terça-feira, 3 de novembro de 2015

A tempestade , em ALBUFEIRA, ALGARVE-PORTUGAL

JN
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O rastro de destruição deixado pelas inundações em Albufeira
1/15|03.11.2015 FOTO LUÍS FORRA
Estragos provocados pela chuva forte no domingo, que causou inundações no Algarve, em Albufeira, 03 de Novembro de 2015
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Poema...








POEMA

RUMORES POÉTICOS

Estou deitada num Sonho.
Não perturbes, com o rumor dos teus passos,
este caos em que me construo.
Não acaricies minhas pálpebras molhadas,
pois por baixo delas passa a água
de todas as Imagens com que me refaço.
Meu Sonho escurece e aquece,
quando sinto o rumor do teu sangue,
como um astro lento a abrir fendas
no caos do meu pensamento.
As nuvens parecem-me vidros turvos
embaciados na linguagem do sono,
onde encontro velhas Metáforas angustiadas.


Deita-te no meu Sonho…
Apaga a luz…não digas nada…
Eu estou Lá e vou sentir-te a tocar-me os lábios…

Maria Elisa Ribeiro
OUT/015

De Anne Frank...



De Anne Frank (1929-1945), in Pesquisa Net

"“Todo mundo tem dentro de si um fragmento de boas notícias. A boa notícia é que você não sabe quão extraordinário você pode ser! O quanto você pode amar! O que você pode executar! E qual é o seu potencial!”
―Anne Frank
Frases - http://kdfrases.com

Bom dia, amigos de Lusibero! Mau tempo, em Portugal!


De Natália Correia...



Poema de Natália Correia (1923-1993), in O Citador

O Espírito
Nada a fazer amor, eu sou do bando
Impermanente das aves friorentas;
E nos galhos dos anos desbotando
Já as folhas me ofuscam macilentas;


E vou com as andorinhas. Até quando?
À vida breve não perguntes: cruentas
Rugas me humilham. Não mais em estilo brando
Ave estroina serei em mãos sedentas.

Pensa-me eterna que o eterno gera
Quem na amada o conjura. Além, mais alto,
Em ileso beiral, aí espera:

Andorinha indemne ao sobressalto
Do tempo, núncia de perene primavera.
Confia. Eu sou romântica. Não falto.

Natália Correia, in “Poesia Completa”



De Fernando Namora (1919-1989)-in Net

Literatura Libertadora
A literatura é um processo de libertação e, por conseguinte, aspira à liberdade. Quer dizer que o seu ponto de partida é uma recusa aos constrangimentos. Quer dizer, ainda, que os constrangimentos estão na sua génese ou no desencadear da sua explosão, como tem sido proclamado por tantos criadores.
Homem livre, pois, o escritor - ou que visceralmente deseja sê-lo. Tão livre, ou tão necessitado de o ser, que nem sequer pode estar de acordo com certas situações para que ardorosamente contribuiu: seja numa sociedade burguesa, seja numa sociedade proletária, ele sempre encontrará razões para a sua insubmissão e para o seu inconformismo, mesmo se, muitas vezes, se trate de uma contestação inconsciente. "


Fernando Namora, in 'Jornal sem Data'


QUADRO DO PINTOR "FRAGUIAL", (Guilherme de Almeida), a ilustrar o meu poema "SAMARITANA"


partilhou a foto de Guilherme D'Almeida.
há 3 horas

O Pintor "FRAGUIAL", Meu amigo Guilherme de Almeida, presenteou-me com uma pintura lindíssima do meu poema "SAMARITANA".

Não tenho palavras, meu bom amigo!Do coração, um enorme, incomensurável, "OBRIGADA"!! ADORO, MESTRE!
SAMARITANA

100X80X4 cm
POEMA DE MARIA ELISA RIBEIRO (MARILISA)
CUBISM -2014
OIL ON CANVAS
PAINTED BY FRAGUIAL
FOTO DE "PÉDICCA" FOTOGRAFO (ITALY)


Negros cabelos te encobrem, na noite
em que vais encher o cântaro
à fonte, no alto do monte.

_________________Só as copas dos pinheiros e as flores vermelhas
_________________te falam do vento que afastou a neve,
_________________levando a marca dos teus passos leves.

O rebanho passou…uma ovelha perdida encostou-se ao castanheiro
transida de medo e frio…um pastor espera-a,
na beira do rio,na margem da fonte.

(As oliveiras descansam ao som da água, numa colina de Jerusalém.)

_____________________________Faúlhas de luz dos raios das estrelas cheiram
_____________________________à resina da noite, que odora as ravinas
_____________________________da tua cintura estreita…

E em teus olhos de violeta estende-se um corpo
colado aos anseios da escuridão,
que te alimenta os devaneios de humana excitação.

Matas a sede…enches o pote…soltas os cabelos presos
numa grinalda de fios de luar que,
passando por desertos e oceanos,
te falam dos segredos -que-deixam-de-o-ser…

_________________________Cobrem-te as folhas mortas dos bosques…
_________________________na alegria do degelo dos sentidos, VIDA-BEM.

Sabes que o mundo é, agora, TUDO o que te separa do mundo, também…
E o cântaro cheio é uma ilha do teu arquipélago-a-ser,
na brancura da noite de alabastro que acabas de viver .

Os pássaros dormem, pendurados nas figueiras de figos-mel,
até ao silêncio dos anos em que o sul será engolido pelo vento.
Teu cabelo recolhido num beijo vida, desces a vertente,
cansada de fôlego-alma… mistério escondido no tronco das árvores
cheias de vírgulas nas pausas deitadas, ao comprido, num regato fluido.

_______________________De manhã, levantas-te para falar ao sol…
_______________________e comerás azeitonas negras, sentada na borda
_______________________do poço, onde a seiva de um poema é feita
_______________________de caules e folhas de um místico segredo.

Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
JAN/014

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Boa noite, amigos de Lusibero!


LATEST CULTURE:

Varsity Introducing: Venus Envy




How Cambridge got its name

Genevieve Cox finds out how Cambridge was founded – and which bridge was the original Cam bridge


by Genevieve Cox

Thursday 24th September 2015, 16:05 BST
SIMON LOCKCambridge has many beautiful bridges, but which one gave the town its name?

Walking over Magdalene Bridge last year, I overheard a young boy, relishing his half-term trip to Cambridge, asking his mother: “Cambridge. Cam-bridge…Mum – is this the Cam-bridge, is this Cambridge?!”

This made me wonder as well: was there a specific bridge after which Cambridge was named? Why is it called Cambridge? Is there an individually-significant Cambridge?





Cambridge was founded around the area of Castle Mount and built-up due to its convenience as a port, soon becoming head of the navigation of the River Granta. Thus, a bridge needed to be constructed to exploit this usage as a trading port – through providing links to a market, as well as to the Continent – and so what we now recognise as Magdalene Bridge was built by King Offa. However, at the time, it was not named as such. It was simply called the Great Bridge, the last river crossing until King’s Lynn. This continued to serve as a link as Romans settled in Cambridge and began to establish a town in the surrounding area. At this time the town was known as Grentebrige or Cantebrigge, and then ultimately as Cambridge. Yet it wasn’t known as such until someone believed, just like the young boy voicing his thoughts aloud, that the river must be called the River Cam and Cambridge must be the town surrounding it, reached by crossing the Cambridge. Actually, the river was not called the Cam but the Granta, yet the logic seemed apt and the name quickly changed as the river was reborn as the River Cam. (Yet it still remains the River Granta further upstream in Grantchester!)

Now, this was all making sense to me – the Great Bridge was originally the only bridge to cross the Granta, hence Grentebrige (potentially), yet as dialect changed and Grentebrige became Cantebrigge and finally Cambridge, it was necessary to update the name of the river correspondingly, hence the River Cam, over which the Great Bridge crosses. So in a sense the Great Bridge – now called Magdalene Bridge – is the Cambridge bridge. But there are so many others that have flourished since that must not be forgotten…!

Cambridge is home to no less than 20 bridges. Notable amongst these is the Silver Street Bridge, from which one can see the infamous Mathematical Bridge that arches the two halves of Queens, complete with its tales of Engineering students’ curiosity that “killed the cat” – and similarly “killed” the previous-existing bolt-less bridge construct. Also King's College Bridge by King's; Clare College Bridge, with its well-known myths of rolling stones down upon unfortunate punters below; Garret Hostel Bridge, fondly nick-named ‘Orgasm’ Bridge – and if you cycle you can definitely understand why! The Bridge of Sighs is one not to be forgotten too, the mini-Venice allusion of Cambridge and definitely a tourist hot-spot. Other footbridges and lock gates form the final 20. But it is Magdalene Bridge, the Great Bridge, that gave birth to Cambridge and the River Cam as we know it today.

Com muita chuva, em Portugal...boa tarde, meus amigos!


TEXTO de António Pinho Vargas no facebook, atravé do amigo António Abreu



Texto de António Pinho Vargas publicado no facebook

O que é que mais detesto em Cavaco? Nem sequer é propriamente o político, em sentido estrito. Mas antes o facto de sermos todos, sobretudo os nascidos nos seus consulados de 80 e 90, "filhos de Cavaco". Entendam-me, por favor. Que valores transmitiu? Que formas insidiosa de fazer penetrar nas nossas formas de vida? Que estragos provocou? O mais feroz individualismo, a ideia fixa de conseguir sucesso a qualquer preço, a corrosão do carácter, a razão profunda que conduziu muitos às maiores vigarices, aos maiores assaltos aos bancos e ao enriquecimento acima de tudo o resto, a incultura colossal, a ausência de qualquer pensamento de amizade, de amor, de solidariedade, de respeito pelo outro, sempre pronto a ser reduzido a nada à cotovelada, a cedência aos interesses mais mesquinhos como regra, tudo isto se espalhou na nossa sociedade como um vírus, como uma doença mortal, como uma desgraça colectiva, da qual apenas sobrevivem e mal aqueles que tiveram por trás de si, ou dentro de si, uma força quase impossível de passar à prática perante uma tal intoxicação semi-voluntária, semi-imposta sem nos darmos conta. Em suma, uma profunda crise moral, que, concedo, surgiu em muitos lugares do mundo a par com o triunfo do neoliberalismo, ideologia que apenas deixa livre a possibilidade de querer vencer, enriquecer, humilhar e ignorar tudo o resto e todos os vencidos.
É uma ideologia nefasta de todos os pontos de vista - nem na economia funcionou dada a sua ligação intrínseca à crise de 2008, a crise mundial do dinheiro virtual, do crédito a 0%, do endividamento tresloucado com o qual só alguns lucraram, crédito que, antes e depois de ser considerado mal-parado, provocou em 3 ou 4 décadas o aumento brutal das desigualdades no mundo. Não a inventou mas em Portugal foi o seu introdutor e principal instigador até hoje. Desta herança nunca poderá ter nenhuma espécie de desculpa ou de atenuante.
Sem perdão.
APV
PS: assino tardiamente porque verifiquei que não o fazendo se corre o risco de ser lido como escrito pelos amigos que partilharam e foram 511 até este momento. Não sei se passará a aparecer nas partilhas já feitas mas tento, pelo menos.

DE Portugal


Líder socialista faz mudanças na direção e Assis vai para a estrada


João Galamba

| LEONEL DE CASTRO / GLOBAL IMAGENS

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Costa coloca Galamba como responsável pela comunicação do PS. Já o eurodeputado reúne "corrente crítica e alternativa"

Com a demissão de Sérgio Sousa Pinto do Secretariado Nacional do PS - em rutura com a aproximação de António Costa à esquerda - o secretário-geral do PS mexeu nos pelouros da sua direção. João Galamba passou a ser o novo responsável pela comunicação, para o lugar de Porfírio Silva, que assumiu a coordenação das relações internacionais, até aqui garantida por Sousa Pinto.

Esta dança interna de cadeiras entre os dois deputados, revelada no jornal do partido Ação Socialista, coincide com o lançamento por Francisco Assis de uma "corrente interna crítica e alternativa", assumida ontem nas páginas do Expresso.

Para já, esta ida para a estrada concretiza-se "no final da próxima semana", na sexta-feira ou no sábado, e o eurodeputado socialista conta reunir-se com militantes que discordam do rumo seguido, "algures no centro do país", num almoço ou jantar, apurou o DN. Ao Expresso, Assis antecipou que, com esta iniciativa, "ficará então claro que há uma corrente interna crítica e alternativa" no PS.

O deputado ao Parlamento Europeu tem criticado duramente a possibilidade de acordo para uma governação à esquerda entre socialistas, bloquistas e comunistas, apeando o governo de Passos Coelho empossado na sexta-feira. "Todos os socialistas, mesmo os que discordam [de mim], podem contar comigo para tudo no PS", apontou há duas semanas numa entrevista à RTP, antevendo ter a seu lado quem, entre os socialistas, tem criticado esta opção de governo à esquerda, como Álvaro Beleza, que esteve com António José Seguro na anterior liderança.

Quem não conta com Assis, a avaliar pelo que escreveu ontem na sua página do Facebook, é Mário Ruivo, antigo presidente da distrital do PS de Coimbra, que apoiou António Costa nas eleições primárias no ano passado. Este ex-deputado socialista, que disse "considerar" Francisco Assis, notou que, ao ler a notícia, ficou "a pensar se estava perante a sua instrumentalização" ou "algum equívoco do Expresso" ou se seria "desconhecimento do partido a que pertence" da parte de quem foi .

Ruivo notou que "Assis tem todo o direito de ser o que quiser no partido, bem como ao seu livre pensamento", para depois apontar que se o eurodeputado "queria ser alternativa tinha assumido essa posição no dia 4 de outubro e não depois de Cavaco Silva e a coligação de direita [terem] apelado à divisão do PS".

Este membro da comissão nacional do PS rematou a sua observação dizendo que se Francisco Assis "vai andar pelo país, pode ser que entenda que o PS está, inequivocamente, com António Costa. Nunca é tarde para se conhecer o partido", atirou Ruivo.

Neste ponto, há quem prefira ouvir os militantes socialistas sobre um eventual acordo à esquerda. Vítor Ramalho já o defendeu nas páginas do DN e nas duas reuniões da comissão política socialista. Segundo este dirigente, se o PS, "que não ganhou as eleições, vier a liderar um governo apoiado pelo PCP e pelo BE significará uma alteração profunda do compromisso do partido, sendo por isso necessária esta consulta referendária, destinada não apenas a militantes, mas aberta também a simpatizantes". O mesmo tem dito Álvaro Beleza. Já António Costa não disse até agora como validará esse acordo junto do partido.

Já passou um mês depois das Legislativas... Os ódios de estimação e as vinganças de cavaco, quanto vão custar ao País???????


"Quanto vai custar ao país falta de sensatez" de Cavaco?
O ex-líder da CGTP condenou a decisão de Cavaco Silva em indigitar um Governo que provavelmente sofrerá uma moção de rejeição.

DR
POLÍTICA CARVALHO DA SILVAHÁ 19 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO




Carvalho da Silva questionou, na sua coluna de opinião do Jornal de Notícias, porque é que Cavaco Silva “se refugia em procedimentos que a Constituição da República lhe permite adotar, apenas para impor o seu Governo, quando sabe que a maioria da AR o derrotará?”.
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“Quanto vai custar ao país esta falta de sensatez?”, escreveu, referindo-se à indigitação de passos Coelho como primeiro-ministro.

Para o sociólogo e ex-líder da CGTP, “no dia em que deu posse ao Governo fantasma e aparelhístico de Passos Coelho, Cavaco Silva insistiu em credibilizar os cenários cor-de-rosa dos êxitos da austeridade e do empobrecimento”.

E não é coincidência, considera Carvalho da Silva, que no dia da tomada de posse do Governo PSD-CDS “o presidente da CMVM tenha vindo a público denunciar a "falta de ética existente na banca e nos negócios".PARTILHE ESTA NOTÍCIA COM OS SEUS AMIGOS

O Governo que saiu das Eleições...


"Já se sabe que é um Governo com morte anunciada"
Marques Mendes analisou as nomeações para o novo Executivo.

Global Imagens
POLÍTICA MARQUES MENDESHÁ 12 HORASPOR JOÃO OLIVEIRA




Marques Mendes comentou este domingo, no seu espaço de comentário habitual na antena da SIC, as nomeações para o novo Executivo, que “não deslumbra, mas também não envergonha”.
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“Já se sabe que é um Governo de três a quatro semanas e, nesse sentido, tem morte anunciada”, sintetizou o comentador.

No entanto, Marques Mendes lembra que “a tarefa de Pedro Passos Coelho era muito difícil, porque uma coisa é convidar pessoas para cumprir uma legislatura, outra coisa é dizer ‘olhe, venha aqui dar uma ajudinha, dou-lhe três ou quatro semanas, é um trabalho precário e temporário’”. “É um exemplo de trabalho precário na vida política”, ironizou.

Ainda assim, o social-democrata destaca alguns aspetos positivos neste novo executivo, nomeadamente o facto de Passo Coelho ter nomeado “pessoas que não têm vida política e nem sequer são militantes e, num contributo quase cívico, aceitaram integrar um governo de curtíssima duração”, dando como exemplo Rui Medeiros (Ministro da Modernização Administrativa), Eurico Castro (Secretário de Estado) e João Gama (Secretário de Estado).

“Acho que é um governo que não fica na historia por estas razões, mas sim por ser um governo que ganhou nas urnas e que mesmo assim vai perder”, rematou.PARTILHE ESTA NOTÍCIA COM OS SEUS AMIGOS

De PORTUGAL, In "Notícias ao minuto"


Marcelo 'centrista' deixa Direita revoltada
Estratégia de Marcelo Rebelo de Sousa não gera consenso e há quem afirme: "Não precisa de atirar panos molhados à cara dos seus apoiantes naturais".

DR
POLÍTICA PRESIDENCIAISHÁ 2 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO




“Marcelo não pode estar a hostilizar os seus para estar de bem com os outros”. É desta forma que um membro do Governo de Passos Coelho reage à campanha do candidato à Presidência da República. E não parece ser o único desagradado com a estratégia.
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O problema está, segundo o jornal i, no facto de Marcelo Rebelo de Sousa estar mais preocupado em agradar ao eleitorado centrista, pondo de lado a Direita que o apoia. "Não precisa de atirar panos molhados à cara dos seus apoiantes naturais", faz sobressair a mesma fonte.

Marcelo sabe que a sua vitória está dependente do eleitorado centrista e é nele que está a centrar a sua atenção. Prova disso é o facto de afirmar que prefere um governo “PS com garantias de estabilidade à existência de governos de seis meses, oito meses ou de um ano”. Mais, já fez saber que caso seja eleito não irá dissolver a Assembleia da República independentemente das forças políticas que estiverem no poder.

A situação não está a cair bem junto dos políticos da Direita, mas segundo recorda um conselheiro de Marcelo, também em 2011 Cavaco Silva optou pela mesma estratégia, assumindo uma postura acima dos partidos. PARTILHE ESTA NOTÍCIA COM OS SEUS AMIGOS

In "Notícias ao minuto": Mau tempo NO ALGARVE- PORTUGAL


"Danos de todas as maneiras e feitios" com cheias em Albufeira
Carlos Silva e Sousa realça que o tempo é de avaliação de danos e de ação, para se poder retomar a normalidade.


PAÍS AUTARCAHÁ 1 HORAPOR NOTÍCIAS AO MINUTO











PreviousNextGlobal Imagens


Albufeira foi das zonas do país mais afetadas com o temporal do último domingo. Neste momento, civis e autoridades trabalham no centro da cidade, para tentar repor a normalidade.
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Às televisões, já esta manhã, o Presidente da Câmara Municipal de Albufeira realçou que há “danos públicos mas danos também privados”. Nesta fase será preciso “fazer uma avaliação de tudo para sabermos como agir. E vamos agir da melhor maneira, seguramente”, afirmou.

Tanto o sistema elétrico como o serviço de água foram afetados. “Temos danos de todas as maneiras e feitio”, admitiu mesmo o autarca, acrescentando uma mensagem de esperança: “as pessoas de Albufeira veem as suas vidas aqui um bocado atrapalhadas mas vamos juntos vencer isso”.

“Depois de um verão promissor, apanhar com isto em cima pode desanimar um bocado mas não vamos baixar os braços”, assegura ainda Carlos Silva e Sousa, que adianta que neste momento já não há pessoas desalojadas, já que os que viram a suas residências serem ‘atacadas’ pelo mau tempo deste fim de semana “já foram acomodados”.

O aviso vermelho para Albufeira já foi retirado mas as deslocações para as zonas mais afetadas continuam a ser desaconselhadas pelas autoridades.PARTILHE ESTA NOTÍCIA COM OS SEUS AMIGOS

De Marcel Proust...



De Marcel Proust 1871-1922), in Pesquisa Net

"A Melhor Parte da Nossa Memória está Fora de Nós
As recordações em amor não constituem uma excepção às leis gerais da memória, também ela regida pelas leis do hábito. Como esta enfraquece tudo, o que mais nos faz lembrar uma pessoa é justamente aquilo que havíamos esquecido por ser insignificante e a que assim devolvemos toda a sua força.
A melhor parte da nossa memória está deste modo fora de nós. Está num ar de chuva, num cheiro a quarto fechado ou no de um primeiro fogaréu, seja onde for que de nós mesmos encontemos aquilo que a nossa inteligência pusera de parte, a última reserva do passado, a melhor, aquela que, quando se esgotam todas as outras, sabe ainda fazer-nos chorar."


Marcel Proust, in 'A Fugitiva'

De Bocage...



Poema de Bocage (1765-1805), in O Citador

Se é Doce

Se é doce no recente, ameno Estio
Ver toucar-se a manhã de etéreas flores,
E, lambendo as areias e os verdores,
Mole e queixoso deslizar-se o rio;


Se é doce no inocente desafio
Ouvirem-se os voláteis amadores,
Seus versos modulando e seus ardores
Dentre os aromas de pomar sombrio;

Se é doce mares, céus ver anilados
Pela quadra gentil, de Amor querida,
Que esperta os corações, floreia os prados,

Mais doce é ver-te de meus ais vencida,
Dar-me em teus brandos olhos desmaiados.
Morte, morte de amor, melhor que a vida.

Bocage, in 'Sonetos'

De Edgar Morin...



O Pensamento de Edgar Morin (1922- ), in Pesquisa Net

"Personalidades Potenciais
Trazemos connosco personalidades potenciais que acontecimentos ou acidentes podem potencializar. Assim, a Revolução fez surgir o génio político ou militar nos jovens destinados a uma carreira medíocre numa época normal; a guerra provoca o advento de heróis e de carrascos; a ditadura totalitária transformou seres pálidos em monstros. O exercício incontrolado do poder pode «tornar o sábio louco» (Alain) mas pode tornar sábio o louco, e dar génio ao medíocre, como no caso de Hitler e Estaline. E também as possibilidades de génio ou de demência, de crueldade ou de bondade, de santidade ou de monstruosidade, virtuais em todos os seres, podem desenvolver-se em circunstâncias excepcionais.
Inversamente, estas possibilidades nunca chegarão à luz do dia na chamada vida normal: nos nossos dias, César seria funcionário da CEE, Alexandre teria escrito uma vida de Aristóteles para uma colecção de divulgação, Robespierre seria adjunto de Pierre Mauroy na Câmara de Arras, e Bonaparte seria do séquito de Pascua."


Edgar Morin, in 'Os Meus Demónios'

domingo, 1 de novembro de 2015

Boa noite, meus amigos de Lusibero! Uma Feliz nova semana para todos!


Poema (meu)

















Poema:




FLORESTAS DA NOITE

As dunas são florestas da noite das praias,
que se afogam no fogo frio das águas
dos oceanos sem chamas sem clarão,
sem sangue de raízes quentes,


onde é urgente que durmamos para reavivar
faúlhas e onde qualquer árvore pode ser a vida
que falta ao traço de união das vidas em combustão.

dunas------janelas do ar-----maresia ansiosa-----areias perfumadas-----
donde-------podemos claramente ver------nascer a Primavera
lenta------suave ------graciosa-----por cima do mar----

Dunas, sim! Florestas da noite à beira-mar, sim!
Nelas permanece a linguagem marinha, que se esgota
a louvar a coragem de dormir com os braços sem folhas,
sem o calor das folhas
no relento de todas as Imagens dos Outonos.

As palavras molhadas de bolhas das marés
vivem abraçadas ao orvalho, que se senta,
prepotente, no corpo das areias e nas folhas
das-árvores-em-contínuo-compasso-de-amor.

O mar ainda não percebeu que as dunas não são barcos seus…não navegam à vela…não são naus nem caravelas…não cortam espumas dos tempos das pimentas .nem das canelas…




Maria Elisa Ribeiro
OUT/015

Bom Domingo, amigos! Feliz novo mês de Novembro!


De Guerra Junqueiro...



De Guerra Junqueiro(1850-1923), in Kd frases:

"Uma víbora envenena um homem, mas um homem sozinho arrasa uma capital. Os grandes monstros não chegam verdadeiramente na época secundária; aparecem na última, com o homem. Ao pé de um Napoleão, um megalossauro é uma formiga.”




―Abílio Guerra Junqueiro


Frases - http://kdfrases.com

De Florbela Espanca...



De Florbela Espanca, in Net

"Gosto das Belas Coisas Claras e Simples
Para quê alcançar os astros?! Para quê?! Para os desfolhar, por exemplo, como grandes flores de luz! Vê-los, vê-os toda a gente. De que serve então ser poeta se se é igual à outra gente toda, ao rebanho?... Eu não peço à Vida nada que ela me não tivesse prometido, e detesto-a e desdenho-a porque não soube cumprir nem uma das suas promessas em que, ingenuamente, acreditei, porque me mentiu, porque me traiu sempre. Mas não choro, não, como os portugueses chorões, não tenho nada de Jere­mias, pareço-me antes com Job, revoltado, gritando impreca­ções no seu monte de estrume. Não gosto de lágrimas, de fados nem de guitarras, gosto das belas coisas claras e sim­ples, das grandes ternuras perfeitas, das doces compreensões silenciosas, gosto de tudo, enfim, onde encontro um pouco de Beleza e de Verdade, de tudo menos do bípede humano, em geral, é claro, porque há ainda no mundo, graças a Deus, almas-astros onde eu gosto de me reflectir, almas de sinceri­dade e de pureza sobre as quais adoro debruçar a minha."


Florbela Espanca, in "Correspondência (1930)"

De Florbela Espanca...



Poema de Florbela Espanca, in O Pensador

Aos olhos dele

Não acredito em nada. As minhas crenças
Voaram como voa a pomba mansa;
Pelo azul do ar. E assim fugiram
As minhas doces crenças de criança.


Fiquei então sem fé; e a toda a gente
Eu digo sempre, embora magoada:
Não acredito em Deus e a Virgem Santa
É uma ilusão apenas e mais nada!

Mas avisto os teus olhos, meu amor,
Duma luz suavíssima de dor...
E grito então ao ver esses dois céus:

Eu creio, sim, eu creio na Virgem Santa
Que criou esse brilho que m'encanta!
Eu creio, sim, creio, eu creio em Deus!


Florbela Espanca