"As minhas palavras têm memórias ____________das palavras com que me penso, e é sempre tenso _________o momento do mistério inquietante de me escrever"
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
POETAS PORTUGUESES: FLORBELA ESPANCA

Poema de Florbela Espanca :
"Aos olhos dele
Não acredito em nada. As minhas crenças
Voaram como voa a pomba mansa;
Pelo azul do ar. E assim fugiram
As minhas doces crenças de criança.
Fiquei então sem fé; e a toda a gente
Eu digo sempre, embora magoada:
Não acredito em Deus e a Virgem Santa
É uma ilusão apenas e mais nada!
Mas avisto os teus olhos, meu amor,
Duma luz suavíssima de dor...
E grito então ao ver esses dois céus:
Eu creio, sim, eu creio na Virgem Santa
Que criou esse brilho que m'encanta!
Eu creio, sim, creio, eu creio em Deus!"
Florbela Espanca - Citações e Pensamentos-NET
EsPEREMOS QUE ISSO TENHA REPERCUSSÕES, NESTE MOMENTO EM QUE OS PORTUGUESES ESTÃO"COM A CORDA AO PESCOÇO"!
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terça-feira, 17 de setembro de 2013
POEMA(MEU), a recordar. "O AR RASTEJA"


O AR RASTEJA
…e eu voltei nele, como árvore a reviver,
ao explorar a luz do prazer de respirar.
Plantei-me no húmus da floresta-giesta-em-flor
efervescente de odores, do tempo abolido no Outono passado,
em nevoeiros iridiscentes…
O ar rastejava na floresta deitada ao sol,
que abria as portas da vida ao druidico ambiente
aquecendo os orvalhos que ,
lentamente, deslizavam pelas folhas em ténue corrente…
Encho-me de ar puro, que deixo rastejar em mim…
Sorvo calor, numa doce dolência, assente em delírios de sensações,
estímulos tão naturais como o doce caminhar dos ribeiros de lisos leitos,
desfeitos nos seixos… ao som da LUA-QUARTO-CRESCENTE…
(…e tu, já não estás presente no meu Presente…)
Uma espiral de insectos gira em torno de uma flor suculenta…
…sensual bailado de borboletas em-cio-vida
lembra o suspirar das árvores entrelaçadas, como par enamorado
em abraço de amor.
Aranhas entorpecidas acordam nas brisas e passeiam
nas teias vivas tecendo conspirações…
Altas e maduras, as relvas onde brincámos recordam
alegrias sem ambições …pura ternura dos nossos corações.
Não esqueci, amor, as gargalhadas sonoras, molhadas de vida,
nas horas do sorrir da natureza aos nossos raios de sol.
Aprendi, com o tempo a seguir os trilhos do odor de ti, pormenor –de-mim…
Oiço o rastejar do ar que suspira por te reviver.
…tenho-te ainda na poesia desnuda…
…emigro de letra em letra na palavra que soletra sílabas
que grito, chamando por ti…
Perante meu espelho interior, nua no meu pudor a descoberto,
vejo o reverso de mim.
.o presente tem-me aqui.
.o taciturno passado fala de ti e dói o Futuro que não vi.
De dentro das rochas prenhes de areia, ressalta o rumor de uma canção de amor
onde serei o que tu podes querer…na ânsia de viver.
Maria Elisa Ribeiro
R-C13N- (vds) -FEV/012-33
Marilisa Ribeiro
FAZ HOJE ANOS, QUE NASCEU O NOSSO GRANDE GUERRA JUNQUEIRO (1850-1923)
EvoluçãoArde o corpo do sol, brotam feixes de luz:
O que é a luz?
Sol que morreu.
Dardeja a luz, dardeja e pulveriza a fraga:
Vai nesse pó, que há-de ser terra,
A luz extinta.
Gerou a terra a seara verde:
Hastes e folhas da seara verde
Comeram terra.
A seara é grada, o trigo é loiro:
Deu trigo loiro,
Morrendo ela.
O trigo é pão, é carne e é sangue:
Sangue vermelho, carne vermelha,
Trigo defunto.
Em carne e em sangue, eis o desejo:
Vive o desejo,
De carne morta.
Arde o desejo, eis o pecado:
Que são pecados?
Desejos mortos.
Queima o pecado o pecador:
Nasceu a dor; findou na dor
Pecado e morte.
A alma branca, iluminada,
Transfigurada pela dor,
Essa não vai à sepultura
Porque é já Deus na criatura,
Porque é o Espírito, é o Amor.
Na vida vã da terra sepulcral
Só o amor é infinito e só ele é imortal.
Morreu a luz, pulverizando a fraga,
Morreu a poeira, alimentando a seara;
Morreu a seara, que gerou o trigo;
Morreu o trigo, que deu vida à carne;
Morreu a carne, que nutriu desejo;
Morreu desejo, que se fez pecado;
Morreu pecado, que floriu em dor;
Morreu a dor, para nascer o Amor!
E só o Amor na vida sepulcral
É infinito e é imortal!
Guerra Junqueiro, in 'Poesias Dispersas'
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
O pensamento de Blaise Pascal
O Pensamento de Blaise Pascal (1623-1662):
(via NET)
"A Nossa Dignidade Consiste no Pensamento
O homem é apenas um caniço, o mais fraco da natureza; mas é um caniço pensante. Não é preciso que o universo inteiro se arme para o aniquilar: um vapor, uma gota de água, bastam para o matar. Mas quando o universo o aniquilasse o homem seria ainda mais nobre do que o que o mata, porque sabe que morre, e a superioridade que o universo tem sobre ele; o universo não sabe nada disso.
Toda a nossa dignidade consiste portanto no pensamento. É daí que deveremos elevar-nos e não do espaço e do tempo, que não poderíamos preencher. Esforcemo-nos pois por pensar bem: eis o princípio da moral."
Blaise Pascal, in "Pensamentos"
(via NET)
"A Nossa Dignidade Consiste no Pensamento
O homem é apenas um caniço, o mais fraco da natureza; mas é um caniço pensante. Não é preciso que o universo inteiro se arme para o aniquilar: um vapor, uma gota de água, bastam para o matar. Mas quando o universo o aniquilasse o homem seria ainda mais nobre do que o que o mata, porque sabe que morre, e a superioridade que o universo tem sobre ele; o universo não sabe nada disso.
Toda a nossa dignidade consiste portanto no pensamento. É daí que deveremos elevar-nos e não do espaço e do tempo, que não poderíamos preencher. Esforcemo-nos pois por pensar bem: eis o princípio da moral."
Blaise Pascal, in "Pensamentos"
POEMA: VIAGENS...
VIAGENS…
Correr madrugadas raiadas de ansiedade, a saudar estrelas
___________________adormecidas_________________
____ao som da vacuidade da luz enfraquecida____
Saltar nas águas do mar, a repousar o olhar entontecido
____dos deuses e das ninfas que já não sabem navegar____
Saudar as montanhas vivas de cor, no temor ágil de não
___saberem renascer, ao som dos ventos-a-correr___
_________por entre copas floridas___________
(Abrir janelas no céu, para descobrir onde nasce a luz dos olhos teus…)
Sorrir às flores graciosas, conscientes de formosura,
________pejadas de tons rosa- florescente__________
___a descansar ,por momentos, em naves-corolas-quentes___
Viajar nas águas calmas e limpas do ribeiro da Verdade,
______que se esconde da universal claridade______
___ao deslizar, perenemente, para um mar de eternidade___
Ser –Eu,
na demanda do amor que, indiferente,
vai pousando, alegremente, de flor-em-flor,
nas asas das borboletas-a-desvendarem-aromas de fervor…
Ligar verbos, no Poema…
Construir casas-lexemas…
Pontuar e Ser-Mensagem,que desnuda o Interior…
Não esquecer Nunca –Nunca !que
“Ser-poeta-é-ser-maior”…
Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
(Marilisa Ribeiro)
REG:48CP/MSG/AGT/013
domingo, 15 de setembro de 2013
DO JORNALISTA HENRIQUE MONTEIRO, ATRAVÉS DO JORNAL" EXPRESSO"
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A imoralidade do corte das pensões (e outras imoralidades)
Henrique Monteiro 9:00 Domingo, 15 de setembro de 2013
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TEXTOAAIMPRIMIRENVIAR
Há um certo consenso sobre a imoralidade inerente ao corte de pensões. Por um lado, porque há uma quebra de confiança num contrato com o Estado; porque atinge pessoas que não têm idade nem capacidade de, contando com aqueles rendimentos, poderem ir buscar outros (arranjar emprego, emigrar, fazer biscates); porque, enfim, a maioria não tem organizações representativas que os defendam, que façam lóbi.
Ou seja, que a medida é imoral não me levanta dúvidas.
O problema é o que fazer para cortar a despesa do Estado. Henrique Medina Carreira que foi visto como uma Cassandra, mas que é hoje evidente que tinha razão, afirmava há anos que só havia duas maneiras de equilibrar as contas - cortar nos salários da administração pública e nas prestações sociais (porque isso corresponde a quase 80% da despesa). Claro que há muito por fazer noutros setores, nomeadamente em privilégios inacreditáveis que subsistem (e que por não terem ainda sido feitos, tornam o corte das pensões ainda mais imoral).
É vergonhoso que um país tenha chegado a esta situação, da qual, mesmo a crescer 1% como aconteceu no último trimestre, demorará oito anos a sair. Tem de haver culpados -e não só no BPN e não só na banca; e não só na regulação do Estado sobre a banca; e não só na construção civil e nas traficâncias entre os partidos os empreiteiros. Era preciso haver Justiça, porque toda a política se faz para que haja justiça. Para que - havendo mais ricos e mais pobres - isso decorra da Justiça do esforço, da capacidade, do conhecimento, da criatividade serem recompensados. Mas em Portugal nada disto é recompensado, porque os impostos chegaram a níveis extrativos em que o Estado saca aos trabalhadores esforçados e preparados, metade, dois terços ou mais daquilo que o patrão gasta com eles. E isto também é imoral porque obriga um indivíduo a entregar cada vez mais dinheiro ao Estado em troca de cada vez menos.
Curiosamente, o corte nas pensões - que escandaliza (e bem) tantas personalidades, elas próprias pensionistas - leva a que o líder da oposição venha dizer (sem saber se o pode fazer) que reporá a situação anterior quando for Governo. Mas não ouço ninguém prometer o resto.
Ou seja, prometer-me a mim e aos muitos que estão na minha situação:
1) Que repõem os impostos ao nível de, digamos, 2002;
2) Que repõem a perspetiva de reforma que eu tinha quando já trabalhava, por exemplo, há 30 anos (2008);
3) Que devolvem as deduções aos impostos que tínhamos direito quando ganhávamos, em termos líquidos e absolutos, mais do que hoje;
Porque isto não é menos imoral do que o prometido aos reformados. É que, ainda menos do que aqueles, os quadros médios, os trabalhadores por conta de outrem que têm salários razoáveis ou bons, acima da baixíssima média portuguesa, são provavelmente os mais entalados nesta crise e ninguém os defende. Nem as associações patronais, a que não pertencem, nem os sindicatos que os têm por feitos com o patronato. Aqueles que, como eu, dentro dos oito anos que isto leva a compor-se, já entraram na idade legal da reforma, nem esperança têm.
E aqui têm porque já nem sequer me indigno.
Eu sei que isto vai ser cada vez pior.
Não tenho dúvidas. O britânico Antony Beevor, um dos grandes historiadores do nosso mundo, dizia sexta-feira ao 'Diário de Notícias' esta ideia que eu (com a devida vénia, como se dizia) aqui deixo para reflexão: "Na Europa, nos últimos tempos, começámos a convencer-nos de que um certo nível de vida se tornou, de alguma forma, um direito humano básico (...) A presunção de que iremos continuar a usufruir de um certo estilo de vida simplesmente porque vivemos na Europa é uma ilusão perigosa. Não podemos pôr de parte a possibilidade de partes da Europa poderem vir a regredir para os níveis dos países em desenvolvimento".
Há ainda quem pense que se trata apenas de uma conspiração. Mas para quem conhece o mundo isto é muito claro.
Twitter:@HenriquMonteiro https://twitter.com/HenriquMonteiro Facebook:http://www.facebook.com/pages/Henrique-Monteiro/122751817808469?ref=hl
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/a-imoralidade-do-corte-das-pensoes-e-outras-imoralidades=f830456#ixzz2ezD5kWcz
Poema da poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)
Esta GenteEsta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco
Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis
Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre
Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome
E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada
Meu canto se renova
E recomeço a busca
De um país liberto
De uma vida limpa
E de um tempo justo
Sophia de Mello Breyner Andresen, in "Geografia"
O pensamento do nosso poeta EUGÉNIO de ANDRADE(1923-2005)
Fragmento do HomemQue tempo é o nosso? Há quem diga que é um tempo a que falta amor. Convenhamos que é, pelo menos, um tempo em que tudo o que era nobre foi degradado, convertido em mercadoria. A obsessão do lucro foi transformando o homem num objecto com preço marcado. Estrangeiro a si próprio, surdo ao apelo do sangue, asfixiando a alma por todos os meios ao seu alcance, o que vem à tona é o mais abominável dos simulacros. Toda a arte moderna nos dá conta dessa catástrofe: o desencontro do homem com o homem. A sua grandeza reside nessa denúncia; a sua dignidade, em não pactuar com a mentira; a sua coragem, em arrancar máscaras e máscaras.
E poderia ser de outro modo? Num tempo em que todo o pensamento dogmático é mais do que suspeito, em que todas as morais se esbarrondam por alheias à «sabedoria» do corpo, em que o privilégio de uns poucos é utilizado implacavelmente para transformar o indivíduo em «cadáver adiado que procria», como poderia a arte deixar de reflectir uma tal situação, se cada palavra, cada ritmo, cada cor, onde espírito e sangue ardem no mesmo fogo, estão arraigados no próprio cerne da vida?
Desamparado até à medula, afogado nas águas difíceis da sua contradição, morrendo à míngua de autenticidade - eis o homem! Eis a triste, mutilada face humana, mais nostálgica de qualquer doutrina teológica que preocupada com uma problemática moral, que não sabe como fundar e instituir, pois nenhuma fará autoridade se não tiver em conta a totalidade do ser; nenhuma, em que espírito e vida sejam concebidos como irreconciliáveis; nenhuma, enquanto reduzir o homem a um fragmento do homem. Nós aprendemos com Pascal que o erro vem da exclusão. "
Eugénio de Andrade, in 'Os Afluentes do Silêncio'
sábado, 14 de setembro de 2013
O Pensamento do nosso filósofo Agostinho da Silva
Pensamento de Agostinho da Silva
1. Existe um Deus que é o conjunto de tudo quanto apercebemos no Universo. Tudo o que existe contém Deus, Deus contém tudo o que existe. Pode-se, sem blasfémia, considerar, falar não de Deus mas apenas do Universo, com Espírito e Matéria, formando um todo indissolúvel. A doutrina de Deus, tal como a pôs Cristo, permite considerar todas as religiões como boas, embora em graus diferentes, todos os homens como religiosos. Não poderá, portanto, fazer-se em nome de Deus qualquer perseguição: todo o homem é livre para examinar e escolher; a maior ou menor capacidade de exame e o resultado da escolha serão, em qualquer caso, a expressão do que ele é e do máximo a que pode chegar segundo as suas capacidades.
2. A visão mais alta que podemos ter com Deus, nós que somos apenas uma parte do Universo, é uma visão de Inteligência e de Amor; os pecados fundamentais que o homem poderá cometer são as limitações da Inteligência ou do Amor: toda a doutrina estreita, sem tolerância e sem compreensão da variedade do mundo, toda a ignorância voluntária, todo o impedimento posto ao progresso intelectual da humanidade, toda a violência, todo o ódio, limitam o nosso espírito e o dos outros, impedem que sintamos a grandeza, a universalidade de Deus.
3. Deus não exige de nós nenhum culto; prestamos a nossa homenagem a Deus, entramos em contacto pleno com o Universo, quando desenvolvemos a nossa inteligência e o nosso Amor: um laboratório, uma biblioteca são templos de Deus; uma escola é um templo de Deus, e o mais belo de todos. Todos podemos ser sacerdotes, porque todos temos capacidades de Inteligência e de Amor; e praticamos o mais elevado dos cultos a Deus quando propagamos a cultura, o que significa o derrubamento de todas as barreiras que se opõem ao Espírito. Estão ainda longe de Deus, de uma visão ampla de Deus os que fazem consistir o seu culto em palavras e ritos; mas dos que subirem mais alto não pode haver outra atitude senão a de os ajudar a transpor o longo caminho que ainda têm adiante. Ninguém reprovará o seu irmão por ele ser o que é; mas com paciência e persistência, com inteligência e com amor, procurará levá-lo ao nível mais alto.
4. Para que possa compreender Deus, para que possa, melhorando-se, melhorar também os outros, o homem precisa de ser livre; as liberdades essenciais são três: liberdade de cultura, liberdade de organização, social, liberdade económica. Pela liberdade de cultura, o homem poderá desenvolver ao máximo o seu espírito critico e criador; ninguém lhe fechará nenhum domínio; ninguém impedirá que transmita aos outros o que tiver aprendido ou pensado. Pela liberdade de organização social, o homem intervém no arranjo da sua vida em sociedade, administrando e guiando, em sistemas cada vez mais perfeitos à medida que a sua cultura se for alargando; para um bom governante, cada cidadão não é uma cabeça de rebanho; é como que o aluno de uma escola de humanidade: tem de se educar para o melhor dos regimes, através dos regimes possíveis. Pela liberdade económica, o homem assegura o necessário para que o seu espírito se liberte das preocupações materiais e possa dedicar-se ao que existe de mais belo e de mais amplo; nenhum homem deve ser explorado por outro homem; ninguém deve, pela posse dos meios de exploração e de transporte, que permitem explorar, pôr em perigo a sua liberdade de Espírito dos outros. No Reino Divino, na organização humana mais perfeita, não haverá nenhuma restrição de cultura, nenhuma propriedade. A tudo isto se poderá chegar gradualmente e pelo esforço fraterno de todos.
(in “A Doutrina Cristã” editado em 1943)
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
POEMA: AZUL-VIDA

POEMA
POEMA: AZUL DA VIDA
AZUL DA VIDA
Dispersa-se, o azul da vida,
por colinas que falam aragens,
nevoeiros densos, intensos,
brumas a desvendar…
Meu AZUL…MINHA MÍSTICA-RIZOMÁTICA
que IRRADIA para espaços, gentes e lugares…
EU, CENTRO DO MUNDO, DO MEU MUNDO…
Vulcão profundo da POESIA lateral,
lanço minha lava natural pelas colinas da vida
por onde o FOGO vai passar!
Meu mistério, de azul vestido,
É minha COLECTÂNEA DE PALAVRAS.
Com elas me torno EU, a caminhar para o MUNDO,
CENTRO DE MIM…NO CENTRO DELE!
Navego –me numa eterna circum-navegação,
Na escolha de vocábulos que sirvam a transformação,
Em ELEMENTOS DE UNIÃO ENTRE O NADA E A MENSAGEM
DA CORAGEM DE VIVER-SOBREVIVER-ESTAR/SENDO.
ODISSEIA DOS SIGNOS LINGUÍSTICOS
Que contam histórias como a MINHA
E a de todos os UNIVERSAIS-USANTES-DO-PLANETA-LINGUÍSTICO.
Tocam TAMBORES-NO-RUMOR-DA-HUMANA-VONTADE-DE- ENTENDER…
CENTRO CÓSMICO…
…EU ACONTEÇO na MENSAGEM que crio----------------------------------
LUZ-ENTENDIMENTO CREPUSCULAR-----------------------------------------
Verdade a brilhar no TEMPO –A- RETOMAR –O- SEU CURSO-
NO RUÍDO DO RELÓGIO MÍSTICO-------------------------------------------------
PALAVRA- empreendimento - feito-de-astúcia------FADO/PERIGO
No meu descer AO INFERNO DA VERDADE!
Pelo caminho, mato males que vulcanizam MENSAGENS-AMOR.
ESCORREM LAVAS VELHAS…
RESSURGEM VOCÁBULOS COM VONTADE DE CAMINHAR!
VAI, POETA! LEVA AS PALAVRAS! SOLTA-AS!
C10J-12-JAN/011(MSG)
Maria Elisa R. Ribeiro
(Marilisa Ribeiro) —
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
ARTIGO DE SANTANA CASTILHO NO "PÚBLICO" de ONTEM, 10 de Setembro de 2013
Privatizem também a nuvem que passa
O ano-lectivo que agora se inicia está marcado, pobremente marcado: pelo afastamento da profissão de muitos e dedicados professores; pela redução, a régua e esquadro, sem critério, de funcionários indispensáveis; pela amputação autocrática da oferta educativa das escolas públicas, para benefício das privadas; pela generalização do chamado ensino vocacional, sem que se conheça qualquer avaliação da anterior experiência limitada a 13 escolas e agora estendida a 300, via verde de facilitismo (pode-se concluir o 3º ciclo num ano ou dois, em lugar dos três habituais) e modo expedito de limpar o sistema de repetentes problemáticos; pela imposição arbitrária de decisões conjunturais de quem não conhece a vida das escolas, de que as metas curriculares, a eliminação de disciplinas, o brutal aumento do número de alunos por turma e as alterações de programas são exemplos; pelo medo do poder sem controlo, que apaga ao dobrar de qualquer esquina contratos de décadas e compromissos de sempre; pela selva que tomou conta da convivência entre docentes; pelo utilitarismo e imediatismo que afastou a modelação do carácter e a formação cívica dos alunos; pela paranóia de tudo medir, registar e reportar, para cima, para baixo, para o lado, uma e outra vez, e cujo destino é o lixo, onde termina toda a burocracia sem sentido; pelo retrocesso inimaginável, a que só falta a recuperação do estrado e do crucifixo.
Providencialmente no tempo (imediatamente antes de se concretizar mais um despedimento colectivo de professores, que marca o ano-lectivo) vieram a público dados estatísticos oficiais. Primeiro disseram-nos que em 2011/2012 tivemos nos ensinos básico e secundário menos 13.000 alunos que no ano anterior. Depois, projectando o futuro, prepararam-nos para perdermos 40.000 até 2017. Providencialmente, no momento, omitiram que, de Janeiro de 2011 a Junho deste ano, desapareceram 47.000 horários docentes. Políticos sérios não insinuam que esta redução de docentes se deve à quebra da natalidade. Trapaceiros, sim.

Nada justifica a desumanidade com que se trataram os professores contratados. Nada justifica o ministerial sadismo de obrigar ao ritual do Fundo do Desemprego, por escassos dias, aqueles que acabarão por ser contratados. Nada justifica o anacronismo de impor um exame de selecção a quem já é professor há uma década e mais, ao mesmo tempo que se entrega a leccionação de disciplinas curriculares a quem nem sequer tem habilitação científica na área.
Na Educação acabaram as subtilezas e perdeu-se a vergonha. Se Fernando Negrão, juiz de carreira e deputado de circunstância, expressou vincado desacordo pelo ensino da Constituição nas escolas, se Passos Coelho clamou pela “União Nacional” e, raivoso com o quinto chumbo constitucional (que impediu o despedimento sem justa casa dos funcionários públicos e foi significativamente decidido por unanimidade) recorreu à boçalidade de linguagem para referir explicitamente os respectivos juízes e, implicitamente, o Presidente da República, por que razão seria Crato recatado e decente? Na mesma altura em que a falácia da “liberdade de escolha” foi o argumento para um passo determinante na privatização do ensino e para a ampliação sem peias das parcerias público-privadas na Educação, (outra coisa não são os contratos de associação já vigentes) o preclaro ministro cerceou a liberdade de escolha relativamente às escolas públicas, quando não autorizou o funcionamento de turmas constituídas em função das decisões dos alunos e das famílias. A engenharia social e económica que o Governo acaba de consumar com a aprovação do novo estatuto do ensino particular, a consumar-se com a regulamentação sucessiva que se espera, não se afastará daquela que protege as rendas escandalosas dos sectores energéticos, bancários, das rodovias e outros. Eis o Estado do futuro, o Estado escravo, cujo poder deixou de ser delimitado pela lei. Uma vez mais, a Constituição da República acaba de ser revista por decreto do Governo, que derrogou o carácter supletivo do ensino privado nela contido.
A agenda escondida com o objectivo de fora deste Governo é a substituição do Estado social possível, laboriosamente construído em 39 anos de democracia, por um Estado neoliberal, redutoramente classista. Para o conseguir, e a coberto do fantasma da falência, o Governo tem-se encarniçado em reduzir o Estado a funções mínimas de obediência aos titereiros do regime, privatizando o resto. Como fixou Saramago naquele belo naco de prosa que nos deixou desde Lanzarote, não escapará “a nuvem que passa” nem o sonho, “sobretudo se for diurno e de olhos abertos”. Pela mão de Passos e de Crato, abriu o assalto final à Educação. Não lhe declararam a privatização, como fizeram com a água. Mas, sorrateiramente, com melífluas justificações, querem consumá-la.
In "Público" de 11.9.13
POEMA: PROLONGO-ME...


POEMA(inédito):
PROLONGO-ME...
PROLONGO-ME
…a esta hora, que sempre foi minha
e em que o crepúsculo revela a força íntima das coisas.
Anoitece.
O ar parece oiro avermelhado e os últimos raios vivos das nuvens entram pelas janelas abertas para o mundo.
Estou só, com a força cristalina das gargalhadas que te ouvi. Estou só, com as horas boas e más de qualquer dia de névoas, que poisaram sobre as rosas do jardim.____________________
Neste momento solene descobri, que posso levar as palavras a deslizarem sobre meu corpo, como pérolas de gotas que se perdem nos Outonos.
Na relva orvalhada do anoitecer …………….o dia prepara-se para dormir.
Prolongo-me no silêncio rumoroso dos pássaros a antever a noite,
enquanto as árvores abanam os tardios sopros da vida
[de antes do descansar…
Corre a brisa roçando as inertes pedras, que se deixam afagar!
Os hálitos das palavras querem sufocar-me de amor.
E conversam comigo, que as despego da fibra sintáctica dos livros…
…daquela mancha de negra tinta
que quer saborear os olhos de um poema-chocolate
na euforia de sensuais paladares.
A abstracta verdade não se vê…mas tu sente-la,
sentado à beira da janela da saudade,
na ponta dos dedos por onde corre a maciez daquela noite-daquela-vez…
Sensualidade exuberante numa feminilidade dócil………….o amanhã pode cantar, ao acordar no novo sol de um novo poema ,que adejará a sedutora impaciência de um corpo………….em tessitura de ortografia-serena………….!
E prolongo-me…
…pela boca ondulada das águas do mar…
…pela luz de um farol-a-beijar corolas de bruma…
…pela confidência do silêncio das resinas-sinaleiras-a-navegar…
Prolongo-me por Mim-em-Ti, na hora de um ígneo desejar!
Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
(MERR)
REG:CP-2013-MQC/SET/013
LEMBRAR O "11 de SETEMBRO"
FOI EM 11 de SETEMBRO de 2001!
NADA PODE JUSTIFICAR A BARBÁRIE!
PAZ À ALMA DE QUEM LÁ MORREU!
AINDA SE NÃO SABE TODA A VERDADE E DUVIDO QUE SE VENHA A SABER!
Ataques de 11 de setembro de 2001
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ataques de 11 de Setembro de 2001
De cima para baixo: o World Trade Center queimando após o ataque; uma seção do Pentágono desaba; voo 175 se choca contra a Torre 2 do WTC; um bombeiro pedindo ajuda no Ground Zero; parte do voo 93 sendo recuperada; voo 77 se choca contra o Pentágono.
Local Nova Iorque, NY
Condado de Arlington, VA
Shanksville, PA
Estados Unidos
Data 11 de setembro de 2001 (12 anos)
8h46min — 10h28min (UTC-5)
Mortes 2.996 mortos (incluindo 19 terroristas)
Feridos >6.291
Responsável Al-Qaeda, planejado por Osama bin Laden
Número de participante(s) 19
Ataques ou atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 (às vezes, referido apenas como 11 de setembro) foram uma série de ataques suicidas contra os Estados Unidos coordenados pela organização fundamentalista islâmica al-Qaeda em 11 de setembro de 2001. Na manhã daquele dia, dezenove terroristas da al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros.1 2 Os sequestradores colidiram intencionalmente dois dos aviões contra as Torres Gêmeas do complexo empresarial do World Trade Center, na cidade de Nova Iorque, matando todos a bordo e muitas das pessoas que trabalhavam nos edifícios. Ambos os prédios desmoronaram duas horas após os impactos, destruindo edifícios vizinhos e causando vários outros danos. O terceiro avião de passageiros colidiu contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no Condado de Arlington, Virgínia, nos arredores de Washington, D.C. O quarto avião caiu em um campo aberto próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois de alguns de seus passageiros e tripulantes terem tentado retomar o controle da aeronave dos sequestradores, que a tinham reencaminhado na direção da capital norte-americana. Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos.
Quase três mil pessoas morreram durante os ataques, incluindo os 227 civis e os 19 sequestradores a bordo dos aviões. A esmagadora maioria das vítimas eram civis, incluindo cidadãos de mais de 70 países.3 Além disso, há pelo menos um óbito secundário - uma pessoa foi descartada da contagem por um médico legista, pois teria morrido por doença pulmonar devido à exposição à poeira do colapso do World Trade Center.4
Os Estados Unidos responderam aos ataques com o lançamento da Guerra ao Terror: o país invadiu o Afeganistão para derrubar o Taliban, que abrigou os terroristas da al-Qaeda. Os Estados Unidos também aprovaram o USA PATRIOT Act. Muitos outros países também reforçaram a sua legislação antiterrorismo e ampliaram os poderes de aplicação da lei. Algumas bolsas de valores estadunidenses ficaram fechadas no resto da semana seguinte ao ataque e registraram enormes prejuízos ao reabrir, especialmente nas indústrias aérea e de seguro. O desaparecimento de bilhões de dólares em escritórios destruídos causaram sérios danos à economia de Lower Manhattan, em Nova Iorque.
Os danos no Pentágono foram reparados em um ano, e o Memorial do Pentágono foi construído ao lado do prédio. O processo de reconstrução foi iniciado no local do World Trade Center. Em 2006, uma nova torre de escritórios foi concluída no local, o World Trade Center 7. A torre One World Trade Center está em construção no local e, com 541 metros de altura após sua conclusão, será um dos arranha-céus mais altos da América do Norte. Mais três edifícios estão previstos para serem construídos no local das antigas Torres Gêmeas, além de um memorial às vítimas dos ataques já concluído. O Memorial Nacional do Voo 93 começou a ser construído 8 de novembro de 2009 e a primeira fase de construção foi concluída no 10º aniversário dos atentados de 11 de setembro, em 2011.5
NADA PODE JUSTIFICAR A BARBÁRIE!
PAZ À ALMA DE QUEM LÁ MORREU!
AINDA SE NÃO SABE TODA A VERDADE E DUVIDO QUE SE VENHA A SABER!
Ataques de 11 de setembro de 2001
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ataques de 11 de Setembro de 2001
De cima para baixo: o World Trade Center queimando após o ataque; uma seção do Pentágono desaba; voo 175 se choca contra a Torre 2 do WTC; um bombeiro pedindo ajuda no Ground Zero; parte do voo 93 sendo recuperada; voo 77 se choca contra o Pentágono.
Local Nova Iorque, NY
Condado de Arlington, VA
Shanksville, PA
Estados Unidos
Data 11 de setembro de 2001 (12 anos)
8h46min — 10h28min (UTC-5)
Mortes 2.996 mortos (incluindo 19 terroristas)
Feridos >6.291
Responsável Al-Qaeda, planejado por Osama bin Laden
Número de participante(s) 19
Ataques ou atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 (às vezes, referido apenas como 11 de setembro) foram uma série de ataques suicidas contra os Estados Unidos coordenados pela organização fundamentalista islâmica al-Qaeda em 11 de setembro de 2001. Na manhã daquele dia, dezenove terroristas da al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros.1 2 Os sequestradores colidiram intencionalmente dois dos aviões contra as Torres Gêmeas do complexo empresarial do World Trade Center, na cidade de Nova Iorque, matando todos a bordo e muitas das pessoas que trabalhavam nos edifícios. Ambos os prédios desmoronaram duas horas após os impactos, destruindo edifícios vizinhos e causando vários outros danos. O terceiro avião de passageiros colidiu contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no Condado de Arlington, Virgínia, nos arredores de Washington, D.C. O quarto avião caiu em um campo aberto próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois de alguns de seus passageiros e tripulantes terem tentado retomar o controle da aeronave dos sequestradores, que a tinham reencaminhado na direção da capital norte-americana. Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos.
Quase três mil pessoas morreram durante os ataques, incluindo os 227 civis e os 19 sequestradores a bordo dos aviões. A esmagadora maioria das vítimas eram civis, incluindo cidadãos de mais de 70 países.3 Além disso, há pelo menos um óbito secundário - uma pessoa foi descartada da contagem por um médico legista, pois teria morrido por doença pulmonar devido à exposição à poeira do colapso do World Trade Center.4
Os Estados Unidos responderam aos ataques com o lançamento da Guerra ao Terror: o país invadiu o Afeganistão para derrubar o Taliban, que abrigou os terroristas da al-Qaeda. Os Estados Unidos também aprovaram o USA PATRIOT Act. Muitos outros países também reforçaram a sua legislação antiterrorismo e ampliaram os poderes de aplicação da lei. Algumas bolsas de valores estadunidenses ficaram fechadas no resto da semana seguinte ao ataque e registraram enormes prejuízos ao reabrir, especialmente nas indústrias aérea e de seguro. O desaparecimento de bilhões de dólares em escritórios destruídos causaram sérios danos à economia de Lower Manhattan, em Nova Iorque.
Os danos no Pentágono foram reparados em um ano, e o Memorial do Pentágono foi construído ao lado do prédio. O processo de reconstrução foi iniciado no local do World Trade Center. Em 2006, uma nova torre de escritórios foi concluída no local, o World Trade Center 7. A torre One World Trade Center está em construção no local e, com 541 metros de altura após sua conclusão, será um dos arranha-céus mais altos da América do Norte. Mais três edifícios estão previstos para serem construídos no local das antigas Torres Gêmeas, além de um memorial às vítimas dos ataques já concluído. O Memorial Nacional do Voo 93 começou a ser construído 8 de novembro de 2009 e a primeira fase de construção foi concluída no 10º aniversário dos atentados de 11 de setembro, em 2011.5
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