quinta-feira, 3 de março de 2016

Nã...isto cheira-me a "NEGÓCIO"....


Maria Luís Albuquerque contratada por empresa que negociou com o Banif


CRISTINA FERREIRA e PAULO PENA

03/03/2016 - 13:50


A Arrow Global anunciou que a ex-ministra das Finanças integrará a sua administração, a partir do próximo dia 7 de Março. A empresa está envolvida na avaliação de activos tóxicos do banco. A ministra nega qualquer "incompatibilidade" e não deixa o ParlamentoMIGUEL MANSO




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Maria Luís Albuquerque


A ex-ministra das Finanças e actual deputada do PSD vai a partir deste mês assumir um lugar na administração da Arrow Global, uma empresa anglo-saxónica especializada na angariação e recuperação de dívida pública e privada e de análise de risco.

A informação foi revelada pela própria Arrow Global, onde Maria Luís Albuquerque terá funções no departamento de auditoria e risco.

O objectivo da sociedade, uma filial britânica do grupo norte-americano, é a aquisição com fortes descontos de activos detidos por sociedades financeiras, como créditos bancários ou divida pública. A seguir à reabilitação ou reestruturação são colocados à venda com mais-valias. Maria Luís Albuquerque, nas suas funções de governante, tinha como competência a gestão de divida pública nacional e a salvaguarda do sector financeiro.

A Arrow Global adquiriu a meio do ano passado a Whitestar Asset Solutions e a Gesphone, por 48 milhões e euros (a pagar em dois anos), cujos activos sob gestão em Portugal atingem 2300 milhões de euros. Em 2014 a Whitestar (gerida por John Galvão e João Ferreira Marques) comprou ao Banif cerca de 300 milhões de euros de crédito mal parado e com esta operação o banco obteve uma mais valia na ordem de 40 milhões. Recorde-se em 2014, Maria Luís Albuquerque era a representante do maior accionista do Banif, o Estado português.

Em simultâneo, a Oitante, que é a sociedade que reune os activos tóxicos do Banif, abriu um concurso para venda de créditos em risco e imóveis, no valor de 1500 milhões de euros, que está a ser disputado por várias empresas, entre as quais a Carval, do grupo Arrow, que acaba de contratar Maria Luís Albuquerque. Para complicar, o Banif tinha contratado a Whitestar, que está neste momento a executar esse trabalho, para avaliar esses activos que vão ser postos a concurso e onde participa, entre outros, a Carval, do mesmo grupo Arrow.

No Twitter e no Facebook, respectivamente, Catarina Martins e Mariana Mortágua ligam esta contratação ao caso Banif: "Ao cuidado da comissão de inquérito do Banif...", escrevem as deputadas do BE, que adiantam que as empresas em causa estão "envolvidas em activos Banif".

Entretanto, Maria Luís Albuquerque emitiu um comunicado onde confirma ter sido contratada pela Arrow. "As funções que vou desempenhar são de natureza estritamente não executiva, isto é, sem participação nas decisões sobre negócios em concreto, em Portugal ou noutros países." Para a ex-ministra, o objectivo da sua contratação "é de aportar valor à empresa sobre matérias de enquadramento macroeconómico e regulatório ao nível europeu, sobretudo da Europa continental". "Nenhuma decisão tomada pela empresa no passado foi condicionada ou influenciada por qualquer tipo de decisão que eu tenha tomado." Quanto à sua permanência no Parlamento, ou à passagem para uma empresa com a qual o Estado indirectamente negociou quando tutelava as Finanças, Albuquerque não vê nenhuma incompatibilidade: "A função de administradora não executiva não tem nenhuma incompatibilidade ou impedimento legal pelo facto de ter sido Ministra de Estado e das Finanças e de ser deputada. Qualquer outra leitura que possa ser feita desta nomeação só pode ser entendida como mero aproveitamento político partidário."

Esta quinta-feira, o deputado do PCP Jorge Machado anunciou que o seu grupo parlamentar vai pedir à subcomissão de ética para avaliar a situação da deputada do PSD Maria Luís Albuquerque: "Tem havido demasiado tempo de promiscuidade entre o poder político e o poder económico e essa é uma mensagem errada que não se deve transmitir ao povo português. Os titulares de cargos públicos devem tê-los devidamente separados do poder económico", afirmou o parlamentar, citado pela Lusa.

Segundo o deputado comunista, "há matérias de legalidade e devem ser avaliadas pela subcomissão de ética".
"Há sérias dúvidas relativamente ao estatuto dos deputados, seu regime de incompatibilidade e impedimentos a que estão obrigados, e também a violação do chamado período de nojo, segundo o qual titulares de cargos públicos, quando cessam funções, não podem exercer atividade nos ramos que tutelaram", afirmou.


Texto de Júlia Rocha, in Canal Moritz:

"
Julia Rocha
2 h
DEPOIS DE TANTOS ANOS DE MENTIRAS AINDA NÃO ACEITOU A REALIDADE DE UMA MAIORIA PARLAMENTAR DE ESQUERDA , ENTÃO VAI DIVAGANDO , VAI DISSERTANDO SOBRE AS POSSÍVEIS FORMAS DE CONSEGUIR ATACAR O PODER MESMO SEM ELEIÇÕES , QUALQUER POSSIBILIDADE NÃO É DESCARTADA TAL É A ANGUSTIA DO EXILADO BANDEIROLAS .... ISTO DEFINE BEM QUEM É, E QUEM FOI ESTA PESSOA QUE ESTEVE MAIS DE QUATRO ANOS A DESTRUIR O PAÍS !



Regresso ao poder não implica eleições, considera Passos Coelho - OJE Digital
“Existem mecanismos no quadro constitucional que permitirão aos partidos políticos com responsabilidades parlamentares e ao senhor Presidente da República avaliarem as…
OJE.PT



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Maria Elisa Ribeiro O mais dramático, no meio disto tudo, já nem digo que seja a loucura evidente deste doente...Para mim, é pior ver como a imprensa e as televisões se esforçam por limpar esta imagem. Deveriam ter vergonha! Não foram vocês, tipos das "imprensas" quem mostrou, constantemente, a maldade e incompetência deste tipo, ao longo dos tormentosos anos, quatro e meio!em que destruiu a dignidade de um POVO? Quanto vos pagam para o pôr nas TVs todos os dias, como se fosse ainda o "rei-nu" de um Portugal que sofreu tudo, às suas mãos?Não há dia em que este tipo não apareça por aí, a dizer baboseiras que nos obrigam a mudar de canal e a fechar o som! PORTUGUESES, ESTAMOS CANSADOS DE VER ESTE "ARRANJO" INDECENTE A BOTAR FALADURA , COMO SE FOSSE O REI DE PORTUGAL!É URGENTE QUE NOS INSURJAMOS CONTRA ESTA POUCA VERGONHA! E , JÁ AGORA, DIGAM-NOS , ONDE ANDA portas? EM LUA DE MEL, COMO DIAS LOUREIRO?????

in www.bbc.com/news


EU's Tusk warns illegal economic migrants: Do not come here

2 hours ago
From the sectionEurope


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Out of media player. Press enter to return or tab to continue.Media captionDonald Tusk: "Do not risk your lives to come to Europe"

Migrant crisis
Macedonia tries to stop migrant flow
Greece rejects 'EU lies' over borders
EU migration: Crisis in seven charts
Tightened borders give migrants chill on Europe's frontier

European Council President Donald Tusk has warned illegal economic migrants against coming to Europe, during a new push to solve the EU migrant crisis.

He said illegal economic migrants were risking "lives and money" for nothing.

Mr Tusk is visiting Greece and Turkey to try to secure agreement on reducing the flow of migrants travelling west.

More than 25,000 migrants have been left stranded in Greece by a tightening of border controls to the north, raising fears of a humanitarian crisis.

On Thursday, a group of migrants blocked a railway line on the Greek side of the border with Macedonia to protest at the restrictions.

The restrictions were imposed after several Balkan countries decided only to allow Syrian and Iraqi migrants across their frontiers. Austria also decided to limit numbers.

The move effectively barred passage to thousands of people seeking to reach western Europe illegally, including Afghans as well as some more likely to be regarded as economic migrants.

Separately, UK Prime Minister David Cameron and French President Francois Hollande are meeting to discuss security and migration issues, including conditions at the French port of Calais, where thousands of migrants hoping to enter the UK have been living rough.

Another Cold War?

Crisis in seven charts

Desperate migrants plead to flee 'hellish' camp

Europe 'on cusp of self-induced crisis'

After meeting Greek Prime Minister Alexis Tsipras in Athens on Thursday, Mr Tusk said he was appealing to "all potential illegal economic migrants", wherever they may be from.

"Do not come to Europe," he said. "Do not believe the smugglers. Do not risk your lives and your money. It is all for nothing."

He also said EU member states must avoid taking unilateral action to deal with the migrant crisis.Image copyrightAFPImage captionMacedonia is blocking migrants at the Greek border, raising fears of a humanitarian crisis

Mr Cameron and Mr Hollande will hold talks in the French city of Amiens on Thursday. Along with migration, both counter-terrorism and conflicts in Libya and Syria are expected to be on the agenda.

Hours before the meeting, French Economy Minister Emanualle Macron said his country could allow migrants to travel unchecked to the UK if British voters chose to leave the European Union in a June referendum.

He said an exit vote in the referendum could end a bilateral deal allowing the UK to vet new arrivals on French territory.

"The day this relationship unravels, migrants will no longer be in Calais," Mr Macron told the Financial Times newspaper.

Authorities in Calais have been clearing part of a sprawling camp known as the Jungle, from where many migrants are trying to enter the UK illegally.Image copyrightAPImage captionMr Tusk, left, held talks with Macedonian President Gjorge Ivanov in Skopje on Wednesday

Mr Tusk has been touring capitals in central and south-eastern Europe this week, trying to ease tensions caused by the migration crisis.

His visits are seen as laying the groundwork for an EU-Turkey summit on the issue on Monday.

He said earlier this week that Europe was ready to grant "substantial financial support" to countries neighbouring war-torn regions such as Syria and Iraq.

"But at the same time we expect a more intensive engagement from our partners as an absolute precondition to avoid a humanitarian disaster. This will be the subject matter of my talks in Turkey this Thursday and Friday," he said.

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Out of media player. Press enter to return or tab to continue.Media captionSlovakia goes to the polls on 5 March

Turkey has expressed frustration at the lack of a common position from the EU on the crisis.

BBC Europe Correspondent Chris Morris, who is on the Greek island of Lesbos where 75,000 migrants have already arrived so far this year, says the EU wants to see arrivals in Greece drop below 1,000 a day.

New figures suggest last year's total of one million seaborne migrants arriving in Europe could be matched well before the end of the year.Image copyrightEPAImage captionFrance says it wants to relocate many of the migrants at the Calais "Jungle"

The number of migrants stuck in Greece has soared, after Macedonia began restricting passage to all but a small number.

On Wednesday only about 200 Syrian and Iraqi refugees were allowed to cross. More migrants are en route from Athens.

Earlier this week, the European Commission adopted plans to distribute €700m (£543m; $760m) of emergency humanitarian funding between 2016-18 to help tackle the crisis.

Under the plan, which still needs approval by the European Council and Parliament, EU aid agencies would for the first time work directly with the UN and other groups inside Europe, using monies usually allocated to emergencies outside the bloc.

Greece has asked the European Commission for nearly €500m in assistance to help care for 100,000 asylum seekers.

The International Organization for Migration (IOM) said nearly 129,500 migrants had arrived in Europe by sea so far in 2016, plus another 1,545 by land. It said 418 had drowned or were missing.

A note on terminology: The BBC uses the term migrant to refer to all people on the move who have yet to complete the legal process of claiming asylum. This group includes people fleeing war-torn countries such as Syria, who are likely to be granted refugee status, as well as people who are seeking jobs and better lives, who governments are likely to rule are economic migrants.

in www.bbc.com/news--- From England


Regions





Match.com rapist Jason Lawrance jailed for life

18 minutes ago
From the sectionEngland
Image copyrightDerbyshire PoliceImage captionJason Lawrance claimed he had consensual sex with all of his victims

A "sexual predator" who raped five women and attacked two more after meeting them on internet dating site Match.com has been jailed for life.

Jason Lawrance, 50, of Liphook, Hampshire, used two profiles to meet his victims from five English counties, Derby Crown Court heard.

He must serve at least 12 and a half years before being eligible for parole.

Judge Gregory Dickinson, said he was "devious, manipulative and highly dangerous to women".

Lawrance committed three attacks months after marrying his wife who he met via the site.

Updates on this story and more from Derbyshire

The assaults took place between June 2011 and November 2014 in Derbyshire, Leicestershire, Lincolnshire, Northamptonshire and Cambridgeshire.
'Enjoyed rape'

Lawrance, a self-employed builder, was found guilty on Wednesday of five counts of rape, one count of attempted rape and one count of sexual assault following a two-week trial.

Sentencing him, Judge Dickinson said: "I am compelled to the dreadful conclusion that you enjoyed raping women.

"After these terrible crimes you acted as if nothing had happened.

"Given the chance you will rape again. I do not know when it may be safe to release you into the community."

Em www. escritaseu.pt----Artigo de Francisco Seixas da Costa


Não lhes perdoo!
28 de novembro de 2015 por as minhas leituras 27 comentários


Acaba hoje aquela que constitui a mais penosa experiência política a que me foi dado assistir na minha vida adulta em democracia. Salvaguardadas as exceções que sempre existem, quero dizer que nunca me senti tão distante de uma governação como daquela que este país sofreu desde 2011.

Não duvido que alguns dos governantes que hoje transitam para o passado tentaram fazer o seu melhor ao longo destes cerca de quatro anos e meio. Em alguns deles detetei mesmo competência técnica e profissional, fidelidade a uma linha de orientação que consideraram ser a melhor para o país que lhes calhou governarem. Mas há coisas que, na globalidade do governo a que pertenceram, nunca lhes perdoarei.

Desde logo, a mentira, a descarada mentira com que conquistaram os votos crédulos dos portugueses em 2011, para, poucas semanas depois, virem a pôr em prática uma governação em que viriam a fazer precisamente o contrário daquilo que haviam prometido. As palavras fortes existem para serem usadas e a isso chama-se desonestidade política.

Depois, a insensibilidade social. Assistimos no governo que agora se vai, sempre com cobertura ao nível mais elevado, a uma obscena política de agravamento das clivagens sociais, destruidora do tecido de solidariedade que faz parte da nossa matriz como país, como que insultando e tratando com desprezo as pessoas idosas e mais frágeis, desenvolvendo uma doutrina que teve o seu expoente na frase de um anormal que jocosamente falou, sem reação de ninguém com responsabilidade, de “peste grisalha”. Vimos surgir, escudado na cumplicidade objetiva do primeiro-ministro, um discurso “jeuniste” que chegou mesmo a procurar filosofar sobre a legitimidade da quebra da solidariedade inter-geracional.

Um dia, ouvi da boca de um dos “golden boys” desta governação, a enormidade de assumir que considerava “legítimo que os reformados e pensionistas fossem os mais sacrificados nos cortes, pela fatia que isso representava nas despesas do Estado mas, igualmente, pela circunstância da sua capacidade reivindicativa de reação ser muito menor dos que os trabalhadores no ativo”, o que suscitava menos problemas políticos na execução das medidas. Essa personagem foi ao ponto de sugerir a necessidade de medidas que estimulassem, presumo que de forma não constrangente, o regresso dos velhos reformados e pensionistas, residentes nas grandes cidades, “à provincia de onde tinham saído”, onde uma vida mais barata poderia ser mais compatível com a redução dos seus meios de subsistência.

Fui testemunha de atos de desprezo por interesses económicos geoestratégicos do país, pela assunção, por mera opção ideológica, por sectarismo político nunca antes visto, de um desmantelar do papel do Estado na economia, que chegou a limites quase criminosos. Assisti a um governante, que hoje sai do poder feito ministro, dizer um dia, com ar orgulhosamente convicto, perante investidores estrangeiros, que “depois deste processo de privatizações, o Estado não ficará na sua posse com nada que dê lucro”.

Ouvi da boca de outro alto responsável, a propósito do processo de privatizações, que “o encaixe de capital está longe de ser a nossa principal preocupação. O que queremos mostrar com a aceleração desse processo, bem como com o fim das “golden shares” e pela anulação de todos os mecanismos de intervenção e controlo do Estado na economia, é que Portugal passa a ser a sociedade mais liberal da Europa, onde o investimento encontra um terreno sem o menor obstáculo, com a menor regulação possível, ao nível dos países mais “business-friendly” do mundo”.

Assisti a isto e a muito mais. Fui testemunha do desprezo profundo com que a nossa Administração Pública foi tratada, pela fabricação artificial da clivagem público-privado, fruto da acaparação da máquina do Estado por um grupo organizado que verdadeiramente o odiava, que o tentou destruir, que arruinou serviços públicos, procurando que o cidadão-utente, ao corporizar o seu mal-estar na entidade Estado, acabasse por se sentir solidário com as próprias políticas que aviltavam a máquina pública.

No Ministério dos Negócios Estrangeiros, fui testemunha de uma operação de desmantelamento criterioso das estruturas que serviam os cidadãos expatriados e garantiam a capacidade mínima para dar a Portugal meios para sustentar a sua projeção e a possibilidade da máquina diplomática e consular defender os interesses nacionais na ordem externa. Assisti ao encerramento cego de estruturas consulares e diplomáticas (e à alegre reversão de algumas destas medidas, quando conveio), à retirada de meios financeiros e humanos um pouco por todo o lado, à delapidação de património adquirido com esforço pelo país durante décadas, cuja alienação se fez com uma irresponsável leveza de decisão.





Nunca lhes perdoarei o que fizeram a este país ao longo dos últimos anos. E, muito em especial, não esquecerei que a atuação dessas pessoas, à frente de um Estado que tinham por jurado inimigo e no seio do qual foram uma assumida “quinta coluna”, conseguiu criar em mim, pela primeira vez em mais de quatro décadas de dedicação ao serviço público – em que cultivei um orgulho de ser servidor do Estado, que aprendi com os exemplos do meu avô e do meu pai -, um sentimento de desgostosa dessolidarização com o Estado que lhes coube titular durante este triste quadriénio.

Por essa razão, neste dia em que, com imensa alegria, os vejo partir, não podia calar este meu sentimento profundo. Há dúvidas quanto ao futuro que aí vem? Pode haver, mas todas as dúvidas serão sempre mais promissoras que este passado recente que nos fizeram atravessar. Fosse eu católico e dir-lhes-ia: vão com deus. Como não sou, deixo-lhe apenas o meu silêncio.
Francisco Seixas da Costa

Sobre a ministra da justiça de passos...



POLÍTICA
Paula Teixeira da Cruz admite agressão e laser na cabeça
HÁ 2 HORAS


Em entrevista à revista Sábado, a ex-ministra da Justiça admite uma invasão a sua casa, na qual acordou com golpes nos braços. Teixeira da Cruz fala ainda no seu mandato, Angola e Cavaco Silva.
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MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Autor
Hugo Tavares da Silva
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PAULA TEIXEIRA DA CRUZ
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Paula Teixeira da Cruz admitiu à revista Sábado que a sua casa foi invadida e que acordou com golpes nos braços. Noutro episódio, num jantar de amigos, teve um laser apontado à cabeça. Recusou mais segurança, não quis mostrar receio. Na entrevista publicada esta quinta-feira, a ex-ministra da Justiça fala ainda no seu mandato, Angola e Cavaco Silva.

Em maio de 2013, a Polícia Judiciária foi chamada a casa de Teixeira da Cruz, depois de esta ter acordado com golpes nos braços. A ex-ministra refuta a tese de automutilação: “O corte mais profundo foi no braço esquerdo e eu sou canhota. Isso foi algo que o agressor não teve em conta ao planear aquilo”, disse à Sábado. Quanto ao laser, diz apenas não fazer ideia se se trataria de brincadeira ou recado.


Ao longo das nove páginas, pode ler-se sobre o seu amor a Angola e o orgulho na forma como atuou à frente do Ministério da Justiça. Desvalorizou o crash do sistema informático da justiça (Citius), pois não era “técnica informática” e porque lhe garantiram que estava tudo em condições.

Teixeira da Cruz revelou ainda ter herdado no ministério uma dívida de 50 milhões e que fechou apenas 11 dos 49 tribunais que estavam previstos ser encerrados no memorando da troika. Sobre Cavaco Silva diz ter muita admiração pelo seu sentido de Estado. “Discretamente, foi muito importante para a estabilidade do país. (…) Sai injustiçado, mas a história fará justiça.”

A revista Sábado menciona ainda outros dois casos, que têm como protagonistas um rato morto enviado por correio e balas cravadas na porta de casa da filha. O Observador ainda procura confirmar estes factos.

De Portugal...in www.publico.pt


Jovem assassinado no Algarve tinha fios eléctricos à volta do pescoço


MARIANA OLIVEIRA e IDÁLIO REVEZ

02/03/2016 - 22:27


PJ acredita que o companheiro da mãe foi o autor do homicídio e admite que a progenitora pode ter omitido factos que poderiam tornar o companheiro suspeito.





A PJ acredita que Rodrigo foi morto pelo companheiro da mãe
FILIPE FARINHA








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PJ acredita que jovem encontrado morto no Algarve foi assassinado
Rapariga desaparece no Algarve após discussão com a mãe


O corpo do rapaz de 15 anos que estava desaparecido desde a semana passada foi encontrado esta quarta-feira com fios eléctricos à volta do pescoço e as mãos e os pés atados, apurou o PÚBLICO. A polícia acredita que foi estrangulado. O jovem Rodrigo foi encontrado esta manhã num terreno perto da casa onde vivia com a mãe, Célia Barreto, o seu companheiro, e a bebé filha de ambos, em Portimão.

A Polícia Judiciária (PJ) acredita que o jovem terá sido morto pelo companheiro da mãe entre a casa onde vivia e o local onde o seu corpo foi encontrado, admitindo que o cadáver tenha permanecido esta semana e meia naquele terreno, sem que as buscas entretanto realizadas o tenham detectado.

O corpo não estava enterrado, mas apenas camuflado com vegetação junto a uma árvore.


O suspeito é brasileiro e regressou ao Brasil no dia 22 de Fevereiro, o mesmo dia em que a mãe do rapaz deu o alerta do desaparecimento do menor. Ouvida várias vezes pela polícia, na qualidade de testemunha, a mãe do rapaz negou qualquer tipo de intervenção no crime. A mulher garantiu que o único episódio anormal de que se recorda naquela segunda-feira é de ter ouvido um barulho fora do habitual durante a parte da manhã, quando o filho deveria estar a sair para as aulas e o companheiro a preparar a viagem de regresso ao Brasil. Mas estava deitada e não se levantou.

Mãe em liberdade
A médica legista que vai realizar a autópsia esteve esta quarta-feira no local onde o corpo foi encontrado a fazer o exame preliminar, confirmou ao PÚBLICO fonte oficial do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, que recusa adiantar elementos sobre o caso. "A autópsia vai realizar-se amanhã [quinta-feira] às 8h da manhã no gabinete médico-legal Hospital do Barlavento Algarvio, em Portimão", adianta o assessor de comunicação, Mário Martins.

Apesar de a análise ainda não ter sido realizada, a Polícia Judiciária já descartou as hipóteses de acidente ou suicídio. O papel da mãe do rapaz, que nos últimos dias se multiplicou em apelos, ainda não é totalmente claro. A PJ admite que a progenitora pode ter omitido factos que poderiam tornar o companheiro suspeito, mas, para já, nada parece indiciar que tenha tido alguma participação no crime.

Os investigadores acreditam ter desvendado o móbil do homicídio, que estará relacionado com um conflito entre o companheiro da mãe e o menor, cujos contornos ainda não estão totalmente esclarecidos. Nos últimos dias, enquanto procurava o rapaz, a PJ chegou a falar pelo telefone com o suspeito, que tentou desmontar a imagem de Rodrigo como um rapaz bem comportada, que nunca faltava às aulas.

O jovem faltou à escola na sexta-feira, dia 19 de Fevereiro, mas tudo indica que, de facto, só tenha desparecido na segunda-feira em que a mãe deu o alerta.

Rodrigo frequentava um curso profissional de cozinha na escola de Estômbar, em Lagoa, um município entre Silves e Portimão. Nesta quarta-feira, a mãe, Célia Barreto, desempregada, deixou a filha de seis meses ao colo da madrinha, para ir mais uma vez prestar esclarecimentos à PJ. Voltou a casa ao início da tarde para acompanhar parte das perícias realizadas naquela habitação, mas depois regressou à PJ de Portimão, de onde saiu ao fim da tarde em liberdade.

“Algo de misterioso”
“Há neste caso algo de misterioso”, alvitrava Vítor Caldeira, comercial, esta quarta-feira à tarde. Era um dos muitos populares que no sítio das Vendas (Portimão) — onde o casal vivia — vestia a pele de detective de ocasião. “Quando via as imagens da mãe do Rodrigo na televisão, estranhei a frieza”, observava Susana Neves, colega de turma do jovem. A mãe, Sónia Pequeno, repreendia: “Não digas isso, as pessoas não são todas iguais, cada qual reage à sua maneira.”


O casal vivia nesta localidade, numa casa alugada, há dez meses. O pai de Rodrigo, de quem a mãe se separou, vive em Estômbar. A perda do posto de trabalho na construção civil, relatam os vizinhos, agravou-lhe a dependência do álcool.

O rapaz percorria todos os dias cerca de seis quilómetros de bicicleta até apanhar o autocarro que o levava à escola. Na sexta-feira, dia 19, faltou às aulas. “Um colega recebeu uma mensagem do telefone dele a dizer que lhe doía a garganta”, conta Susana Neves, acrescentando que o amigo era um aluno atento e curioso. “Super interessado. Gostava muito de cozinhar”, relata.

A mãe deu o alerta público do desaparecimento do filho, no dia 22, pelas 18h, dizendo que tinha ligado às 16h30 (hora a que o filho deveria ter saído das aulas) e o telefone estava desligado. A partir daí a notícia correu pelas redes sociais, foram feitas buscas no perímetro envolvente à habitação, chegou a ser utilizado um helicóptero.

Nas televisões, entretanto, Célia Barreto fazia apelos para que o filho regressasse a casa. “Ele [o companheiro] queria levá-la para o Brasil, juntamente com a filha de ambos, mas ela não queria cá deixar o filho sozinho”, relata José Augusto, um vizinho reformado. Fala ainda de cenas de violência doméstica. “De vez em quando havia brigas entre eles, mesmo aqui na rua”, acrescenta. O rapaz, conta, “opunha-se ao padrasto”. A colega Susana Neves confirma: “O Rodrigo, às vezes, queixava-se do padrasto, mas ultimamente deixou de falar no assunto.”

Do Mali...in www.publico.pt


Destruição do património de Tombuctu chega ao Tribunal Penal Internacional


SÉRGIO C. ANDRADE

02/03/2016 - 16:48


Ahmad al-Faqi al-Mahdi é acusado de “crimes de guerra” pela destruição de nove mausoléus e uma mesquita na cidade histórica do Norte do Mali. É a primeira vez que Haia se dispõe a sancionar atentados contra o Património da Humanidade.





Ahmad al-Faqi al-Mahdi no momento da sua primeira apresentação no TPI, em Haia, em Setembro passado
ROBIN VAN LONKHUIJSEN/ AFP





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O Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede em Haia, capital da Holanda, iniciou esta terça-feira a fase preliminar do julgamento do jihadista tuaregue Ahmad al-Faqi al-Mahdi (também conhecido como Abu Turab), acusado de “crimes de guerra” por ter dirigido e participado na destruição, em Julho de 2012, de vários bens classificados pela Unesco como Património da Humanidade na cidade de Tombuctu, no Norte do Mali.

É um facto histórico para o direito internacional: nunca antes o TPI levara ao banco dos réus um suspeito de atentar contra o Património da Humanidade, facto que adquire especial relevância numa altura em que outros crimes patrimoniais recentemente perpetrados nas ruínas romanas de Palmira, na Síria, pelo auto-proclamado Estado Islâmico continuam a ser notícia, e em que vários anos se passaram desde a destruição dos Budas de Bamyian, dinamitados no Afeganistão pelos talibã.

É também a primeira vez que um jihadista é levado perante a justiça no TPI. A acusação foi proferida pela procuradora-chefe Fatou B. Bensouda, advogada de nacionalidade gambiana, que abriu a audiência dizendo, segundo a AFP: “Temos de agir face à destruição e à mutilação da nossa herança comum." Enumerou depois a série de bens culturais destruídos pelo grupo islamista radical Ansar Dine, associado à Al Qaeda do Magrebe.

Em causa está a destruição perpetrada por este grupo jihadista, entre 30 de Junho e 10 de Julho de 2012 – após a Al Qaeda ter assumido o controlo do Norte do país na Primavera anterior –, de pelo menos nove de 16 mausoléus de santos muçulmanos e da mesquita de Sidi Yahia, conjuntos classificados pela Unesco, em 1988, como Património Mundial da Humanidade.

No decorrer de todo esse ano – e antes que uma coligação militar internacional liderada pela França interviesse em apoio do governo do Mali, em Janeiro de 2013 –, os líderes rebeldes jihadistas não só ameaçaram como mostraram ao mundo imagens das suas acções de destruição daquilo que consideravam testemunhos de idolatria da população, contrários à sharia (lei islâmica).

Foi “um ataque contra uma população inteira e contra a sua identidade cultural”, disse Bensouda, acrescentando tratar-se de estruturas “importantes para o mundo inteiro”, e um gesto que “não pode ficar impune”.

Perante a juíza do TPI, Ahmad al-Faqi al-Mahdi, de 40 anos, apareceu envergando a tradicional túnica branca, e – refere a notícia da AFP – franziu por várias vezes o sobrolho ao ouvir as acusações, que lhe iam sendo traduzidas em árabe. O El País acrescenta que o acusado se apresentou como funcionário do Ministério da Educação na cidade de Tombuctu.

Ahmad al-Faqi al-Mahdi, um dos chefes do grupo Ansar Dine, foi entregue ao TPI pelo governo do Níger, país vizinho do Mali, no dia 26 de Setembro do ano passado, depois da abertura de um inquérito por esta instância internacional em 2013. A 30 de Setembro de 2015, o militante jihadista apresentou-se pela primeira vez perante o tribunal de Haia. Depois da fase preliminar actualmente a decorrer, os juízes deverão fixar uma data para a abertura do julgamento.

A jóia africana

Tombuctu era considerada uma jóia do património de África. Situada nas portas do deserto do Sara, a cerca de mil quilómetros da capital do Mali, Bamako, e fundada por tribos tuaregues, a cidade (que serviu recentemente de cenário ao filme Timbuktu, de Abderrahmane Sissako) viveu o seu tempo de ouro nos séculos XV-XVI, quando se afirmou como um entreposto comercial, ponto de confluência das caravanas, e simultaneamente um grande centro intelectual do Islão. A sua população professava o sufismo, corrente mística do islamismo, e vem daí a designação de “Cidade dos 333 Santos”.

A proliferação de túmulos, mesquitas e documentos religiosos – muitos deles desapareceram também durante a ocupação da Al Qaeda – viria a marcar a história e o património de Tombuctu, que os jihadistas quiseram agora destruir, e em grande parte destruíram mesmo.

No texto de acusação na abertura oficial do inquérito a Ahmad al-Faqi al-Mahdi, ocorrida no passado dia 16 de Janeiro, a procuradora-geral Fatou B. Bensouda avançava já a ideia de que os actos de brutalidade cometidos pelo grupo Ansar Dine poderiam “constituir crimes de guerra”, à luz do Estatuto de Roma, que em 1998 deu origem ao TPI.

Editorial de www.publico.pt


EDITORIAL
Corrida à Casa Branca começa a afunilar-se


DIRECÇÃO EDITORIAL

02/03/2016 - 19:21


Sete foi o número da sorte para Clinton e Trump. Os discursos começam a ajustar-se. Até o de Trump.




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Eleições EUA 2016
Bernie Sanders


A “Super Terça-Feira” é o dia das primárias nos EUA em que é eleito o maior número de delegados. Os resultados vieram confirmar que depois de uma falsa partida em Iowa, para Donald Trump, e em New Hampshire, para Hillary Clinton, os dois continuam a perfilar-se como os favoritos para serem escolhidos nas respectivas convenções.

Hillary Clinton conseguiu ganhar sete dos 11 estados que foram a votos esta terça-feira, confirmando a preferência dos afro-americanos em estados do Sul como o Arkansas, onde ela e o marido começaram a carreira política. Considerando os 457 superdelegados (uma figura que só existe nos democratas) que já lhe declararam o apoio, nesta altura Clinton contará já com 1001 dos 2383 delegados necessários para conseguir a nomeação. Tal como se suspeitava, Bernie Sanders não teve o voto das minorias, ganha no “seu” Vermont e em mais três estados, mas começa a cavar-se um fosso grande relativamente a Clinton. Nesta altura Sanders terá só 371 delegados, dos quais apenas 22 superdelegados, o que vem confirmar aquilo que já se sabia: Clinton tem o establishment, ou o aparelho do partido, e uma passadeira estendida para as eleições de 8 de Novembro.

Depois de oito anos de Barack Obama, Hillary Clinton seria a solução menos disruptiva do lado dos democratas. E por isso é que o seu discurso nesta altura já é mais sobre a “união da América” e não tanto sobre a união do partido: “Tentar dividir a América entre nós e eles é errado e nós não vamos deixar que isso aconteça”, afirmou a antiga primeira-dama.

Nos republicanos, apesar da vitória de Trump, tendo também ganho sete dos 11 estados em disputa, as contas continuam ainda baralhadas e é por isso que o discurso do multimilionário ainda não chegou à fase de apelar à união da América, mas sim à união do partido que começa a partir-se ao meio: “Eu sou um unificador. Adoraria ver o partido e toda a gente a unir-se”, afirmou.

Trump contabiliza 316 delegados (contra 226 de Cruz e 106 de Rubio), mas o chamado establishment dos republicanos continua a olhar para ele com a desconfiança de quem não vai ganhar a Clinton, pelos disparates que diz. É o caso de Paul Ryan e de Mitch McConnell, que ainda esta semana se distanciaram, porque Trump não repudiou de imediato o apoio que lhe foi dado por David Duke, ex-líder do Ku Klux Klan.

O ultraconservador Ted Cruz, apesar de ter ganho 99 delegados no seu estado do Texas, continua a não convencer os republicanos moderados, e Marco Rubio, o mais moderado e preferido do tal establishment, conseguiu até agora uma única vitória, no Minnesota. Se no dia 15 perder na Florida (onde o sistema proporcional de distribuição dos delegados é substituído pelo dowinner-takes-all), onde é senador, já pode arrumar as malas, deixando a disputa da nomeação republicana entre um ultraconservador e um outro que é racista e xenófobo.

Sanders tem razão quando diz que esta campanha não serve só para eleger um presidente. Serve para saber que América será a América no dia 9 de Novembro.


Bom dia, amigos de Lusibero!


O pensamento de Machado de Assis



De Machado de Assis (1839-1908), in Pensador

"Tempo é um tecido invisível em que se pode bordar tudo, uma flor, um pássaro, uma dama, um castelo, um túmulo. Também se pode bordar nada. Nada em cima de invisível é a mais subtil obra deste mundo, e acaso do outro."
Machado de Assis



Gosto


Gosto

Adoro

Riso

Surpresa

Tristeza

Ira
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Poema de Eugénio de Andrade



Poema de Eugénio de Andrade (1923-2005), in Net

Procuro-te
Procuro a ternura súbita,
os olhos ou o sol por nascer
do tamanho do mundo,
o sangue que nenhuma espada viu,
o ar onde a respiração é doce,
um pássaro no bosque
com a forma de um grito de alegria.


Oh, a carícia da terra,
a juventude suspensa,
a fugidia voz da água entre o azul
do prado e de um corpo estendido.

Procuro-te: fruto ou nuvem ou música.
Chamo por ti, e o teu nome ilumina
as coisas mais simples:
o pão e a água,
a cama e a mesa,
os pequenos e dóceis animais,
onde também quero que chegue
o meu canto e a manhã de maio.

Um pássaro e um navio são a mesma coisa
quando te procuro de rosto cravado na luz.
Eu sei que há diferenças,
mas não quando se ama,
não quando apertamos contra o peito
uma flor ávida de orvalho.

Ter só dedos e dentes é muito triste:
dedos para amortalhar crianças,
dentes para roer a solidão,
enquanto o verão pinta de azul o céu
e o mar é devassado pelas estrelas.

Porém eu procuro-te.
Antes que a morte se aproxime, procuro-te.
Nas ruas, nos barcos, na cama,
com amor, com ódio, ao sol, à chuva,
de noite, de dia, triste, alegre — procuro-te.

Eugénio de Andrade, in "As Palavras Interditas"

quarta-feira, 2 de março de 2016

Boa noite, amigos de Lusibero! (Foto google)


De Portugal...



Buscas estão relacionadas com o colapso do Grupo Espírito Santo.



Polícia Judiciária faz buscas na consultora KPMG
Diligências estão a ser conduzidas pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção.
PUBLICO.PT

DO Iraque...



Há um milhão de pessoas em risco no Iraque.



Barragem de Mossul pode colapsar a qualquer momento
Manutenção regular da estrutura foi interrompida quando o Estado Islâmico conquistou, temporariamente, a cidade.
PUBLICO.PT



Al Jazeera English
2 h ·


The current crisis started when Abu Bakr claimed that Hussein al-Araj, a minister closely associated with Palestinian president Mahmoud Abbas, had used public funds to invest in a private water project - a charge the minister denies.



http://aje.io/wehd



Palestinian MP resists arrest after anti-graft remarks
Rights groups decry attempt to arrest Najat Abu Bakr, who was summoned for questioning after accusing minister of graft.
AJE.IO



Al Jazeera English
24 min ·


"All experts agree that these are the toughest, most detailed sanctions to date." http://aje.io/65wl



UN slaps North Korea with tough new sanctions
Security Council approves fifth sanctions resolution in response to Pyongyang's recent nuclear test and rocket launch.
AJE.IO

FALAR BEM, EM PORTUGUÊS

Na activa, o verbo 'deparar' não é reflexo (não se diz 'deparar-se', mas 'deparar', seguido da preposição 'com'); o verbo é reflexo na passiva: 'deparou-se-me', seguido do complemento, sem preposição.



In ciber dúvidas- ISCTE- IUL
O verbo deparar tem uma sintaxe muito rica e variada. Antes de mais pode ser conjugado pronominalmente ou não.
Quando surge na forma não pronominal ocorre em três situações distintas (os exemplos apresentados foram extraídos do dicionário Novo Aurélio XXI, tendo alguns sido adaptados):
1 – Sem preposição, tendo como sujeito uma entidade não humana e significando «fazer aparecer de repente»:
Ex.: O acaso depara muitas situações interessantes.
2 – Sem preposição, tendo como sujeito uma entidade humana e significando «encontrar inesperadamente»:
Ex.: Na curva da estrada deparámos um lago belíssimo.
3 – Com preposição, com sujeito humano e significando «encontrar inesperadamente»:
Ex.: Deparei com ele quando passeava.
Na forma pronominal, surge em duas situações distintas:
4 – Pronominal, sem preposição e com sujeito não humano, significando «chegar, aparecer, apresentar-se»:
Ex.: Deparou-se-me uma oportunidade irrecusável.
Note-se a posição pós-verbal do sujeito «uma oportunidade irrecusável».
5 – Pronominal, com preposição e com sujeito humano, significando «encontrar inesperadamente, defrontar-se»:
Ex.: E deparou-se com um jovem forte, alto, de grande beleza.
Em síntese, o verbo pode ser pronominal e não pronominal, pode ter sujeito humano ou não humano, pode surgir com ou sem preposição, implicando pequenas variações de sentido.
Porém, nenhum dos exemplos analisados nos permite identificar a forma pronominal como passiva. Com efeito, para haver uma estrutura passiva é indispensável que haja uma expressão com função de sujeito cujo papel semântico seja igual ao que esse mesmo sintagma desempenha na a(c)tiva. É isso que acontece na frase Vendem-se casas. Casas é a palavra que serve de sujeito – como se poderá depreender pela má formação de *Vendem-se casa –, mas a entidade designada por essa palavra não tem propriedades lexicais que lhe permitam ser agente numa venda; pelo contrário são as casas que são vendidas, tenha a frase a forma a(c)tiva ou a passiva.
O verbo que a consulente coloca à nossa apreciação («… deparei-me com um frase») tem as cara(c)terísticas apresentadas no número 5, acima, em que o complemento do verbo pode ser algo ou alguém.

Doces...


Petits Gateaux

Estes pequenos bolos só são pequenos no tamanho, porque no sabor.......são divinos!
Em 20 minutos estão prontos a comer e a chorar por mais!
Espero que apreciem!





Ingredientes
1 tablete de chocolate de culinária
100 gr de manteiga
50 gr de farinha
3 gemas
4 ovos ineiros
75 gr de açúcar
manteiga e farinha para barrar e polvilhar 10 formas


Preparação
Ligue o forno a 180°
Barre as formas com manteiga e polvilhe com farinha
Coloque o chocolate e a manteiga a derreter em banho-maria. Quando estiver ,retire do calor e adicione as gemas e a farinha. mexa muito bem.Reserve
No copo do robpt, coloque o açúcar e os ovos inteiros, programe 5 min/vel 5.
Adicione o preparado do chocolate e programe 2 min/ vel 4
Verta para as formas e leve ao forno SOMENTE 10 minutos.



















Bom Apetite!

Em Gastronomia e Doçaria de Portugal, por Jorge Sequeira





FRANGO ASSADO NO FORNO COM CERVEJA
Sugestão para as vossas refeições
Fácil e económica. "No poupar é que está o ganho"
Bom Apetite!!!


INGREDIENTES (2 pessoas)
1 frango partido aos pedaços (entre 750 g e 1 kg)
1 mini cerveja
3 "dentes" de alho
açafrão das Índias
1 colher (sopa) de manteiga
sal grosso q.b.

PREPARAÇÃO
Unte uma travessa ou "pirex" (próprios de irem ao forno) com um pouco de margarina. Num almofariz coloque o sal, os alhos e o açafrão e esmague bem até obter uma pasta.
Coloque o frango cortado aos pedaços, regue com a cerveja e de seguida unte bem a carne com a pasta que fez. Espalhe pedaços de manteiga por cima do frango.
Pré-aqueça o forno 5 minutos antes, a 180º C (forno eléctrico e ventilado) e deixe o frango assar mais ou menos 40 minutos ou até a carne estar cozinhada e a pele alourada (a meio do tempo vá regando o frango com o molho).
Quando estiver pronto retire do forno.

SUGESTÕES
- Acompanhe com arroz de cenoura ou branco e batata frita. Também acompanhe com salada de várias alfaces, de tomate, cenoura e beterraba raladas ou outra salada que seja do seu agrado.
- Se sobrou frango guarde para outra refeição (por exemplo: frango desfiado à brás ou ovos mexidos com frango). Lembre-se que "no poupar é que está o ganho".
http://cincosentidosnacozinha.blogspot.pt/search/label/alho

Continua o mau tempo, em Portugal



Informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera



Lisboa e Leiria sob aviso amarelo na quinta-feira - JN
JN.PT|DE GLOBAL MEDIA GROUP