados pelo terramoto de 1755, o mais grave talvez a queda do farol, da respectiva torre que se elevava no centro da praça, conforme fontes coevas (apud Memória do Pe. Matias Marques Cardoso in: Luís Cardoso (Pe.).Dicionário Geográfico de Portugal.). As obras de recuperação do farol implicaram na elevação da sua torre em trinta palmos de altura (cerca de seis metros), tendo voltado a funcionar em 1761. Enquanto isso, o primeiro-ministro aí faria encarcerar mais de uma centena de jesuítas a partir de 1759.
O século XIX[editar | editar código-fonte]
Quando do início da Guerra Peninsular, as tropas francesas de Napoleão Bonaparte, sob o comando do general Jean-Andoche Junot alcançaram os limites de Lisboa a 30 de Novembro de 1807. A vila de Oeiras e o Forte de São Julião foram transformados em Quartel-General das tropas de ocupação francesas sob o comando do general Jean-Pierre Travot, enquanto a barra do rio Tejo era bloqueada pela marinha inglesa. O forte só passou para as mãos britânicas após a Convenção de Sintra, em 2 de Setembro de 1808.
A partir de 1809, o Forte de São Julião, o mais importante da linha de Oeiras (que constituía a terceira das quatro linhas defensivas de Lisboa, as famosas Linhas de Torres), voltou a ter um Governador militar português. Sob orientação britânica foram erguidos neste litoral uma série de pequenos redutos de marinha que complementavam a defesa de terra de São Julião, com a finalidade de proteger o reembarque das tropas britânicas em caso de necessidade.
Neste período, continuamente utilizada como prisão política, um de seus mais famosos detentos foi o general Gomes Freire de Andrade, acusado de suposto envolvimento numa conspiração contra a presença inglesa. Executado, o seu corpo foi queimado e as suas cinzas deitadas ao rio Tejo em 18 de Outubro de 1817.
Durante a Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), foi alvo do fogo da artilharia da esquadra francesa que, sob o comando do almirante Albin Roussin, forçou a barra do Tejo (1831).
O século XX[editar | editar código-fonte]
Tendo perdido as funções defensivas, diante da evolução dos meios bélicos, mas sempre ocupado como prisão política e farol, em meados do século XX foi desclassificado como fortificação militar e entregue à presidência do Conselho para ser adaptado para a recepção de membros do governo e pousada de visitantes ilustres (1951). Já no exercício dessas funções, foi utilizada para a recepção do general norte-americano Dwight David Eisenhower (1951) e na do marechal britânico Bernard Law Montgomery (1952), heróis da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A partir de então, os antigos quartéis foram adaptados para o uso civil como salões, sala de jantar e biblioteca, tendo a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) iniciado uma longa e cuidadosa série de intervenções de consolidação e restauro, em diversas campanhas (por conta própria em 1952-1954, 1962-1969, 1975, 1994-2000, e em parceria com o IST/LNEC de 1998 a 2001).
Atualmente, é pertença do Estado da Defesa Nacional. Só está aberto ao público mediante marcação prévia e disponibilidade do próprio forte.
No dia 12 de Novembro de 2012 o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, recebeu pelas 13h35, a chanceler alemã, Angela Merkel, no Forte de São Julião da Barra, e os dois estiveram cinco minutos à conversa no exterior da fortaleza. No Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, Angela Merkel teve um almoço de trabalho com Pedro Passos Coelho, com a duração prevista de uma hora e meia, seguindo-se uma conferência de imprensa conjunta, marcada para as 15h00. Angela Merkel, que vinha do Palácio de Belém, onde esteve reunida com o Presidente da República, Cavaco Silva, chegou com 15 minutos de atraso ao Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, onde tinha Pedro Passos Coelho à sua espera, sozinho. O primeiro-ministro português saudou a chanceler alemã com um aperto de mão e depois os dois caminharam calmamente pela passadeira vermelha, à conversa, parando várias vezes, até chegarem a uma parte das muralhas do forte de onde se pode avistar, em baixo, a Praça do Infante. Nesta praça, para além de uma estátua do Infante Dom Henrique, voltada para a foz do Tejo, estão dois canhões comprados no século XIX aos prussianos. A ementa do almoço de trabalho entre os chefes de Governo da Alemanha e de Portugal abrangeu 'consommé' de aves e cabrito assado à portuguesa. Participaram também neste encontro, em representação do Governo português, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, e o secretário de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues. A chanceler da Alemanha realizou uma visita a Portugal com um programa de cinco horas, que abrangeu reuniões com o Presidente da República e com o primeiro-ministro portugueses e um encontro com empresários dos dois países.
Características[editar | editar código-fonte]
A estrutura foi erguida em cantaria e alvenaria rebocada, apresentando planta irregular com formato aproximadamente pentagonal, sendo integrada por muralhas, revelim, baluartes, esplanadas com baterias deartilharia, guaritas cobertas, caminhos de ronda, rampas e outras. Em seu interior, além das dependências de serviço (Casa do Governador, quartéis de tropas, paióis, depósitos e outros), incluía-se uma Capela,casamatas abobadadas e cisterna em segmento de círculo, também abobadada, actualmente aproveitada como salão de recepções. A torre do farol com guaritas nos cunhais, eleva-se em três pavimentos, ladeada pelos alojamentos da guarnição.
É defendida pelo lado de terra por dois fossos e, primitivamente, por uma ponte levadiça, atualmente em aço e alvenaria.
A leste ergue-se o baluarte do Príncipe ou de El-Rei D. Fernando. A oeste, voltado para o mar, outros baluartes entre os quais se destaca o de Santo António.
Curiosidades[editar | editar código-fonte]
Em memória de Gomes Freire de Andrade, executado em 1817, uma lápide e um silhar de azulejos com a sua efígie foram colocados sobre a porta da torre.
Um dos principais itens que podem ser apreciados pelos visitantes são as tapeçarias Infante D. Henrique e Chegada de Vasco da Gama a Calecut, trabalhos assinados por Jaime Martins Barata.
Em 1989, durante prospecções arqueológicas subaquáticas nas águas fronteiras ao forte, foram encontrados dois peitorais de ferro do século XVII, possivelmente contemporâneos da Guerra da Restauração.
V
From South Africa, in www.bbc.com/news
Oscar Pistorius denied leave to appeal for Steenkamp murder
37 minutes ago
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Oscar Pistorius case
The making and unmaking of Oscar Pistorius
Oscar Pistorius: Relief and tears after murder conviction
Oscar Pistorius verdict: Key quotes
Video Oscar Pistorius case by numbers
South African athlete Oscar Pistorius has been denied leave to appeal against his conviction for murdering his girlfriend Reeva Steenkamp.
The Constitutional Court has made the ruling, meaning Pistorius will now be sentenced in April.
Pistorius killed Ms Steenkamp in February 2013 after firing four times through a locked toilet door.
A manslaughter verdict was overturned in December and a murder verdict introduced in its place.
Oscar Pistorius, fallen hero
Analysis: Justice served
South Africa's National Prosecuting Authority (NPA) said the Constitutional Court found "no prospect of success" in Pistorius' appeal.
The case will now go back to Judge Thokozile Masipa - who cleared the athlete of murder in the original case - for sentencing on 18 April.
Prosecutors are believed to be targeting a sentence of at least 15 years in jail for Pistorius.
Analysis - The BBC's Pumza Fihlani in Johannesburg
This is the end of the road for Oscar Pistorius. The Constitutional Court was his last chance to overturn his murder conviction.
Many in the country felt that judge Thokozile Masipa had erred when she convicted him of a lesser charge, but some still believed Pistorius had not intended to kill anyone, let alone Reeva Steenkamp.
Now a full bench of the country's most powerfully judges has ruled that Pistorius' latest bid has no chance of succeeding.
The next step now is for the two legal teams to present their arguments about the length of his sentence - and the state wants no less than 15 years.
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