sexta-feira, 3 de abril de 2015

Boa noite, amigos!



Linda versão de "Avé- Maria", cantada por Helen Fisher, POUCO TEMPO ANTES DE MORRER NO AVIÃO DOS ALPES!

Feliz Páscoa, meus amigos!



FELIZ PÁSCOA, MEUS AMIGOS!





De Charles Dickens (1812-1870), in Net




"“Ouvimos sempre dizer que as pessoas más são incapazes de nos encarar firmemente. Não há maior tolice. A desonestidade encarará fria e firmemente a própria honestidade, em plena luz do dia, sempre que houver algum proveito a tirar.”
―Charles Dickens



Frases - http://kdfrases.com


Poema de Natércia Freire



Poema de Natércia Freire (1920-2004), in O Citador




Liberta em Pedra




Livre, liberta em pedra.
Até onde couber
tudo o que é dor maior,
por dentro da harmonia jacente,
aguda, fria, atroz,
de cada dia.


Não importam feições,
curvas de seios e ancas,
pés erectos à luz
e brancas, brancas, brancas,
as mãos.

Importa a liberdade
de não ceder à vida,
um segundo sequer.

Ser de pedra por fora
e só por dentro ser.
- Falavas? Não ouvi.
- Beijavas? Não senti.
Morreram? Ah! Morri, morri, morri!

Livre, liberta em pedra,
voltada para a luz
e para o mar azul
e para o mar revolto...
E fugir pela noite,
sem corpo, nem dinheiro,
para ler os meus santos
e os meus aventureiros,
(para ser dos meus santos,
dos meus aventureiros),
filósofos e nautas,
de tantos nevoeiros.

Entre o peso das salas,
da música concreta,
de espantalhos de deuses,
que fará o Poeta?




Natércia Freire, in 'Liberta em Pedra'

Bom dia, amigos!








Mas que Observatório é este?
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OPINIÃO
Mas que Observatório é este?


JOÃO MIGUEL TAVARES

02/04/2015 - 04:13


Teremos nós um nível de desemprego real quatro pontos percentuais acima da maior depressão do século XX? Foi para tentar perceber como ocorreu este milagre da multiplicação dos números do desemprego que eu decidi ir observar o Observatório sobre Crises.




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TÓPICOS

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Desemprego
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CGTP
Carvalho da Silva
Crise
Universidade de Coimbra


Notícia do El Mundo de 27 de Março: “No princípio deste mês, o Eurostat revelava que Portugal era o terceiro país onde mais se havia reduzido a taxa de desemprego, até 13,3% em Janeiro passado. No entanto, um estudo divulgado hoje pelo Observatório sobre Crises e Alternativas da Universidade de Coimbra revela que estes números oficiais podem estar muito abaixo dos números reais. Segundo esse estudo, a taxa real de desemprego em Portugal estaria nos 29%.” A notícia tinha como título: Estará Portugal a maquilhar os seus dados do desemprego?

Eu não tenho dúvidas de que os números do desemprego em Portugal sejam altíssimos — aliás, segundo o mesmo Eurostat, o desemprego subiu para 14,1% em Fevereiro. Também sei que muitos postos de trabalho estão a ser criados artificialmente desde 2013 através do esquema de estágios anuais subsidiados pelo IEFP. Mas, ainda assim, 29% de desemprego real? Vinte-e-nove-por-cento?!? Só para termos uma noção, estima-se que a taxa de desemprego nos Estados Unidos em 1933, pleno pico da Grande Depressão, tenha batido nos 25%. Teremos nós um nível de desemprego real quatro pontos percentuais acima da maior depressão do século XX? Foi para tentar perceber como ocorreu este milagre da multiplicação dos números do desemprego que eu decidi ir observar o Observatório sobre Crises.

***

E aquilo que observei, num boletim intitulado Barómetro das Crises n.º13, seria coisa para ficar excelentemente no portal da CGTP, mas que é uma vergonha constar de um site que invoca a caução científica da Universidade de Coimbra. Carvalho da Silva saiu da liderança da CGTP para a investigação no Centro de Estudos Sociais do professor Boaventura Sousa Santos, mas os métodos de trabalho mantiveram-se inalterados. Para chegar aos 29%, o Observatório que ele lidera soma aos desempregados propriamente ditos um conjunto de categorias criativas de quem nem Karl Marx se lembraria: os “desempregados ocupados” (que são, na verdade, empregados subsidiados), os “inactivos desencorajados” (que incluem aqueles que por opção de vida não querem trabalhar, como Kiki Espírito Santo), os “activos migrantes” (mais conhecidos por emigrantes) e o “subemprego” (trabalhadores a tempo parcial que gostariam de trabalhar mais horas). É somando isto tudo que o Observatório sobre Crises e Alternativas chega à conclusão de que o desemprego real em Portugal é de 29,1%.

Bravo! Mas, ainda assim, e se era para dar largas à imaginação, acho que poderiam ter ido um pouco mais longe. Bastava juntar o número de empregados que não estão satisfeitos com o seu trabalho (“activos infelizes”), os que estando insatisfeitos ainda não o conseguiram admitir para si próprios (“activos que não saíram do armário”), os que gostariam de passar mais tempo em casa, se tivessem essa possibilidade (“inactivos potenciais”), os que acham que recebem mal em relação ao que trabalham (“activos descontentes”), ou os que sonham em ganhar o Euromilhões (“activos sonhadores”), e penso que Carvalho da Silva, Boaventura e a malta do CES conseguiriam com facilidade conduzir a taxa de desemprego até perto dos 100%.

Devo garantir que eu adoro diversidade e gente que discorda de mim. Mas assegurem-me, por amor de Deus, que não é este o género de “ciência” que se anda a praticar nas universidades portuguesas. E, de caminho, jurem-me que nem um cêntimo dos meus impostos está a servir para pagar o Observatório sobre Crises e os fetiches ideológicos do senhor Boaventura.

Jornalista; jmtavares@outlook.com

Mais UM para a "lista"???????????










Miguel Macedo suspeito de prevaricação no caso dos vistos gold


ANA HENRIQUES e COM LUSA

02/04/2015 - 14:02


Jornal i cita documentos produzidos por magistrados ligados à investigação, segundo os quais ex-ministro da Administração Interna terá favorecido ilegalmente interesses privados.





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MULTIMÉDIA




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Os protagonistas do caso: detidos e investigados
Altos dirigentes do Estado em prisão preventiva no caso dos vistos gold
Ministra da Administração Interna já recebeu relatório sobre vistos gold
Macedo demitiu-se por "responsabilidade política” no caso dos vistos gold
Presidente do Instituto de Registos e Notariado apenas pediu suspensão de funções
Director do SIS apanhado a ajudar suspeito no caso dos vistos gold
Miguel Macedo foi sócio da dona da Golden Vista
Marques Mendes nega ligações ao caso dos vistos gold
Portas diz que não pensou demitir-se por causa dos vistos gold
As consequências políticas da Operação Labirinto para Miguel Macedo
Ex-director do SEF deixa prisão domiciliária mas não pode sair do país
PJ revista ministérios e detém director do SEF e altos quadros da Justiça


O ex-ministro da Administração Interna Miguel Macedo é suspeito de ter favorecido amigos no caso dos vistos gold. Na sua edição desta quinta-feira o jornal i cita um acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa que responde ao recurso de um dos arguidos do processo e no qual são mencionadas as suspeitas do Ministério Público.

Segundo o i, o facto de Miguel Macedo ter imunidade por se ter tornado deputado poderá ajudar a explicar o facto de não ter sido constituído arguido por suspeitas de prevaricação nem ter sido chamado a prestar declarações. "Não conheço o acórdão nem a situação, mas estou disponível para esclarecer tudo o que a justiça entender que deve ser esclarecido", disse ao diário o ex-ministro, que se demitiu na sequência deste processo por entender que o poderia fragilizar do ponto de vista político, mas que sempre assegurou nada ter a ver com este caso.

Porém, para os procuradores e também para os juízes que analisaram as escutas telefónicas – nas quais o ministro seria designado por “cavalo branco” –, Miguel Macedo "favoreceu ilegalmente", os "interesses privados lucrativos" do seu amigo António Figueiredo, director do Instituto de Registos e Notariado e preso preventivamente por causa dos vistos dourados, e também do seu antigo sócio Jaime Gomes. Segundo o Ministério Público, as buscas feitas ao Ministério da Administração Interna "visavam colher precisamente prova indiciária da actuação" do governante.

Numa conversa com um cidadão chinês que havia igualmente de ser constituído arguido na chamada Operação Labirinto, Zhu Xiaodong, o director do Instituto de Registos e Notariado chegou a gabar-se de abrir “as portas todas” em Portugal: "Empresas privadas, administração pública, tudo."

"Eu depois também quero apresentar-lhe o dr. Miguel Macedo para ele o ficar a conhecer também. Pronto, que é para ele ver que nós temos aqui um grupo de pessoas...", pode ouvir-se nas escutas citadas pelo i. A uma oferta de três volumes de tabaco e duas garrafas de vinho de Zhu Xiaodong, Miguel Macedo terá retribuído mais tarde com dois bilhetes para a final da Liga dos Campeões, entregues através de Jaime Gomes. O cidadão chinês era sócio da imobiliária Golden Vista Europe, que angariaria imigrantes chineses interessados em investir mais de 500 mil euros em imobiliário a troco de vistos dourados. Dos corpos gerentes da empresa fazia parte uma filha de António Figueiredo, sobre o qual impendem suspeitas quer de inflacionar os preços de transacção nos negócios imobiliários exigidos para a obtenção dos vistos, quer de pressionar o Serviço de Estrangeiros e Fronteira para acelerar os processos de concessão de autorização permanente de residência.

São vários os altos dirigentes do Estado alegadamente envolvidos no caso dos vistos dourados, incluindo o director do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Jarmela Palos. Além de prevaricação, estão indiciados pelos crimes de crimes de corrupção activa e passiva, recebimento indevido de vantagem, peculato, abuso de poder e tráfico de influências.

Interpelado pelos jornalistas já esta quinta-feira na Assembleia da República, Miguel Macedo revelou que pediu à procuradora-geral da República para ser ouvido neste caso, por forma a prestar os esclarecimentos considerados necessários. Tomou essa iniciativa já em Novembro, quando o seu nome apareceu associado aos caso dos vistos dourados na comunicação social.

"Aguardo serenamente que essa audição possa ocorrer por forma a que esclareça aquilo que entendam que deve ser esclarecido", afirmou, escusando-se a fazer mais comentários. A Procuradoria-Geral da República confirma o pedido, que diz ter "remetido imediatamente" ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal. "O Ministério Público não deixará, no momento próprio, de se pronunciar sobre todos os requerimentos juntos aos autos, assim como não deixa de investigar todos os factos susceptíveis de integrarem eventuais ilícitos criminais", refere ainda a PGR, recordando que a investigação se encontra em segredo de justiça e sem revelar se Miguel Macedo irá mesmo ser ouvido, e quando.

O FCP perdeu...


CRÓNICA DE JOGO
Marítimo voltou a superar o FC Porto e o prémio é a final da Taça da Liga


MANUEL ASSUNÇÃO

02/04/2015 - 21:39

(actualizado às 22:56)


O clube verde-rubro fez história e vai estrear-se no jogo decisivo da prova. Para o portuense, adensou-se ?o problema recente na Madeira: soma quatro derrotas e um empate nos últimos cinco jogos.





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MULTIMÉDIA



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Marítimo: Ivo Vieira apanhou "banho" em direto na TVI

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Evandro: "Trocava o golo pela classificação"

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Xavier: "Mordemos e saímos para o contra-ataque"


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Futebol nacional
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Lopetegui: "O penálti, que não me parece que exista, é decisivo"


O Marítimo voltou a ser melhor do que o FC Porto (2-1) no Estádio dos Barreiros e com isso garantiu um apuramento inédito para a final da Taça da Liga, na qual irá defrontar o Benfica, no próximo dia 25, em Coimbra.

A equipa treinada por Ivo Vieira esteve em desvantagem nesta meia-final, mas não baixou os braços nem perdeu a cabeça e conseguiu a reviravolta ainda antes do intervalo. Na segunda parte, perante um FC Porto sem soluções — e que desperdiçou uma vantagem pela segunda vez seguida na Madeira —, os verde-rubros refrearam a atitude ofensiva e controlaram sem problema os danos que os “dragões” tentaram, mas não conseguiram, criar.

Depois de ter vencido o Campeonato de Portugal em 1925-26, o Marítimo esteve em mais duas outras finais de grande relevância, ambas perdidas, na Taça de Portugal (1994-95 e 2000-01).

Precipitados e várias vezes superados nos duelos individuais, os portistas voltaram a fazer um jogo abaixo das suas capacidades, com um rendimento colectivo fraco. O resultado foi a manutenção de um ciclo muito negativo na Madeira: nas cinco últimas deslocações à ilha, somaram quatro derrotas e um empate.

O Marítimo mostrou a sua vontade desde o início, ao instalar-se no meio-campo do adversário nos primeiros minutos. O trio do meio-campo central (Danilo Pereira, Bruno Gallo e Alex Soares) foi uma força no jogo todo e os alas Xavier e Edgar Costa atacaram e defenderam. O FC Porto equilibrou através da visão de jogo de Óliver e da velocidade e técnica de Hernâni na esquerda.

A primeira grande oportunidade pertenceu aos locais, com Marega a obrigar Helton a uma defesa atenta (12’). Hernâni, de primeira, respondeu aos 15’.

O FC Porto inaugurou o marcador num pontapé fulminante de Evandro após um canto (32’). Mas não conseguiu segurar a vantagem mais do que cinco minutos. Bruno Gallo, o autor do golo da vitória do Marítimo sobre o FC Porto no campeonato, empatou de penálti depois de Ricardo chocar com Xavier. Em cima do intervalo, Marega fez o 2-1 que se manteve até ao fim, ao cabecear sozinho na área, após um desvio de Raúl Silva na sequ-ência de um canto.

Lopetegui acabou o jogo com três defesas e dois pontas-de-lança, lançou Tello e Brahimi, mas, sem ligação entre os sectores, a desinspiração tomou conta do jogo do FC Porto, que teve apenas uma ocasião séria para evitar a derrota (Aboubakar, aos 83’). A festa foi do Marítimo.

Capa de "Público"



Sexta-feira, 3 de Abril de 2015

Manoel de Oliveira (1908-2015), o tempo faltou-lhe, definitivamente

Jihadistas portugueses com mandados de captura


Acordo histórico nas negociações sobre o nuclear iraniano

Leia mais em www.publico.pt

De Portugal..


Jihadistas portugueses com mandados de captura


NUNO RIBEIRO

03/04/2015 - 07:16


O objectivo é estreitar a malha aos que aderiram ao Estado Islâmico (EI) e podem ter a tentação de regressar ao seu ponto de partida europeu ou a Portugal. Mesmo em caso de morte oficialmente confirmada os documentos de identificação estão numa lista para evitar a sua utilização por outros.
O Ministério Público emitiu mandados de captura para os jihadistas de nacionalidade portuguesa integrados nos denominados combatentes estrangeiros que lutam, em território sírio, nas fileiras do autoproclamado Estado Islâmico (EI), soube o PÚBLICO. Esta iniciativa surgiu no decorrer dos inquéritos do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) no âmbito das diligências judiciais da PGR (Procuradoria-Geral da República) confirmadas publicamente em finais de Janeiro passado pelo organismo dirigido por Joana Marques Vidal.
Estes mandados de captura são justificados pela existência de indícios da prática dos crimes de terrorismo e de apologia de acção terrorista, tendo como fundamento os relatos e fotos de alguns dos jihadistas publicados nas redes sociais, os testemunhos de quem com eles privou na Síria e elementos recolhidos pela investigação. Contactada pelo PÚBLICO, a PGR escusou-se a prestar qualquer esclarecimento por os processos estarem em segredo de justiça. Pelo que não foi possível saber o número de mandados já emitidos.
A estas diligências devem juntar-se outras iniciativas idênticas das autoridades judiciais dos países de onde os cidadãos portugueses ou luso-descendentes partiram para a Síria, nomeadamente a Grã-Bretanha, a França, o Luxemburgo e a Holanda. Estas medidas devem-se ao resultado das investigações dos serviços de informações e de segurança daqueles países que acompanharam e investigaram o processo de radicalização dos jovens que os levou às milícias do EI.
Deste modo, os indivíduos de nacionalidade portuguesa, cuja adesão ao EI foi por eles enaltecida e divulgada nas redes sociais, podem ter pendentes dois mandados de captura: do seu país de naturalidade e do país onde se converteram ao islamismo e radicalizaram. Em situação de busca e capturam ficam sinalizados como terroristas no sistema Schengen, junto da Interpol e o seu nome passa a constar nos registos do sistema informático das polícias de fronteira. O que prefigura severas limitações aos seus movimentos no espaço Schengen.
Este conjunto de iniciativas de vários países segue o estipulado na resolução 2178, aprovada por unanimidade pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, em 24 de Setembro do ano passado. Entre outros pontos, aquela resolução, proposta pelo Presidente norte-americano Barak Obama, instou os Estados-membros que transpusessem para as suas legislações medidas de criminalização da tentativa de indivíduos em viajar ou de organizar viagens afim de se juntarem a uma organização terrorista. Esta, e outras medidas, constam, aliás, do pacote antiterrorismo, apresentado pelo Governo português e aprovado, na generalidade, pela Assembleia da República, no início de Março. Esta legislação encontra-se, actualmente, em trâmite parlamentar, em apreciação na especialidade.
O alvo especial da comunidade internacional são os denominados regressados, indivíduos que estiveram nos combates na Síria e que voltaram à Europa. Até Outubro do ano passado, os serviços de informação de França, Bélgica, Holanda e Alemanha tinham contabilizado o regresso de 337 combatentes.
São díspares os motivos que os levaram a abandonar os cenários de guerra. As “secretas” daqueles quatro países europeus estabeleceram três causas. A desilusão é a mais benigna, já que equivale a um possível abandono do EI. As outras são as que mais preocupam, porque podem indiciar a manutenção da actividade na organização terrorista. Assim, foi detectado que o “recuo” para os países de origem esteve ditado pela busca de financiamento, ou seja e na prática, por uma mudança de papel e actividade no organigrama terrorista. Noutros casos, o regresso levou-os a dedicarem-se a tarefas de proselitismo que, por exemplo, estiveram na origem, em 24 e 31 de Julho último, de manifestações de apoio ao EI na cidade holandesa de Haia e na Alemanha.
Em Portugal, segundo as forças de segurança, não foi até agora detectada qualquer passagem dos entre 12 a 15 jihaditas – números que de acordo com as autoridades estão estabilizados - pois o ponto de partida para a Síria não foi território português mas o país estrangeiro onde residiam, se radicalizaram e tinham apoio de redes. Ainda assim, como o PÚBLICO revelou em 6 de Novembro último, nas localidades de Mira Sintra, Mem Martins e Algueirão, todas na zona de Sintra, houve uma estrutura de “recuo” para jovens britânicos que se dirigiam para a Síria.
Beneficiando do facto de alguns dos portugueses radicalizados em Londres serem oriundos de Sintra – Sandro Monteiro “Funa”, os irmãos Edgar e Celso da Costa e Fábio Poças – os seus contactos foram aproveitados para escala de jovens que se dirigiam à Turquia para, depois, entrarem na Síria. Uma rota utilizada por mais de uma dezena de jovens que vinham de Londres e no aeroporto da Portela aproveitavam o voo diário e matinal directo entre Lisboa e Istambul, de terça e sexta-feira, e as duas ligações, por dia, aos sábados e domingos.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Boa noite, amigos!


De Portugal: morreu, aos 106 anos, o grande cineasta português Manoel de Oliveira( 1908-2015)



NOTA:

Por motivos particulares, hoje não estive em casa.
Soube do falecimento de Manoel de Oliveira , pelas notícias, no carro. Não é que tenha sido uma notícia inesperada. Todos temos a consciência de que " a hora fatal"está prevista, a qualquer momento do nosso choro, do nosso sorriso, do nosso olhar as águas que fluem...
Parecia que uma força superior mantinha perto de nós, SEMPRE POR MAIS UM TEMPO esta figura ímpar da nossa história recente e da nossa Cultura. E lá íamos contando ouvir falar de mais um filme, de mais um trabalho, de mais vida do nosso grande cineasta. Parecia natural! Era como se ele tivesse vencido as forças que o rodeavam, como dizia que sentia.
Ficará a obra do Homem, para manter grande o grande Homem!

Maria Elisa Ribeiro - 2 de Abril de 2015










Cineasta Morreu Manoel de Oliveira
O cineasta morreu esta quinta-feira aos 106 anos.
CULTURA Morreu Manoel de Oliveira DR
13:13 - 02 de Abril de 2015 | Por Notícias Ao Minuto com Lusa
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O cineasta português Manoel de Oliveira morreu hoje aos 106 anos, feitos a 11 de dezembro do ano passado.

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Segundo o jornal Público, Manoel de Oliveira faleceu em casa no Porto, a sua cidade natal, onde nasceu em 1908 no seio de uma família da burguesia industrial. Era casado, desde 1940, com Maria Isabel Brandão Carvalhais, de quem teve quatro filhos.

O mais antigo cineasta do mundo tinha mais de 50 filmes realizados e era o único realizador em atividade que assistiu à passagem do cinema mudo ao sonoro e do preto e branco à cor.

A sua longa carreira começou ainda no cinema mudo com 'Douro, Faina Fluvial' (1931), e despediu-se com a curta-metragem 'O velho do Restelo', "uma reflexão sobre a Humanidade", estreada por ocasião do seu 106º aniversário.

Manoel de Oliveira acreditava que a longevidade "era um capricho e o cinema uma paixão"

Fosse da genética ou dessa paixão pelo cinema, certo é que Manoel de Oliveira viveu mais de um século e essa vivência ficará não só ligada à história do país como à do próprio cinema. Era o mais velho realizador do mundo e um dos mais ativos, "porque tudo na vida se move até ao último momento".

Em 2013, em entrevista à revista francesa Cahiers du Cinema, Manoel de Oliveira deixava um lamento: "Eu penso que no país há uma grande indiferença pelo que já realizei. Tanto faz que o meu cinema exista ou não exista".

Rodou o último filme, 'O velho do Restelo', já no jardim próximo de casa, no Porto, com quatro atores de eleição: Luís Miguel Cintra, Ricardo Trepa, Diogo Dória e Mário Barroso.

À mesma revista, Manoel de Oliveira revelou que tinha concluído o argumento para um outro filme centrado nas mulheres que fazem as vindimas e a adaptação de "A missa do Diabo", do autor brasileiro Machado de Assis.

Nas últimas décadas teve sucessivos projetos cinematográficos, uns mais amados que outros, uns mais premiados que outros, mas sempre fiéis a uma estética cinematográfica individual.

O primeiro contacto com o cinema foi como ator, quando aos 19 anos fez figuração no filme "Fátima Milagrosa", de Rino Lupo, e com algumas experiências com cinema de animação.

A paixão pelo cinema rivalizava com o gosto pelo atletismo (foi campeão de salto à vara) e pelo automobilismo, modalidade em que conquistou alguns prémios.

'Douro, Faina Fluvial', uma curta-metragem documental sobre a vida nas margens do rio Douro, foi o primeiro filme que Manoel de Oliveira rodou, então com 23 anos, com uma câmara oferecida pelo pai. A estreia aconteceu a 19 de setembro de 1931, no mesmo dia em que morreu Aurélio da Paz dos Reis, considerado o pai do cinema português.

Hoje o filme é largamente elogiado, mas na altura foi mal recebido pelo público, tal como 'Aniki-Bobó', o seu primeiro filme de ficção, estreado em 1942. Com uma longa-metragem e uma mão cheia de pequenos filmes, Manoel de Oliveira quase abandonou o cinema, por falta de apoios financeiros.

O silêncio, durante o qual se dedicou à lavoura e à reflexão sobre o cinema, como o próprio disse em entrevistas, durou até 1956, quando estreou a curta-metragem 'O Pintor e a Cidade', o seu primeiro filme a cores.

A primeira grande conquista junto do público ocorreu na década de 1960 depois de 'O Acto da Primavera', em 1962, ano em que foi detido pela PIDE, precisamente numa sessão pública de apresentação do filme, no Porto.

Foi também com 'O Acto da Primavera' que Oliveira recebeu o Grande Prémio do Festival de Cinema de Siena, em Itália, em 1964. Um ano depois a Cinemateca Francesa rendeu-lhe uma homenagem com uma retrospetiva.

Nos anos 1970 realizou a "tetralogia dos amores frustrados", com 'O Passado e o Presente' (1971), 'Benilde ou a Virgem Mãe' (1975), 'Amor de Perdição' (1978) e 'Francisca' (1981).

Em 1985, com 77 anos, recebeu o "Leão de Ouro" do Festival de Veneza, em Itália, e em 1989 foi condecorado pelo então Presidente da República, Mário Soares, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique.

'Non, ou a Vã Glória de Mandar', uma visão sobre a identidade portuguesa a partir da revolução de 25 de Abril de 1974, abriu uma nova etapa na filmografia de Oliveira, que a partir de então realizou e estreiou, em média, um filme por ano.

Entre eles estão o autobiográfico 'Viagem ao Princípio do Mundo' (1997), com Marcelo Mastroianni, 'Palavra e Utopia' (2000), sobre o Padre António Manuel Vieira, 'Um Filme Falado' (2003), uma viagem pelo Mediterrâneo e pela civilização ocidental, e 'Cristóvão Colombo - O Inigma' (2007).

Quase toda a obra de Oliveira faz também uma aproximação ao teatro, que o próprio reconheceu e sublinhou.

Fora do enquadramento da câmara, Manoel de Oliveira também experimentou a encenação de teatro, admitindo que a prática teatral estava muito ligada ao seu cinema.

Em 2008 festejou cem anos de vida rodeado de técnicos e atores, enquanto filmava em Lisboa 'Singularidades de uma rapariga loura', e recebeu a Palma de Ouro de Carreira em Cannes, um prémio que se junta ao Leão de Ouro de carreira que Veneza lhe entregou em 2004.

O público português reconheceu-o como figura incontornável da cultura, mas o elogio nem sempre se traduziu em sucesso nas bilheteiras de cinema.

Houve quem lhe criticasse a ausência de direção de atores e a repetição de fórmulas, mas são mais os elogios, pelo toque de genialidade, pela interpretação da História de Portugal, pela visão muito particular e sensível do cinema e do mundo, pela representação do cinema português no estrangeiro.

Em dezembro, Manoel de Oliveira foi distinguido com a Legião de Honra francesa, por uma carreira que o embaixador francês em Portugal, Jean-François Blarel, descreveu como "fora do comum".






Poema:








Poema




GOTAS POÉTICAS…




.um céu abafado
cobre as searas
idas
no trigo recolhido.


---------------------------------------.chão rugoso
marchetado de flores
tardias.

.papoilas de oiro

vermelho
a transpirar
grãos perdidos.

--------------------------------------.um arco-íris destemido
roubou as cores
----------------------------------------de todas as flores
da planície.

.tons da paleta
de um pintor
entontecido
…belezas fugidias…

.poros da planície
sufocada
nos crepúsculos
da primavera esquecida-----------------------------------------------------------------------

.troncos sem árvores
a desejar chuva…
…que a planície
tem a morte suspensa
das nuvens cinzentas-----------------------------------------------------------------------------

.um canto de Florbela
inventa
vielas de amor
no sopro da dor
-------------------------------------------------da seara abandonada-------------------------------

Maria Elisa Ribeiro- /2013
.
.

DA CHINA...


China está a construir uma grande muralha de areia no mar


por Ana MeirelesHoje1 comentário




Oficial dos EUA diz que massa terrestre artificial em zona reclamada por vários países é superior a 4 quilómetros quadrados. Pequim garante que projetos estão no seu território.


Pequim está a criar ilhas artificiais em zonas do mar do Sul da China reclamadas por vários países, causando sérias preocupações sobre as suas intenções de conquistas territoriais. O alerta foi dado ontem pelo comandante da frota do Pacífico dos Estados Unidos.

"A China está a criar uma grande muralha de areia, com dragas e bulldozers, com o decorrer dos meses. Quando se olha para o padrão provocativo das ações da China em relação a Estados reclamantes mais pequenos (...), não é uma surpresa que o alcance e o ritmo da construção das ilhas artificiais levanta sérias questões sobre as intenções chinesas", afirmou o almirante Harry Harris Jr.

Segundo este responsável, "a China está a construir terra artificial através do bombeamento de areia para corais de recife vivos - alguns deles submersos - e pavimentando-a com cimento". O oficial da Marinha dos Estados Unidos acrescentou ainda que Pequim já criou "mais de quatro quilómetros quadrados de massa terrestre artificial".

Pequim reclama soberania sobre a quase totalidade do mar do Sul da China - reivindicando ilhas do Vietname, Taiwan, Malásia e Filipinas - por causa do território demarcado no "mapa de nove linhas", criado em 1947.

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