sexta-feira, 5 de junho de 2015

Dans" Le Monde


Obama a autorisé, en secret, la NSA à surveiller Internet au-delà de son mandat

Le Monde.fr avec AFP | 05.06.2015 à 05h25 • Mis à jour le 05.06.2015 à 08h42
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Le gouvernement Obama a autorisé l’Agence nationale de sécurité (NSA) à surveiller des communications sur Internet dans le but de repérer des pirates informatiques travaillant notamment pour des gouvernements étrangers. Un élargissement des pouvoirs de l’agence de renseignement qui s’est produit sans débat public.

Selon des documents fournis par l’ex-consultant de la NSA Edward Snowden, et mis en ligne par Propublica et le New York Times jeudi 4 juin, le ministère de la justice américain a autorisé en 2012 la NSA à passer au crible des données sur Internet, sans mandat judiciaire, à la recherche de logiciels malveillants et de piratages liés à des gouvernements étrangers. Ces interceptions peuvent être réalisées en utilisant comme « sélecteur » des adresses IP ou des lignes de code – classiquement la NSA utilise les adresses e-mails ou des numéros de téléphone pour écouter des non-Américains.
La cybermenace « augmente »

Dans un communiqué, la direction nationale du renseignement (ODNI) — qui chapeaute toutes les agences de renseignement américaines — a rappelé que la cybermenace pesant sur les Etats-Unis augmentait « en fréquence, en échelle, en sophistication et en sévérité des conséquences ». « Dans ce contexte, il n’est pas étonnant que le gouvernement américain rassemble du renseignement sur les pouvoirs étrangers qui tentent de pénétrer les réseaux américains et volent les informations privées des citoyens américains et des entreprises », a indiqué la direction du renseignement.

Peu après la publication de l’article du New York Times, le gouvernement américain a annoncé avoir détecté le piratage informatique des données personnelles de 4 millions d’employés fédéraux. Selon le Washington Post, les hackeurs à l’origine de l’attaque sont chinois.


Les interceptions de messages de hackeurs sont réalisées dans le cadre de la section 702 du Foreign Intelligence Surveillance Act, l’un des deux grands programmes de surveillance révélés au grand public par Edward Snowden en 2013.

L’autre grand programme – la collecte et le stockage par la NSA des métadonnées des appels téléphoniques américains – vient d’être profondément remodelé par le Congrès, qui a supprimé le stockage des données par la NSA, en transférant cette responsabilité aux compagnies de téléphone.

Lire aussi : Qu’est-ce que le USA Freedom Act ?


En savoir plus sur http://www.lemonde.fr/ameriques/article/2015/06/05/obama-a-autorise-en-secret-la-nsa-a-surveiller-internet-au-dela-de-son-mandat_4647780_3222.html#LI0IgLzkAePtATLC.
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Sobre a "escumalha" da FIFA


O homem que não precisou de sair da cama para saber que Blatter saía da FIFA


MICHAEL E. MILLER

04/06/2015 - 08:56


A maior história jornalística do ano tinha acabado de rebentar, mas Andrew Jennings, o jornalista responsável por ela, estava a dormir.





Blatter teve que enfrentar as investigações de um jornalista persistente
FABRICE COFFRINI/AFP





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O telefone de Andrew Jennings começou a tocar pouco depois do fim da madrugada de 27 de Maio. A polícia suíça tinha acabado de iniciar um raide a um luxuoso hotel, em Zurique, detendo sete quadros de topo da FIFA e acusando-os, bem como a outros indivíduos, de terem embolsado indevidamente 150 milhões de dólares. O mundo ficou perplexo. O mundo que estava acordado, bem entendido. Se Jennings se tivesse dado ao trabalho de ter saído da cama, não teria ficado admirado com as notícias. Afinal de contas, ele foi o homem que pôs a investigação a andar.

“O meu telefone começou a tocar às seis da manhã”, disse, na terça-feira, Jennings a partir da sua quinta situada a norte de Londres. “Desliguei-o para conseguir dormir mais um pouco porque o que quer que estivesse a acontecer às seis da manhã continuaria a acontecer à hora de almoço, não será?”

Se ainda não percebeu, Jennings é um defensor de um jornalismo sem pressas e metódico. Durante meio século, o repórter de investigação de 71 anos tem mergulhado em histórias complexas de crime organizado. Na década de 1980, escreveu sobre polícias maus, as tríades tailandesas que negociavam heroína e a máfia italiana. Nos anos 90, desviou o olhar para o desporto, expondo a corrupção existente no Comité Olímpico Internacional (COI).

Nos últimos 15 anos, Jennings centrou-se na Federação Internacional de Associações de Futebol (FIFA), a entidade que gere o futebol a nível mundial. Enquanto outros jornalistas assistiam aos jogos – relatando resultados ou escrevendo perfis de jogadores – Jennings escavava à procura dos negócios sujos daquele que é o mais popular jogo do mundo.

Agora, depois de décadas de ameaças e telefones sob escuta e rendimentos intermitentes, Jennings vê como cada revelação em torno do escândalo da FIFA lhe dá razão. Durante uma entrevista telefónica com o The Washington Post na terça-feira de manhã, chamou ao presidente da FIFA, Sepp Blatter, “um morto-vivo”. Duas horas depois, Blatter anunciou que abandonava o cargo, apenas dois dias depois de ter sido reeleito.

“Sei que eles são escumalha e sei disso há anos”, disse. “E não estou a dizer isto por dizer. Isto não é um insulto. Não estou a atirar palavras para o ar.”


“Sei que eles são escumalha e sei disso há anos”, disse. “E não estou a dizer isto por dizer. Isto não é um insulto. Não estou a atirar palavras para o ar.”

“Esta escumalha andou a roubar o desporto das pessoas. Eles roubaram-no, cambada de ladrões cínicos”, acrescentou. “Por isso, sim, é bom ver o medo nos seus rostos.”

A melhor forma de imaginar como é Andrew Jennings é unir as figuras de Bob Woodward e Carl Bernstein e depois acrescentar um pouco de sotaque escocês. Jennings nasceu na Escócia mas foi viver para Londres em criança. O seu avô desempenhou um papel de relevo numa equipa de futebol londrina, os Clapton Orient (agora chamada de Leyton Orient), mas Jennings não revelou grande interesse pela modalidade. Mas mostrou, no entanto, ter faro para o jornalismo.

Após finalizar a sua formação académica, Jennings foi trabalhar no Sunday Times em Londres, onde tomou o gosto pelo jornalismo de investigação. Passou então a trabalhar para a BBC, mas quando a estação não transmitiu o seu trabalho sobre corrupção na Scotland Yard ele despediu-se e passou a trabalhar na concorrência, num programa cujo nome era World In Action [O mundo em acção]. A sua investigação ao universo policial rendeu-lhe o seu primeiro livro: “Scotland Yard’s Cocaine Connection,” e um documentário.

“Sou um caçador de documentos. Se eu tiver os teus documentos, sei tudo acerca de ti”, diz. “Este tipo de jornalismo é fácil, sabes. Apenas tens que encontrar algumas pessoas, corruptos repugnantes e vergonhosos e trabalhar neles. Tens que o fazer. O resto da comunicação social tornou-se excessivamente acomodada. Isso está errado. Aprendeste com a tua mãe o que é errado. Tu sabes o que está errado. O nosso trabalho é investigar, obter provas.”

Este é, no essencial, o mantra de Jennings: sem pressa, escavar no sujo e não confiar naqueles que ocupam os lugares de poder. Ele aplicou a mesma lógica para as redes de contrabando de drogas internacionais e mafiosos italianos.

Seguiu-se o desporto. Depois do trabalho sobre a Scotland Yard, um colega no World In Action, chamado Paul Greengrass, sugeriu-lhe que investigasse o COI.


Jennings escreveu uma triologia sobre uma série de alegados elefantes brancos, subornos e controvérsias relacionadas com drogas que culminaram num escândalo em torno dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002, em Salt Lake City, na sequência do qual dezenas de membros do COI foram expulsos ou punidos por má conduta

“Disse-lhe, ‘O que é isso?’”, recorda Jennings. Rapidamente, contudo, mergulhou na actividade desenvolvida pelo COI. “Quando olhei para o COI, descobri que o presidente, Juan Antonio Samaranch, universalmente adolado pela imprensa desportiva, era um fascista apoiante de Franco (Samaranch reconheceu ter sido ministro do Desporto do ditador espanhol Francisco Franco, mas alegou que não tinha convicções fascistas).

Jennings escreveu uma triologia sobre uma série de alegados elefantes brancos, subornos e controvérsias relacionadas com drogas que culminaram num escândalo em torno dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002, em Salt Lake City, na sequência do qual dezenas de membros do COI foram expulsos ou punidos por má conduta. Segundo Jennings, a maior parte dos jornalistas desportivos não toca nestes temas com medo de perderem o acesso a dirigentes e atletas de topo ou, simplesmente, porque obrigam a perder demasiado tempo ou exigem demasiado esforço. Quando Samaranch deixou o cargo em 2001, Jennings decidiu mudar o seu foco. “Nessa altura, tinha consciência de que havia algo muito, muito podre na FIFA”, disse.

Com base em anteriores investigações e por ter estudado a forma como funciona o crime organizado, Jennings sabia que precisava de fontes que lhe permitissem quebrar a redoma de secretismo que envolvia a FIFA. “Sabemos que em todo o lado, em qualquer organização, se existe algum sinal de que as figuras de topo são corruptas, há pessoas decentes a desempenhar funções intermédias, que pagam empréstimos bancários para terem casa, que têm que levar os filhos à escola”, afirmou Jennings. “São apenas funcionários e possuem um sentido do que deve ser a moralidade. Então temos que os levar a passar-nos informação pela porta das traseiras, informação que antes estava nos arquivos e que agora está nos servidores”, acrescentou.

Assim, o escocês decidiu lançar uma emboscada a uma das primeiras conferências de imprensa de Sepp Blatter depois da sua reeleição em 2002. “Fui a uma das conferências de imprensa na sede da FIFA, em Zurique”, conta. “Junto às paredes, de cada um dos lados da sala, estavam os empregados, todos com blazers da FIFA, rostos como o de robots, sem direito a falarem, apenas alinhados ao longo das paredes. Então disse para mim: ‘Muito bem, estes são aqueles que me interessam. Tenho que lhes passar a mensagem de que estou aqui’”.


“No caso do senhor Blatter, ele não sabia o que era um voo regular. Não viaja dessa forma há 40 anos. Ele apanha um avião privado.” “Ele tinha que sentir constantemente como era poderoso. Por isso, o que o alimentava era o grande Mercedes que o levava para o avião privado na pista do aeroporto de Zurique.

Se o início da queda de Blatter pudesse ser confinada num só um momento, ele seria, provavelmente, o que se segue. Quando o presidente da FIFA terminou o seu discurso, Jennings agarrou no microfone e lançou propositadamente uma pergunta provocadora. “Estou rodeado de jornalistas aprumados, de gravatas de seda”, recorda. “E ali estou eu, vestido de modo desportivo. Seguro no microfone e digo: ‘Senhor Blatter, já recebeu algum suborno?’”

“Isto é que foi dar cabo de uma festa”, relembra Jennings. “Os jornalistas começaram a afastar-se de mim como se cheirasse mal. Bem, não era isso que queria? Obrigado jornalistas idiotas. Todos aqueles funcionários encostados às paredes têm os seus radares centrados em mim, agora, e a dizer-lhes ‘Aqui estou eu. Sou eu quem procuras. Estas figuronas não me impressionam. Sei quem eles são. Fiz o que fiz com o COI e vou fazer o mesmo a eles’”.

O resultado foi duplamente positivo. Blatter negou ter alguma vez recebido algum suborno, o que deu a Jennings um bom título. Mas houve mais. “Seis semanas depois, cerca da meia-noite, estou junto a um impressionante edifício do século XIX em Zurique questionando-me por que motivo alguém que não conhecia me mandou lá ir ter quando uma porta se abre e sou levado para dentro”, recorda Jennings. “Conduzem-me até um elegante conjunto de salas de reuniões e cerca de meia-hora depois um alto funcionário da FIFA chega com uma mão cheia de documentos. E fugiu dali”.

Aqueles documentos sublinhavam a incrível opulência do comité executivo da FIFA, entre os quais a de Sepp Blatter. Jennings noticiou que Blatter pagava secretamente a si mesmo um bónus monetário com cinco zeros. “No caso do senhor Blatter, ele não sabia o que era um voo regular. Não viaja dessa forma há 40 anos. Ele apanha um avião privado.” “Ele tinha que sentir constantemente como era poderoso. Por isso, o que o alimentava era o grande Mercedes que o levava para o avião privado na pista do aeroporto de Zurique.

Blatter ameaçou processar Jennings por difamação, mas não o fez. Jennings continuou a investigar o presidente e os seus colaboradores mais próximos na FIFA. Há algum tempo que suspeitou de que o seu telefone estaria sob escuta e o seu computador a ser pirateado. Em 2006, publicou o seu primeiro livro sobre a organização: “Foul! The Secret World of Fifa: Bribes, Vote Rigging and Ticket Scandals,” no qual acusava Blatter e outros executivos de topo de receberem subornos. Estes responsáveis não se limitaram a negar as acusações. Por vezes, atacaram Jennings fisicamente. “Jack Warner deu-me um murro, cuspiu-me” à frente das cameras. “Estes rapazes saíam do estacionamento e, de repente, ali estava eu: feio, velho, grisalho, dizendo ‘Desculpe. Recebeu algum suborno através desta ou daquela empresa?’ E e
les ficavam todos tensos”.

Capa de "Público"



Sexta-feira, 5 de Junho de 2015

Governo defende venda da TAP com risco de destruição de confiança

Namoro de Sporting a Jorge Jesus já tem dois meses


Sampaio da Nóvoa marca presença na Convenção do PS

Leia em http://publico.pt/

Sobre o "Acordo Ortográfico"



Acabo de receber por email.

Partilho. Obrigada, António Rego!

"Boa tarde,

Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam.

Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros.

Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas.
É um fato que não se pronunciam .
Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se?
O que estão lá a fazer?
Aliás, o qe estão lá a fazer?
Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade.

Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra.

Porqe é qe “assunção” se escreve com “ç” e “ascensão” se escreve com “s” ?
Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o “ç” .
Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o “ç” e o substitua por um simples “s” o qual passaria a ter um único som. Como consequência, também os “ss” deixariam de ser nesesários já qe um “s” se pasará a ler sempre e apenas “s”.

Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, “uzar”, é isso mesmo, se o “s” pasar a ter sempre o som de “s” o som “z” pasará a ser sempre reprezentado por um “z”. Simples não é? se o som é “s”, escreve-se sempre com s. Se o som é “z” escreve-se sempre com “z”.

Quanto ao “c” (que se diz “cê” mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de “q”) pode, com vantagem, ser substituído pelo “q”. Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nadade “k”. Ponha um q.

Não pensem qe me esqesi do som “ch”. O som “ch” será reprezentado pela letra “x”. Alguém dix “csix” para dezinar o “x”? Ninguém, pois não? O “x” xama-se “xis”. Poix é iso mexmo qe fiqa.

Qomo podem ver, já eliminámox o “c”, o “h”, o “p” e o “u” inúteix, a tripla leitura da letra “s” e também a tripla leitura da letra “x”. Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex. Não, não leiam “simpléqs”, leiam simplex. O som “qs” pasa a ser exqrito “qs” u qe é muito maix qonforme à leitura natural.

No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente. Vejamox o qaso do som “j”. Umax vezex excrevemox exte som qom “j” outrax vezex qom “g”- ixtu é lójiqu? Para qê qomplicar ?!? Se uzarmox sempre o “j” para o som “j” não presizamox do “u” a segir à letra “g” poix exta terá, sempre, o som “g” e nunqa o som “j”. Serto? Maix uma letra mud a qe eliminamox.

É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem! Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex? Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade?

Outro problema é o dox asentox. Ox asentox só qompliqam! Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox. A qextão a qoloqar é: á alternativa? Se não ouver alternativa, pasiênsia. É o qazo da letra “a”. Umax vezex lê-se “á”, aberto, outrax vezex lê-se “â”, fexado. Nada a fazer. Max, em outrox qazos, á alternativax. Vejamox o “o”: umax vezex lê-se “ó”, outrax lê-se “u” e outrax, lê-se “ô”. Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso!

qe é qe temux o “u”? Se u som “u” pasar a ser sempre reprezentado pela letra “u” fiqa tudo tão maix fásil! Pur seu lado, u “o” pasa a suar sempre “ó”, tornandu até dexnesesáriu u asentu. Já nu qazu da letra “e”, também pudemux fazer alguma qoiza: quandu soa “é”, abertu, pudemux usar u “e”. U mexmu para u som “ê”. Max quandu u “e” se lê “i”, deverá ser subxtituídu pelu “i”. I naqelex qazux em qe u “e” se lê “â” deve ser subxtituidu pelu “a”.

Sempre. Simplex i sem qompliqasõex.

Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u “til” subxtituindu, nus ditongux, “ão” pur “aum”, “ães” – ou melhor “ãix” - pur “ainx” i “õix” pur “oinx” . Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.

Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu.

Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?

por Maria Clara Assunção"

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Boa noite, amigos de lusibero!


Poema de Ruy Cinatti (1915-1986)



De Ruy Cinatti (1915-1986), in Net

Quando o Amor Morrer Dentro de Ti

Quando o amor morrer dentro de ti,
Caminha para o alto onde haja espaço,
E com o silêncio outrora pressentido
Molda em duas colunas os teus braços.
Relembra a confusão dos pensamentos,
E neles ateia o fogo adormecido
Que uma vez, sonho de amor, teu peito ferido
Espalhou generoso aos quatro ventos.
Aos que passarem dá-lhes o abrigo
E o nocturno calor que se debruça
Sobre as faces brilhantes de soluços.
E se ninguém vier, ergue o sudário
Que mil saudosas lágrimas velaram;
Desfralda na tua alma o inventário
Do templo onde a vida ora de bruços
A Deus e aos sonhos que gelaram.


Ruy Cinatti, in “Obra Poética”

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Fánan Videos com Fernando Lima Fernandes Fánan


Porquê que a Islândia nunca quis aderir ao Euro?

MARÇO DE 2015 ISLÂNDIA CANCELA A SUA CANDIDATURA AO EURO... MAS EM PORTUGAL MAL SE SE REFERIRAM À NOTICIA MAIS IMPORTANTE DO MÊS OU DO ANO
Engraçado é que foram os países "ricos" - Dinamarca, UK, Islandia, Noruega - que não quiseram. Estar no Euro é uma obrigação de coordenar politicas. Os países da bancarrota aderiram logo na esperança de ganhos, e houve ganhos. Mas agora não querem as contrapartidas - disciplina financeira.

A notícia mais importante do dia 12 de Março foi certamente a decisão do governo da Islândia de retirar a sua candidatura a membro da União Europeia. O pedido fora apresentado em Julho de 2009 e as negociações decorriam até agora, quando o governo (conservador) islandês disse um não definitivo à UE. A notícia tem importância internacional e de múltiplos pontos de vista, o que justificaria o destaque devido dos media assim como análises e comentários. No entanto, os noticiários da noite de 12 de Março da TV portuguesa praticamente ignoraram-na. A omissão de informação é a forma de censura preferida do telelixo português.

O governo da Islândia anunciou que cancelará 24 mil euros de cada hipoteca familiar, cumprindo a sua promessa eleitoral, apesar da crítica esmagadora das instituições financeiras internacionais. A medida foi apresentada pelo primeiro-ministro Sigmundur David Gunnlaugsson, do Partido Progressista (conservador) que ganhou as eleições de Abril deste ano com a promessa de aliviar a dívida familiar. Segundo a sítio web do governo islandês, a dívida familiar será reduzida uma média de 13 por cento. "Esta medida promoverá o rendimento disponível das famílias e estimulará as poupanças", afirma o governo. A notícia está em Russia Today .
Enquanto isso, em Portugal, há 636 mil portugueses em situação de incumprimento com o crédito bancário. Deste total, segundo o Banco de Portugal, 128 mil referem-se ao crédito à habitação.

De Hemingway



De Hemingway (1899-1961)




"Um idealista é um homem que, partindo de que uma rosa cheira melhor do que
uma couve, deduz que uma sopa de rosas teria também melhor sabor." [
Ernest Hemingway ]




O meu livro apresentado em Dezembro Passado



Aos amigos interessados em adquirir o meu livro: os pedidos devem ser endereçados a pastelarialivros@gmail,com ou pelo telemovel 916845349


Maria Teresa adicionou 2 fotos novas.


Hoje - como todos os dias - por aqui - é dia de AUTORES :))
Maria Elisa Ribeiro - projecto livro e cd

CDS=DEMOCRACIA SUSPENSA!










Que Paulo Portas possui um ascendente sobre o partido que lidera, já ninguém tem dúvidas. Liderou, abandonou a liderança e quando quis regressar o partido recebeu-o de braços abertos. Compreende-se: na história recente do “partido do táxi”, Paulo Portas rimou quase sempre com poder. Governou com Durão, transitou para o executivo hereditário de Santana Lopes e voltou à ribalta como Ministro dos Negócios Estrangeiros de Passos Coelho, a quem aplicou o truque da demissão irre
Democracia suspensa no CDS-PP?

vogável, emergindo como vice-primeiro-ministro do governo que em breve cessa funções. Pelo caminho ficou associado a inúmeros escândalos centristas, do caso Portucale aos submarinos, passando pelo estranho e mal explicado caso Jacinto Leite Capelo Rego. Sobreviveu a tudo e continua aí para as curvas.



Esta tarde porém, o “barão” centrista Ribeiro e Castro fez declarações polémicas à TSF, que não só colocam Portas como a direcção do CDS-PP em xeque. Segundo o antigo líder:


Fez-se tardiamente uma coligação que ainda não se sabe qual é o nome, que vai apresentar umas linhas programáticas que ninguém aprovou e discutiu, que também é uma coisa bizarra e estranha. Isto são erros.

A confirmarem-se estas declarações, estaremos perante uma de três hipóteses:
Paulo Portas, eventualmente rodeado por um grupo restrito de militantes próximos de si, decidiu unilateralmente sobre a parte que compete ao CDS-PP no que às linhas programáticas da coligação diz respeito, não dando cavaco ao Conselho Nacional do partido;
O CDS-PP não é tido nem achado no programa da coligação, limitando-se a aceitar um agenda imposta pelo PSD;
Ribeiro e Castro está pura e simplesmente a mentir, o que se seria estranho porque seria facilmente desmentido pelos seus parceiros.

Nenhuma das três hipóteses abona a favor do partido. No caso pouco provável de Ribeiro e Castro estar a mentir, a vergonha circunscreve-se apenas a si. Já no caso igualmente pouco provável do poder de decisão estar totalmente concentrado nas mãos do PSD, tal significa que o CDS-PP mais não é que um instrumento eleitoral nas mãos dos sociais-democratas. Mas se Portas decidiu unilateralmente, a democracia no seio do CDS-PP poderá estar em causa e assumir contornos de farsa. Estará Portas de alguma forma a obedecer à sua consciência da tal forma que tal o force a agir à revelia do partido? Não seria a primeira vez.

Amanhã serão apresentadas as bases programáticas da coligação para as Legislativas deste Outono e as dúvidas sobre o papel do CDS-PP no processo multiplicam-se. Será que contam? Ou serão apenas um “anexo” do PSD, uma espécie de PEV desta coligação? Afinal de contas, era o próprio primeiro-ministro quem há dois meses atrás tentava “vender” a um grupo de empresários que o seu partido estava pronto para avançar sozinho para as Legislativas e que há pouco mais de um mês aindamanifestava dúvidas quanto ao benefício eleitoral de ir a votos com o CDS-PP. Haja harmonia na coligação!
Opinião

"Está tudo bem. Mas vamos cortar pensões"
26.05.2015
MARIANA MORTÁGUA







Estava lá, no Programa de Estabilidade aprovado e apresentado pela maioria PSD/CDS: uma "poupança" de 600 milhões de euros no valor gasto com pensões já em 2016. Como e a quem? Não se sabe. Pormenores só depois das eleições que é sempre bom deixar espaço para diferentes interpretações, dado o momento político.

Maria Luís Albuquerque sustenta a sua posição afirmando que a solução mais justa é a repartição do esforço entre atuais e futuros pensionistas. E afirma-o depois de ter apresentado a sua intenção de reduzir a TSU (contribuição das empresas para a Segurança Social) no mesmo documento em que anunciava a inevitabilidade de cortes nas pensões.

O Governo apresenta, e usa, a suposta insustentabilidade da Segurança Social como se algo de inevitável se tratasse. Há um dado que talvez valha a pena introduzir neste debate: até 2012 a Segurança Social teve saldo positivo durante 11 anos seguidos e contribuiu para o equilíbrio orçamental do Estado. O "buraco" nas contas das pensões foi o Governo que o criou com a destruição de quase meio milhão de postos de trabalho, a emigração de outros tantos e a quebra nos salários.

Esta é a verdadeira irresponsabilidade. PSD e CDS criaram, com a sua política de austeridade, problemas estruturais no país. E para disfarçar a asneira não têm qualquer pejo em cortar direitos, nem mesmo o mais básico, como a garantia que todo o trabalhador receberá no futuro a pensão para a qual descontou e nem um tostão a menos.

Impressionante é a forma quase compungida com que o fazem. O primeiro-ministro afirma: "não queremos cortar nas pensões", e a ministra das Finanças acrescenta, sobre as suas noções ético-morais: "fazer a promessa de que não fazemos nada para aqueles que já são pensionistas e que vamos fazendo tudo sobre os que lá chegarão no futuro é de uma enorme injustiça". Quanto ao CDS, depois de ter aprovado o corte de 600 milhões, vem agora dizer que se "distancia". É todo um irrevogável programa.

Já que o assunto veio à baila, justiça justiça, seria dizerem ao país, antes das eleições, quanto, quando e como vão cortar nas pensões. Se o fazem com alegria ou o mais profundo pesar é absolutamente igual ao litro.

NIGÉRIA...O HORROR!


Contra a barbárie do Boko Haram, o Exército semeou o terror


JOÃO RUELA RIBEIRO

03/06/2015 - 17:18


Exército nigeriano executou e prendeu em circunstâncias desumanas milhares de pessoas nos últimos dois anos, revela a Amnistia Internacional.Exército nigeriano é acusado de ter cometido crimes de guerra durante combate ao Boko Haram PIUS UTOMI EKPEI / AFP




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Nos últimos meses, o Exército nigeriano conseguiu recuperar o controlo sobre algumas das regiões dominadas pelo grupo islamista Boko Haram e a insurgência que tomou conta do Nordeste do país mais populoso de África parece estar longe daquele que já foi o seu auge. Porém, a ofensiva das forças de segurança passou uma pesada factura sobre as populações dos locais mais afectados.


A Amnistia Internacional traça um retrato perturbador da campanha militar nigeriana para neutralizar o Boko Haram. As forças armadas nigerianas executaram de forma sumária mais de mil pessoas, detiveram arbitrariamente 20 mil e cometeram “inúmeros” actos de tortura, revela um relatório da organização não-governamental, divulgado esta quarta-feira.



O relatório dá conta de execuções em massa feitas pelo Exército, por vezes em conjunto com milícias civis que apoiavam a luta contra o Boko Haram. Um dos casos mais impressionantes foi o da execução de 640 homens e rapazes em Giwa, um centro de detenção em Maiduguri, em Março de 2014. O centro tinha sido atacado pelo Boko Haram, que deu a escolher aos detidos a opção de se juntarem ao grupo ou abandonarem o local. Depois de retomado o controlo, o Exército e as milícias perseguiram os detidos que escaparam, acabando por executá-los de forma sumária.

A AI estima que tenham sido mortas às mãos do Exército pelo menos 1200 pessoas nos estados de Adamawa, Borno e Yobe, mas o número verdadeiro deverá ser superior. “O número exacto de execuções extrajudiciais é impossível de verificar devido à falta de arquivos, esforços de encobrimento por parte do exército e dificuldade em contactar testemunhas nas zonas onde os crimes foram cometidos”, explicam os autores.

À medida que se tornava mais urgente neutralizar o Boko Haram, os poderes das Forças Armadas foram ampliados – desde 2013 o estado de emergênciafoi declarado em duas ocasiões nas regiões mais afectadas –, contribuindo para um clima de impunidade dentro da hierarquia militar e que proporcionou abusos como os descritos pela AI. Por vezes, o comportamento dos militares assemelhava-se à brutalidade normalmente associada aos seus adversários. Em Abril de 2013, foram executados 64 detidos num centro em Damatura, no estado de Yobe, escolhidos de forma aleatória. Os responsáveis tinham regressado de uma operação em que dois soldados morreram e a execução foi encarada como uma “vingança”, de acordo com fontes ouvidas pela AI.

Mas quando não eram os próprios militares a executarem directamente os detidos, as péssimas condições dos centros de detenção acabavam por fazê-lo. Desde 2011, terão morrido pelo menos sete mil pessoas sob custódia das forças de segurança nigerianas. Entre as causas estão a falta de água, ar e comida, doenças espalhadas em prisões sobrelotadas, falta de cuidados médicos e a utilização de químicos para fumigar insectos em celas sem ventilação.

Saleh Jega, nome fictício de um carpinteiro de 25 anos, fornece um relato do ambiente vivido numa das células de detenção: “Sempre que nos era negada água durante dois dias, 300 pessoas morriam. Por vezes bebíamos urina de pessoas, mas mesmo a urina às vezes não era suficiente. Todos os dias morriam pessoas e, sempre que alguém morria, nós [os outros detidos] ficávamos contentes por causa do espaço extra.”

Perto de situações como estas, outros abusos denunciados pela AI parecem assumir uma dimensão menor, tal como as 20 mil detenções arbitrárias nos últimos quatro anos, “baseadas apenas na palavra duvidosa de um informador”. “Fontes militares disseram repetidamente à AI que os informadores eram desonestos e muitas vezes forneciam informações falsas para serem pagos”, lê-se no relatório Stars on their shoulders, blood on their hands: War crimes commited by the Nigerian military (“Divisas de estrelas nos ombros. Sangue nas mãos: Crimes de guerra cometidos pelo Exército nigeriano”).

“Estas provas repugnantes expõem como milhares de homens jovens e rapazes foram arbitrariamente detidos e deliberadamente mortos ou abandonados à morte sob detenção nas condições mais atrozes”, disse o secretário-geral da AI, Salil Shetty, através de um comunicado. A organização pede a abertura de investigações profundas e imparciais para apurar a responsabilidade dos comandantes militares e fornece mesmo uma lista de nomes de altas patentes a quem poderão ser imputados crimes de guerra.

O trabalho dos investigadores da AI foi desenvolvido desde 2013, com seis visitas ao terreno, mais de 400 entrevistas, mas também através da análise de provas documentais, como fotografias, vídeos e imagens de satélite, e ainda entrevistas a “oito fontes militares independentes, incluindo altas patentes, (…) que tinham conhecimento detalhado sobre as operações militares”.

"REVOLUÇÃO" no Futebol português: JORGE JESUS É TREINADOR DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!!!!!!!!!!!!


Jorge Jesus é treinador do Sporting com um salário que pode ir até 6 milhões
As negociações ainda não fecharam, mas a TVI avança que Jorge Jesus vai assinar contrato, podendo chegar aos 6 milhões.

Jorge Jesus é treinador do Sporting.

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Jorge Jesus é o próximo treinador do Sporting, depois de ter rejeitado o contrato de renovação com o Benfica. Luís Filipe Vieira pretendia baixar significativamente o salário de Jesus, mas este não quis recuar e forçou a sua saída. Bruno de Carvalho terá uma proposta de até seis milhões por ano para garantir os serviços do treinador campeão nacional.




Ninguém esperava por este desfecho. Nas últimas horas,Jorge Jesus recusou uma proposta de renovação para continuar no Benfica e aceitou negociar com o clube rival, o Sporting, para ser o próximo treinador dos leões. Ao contrário do que acontece com Luís Filipe Vieira, Bruno de Carvalho está disponível em aumentar-lhe o seu vencimento até seis milhões por temporada, já incluindo objectivos, segundo informações exclusivas da TVI.

Para substituir Jorge Jesus como treinador do Benfica está confirmado Rui Vitória, antigo treinador do Guimarães e que tem apresentado resultados sólidos nas duas últimas temporadas. Apesar do ingresso no Sporting ainda não estar oficializado, vários sites informativos, incluindo o Diário de Notícias, garante que o acordo está consumado e o desejo antigo de Jorge Jesus em ser treinador do seu clube de coração, o Sporting, vai ser finalmente cumprido. Caso os valores apresentados se confirmem, Jesus vai passar a ser um dos treinadores mais bem pagos do mundo, só comparado com treinadores como José Mourinho.

Estas decisões terão sido tomadas nas últimas horas, pelo que milhões de benfiquistas foram apanhados completamente desprevenidos com o desfecho final, estando, na sua maioria, completamente revoltados com a decisão do seu presidente Luís Filipe Vieira, que deixou escapar para o seu rival histórico um treinador que tem apresentado resultados e conseguiu, ao fim de décadas, garantir o bi-campeonato para as águias. Com todas estas movimentações, Marco Silva, que já tinha guia de marcha, vai ser dispensado e Jorge Jesus vai ser oficializado, nas próximas horas, como o treinador do Sporting. Deixem as vossas opiniões acerca desta enorme surpresa? Quem pensam que ficou a ganhar?

quarta-feira, 3 de junho de 2015

DEPUTADO PORTUGUÊS ARRASA o chamado "Plano Junker"!!!!!!!!!!










João Ferreira. “O sector público tem sido mal gerido e, muitas vezes, não inocentemente”
João Ferreira é vice-presidente da Delegação à Assembleia Parlamentar Paritária ACP-UE e membro da Comissão das Pescas, no Parlamento EuropeuAntónio Pedro SantosISABEL TAVARES02/06/2015 11:18:06 FACEBOOK TWITTER

O deputado europeu arrasa o Plano Juncker. O texto será votado em Junho. São 315 mil milhões.

Na semana em que o secretário-geral do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa, apresentou os eixos essenciais do programa eleitoral com que os comunistas vão concorrer às eleições legislativas com Os Verdes e a Intervenção Democrática, na Coligação Democrática Unitária (CDU), o i publica uma entrevista com João Ferreira, deputado europeu do PCP. Falámos de privatizações, de alianças políticas e do Plano Juncker, entre outros temas. Mas foi pela política de migração da União Europeia, uma matéria que lhe é particularmente sensível, que começámos.

O Conselho Europeu tem uma posição muito distante da do Parlamento Europeu no que toca ao Mediterrâneo e ao controlo de imigração ilegal.
O que a reunião do Conselho Europeu decidiu foi uma vergonha. Não só não retira de mais uma tragédia as lições para alterar a política de imigração e, num sentido mais amplo, a política externa da União Europeia, mas em vez disso, procura usá--la como pretexto para intensificar alguns aspectos negativos dessas políticas.

O ataque ao “Charlie Hebdo” foi usado para discutir Schengen. Não tinha nada a ver.

Já houve aí uma tentativa de instrumentalização dos acontecimentos. No caso da política de imigração, é uma política que criminaliza os imigrantes, repressiva, selectiva – com instrumentos como o cartão azul –, uma política desumana. A mesma coisa em relação à política externa.
É uma evidência que muitos destes movimentos, muita desta pressão migratória resulta de focos de desestabilização, sobretudo na Líbia e na Síria, nos quais a União Europeia teve um papel assumido. Não podemos atirar a pedra e esconder a mão. A União Europeia tem e teve pesadíssimas responsabilidades.

A deputada Ana Gomes sugeria que se destruíssem as embarcações...

Quando se admite, como alguns governos vieram admitir, acções militares em países estrangeiros, soberanos, supostamente para destruir as embarcações, isso significa uma violação do direito internacional e tudo o que é intolerável. E é muito preocupante.

O que é que a União Europeia tem de fazer?

Em primeiro lugar tem de corrigir as razões de pressão migratória na origem.

Como?

Parando com acções de desestabilização e, no essencial, respeitando o que é o direito internacional e a Carta das Nações Unidas: não violando a soberania dos Estados e recusando agressões e intervenções militares do tipo das que foram levadas a cabo. Depois tem de haver uma alteração profunda das políticas sectoriais da União Europeia que têm impacto nos países em desenvolvimento. Sabemos hoje que existem várias políticas sectoriais da União Europeia, no domínio comercial, das relações internacionais, dos mercados financeiros, agrícolas, que são extremamente prejudiciais e geradoras de iniquidades nos países em desenvolvimento. É necessário modificá-las e pôr fim à desregulação e liberalização, destruidoras de sistemas produtivos mais frágeis.

A UE gaba-se do dinheiro que envia para esses países. É uma contradição?

O dinheiro que vai, e a União Europeia diz muitas vezes que é o maior dador no plano internacional –, muito haveria a dizer sobre esse dinheiro. Não é, nunca foi, uma ajuda desinteressada. Acaba por reverter, na maior parte das vezes, para os países de origem sob múltiplas formas, desde aquisição de bens e serviços, juros da dívida…

Nada que Portugal não conheça...

Uma das coisas que dissemos é que se estão a forjar no seio da União Europeia um tipo de relações de recorte colonial que nós tivemos durante muitos anos e temos entre o norte e o sul. Curiosamente, as políticas que estão na origem de um e de outro são as mesmas.

O envelope financeiro até 2020 está a ser discutido, fala-se no investimento, na fiscalidade. Foi preciso fazer cortes para alimentar o Plano Juncker. Portugal foi prejudicado?

O Plano Juncker é sobretudo um grande pacote de parcerias público-privadas. Procura atrair grandes projectos de equipamentos e de infra-estruturas acenando com duas cenouras: uma, o capital público ou as garantias públicas; outra, a rentabilização associada que, durante muitos anos, serão as rendas que nós vamos pagar – temos bem a experiência em Portugal de como as PPP são desastrosas para o interesse público, que só paga o investimento privado. O privado, a única coisa que faz é montar o balcão para cobrar o dinheiro. E arrecadá-lo. Têm sido bons negócios para os privados, péssimos negócios para os Estados e para o interesse público, que normalmente tem piores serviços e mais caros.

Quem avalia os projectos?

Os projectos vão ser seleccionados por peritos em mercados financeiros. O critério não é se uma infra-estrutura serve ou não uma região, uma população ou um país, mas a sua rentabilidade. Logo aqui há na Europa condições muito desiguais do ponto de vista da capacidade de mobilização de capital privado. Países como Portugal estarão sempre em desvantagem.

Porque é tão difícil a Portugal captar investimento privado?

É o resultado do caminho que foi imposto ao país, seja pelas opções dos governos que temos tido, seja por programas da União Europeia. Foram essas políticas que levaram a esmagar o investimento, público e privado, e sem ele a economia torna-se obsoleta. Portugal tem hoje dois grandes bloqueios: precisa de criar riqueza e de a distribuir de forma menos desigual. Sem resolver isto não podemos pôr o país a crescer e a desenvolver-se. Temos de desatar estes nós.

Como?

Através de uma política patriótica e de esquerda, que recusa o papel dependente. Uma política que percebe que a forma que temos de dever menos é produzir mais. Para isso queremos recuperar para o país aquilo a que o país tem direito e que lhe tem sido negado: sectores produtivos fortes, um sector de pescas dinâmico, um sector agrícola dinâmico, um sector industrial dinâmico e não estar numa permanente postura de subordinação.

Como seria feita essa distribuição?

A primeira orientação é a actualização geral dos salários. No caso português seria, numa primeira fase, recuperar tudo o que foi perdido nos últimos anos em termos de cortes salariais.

Com que dinheiro?

Com a riqueza que o país, apesar de tudo, vai criando.

A questão é que o país não está a gerar tanto quanto gasta.

Está a criar menos do que já criou, mas todos os dias cria riqueza. Nos dois primeiros anos deste governo, o poder de compra das famílias caiu cerca de 9%. No mesmo período, as 25 maiores fortunas nacionais cresceram 16%. Ou seja, aquilo a que nós estamos a assistir não é apenas um processo de empobrecimento geral do país, é um processo da sua concentração em menos mãos. Mas, continuando, em segundo viria uma melhoria substancial daquilo que por vezes se designa por salário indirecto, os serviços públicos – saúde, educação, segurança social –, e, em terceiro, uma modificação da fiscalidade no sentido de onerar mais os rendimentos do capital e aliviar os rendimentos do trabalho.

Se todas as políticas que defende são a favor das pessoas, porque é que acha que as pessoas não votam no PCP?

Não tenho uma visão pessimista nem derrotista quanto ao futuro. Muitas pessoas vão percebendo aquilo que, se calhar, nem sempre perceberam: é que nós não podemos resolver os problemas nacionais com aqueles que os criaram. E vão associando a situação do país aos sucessivos governos que, nos últimos 38 anos, têm sido sempre de três partidos: PS, PSD e CDS. Acho que, apesar de tudo, há mais gente a abrir os olhos e que não está disposta a continuar a dar o seu voto a quem a enganou. Se me pergunta se são suficientes, não, não são. Ainda. O PCP também nunca disse que o governo patriótico e de esquerda que defende vai ser constituído pelo PCP apenas e unicamente. Não vai. Agora, uma precondição para esse governo é que o PCP se reforce muito. Isso tem acontecido. Ainda não é suficiente, mas estamos nesse caminho.

Acredita que as pessoas preferem uma alternativa ou optam por se afastar?

Estamos perante uma situação de profundo descrédito do sistema político. Esse descrédito está associado ao que tem sido o comportamento dos governos dos três partidos que lá têm estado. Há quem procure encaminhar esse descontentamento para soluções inconsequentes, seja a abstenção, seja novas formações partidárias – que do ponto de vista de propor algo de genuinamente novo e a ruptura com o que tem sido a política dos últimos anos, não representam mudança. O que prevalece, sobretudo olhando para as últimas eleições, é uma crescente identificação do PS como mais do mesmo – nos últimos 20 anos esteve 12 no governo.

Fala em investimento público. Em que sectores deveria o Estado investir?

Não por acaso, em sectores como a banca, a energia, os seguros, os transportes e as telecomunicações, nos quais o Estado podia e devia ter um papel-chave. Nalguns casos correspondem a monopólios naturais públicos que foram privatizados e hoje são monopólios privados. A EDP fechou 2014 com mais de mil milhões de lucro. O problema é que isso é feito à custa da factura energética que é imposta às empresas e às famílias. Porque é que é importante o Estado recuperar o controlo de uma empresa como a EDP? Ou da banca comercial? Porque nessa altura pode redireccionar esses sectores da economia, que são estratégicos, não numa lógica de maximização do lucro do accionista privado, mas numa lógica de dinamização da economia, e criar por essa via outras e melhores condições de competitividade para as nossas empresas.

A CGD está nas mãos do Estado e nem por isso tem sido o melhor instrumento de financiamento da economia...

Não, mas pode ser. O problema é que a Caixa tem funcionado na mesma lógica dos privados. Há uma diferença fundamental, é que a Caixa é pública, e no momento em que mudem as opções dos governos que temos tido pode mudar também a função do banco Caixa Geral de Depósitos. Isso não acontece com os privados. Podemos mudar de governo, mas a democracia não chega até aí, não chega a poder mudar o que têm sido as opções de quem comanda o sector financeiro. Se certas alavancas estiverem nas mãos públicas, podem ser bem ou mal utilizadas – temos tido exemplos de coisas públicas mal geridas –­, mas as pessoas têm, numa sociedade democrática, o poder de mudar isso. Quando votam, votam também para mudar isso. Então, se retirarmos esses sectores da esfera pública, o nosso voto deixa de contar para isso. O público tem sido mal gerido, e muitas vezes não inocentemente. Também sabemos que há muita má gestão que é feita na lógica de preparar e de justificar os processos de privatização. A diferença é esta: no público podemos reorientar a forma como as coisas estão a funcionar – e a Caixa não tem feito o que podia e devia –, mas se mudarmos o governo, podemos mudar também as opções que têm presidido aos destinos desse banco.

Sobre as privatizações, o processo está a ser bem conduzido?

Nós achamos que as empresas estão a ser mal vendidas. Quanto à gestão, as privadas, já agora, também têm sido mal geridas e estamos a pagar os custos disso: BES, BPN, BCP, BPP.

...e BLATTER DEMITE-SE PORQUE ESTÁ A SER INVESTIGADO PELO FBI, NOS ESTADOS UNIDOS?????????


Dirigentes da FIFA na lista dos mais procurados da Interpol


por DN.ptHoje8 comentários


As fotografias dos seis indivíduos que foram objeto de alertaFotografia © www.interpol.int


Interpol emitiu alerta vermelho a pedido das autoridades norte-americanas. Visa seis pessoas envolvidas no escândalo de corrupção da FIFA: dois antigos dirigentes e quatro executivos.


A Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) emitiu esta quarta-feira alertas vermelhos para dois antigos dirigentes da FIFA e quatro executivos que são procurados pela justiça norte-americana, colocando-os na lista das pessoas mais procuradas. Os seis constam da lista de nove pessoas - parceiros, dirigentes e antigos dirigentes da FIFA - que foram acusadas pelos EUA de conspiração e corrupção ao longo de 24 anos, suspeitas de terem recebido subornos na ordem dos 150 milhões de dólares, cerca de 140 milhões de euros.

Os avisos vermelhos da Interpol referem-se a Jack Warner, natural de Trinidad e Tobago, antigo vice-presidente da FIFA e membro do comité executivo do organismo; ao paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Confederação da América do Sul (Conmebol) e antigo membro do comité executivo da FIFA; a Alejandro Burzaco, argentino executivo da Torneos y Competencias S.A; aos argentinos Hugo Jinkis e Mariano Jinkis, da Full Play Group S.A., e ao brasileiro José Margulies, também conhecido como José Lazaro, diretor da Valente Corp. and Somerton Ltd..

Os alertas vermelhos são uma das formas de a Interpol informar os países membros que um mandado de prisão foi emitido para um indivíduo por uma autoridade judicial e que esta procura a sua localização e detenção, com vista à sua extradição ou ação semelhante.

O papel da Interpol, explica a autoridade em comunicado no seu site, é apoiar as forças de segurança nacionais a identificar ou localizar estes indivíduos. Porém, um alerta vermelho não é um mandado de detenção internacional e a Interpol não pode forçar qualquer país membro a deter um indivíduo que tenha sido objeto deste alerta.

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DA NIGÉRIA...


Amnistia Internacional acusa exército da Nigéria de crimes de guerra


por H.T.Hoje5 comentários


Fotografia © Image Courtesy Amnesty International


Um relatório da organização revela que mais de 8000 pessoas foram mortas - à fome, torturadas ou sufocadas - pelos militares no âmbito da luta contra o grupo islamita Boko Haram no nordeste do país.


No relatório intitulado Estrelas nos Ombros, Sangue nas Mãos, a Amnistia Internacional revela que, desde março de 2011, mais de 7000 homens e rapazes morreram sob custódia do exército. E mais de 1200 pessoas foram mortas pelos militares desde fevereiro de 2012.

A organização apela a uma investigação ao que denuncia como crimes de guerra e até mesmo crimes contra a humanidade, avançando os nomes de nove oficiais cuja conduta deve ser investigada.

No âmbito da luta contra o Boko Haram, o exército nigeriano terá procedido a mais de 20 mil detenções nos últimos seis anos. Alguns dos prisioneiros tinham apenas 9 anos. Muitos foram detidos sem mais provas além de um simples testemunho de alguém, tendo sido mantidos em prisão sem qualquer acusação formal e sem direito a julgamento.

Os detidos, garante a Amnistia, são mantidos em celas sobrelotadas, sem ventilação nem instalações sanitárias, sem acesso a comida ou água. Muitos não resistiram a doenças como a cólera.

A organização deixa um apelo ao recém-eleito presidente Muhammadu Buhari para "pôr fim à cultura de impunidade que prospera na Nigéria" com apoio da União Africana e da comunidade internacional.

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O DESGOVERNO PORTUGUÊS INSTITUIU A ESCRAVATURA, NO SÉCULO XXI!


Há 46 mil desempregados a trabalhar no Estado


por P.J.Hoje


Fotografia © Arquivo Global Imagens


Os desempregados são colocados a trabalhar em serviços da administração pública sem receberem salário, apenas com uma bolsa.


Há 46 mil pessoas desempregadas a trabalhar para a administração pública com contratos emprego-inserção. A informação foi avançada pelo secretário de Estado da Administração Pública na comissão parlamentar do Orçamento, Finanças e Administração Pública.


José Leite Martins falava sobre o processo de requalificação quando foi questionado pela deputada do PCP Rita Rato: revelou que existem 11 mil desempregados a trabalhar na administração central e 35 mil na local.



O Provedor de Justiça já acusou o Estado de criar trabalho "ilegal" ao contratar desempregados para preencher lugares destinados a cumprir funções essenciais. José de Faria Costaalertou em novembro para a utilização "abusiva e ilegal" dos contratos emprego-inserção, até na própria Autoridade para as Condições do Trabalho.

Ao abrigo destes contratos os desempregados que estão a receber subsídio (ou rendimento social de inserção) são colocados a trabalhar em serviços da administração pública para fazer trabalho "socialmente necessário" sem receberem salário, apenas com uma bolsa. Os contratos têm a duração máxima de 12 meses, com ou sem renovação.

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Do Iraque:Lutar contra o dito estado islâmico


Iraque "Estou a criar e a treinar um exército cristão para lutar"
Chama-se Matthew VanDyke, tem 35 anos e é de Baltimore. Com um mestrado em Estudos de Segurança tirado na Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, este homem diz ter sentido o chamamento de Deus.


MUNDO
Fox News

10:05 - 03 de Junho de 2015 | Por Notícias Ao Minuto


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VanDyke está no Curdistão iraquiano a tentar travar os avanços do Estado Islâmico e foi de lá que falou em direto, através da Fox News, aos seus conterrâneos.
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“Estamos muito empatados neste momento, incapazes de continuar. Já investi uns 12 mil dólares do meu próprio dinheiro, estou a ficar falido por fazer isto. Precisamos mesmo de mais doações para ajudar os cristãos a defenderem-se a assumirem a luta contra o Estado Islâmico”, disse o norte-americano em direto.

A sua missão é acabar com a guerra que os jihadistas estão a levar a cabo contra os cristãos, mas para isso, garante, precisa de ajuda.

Van Dyke criou uma empresa, a Sons of Liberty International (SOLI), que visa “dar consultoria e treino militar gratuito às forças locais que estão a lutar contra terroristas e regimes opressivos”.

O seu “dever de Cristão” levou-o primeiro à Líbia, ainda antes da revolução que ficou conhecida como Primavera Árabe. Foi detido, feito prisioneiro, libertado, novamente feito prisioneiro e novamente libertado.

Regressou aos Estados Unidos, mas não conseguiu voltar à sua vida dita normal. Viajou então para o Iraque onde está a “criar e treinar um exército cristão para lutar” contra os extremistas do Estado Islâmico.

No entanto, os conterrâneos que o acompanhavam nesta missão acabaram por o abandonar à sua sorte, pois depois da entrevista à Fox News tiveram receio que as atividades que andavam a levar a cabo não tivessem sido autorizadas pelo governo norte-americano.

A questão, explica o jornal i, é que nos EUA a lei referente ao treino militar de cidadãos estrangeiros é muito rigorosa. Quem não a cumprir à letra arrisca pena de prisão ou pagamento de avultadas multas.

“Ninguém estava a sancionar-nos e parte dos objetivos fulcrais da SOLI é atuar onde o governo falhou. Portanto, ir pedir autorização a governos que já falharam não é particularmente produtivo”, explicou VanDyke quando questionado sobre este tema pela revista Mother Jones, tendo acrescentado e assegurado que a sua empresa “cumpriu os requisitos de registo dos EUA”.

O 'soldado de Deus' garantiu ainda que o Departamento de Estado norte-americano está muito satisfeito com os seus feitos alcançados no Médio Oriente. No entanto, acrescenta o jornal i, há quem garanta que tal afirmação não é verdadeira.



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De Portugal...E passos coelho é tolo??????? É....mas não o "suficiente-menos" para fazer isso...

De Portugal...


Marinho Pinto acusou Almeida Santos e o Parlamento está a investigar, mas não era bem assim…


PAULO PENA

03/06/2015 - 07:39


O líder do PDR acusou o antigo presidente da Assembleia da República, e este enviou um pedido formal a Assunção Esteves para que o Parlamento investigue a acusação do ex-bastonário. Marinho Pinto esclarece que “a imputação”, afinal, não era dirigida a Almeida Santos.Marinho e Pinto defende que os deputados não deviam poder exercer advocacia DANIEL ROCHA




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TÓPICOS

Marinho e Pinto
Assunção Esteves
Advogados
Diário da República
Assembleia da República
Presidente da Assembleia da República

MAIS
Carta de resposta a Marinho e Pinto


Se uma das funções do jornalismo é garantir a veracidade dos factos para que exista um debate público de qualidade, os leitores perdoarão que este texto não comece por um “quem fez o quê onde e quando” tradicional. Porque, como se verá, a resposta a essas perguntas é longa. Tudo começou numa entrevista, a este jornal. Marinho Pinto, recém-eleito líder do PDR, criticava, no dia 24 de Maio, o “conflito de interesses” que existe para os deputados que exercem advocacia. Deu um exemplo: Almeida Santos. E citou um caso: a “lei da amnistia de 1999”. Almeida Santos não gostou do que leu. E respondeu, por carta, ao PÚBLICO.

Palavra contra palavra? Não. Almeida Santos enviou também uma carta a Assunção Esteves, pedindo à presidente da Assembleia da República que esclareça o seu papel na tal lei que Marinho Pinto cita como mau exemplo, nesta passagem: “Não estou a dizer isto em off, é em on: o dr. Almeida Santos é um advogado de negócios e é uma das pessoas que mais negócios fizeram em Portugal na sua condição de líder político e de advogado (…) É vergonhoso esse acto que ele praticou contra a essência da democracia, porque permite que a Assembleia se tenha transformado numa plataforma onde circulam interesses absolutamente opacos, muitas vezes ilegítimos, tráficos de influências. Vá ver o que foram os debates sobre a amnistia (…) A última lei de amnistia e perdão de penas de 1999: os advogados até se arranhavam uns aos outros para meter crimes dos seus clientes que pagavam melhor ou que tinham mais poder. A lei foi aprovada em Assembleia e foi alterada na ida para a Presidência para promulgação. A lei aprovada que consta do boletim da Assembleia é diferente da que foi publicada no Diário da República e não é uma diferença só de correcções. Tem crimes diferentes abrangidos.”

O PÚBLICO reconstituiu os passos da lei, que Marinho Pinto diz ter sido alterada antes da promulgação. No Diário da Assembleia da República (a que Marinho Pinto chama “boletim”) do dia 23 de Abril de 1999 relata-se a aprovação, por unanimidade, do projecto de lei 667/VII em votação final global. Depois de aprovado, o projecto deu origem à Lei 29/99, promulgada em 29 de Abril pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, e publicada noDiário da República, I SÉRIE-A nº 110 de 12-5-1999.

Os dois textos têm, apenas, duas diferenças. No projecto – por lapso – existem duas alíneas c) do artº 2º, ponto 2 e uma alínea k). Na versão final há só uma alínea c) e a sequência passa do j) para o l), ignorando a letra k), como é normal. Os diplomas são submetidos, após aprovação, a uma “comissão de redacção”, onde estão representados todos os partidos com assento parlamentar, que se encarrega de corrigir essas falhas. O que importa, para o caso, é a descrição dos crimes em ambos os textos. É aí que entra a segunda diferença, um pouco mais importante. Há um crime que deixa de ser amnistiado na versão final, o que parece contrariar o sentido da acusação de Marinho Pinto. Se a intenção era “meter crimes”, ou seja, amnistiar mais gente, o diploma final faz o contrário: acrescenta mais um crime aos que não estão abrangidos pela amnistia consagrada no projecto-lei - o “tráfico de menor gravidade”, tal como vem descrito na legislação de combate ao tráfico de droga (artº 25º do DL 15/93). Esta é a única alteração que se consegue detectar entre a aprovação e a promulgação da lei e deve-se ao facto de ser um crime “de pequena gravidade” – o que encaixaria no espírito da lei – mas numa época em que o combate à droga era uma prioridade da investigação criminal, o que fez com que fosse excluído da amnistia.

Confrontado com esta informação, Marinho Pinto esclarece que não pretendeu acusar Almeida Santos de nenhum papel nas alegadas alterações à lei da amnistia: “Não estou a acusá-lo a ele. Isso não é uma imputação que lhe faço a ele, até porque ele não é advogado criminal.” Quanto à única alteração de conteúdo na lei ir no sentido contrário ao que afirmara na entrevista, o eurodeputado afirma que “sinceramente não sabia” e põe a hipótese de tudo o que afirma se ter passado antes da votação, e não entre a aprovação e a promulgação. Em todo o caso, questiona a “legitimidade de haver uma alteração feita depois de a lei ter sido aprovada” e mantém o argumento de fundo: “Os deputados não deviam poder exercer advocacia.”

O PÚBLICO confirmou que a presidente do Parlamento recebeu o pedido de Almeida Santos “para que mande averiguar o que com verdade se passou”.

De Fernando Pessoa (1888-1935)



O Pensamento de Pessoa (1888-1935):

"Hoje Tomei a Decisão de Ser Eu
Hoje, ao tomar de vez a decisão de ser Eu, de viver à altura do meu mister, e, por isso, de desprezar a ideia do reclame, e plebeia sociabilizacão de mim, do Interseccionismo, reentrei de vez, de volta da minha viagem de impressões pelos outros, na posse plena do meu Génio e na divina consciência da minha Missão. Hoje só me quero tal qual meu carácter nato quer que eu seja; e meu Génio, com ele nascido, me impõe que eu não deixe de ser.
Atitude por atitude, melhor a mais nobre, a mais alta e a mais calma. Pose por pose, a pose de ser o que sou.
Nada de desafios à plebe, nada de girândolas para o riso ou a raiva dos inferiores. A superioridade não se mascara de palhaço; é de renúncia e de silêncio que se veste.
O último rasto de influência dos outros no meu carácter cessou com isto. Reconheci — ao sentir que podia e ia dominar o desejo intenso e infantil de « lançar o Interseccionismo» — a tranquila posse de mim.
Um raio hoje deslumbrou-me de lucidez. Nasci. "


Fernando Pessoa, 'Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação'

Bom dia, amigos!



Bom dia, meus amigos!

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