terça-feira, 10 de setembro de 2013

Poema DE RUY CINATTI



Quem não me deu Amor não me deu nada













Quem não me deu Amor não me deu nada.

Quem não me deu Amor não me deu nada.

Encontro-me parado...

Olho em meu redor e vejo inacabado

O meu mundo melhor.

Tanto tempo perdido...

Com que saudade o lembro e o bendigo:

Campo de flores

E silvas...

Fonte da vida fui. Medito. Ordeno.

Penso o futuro a haver.

E sigo deslumbrado o pensamento

Que se descobre.

Quem não me deu Amor não me deu nada.

Desterrado,

Desterrado prossigo.


E sonho-me sem Pátria e sem Amigos,

Adrede.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

PROFECIAS...(através de noticiasaominuto.com )

Profecias Nostradamus e Apocalipse dizem que próximo Papa será o último
A resignação de Bento XVI, agora Papa emérito, deixou todos perplexos e talvez por isso tenham surgido várias teorias sobre as razões da sua decisão, sobre o futuro da Igreja e mesmo sobre o futuro do Mundo. E existem pelo menos três profecias que revelam que o próximo a ocupar o trono de são Pedro será o último a fazê-lo, de acordo com o jornal i.


–
| Por Notícias Ao Minuto




Em vésperas do Conclave que elegerá o 112.º Papa da Igreja, três profecias que ditam que este será o último a sentar-se na cadeira de São Pedro ganham popularidade. São Malaquias, Nostradamus e o Livro do Apocalipse parecem deixar o aviso que o próximo sumo pontífice será o derradeiro.

A queda do meteorito na Rússia há duas semanas e o raio que rasgou o céu por cima da Basílica de São Pedro, no Vaticano, parecem dar força e mais credibilidade às teorias de que o próximo Papa será o último, pois há quem relacione esses dois acontecimentos e a resignação de Bento XVI com as três profecias.

São Malaquias, um profesta irlandês do séc. XII, terá tido uma visão de 112 Papas que comandaram a Igreja antes do Juízo Final. Como Bento XVI foi o 111.º sucessor de Pedro, qualquer que seja o nome que saia do próximo Conclave deverá ser o último líder dos católicos.

Outra das teorias recorre ao ‘profeta’ do costume, Nostradamus. O alquimista do séc. XVI não faz uma contagem dos Papas, mas adianta que o último homem a liderar a Igreja virá depois de um Papa que terá resignado. “O homem de Roma deixará o seu posto/ a fé humana se cobrirá com um véu/ a morte, então revelará o seu rosto/enviando rochas e fogo do céu/ o reino de czar sentirá o primeiro corte/ e no mundo todo imperará a morte”, lê-se na profecia, que muitos tendem a interpretar como a proximidade do fim da Igreja e do Mundo, vendo nas “rochas e fogo no céu” e no “reino de czar” a queda do meteorito.

De acordo com i, O Livro do Apocalipse também tem sido apontado como uma profecia sobre o último Papa. Na obra, são referidos oito reis antes do Juízo Final, o que, para os ‘adeptos’ desta teoria, significa que Bento XVI foi o sétimo, porque só contam os sucessores de Pedro depois do reconhecimento do Vaticano como Estado em 1929. E, assim sendo, o próximo Papa será o oitavo e último.

POEMA: "NÃO POSSO ADIAR O AMOR", de António Ramos Rosa (1924- )


NÃO POSSO ADIAR O AMOR




© johnnyjinx



Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas



Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio



Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação



Não posso adiar o coração


in «Quinze Poetas Portugueses do Século XX»
  

domingo, 8 de setembro de 2013

POEMA: POR VEZES...TUDO-POUCO...
























POEMA




POR VEZES…TUDO-POUCO…




São lanças de fogo, meus olhos,
quando circulam por entre feiticeiras papoilas rubras,
a sorver a brisa-
-a- ondular nos loiros trigais, de pés-cordas-de-violinos.

Por vezes,
odores a âmbar e marfim celeste dos fonemas-
esfera - astral,
murmuram suores nas naves da loira catedral,
que cicia tons ancestrais
da majestade
das crateras ornamentais
dos sentidos, ruídos-de-corpos…

Sonhadoramente,
momentâneas escoras das naus do desassossego
entoam melodias
do rumor das profundezas marinhas,
que orientaram bússolas madrugadoras de um solo de férteis sílabas,
num continuamente- Sempre…

Por vezes,
têm odor a ópio- oriente as mãos dos malmequeres bravos
das espirais de pétalas-mátria,
quando afagam Oríon sob as estrelas,
num mar de seda onde os cisnes descrevem círculos lentos,
atentos ao rumorejar do grão da tempestade
nas fortes coxas da seara-verdade.

Por vezes, deliro…
…por vezes, suspiro-o-tempo-que-respiro…
…por vezes, encontro-te-em-mim…
…assim…
…abraçado às pupilas do meu seio onde,
por vezes- TUDO…por vezes -POUCO!

Por vezes,
o destino está no meio, entre o verde e o azul,
na luz da vidraça, ao pé da hera,
a caminhar para um crepúsculo vermelho-dourado
de profundas artérias dos opúsculos do desejo…

Por vezes,
esqueço a métrica, a sintáctica e a rima…
Nem me lembro da ética…
Deixo que o poema viva da imagética rubra
que, pelo teu corpo,
em meu destino vibra.


Maria Elisa R. Ribeiro
REG:11CR-(ERT)-SET/013

Parte de um texto(NET) sobre o grande poeta ANTERO de QUENTAL













(...)







Era preciso, no entanto, além da troca de farpas com o grupo de Castilho, outras manifestações para solidificar o grupo de Coimbra e seus ideais. Com esse intenso Antero se junta às reuniões do “Cenáculo”, em Lisboa, transformando a tertúlia em espaço para a discussão séria da literatura e dos problemas de Portugal, realizando conferências que pretendem apontar soluções. Dessa forma, iniciam-se em 1871, as “Conferências do Castilho Lisbonense”. Por meio das palestras no Cassino, busca-se acordar Portugal para a consciência de sua época, operando a necessária transformação social, política e moral que a Nação exigia. Mas não havia sectarismo nessa atividade social e cultural de Antero, tal era a sua bondade e lucidez quanto à essência e a natureza do socialismo – que para ele consistia na organização do trabalho em estrita dependência com a envergadura moral dos trabalhadores. “Sua bondade andava inquieta enquanto sua cólera trabalhava”, dirá Eça de Queirós a respeito de Antero.

Mas sua ação política definitiva estava fadada ao malogro. Antero não conseguia unir a idéia fervilhante à atitude física capaz de concretizá-la plenamente. Era, no fundo, um espírito mais voltado às questões metafísicas, “queria o impossível, o exageradamente perfeito como idéia para ser concretizado como ação”. E o drama anteriano revolvia-se na bruma desse querer sem poder. O poeta, cessada a fúria da juventude e da paixão transformadora, debatia-se interiormente, construindo um texto onde metafísica e transcendentalismo estabeleciam morada.

O socialista desalojara o sentimentalismo em favor de uma poesia compromissada; o deísta profundo, à força das convicções de um apostolado social, dera as mãos ao materialista difuso. Essas forças contraditórias e a doença devassavam o seu íntimo.

Deus estava perdido como verdade emocional que se consuma pela fé. Restava, pelo intelecto, tentar alcançá-lo na curva do caminho, mas o poeta sabia que isso era impossível e que já não havia como retroceder, voltar às certezas. O suicídio surgiu talvez como alento, como forma de pôr fim ao impasse. Ficou a sua poesia, entranha, filosófica, dramática, única, a emoção cedendo lugar ao pensamento. Mas a razão não foi suficiente para apaziguar o santo Antero.


TORMENTO DO IDEAL







"Conheci a Beleza que não morre
E fiquei triste. Como quem da serra
Mais alta que haja, olhando aos pés a terra
E o mar, vê tudo, a maior nau ou torre,




Minguar, fundir-se, sob a luz que jorre;
Assim eu vi o mundo e o que ele encerra
Perder a cor, bem como a nuvem que erra
Ao pôr do sol e sobre o mar discorre.




Pedindo à forma, em vão, a idéia pura,
Tropeço, em sombras, na matéria dura,
E encontro a imperfeição de quanto existe.




Recebi o batismo dos poetas,
E assentado entre as formas incompletas,
Para sempre fiquei pálido e triste. "Antero de Quental

sábado, 7 de setembro de 2013

http://lusibero.blogspot.com
tem página no FACEBOOK:https://www.facebook.com/mariaelisa.ribeiro.75

POEMA MEU: "UM POEMA EM PROSA"






UM POEMA EM PROSA…


Sob a luz indiferente das estrelas,
uma folha de papel-excessivamente-em-branco fez-me sentir, então,
na precocidade da escrita,
que o milagre era, tão-somente, a verdade do velho limoeiro do quintal,
onde explodia o meu olhar cintilante,
num ponto de interrogação*

Na relva orvalhada pelas gotas da noite,
o cantar dos grilos e das cigarras adormecia, angustiado,
num labirinto de sombras onde era impossível acender um poema, de energias revigoradas*

Os ventos -das-eras foram passando e o velho quintal envelheceu comigo-dentro-dele*

Foi no olho das tempestades da vida, que deixei de ouvir as cigarras e comecei a rasurar a folha de papel,
excessivamente-em-branco*

Nela cabiam carumas, raízes escuras de velhas, ervas bravas e giestas coloridas, ao pé das árvores, de espanto aturdidas*

A resina dos longos pinheiros da velha montanha-grávida-de-cheiros agarrou-se à toalha de imaculado papel (estendida a preceito),
para poder entrar, decidida,
no poema que vou tirando do peito*

Perto do ribeiro, que passa aos pés da casa da infância, estão, ainda, as ânsias-de-Outrora, as da hora em que FUI…
em que a teu lado vivi as primeiras brisas do corpo acordado pelo brilho do olhar ,
que penso ter-se perdido no corpo-de-outro-poema *



Maria Elisa R. Ribeiro
(Marilisa Ribeiro) -AGT/013-MQC-REG-22CR

POEMA "A LÁGRIMA", DE GUERRA JUNQUEIRO

Guerra Junqueiro A Lágrima
Manhã de Junho ardente. Uma encosta escavada,
Sêca, deserta e nua, à beira d'uma estrada.

Terra ingrata, onde a urze a custo desabrocha,
Bebendo o sol, comendo o pó, mordendo a rocha.

Sôbre uma folha hostil duma figueira brava,
Mendiga que se nutre a pedregulho e lava,

A aurora desprendeu, compassiva e divina,
Uma lágrima etérea, enorme e cristalina.

Lágrima tão ideal, tão límpida, que ao vê-la,
De perto era um diamante e de longe uma estrêla.

Passa um rei com o seu cortejo de espavento,
Elmos, lanças, clarins, trinta pendões ao vento.

- "No meu diadema, disse o rei, quedando a olhar,
Há safiras sem conta e brilhantes sem par,

"Há rubins orientais, sangrentos e doirados,
Como beijos d'amor, a arder, cristalizados.

"Há pérolas que são gotas de mágua imensa,
Que a lua chora e verte, e o mar gela e condensa.

"Pois, brilhantes, rubins e pérolas de Ofir,
Tudo isso eu dou, e vem, ó lágrima, fulgir

"Nesta c'roa orgulhosa, olímpica, suprema,
Vendo o Globo a teus pés do alto do teu diadema!"

E a lágrima deleste, ingénua e luminosa,
Ouviu, sorriu, tremeu, e quedou silenciosa.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O PENSAMENTO DE NIETZCHE









Através de lrsr1.blogspot.pt:







SÍNTESE DO PENSAMENTO DE NIETZSCHE




SÍNTESE DO PENSAMENTO DE NIETZSCHE
"O mundo é a vontade de poder, e nada mais. É o segredo de toda a força psíquica, orgânica ou mecânica, e a sua essência é a expansão e a dominação. No entanto, a vontade de poder não vai até ao fim de si mesma em todos os seres, é susceptível de graus e de qualidades diferentes. E como todos os juízos de valor que o homem faz expressam a sua vontade de poder, o valor das suas apreciações depende da qualidade desta vontade. Daí a possibilidade de estabelecer uma hierarquia axiológica que representa o retorno das velhas tabelas de valores. "O que é que é bom? Tudo aquilo que eleva no homem o sentimento do poder, a vontade de poder. O que é que é mau? Tudo o que provém da fraqueza." Ora, é a fraqueza que é a fonte de todos os valores comummente recebidos e, em primeiro lugar, dos valores morais e religiosos: o amor pelos inimigos, a humildade, a piedade são características de almas "moles" e servis. Isto não quer dizer que os seres medíocres não tenham vontade de poder: têm -na, só que se encontra disfarçada no seu contrário, degradada, e envereda pelas vias sinuosas do ressentimento. Oprimidos e humilhados pelos fortes, os fracos vingam-se desacreditando a força e exaltando a debilidade e a pequenez.
Os valores ligados à crença no verdadeiro têm também origem na fraqueza: é o ressentimento contra o mundo real que leva o filósofo a identificar o ser verdadeiro com o suprassensível; por outro lado, Nietzsche vê no homem objectivo, impessoal, que se quer mero espelho dos factos, uma "espécie de escravo", um instrumento de precisão não uma vontade.
Como é que se pode restabelecer e "elevar" no homem a vontade de poder? Pela negação da existência de qualquer outro mundo e pelo sentido da terra. Pela renúncia ao culto da verdade, que paralisa a vontade criadora e prejudica a vida, que tem como suportes necessários a ilusão e o erro: aliás, um mundo identificador com a vontade de poder, isto é, com o devir não pode proporcionar um conhecimento verdadeiro; se tudo é fluido e fugidio, não há factos, há unicamente interpretações que variam conforme as perspectivas. Por último, o homem superior não deve pactuar com as "virtudes" dos fracos, deve libertar-se da má consciência, amar-se a si mesmo e ousar ser ele próprio; para criar e impor os seus valores, "é necessário ser-se duro e capaz de infligir grandes sofrimentos": não por egoísmo, mas por "amor do longínquo", do futuro, pelo qual se sente responsável. Deve também dominar-se a si mesmo e modelar-se, pois o "tipo homem" só pode ser elevado pela "arte perpétua de se vencer a si mesmo". O desabrochar da autêntica vontade de poder anuncia e prepara a aparição do super-humano anunciado por Zaratrusta: "Um dia virá até nós esse homem libertador... esse antiniilista, esse vencedor de Deus e do nada." A sua adesão total à vida e ao amor do destino darão origem a uma alegria que de modo algum impedirá a aquiescência à dor.
Mas "a alegria quer a eternidade". Num mundo onde o devir é a única realidade, esta eternidade só é concebível sob a forma do eterno retorno do mesmo: "Homem, reencontrarás cada uma das tuas dores e cada uma das tuas alegrias." Assumir este pensamento que imprime ao devi r o carácter do ser, querê- -lo constantemente, é a mais alta expressão de afirmação de vida e a forma superior de vontade de poder.»
Maurice Dupuy, A Filosofia Alemã, trad. Rosa Carreira, Edições 70, Lisboa, 1987, pp. 75-78
Publicada por LUIS RODRIGUES

terça-feira, 3 de setembro de 2013

OS INCÊNDIOS EM PORTUGAL

A Indústria dos Incêndios

I. Parte

Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas. Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos: 1 - Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica? Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências? Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair? Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis? Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo?

2 - A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios…

3 - Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei.

4 - À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: "enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder". Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre.

5 - Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade. Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão. O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime… II. Parte

Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta – e até as habitações – e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal? Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país. Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo – destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime. Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer:

1 - Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.

2 - Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).

3 - Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores.

4 - Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.

5 - Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.

6 - E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios.

Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo.
Assunto: Alteração da Constituição de Portugal para 2013

Peço a cada um dos meus amigos que partilhe,
Em três dias, a maioria dos portugueses lerá esta mensagem. Esta é uma ideia que realmente deve ser considerada e revista por todos os cidadãos.

Alteração da Constituição de Portugal para 2013 para poder atender o seguinte, que é da mais elementar justiça:

1. O deputado será pago apenas durante o seu mandato e não terá reforma proveniente exclusivamente do seu mandato.

2. O deputado vai contribuir para a Segurança Social de maneira igual aos restantes cidadãos.

Todos os deputados ( Passado, Presente e Futuro) passarão para o actual sistema de Segurança Social imediatamente. O deputado irá participar nos benefícios do regime da S. Social exactamente como todos os outros cidadãos. O fundo de pensões não pode ser usado para qualquer outra finalidade. Não haverá privilégios exclusivos.

3. O deputado deve pagar seu plano de reforma, como todos os portugueses e da mesma maneira.

4. O deputado deixará de votar o seu próprio aumento salarial.

5. O deputado vai deixar o seu seguro de saúde actual e vai participar no mesmo sistema de saúde como todos os outros cidadãos portugueses.

6. O deputado também deve estar sujeito às mesmas leis que o resto dos portugueses

7. Servir no Parlamento é uma honra, não uma carreira. Os deputados devem cumprir os seus mandatos (não mais de 2 mandatos), e então irem para casa e procurar outro emprego.

O tempo para esta alteração à Constituição é AGORA. Forcemos os nossos políticos a fazerem uma revisão constitucional.
Assim é como se pode CORRIGIR ESTE ABUSO INSUPORTÁVEL DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.

Se você concorda com o acima exposto, ENTÃO VÁ PARA A FRENTE.
Se não, PODE DESCARTÁ-LO.

Por favor, mantenha ISTO A CIRCULAR.

Alice Carvalheira R. Borges
Universidade de Lisboa - Serviços de Acção Social - Gabinete Jurídico


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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

POEMA MEU (REG!): UMA ETERNA MARAVILHA



















Poema: ETERNA MARAVILHA


UMA ETERNA MARAVILHA…


…é este possuir palavras no auge de uma paixão…
…e este afirmar verdades de outras -mentiras-de-mim…
…é sentir o seu lamento a tocar-me os dedos com que as recebo,
[extasiada, por fim...


…é este viver-nelas-por-elas, numa sofreguidão espasmódica
[quase

erótica, sensual,

[tão física e emocional ,

[que lembra o viver do sol

[no seu espaço branco-azul…


…é o poder-saber-escrever Paris e Milão,
Nova-Iorque e Amesterdão,
sob um céu obstruído de nuvens
quando,
do betão das cidades, despontam flores de sonoras claridades.

É este “sair de casa” e a ela retornar
para continuar a viver-sendo-Eu/Outro-Ser.

Uma flor ergue a cabeça para o ar.
Uma miríade de aves roça montanhas e rios.
Um enxame de nuvens explode num auge de alegria-
-liberdade sónica, sobre a icónica sede do mundo.

Eterna maravilha… é a Palavra- a -Acordar-num-corpo-feito-escrita,
presença inteira, completa, total ,
na escuridão metafísica de um Ideal
gravado a sangue e alma,
no coração de uma pedra-Alba!


Vai, Poeta, sempre que a relva te amanhece no Corpo-Prece
[ de um poema
que abre os olhos ao alvorecer, para -se -dar-a-viver!



Maria Elisa R. Ribeiro
(Marilisa Ribeiro)
REG: CR-(MSG)-16 JNH/013

O PENSAMENTO DE AGOSTINHO da SILVA, Filósofo português



Pensamento de Agostinho da Silva








1. Existe um Deus que é o conjunto de tudo quanto apercebemos no Universo. Tudo o que existe contém Deus, Deus contém tudo o que existe. Pode-se, sem blasfémia, considerar, falar não de Deus mas apenas do Universo, com Espírito e Matéria, formando um todo indissolúvel. A doutrina de Deus, tal como a pôs Cristo, permite considerar todas as religiões como boas, embora em graus diferentes, todos os homens como religiosos. Não poderá, portanto, fazer-se em nome de Deus qualquer perseguição: todo o homem é livre para examinar e escolher; a maior ou menor capacidade de exame e o resultado da escolha serão, em qualquer caso, a expressão do que ele é e do máximo a que pode chegar segundo as suas capacidades.

2. A visão mais alta que podemos ter com Deus, nós que somos apenas uma parte do Universo, é uma visão de Inteligência e de Amor; os pecados fundamentais que o homem poderá cometer são as limitações da Inteligência ou do Amor: toda a doutrina estreita, sem tolerância e sem compreensão da variedade do mundo, toda a ignorância voluntária, todo o impedimento posto ao progresso intelectual da humanidade, toda a violência, todo o ódio, limitam o nosso espírito e o dos outros, impedem que sintamos a grandeza, a universalidade de Deus.

3. Deus não exige de nós nenhum culto; prestamos a nossa homenagem a Deus, entramos em contacto pleno com o Universo, quando desenvolvemos a nossa inteligência e o nosso Amor: um laboratório, uma biblioteca são templos de Deus; uma escola é um templo de Deus, e o mais belo de todos. Todos podemos ser sacerdotes, porque todos temos capacidades de Inteligência e de Amor; e praticamos o mais elevado dos cultos a Deus quando propagamos a cultura, o que significa o derrubamento de todas as barreiras que se opõem ao Espírito. Estão ainda longe de Deus, de uma visão ampla de Deus os que fazem consistir o seu culto em palavras e ritos; mas dos que subirem mais alto não pode haver outra atitude senão a de os ajudar a transpor o longo caminho que ainda têm adiante. Ninguém reprovará o seu irmão por ele ser o que é; mas com paciência e persistência, com inteligência e com amor, procurará levá-lo ao nível mais alto.

4. Para que possa compreender Deus, para que possa, melhorando-se, melhorar também os outros, o homem precisa de ser livre; as liberdades essenciais são três: liberdade de cultura, liberdade de organização, social, liberdade económica. Pela liberdade de cultura, o homem poderá desenvolver ao máximo o seu espírito critico e criador; ninguém lhe fechará nenhum domínio; ninguém impedirá que transmita aos outros o que tiver aprendido ou pensado. Pela liberdade de organização social, o homem intervém no arranjo da sua vida em sociedade, administrando e guiando, em sistemas cada vez mais perfeitos à medida que a sua cultura se for alargando; para um bom governante, cada cidadão não é uma cabeça de rebanho; é como que o aluno de uma escola de humanidade: tem de se educar para o melhor dos regimes, através dos regimes possíveis. Pela liberdade económica, o homem assegura o necessário para que o seu espírito se liberte das preocupações materiais e possa dedicar-se ao que existe de mais belo e de mais amplo; nenhum homem deve ser explorado por outro homem; ninguém deve, pela posse dos meios de exploração e de transporte, que permitem explorar, pôr em perigo a sua liberdade de Espírito dos outros. No Reino Divino, na organização humana mais perfeita, não haverá nenhuma restrição de cultura, nenhuma propriedade. A tudo isto se poderá chegar gradualmente e pelo esforço fraterno de todos.

(in “A Doutrina Cristã” editado em 1943) - in www.novaera-alvorecer.net

POESIA PORTUGUESA: JOSÉ RÉGIO (1901-1969)

Poema "Imprevisto Corrigido", de JOSÉ RÉGIO(1901-1969)

in andrarreis.blogspot.pt


IMPREVISTO CORRIGIDO

"Se minto? Quantas vezes!
Mas em palavras.
Não nos meus olhos castanhos,
Nestas linhas atávicas da mão…
Se minto?... Minto, pois!
Mas nas orais palavras que vos digo,
Não nas que estão a sós comigo,
E em que enfim deixo de ser dois.
Não nas que entrego a músicas, miragens,
Alegorias, fábulas, mentiras,
Cadências, símbolos, imagens,
Ecos da minha e mil milhões de liras.
Se minto?... Minto!
É regra de viver.
Mas não quando, poeta, me desnudo,
E a mim me visto de inocência e a tudo.
Venha quem saiba ver!"
(José Régio)

domingo, 1 de setembro de 2013

POEMA de DAVID MOURÃO FERREIRA(1927-1996)







Noite ApressadaEra uma noite apressada 
depois de um dia tão lento. 
Era uma rosa encarnada 
aberta nesse momento. 
Era uma boca fechada 
sob a mordaça de um lenço. 
Era afinal quase nada, 
e tudo parecia imenso! 

Imensa, a casa perdida 
no meio do vendaval; 
imensa, a linha da vida 
no seu desenho mortal; 
imensa, na despedida, 
a certeza do final. 

Era uma haste inclinada 
sob o capricho do vento. 
Era a minh'alma, dobrada, 
dentro do teu pensamento. 
Era uma igreja assaltada, 
mas que cheirava a incenso. 
Era afinal quase nada, 
e tudo parecia imenso! 

Imensa, a luz proibida 
no centro da catedral; 
imensa, a voz diluída 
além do bem e do mal; 
imensa, por toda a vida, 
uma descrença total! 

David Mourão-Ferreira, in "À Guitarra e à Viola"

O pensamento de José Saramago

De José Saramago:


"A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre."

José Saramago-in NET

sábado, 31 de agosto de 2013

D. Manuel I, o "BEM AVENTURADO"-(HISTÓRIA de PORTUGAL)














(Foi no seu reinado que, nos finais do Século XV, Vasco da Gama chegou com a frota portuguesa, à ÍNDIA.

O rei foi notado, igualmente, pela perseguição movida contra os Judeus e Muçulmanos, no cumprimento de uma cláusula do seu casamento com a infanta de Espanha, filha dos reis católicos.




"Aventurado" ou "Venturoso" também porque ,depois da morte de D.João II, um conjunto de factos estranhos excepcionais afastou ,creio que sete dos familiares do mesmo rei, chegando a este D. Manuel, a sorte de ser considerado um sucessor digno do "Príncipe Perfeito", D. João II.)









Política externa e descobrimentos[editar]







Esfera armilar, divisa de D. Manuel I conferida por D. João II que, tendo escrito no meridiano"Spera Mundi" foi, mais tarde, interpretada como sinal de um desígnio divino para o reinado de D. Manuel, Igreja Matriz da Golegã


Aclamado em 27 de Outubro de 1495, D. Manuel I provou ser um sucessor à altura, apoiando os descobrimentos portugueses e o desenvolvimento dos monopólios comerciais. Durante seu reinado, Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia(1498), Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil (1500), D. Francisco de Almeida tornou-se no primeiro vice-rei da Índia (1505) e o almirante D. Afonso de Albuquerque assegurou o controlo das rotas comerciais do oceano Índico e golfo Pérsico e conquistou para Portugal lugares importantes como Malaca, Goa e Ormuz.


Também no seu reinado organizam-se viagens para ocidente, tendo-se chegado à Gronelândia e à Terra Nova. O seu reinado decorreu num «contexto expansionista, já preparado por seu antecessor - e marcado pela descoberta do caminho marítimo para a Índia em 1498 e pelas consequências políticas e económicas que advieram deste facto».1


A extensão de seu reinado «permite surpreender nele uma personagem determinada, teimosa, voluntariosa, autocrática, detentora de um programa político de potenciação do seu poder dotado de uma assombrosa coerência, posto em prática até ao seu mais ínfimo detalhe.


D. Manuel I opta por uma política de expansão indiana e põe em prática os seus princípios, criando a oportunidade para a realização da viagem de Vasco da Gama em 1497, contra, ao que parece, a oposição de parte do seu conselho. Escolhe, ainda, a via da inversão pró-aristocrática, ou seja, de restauração de privilégios e direitos antes postos em causa e isto certamente por opção política de Estado. O rei edifica, igualmente, um Estado que prenuncia em boa medida o absolutismo régio e o governoiluminado, por contraponto, aliás, ao problemático e agitado centralismo do seu antecessor D. João II.1


Tudo isto contribuiu para a constituição do Império Português, fazendo de Portugal um dos países mais ricos e poderosos da Europa. D. Manuel I utilizou a riqueza obtida pelo comércio para construir edifícios reais, no que se chamaria muito posteriormente estilo manuelino, dos que são exemplo o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém. Atraiu cientistas para a corte de Lisboa e estabeleceram-se tratados comerciais e relações diplomáticas com a China e a Pérsia, além de que, em Marrocos, realizaram-se conquistas como Safim, Azamor e Agadir.


A sua completa consagração europeia deu-se com a aparatosa embaixada em 1514, chefiada por Tristão da Cunha, enviando ao papa Leão X presentes magníficos como pedrarias, tecidos e jóias. Dos animais raros, destacaram-se um cavalo persa e um elefante, chamado Hanno, doravante mascote do papa, que executava várias habilidades. Mas uma das inúmeras novidades que encantaram os espíritos curiosos das cortes europeias da época terá sido sem dúvida o rinoceronte trazido das Índias, que assumiu, então, um papel preponderante na arte italiana.