"As minhas palavras têm memórias ____________das palavras com que me penso, e é sempre tenso _________o momento do mistério inquietante de me escrever"
quinta-feira, 25 de abril de 2013
"25 de ABRIL DE 2013!"
SAÚDO OS AMIGOS DISPERSOS PELO MUNDO, NESTE DIA EM QUE SE COMEMORA, EM PORTUGAL, O 39º ANIVERSÁRIO DA "REVOLUÇÃO DOS CRAVOS"!
QUEM VIVEU ESSE DIA,N ÃO ESQUECE NUNCA AS ESPERANÇAS COM QUE ESTE POVO SONHOU. DOS TRÊS FAMOSOS "Ds", FICOU SEMPRE E ATÉ HOJE POR CUMPRIR O DO DESENVOLVIMENTO.
DESENVOLVERAM-SE OS CORRUPTOS , QUE, AO LONGO DOS ANOS SE FORAM "ENCHENDO" COM CARGOS POLÍTICOS NAS GRANDES EMPRESAS; DESENVOLVERAM-SE OS CARGOS , NAS GRANDES EMPRESAS, PARA OS AMIGOS DE CARGOS POLÍTICOS.
O POVO VIU AGRAVAR-SE A MISÉRIA DO TEMPO DO "ESTADO NOVO" E, SEM QUASE DAR POR ISSO, NÃO VIU QUE OS HOMENS SEM HONRA, O IA PONDO NA "PRATELEIRA" DA MISÉRIA.
TODO O MUNDO SABE, HOJE, DA NOSSA MISÉRIA , DA NOSSA FALTA DE ESPERANÇA EM DIAS MELHORES, DO NOSSO DESESPERO AO VERMOS OS FILHOS A EMIGRAREM COMO NOS ANOS 50 E 60...TODO O MUNDO SABE QUE A EDUCAÇÃO ESTÁ A FICAR SEM DIREITOS...QUE A JUSTIÇA SÓ EXISTE PARA O POBRE QUE ROUBA A MAÇÃ PARA COMER, ENQUANTO OS PODRES DE RICOS TÊM OS BOLSOS CHEIOS , EM PARAÍSOS FISCAIS...TODA A GENTE SABE QUE O GOVERNO DE DIREITA NÃO QUER PROFESSORES OU REFORMADOS...
É PROVÁVEL QUE TODOS SAIBAM QUE OS POBRES VÃO, JÁ SEM VERGONHA, DURANTE O DIA, AOS CONTENTORES DO LIXO BUSCAR SOBRAS...
TEIMAMOS EM QUERER QUE SE CUMPRA ABRIL!
Maria Elisa-25 de ABRIL DE 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
O PENSAMENTO DE JOSÉ RÉGIO( pesquisa NET)
Literatura Eterna ou TemporalPenso eu que a literatura pode responder a interrogações, pode tentar responder-lhes, pode simplesmente pô-las e pode nem sequer pô-las. Há a contar com a variedade dos temperamentos literários. Coisa difícil, sei-o por experiência própria, embora deva estar na base de qualquer atitude crítica. Aceitemos, porém, que toda a grande literatura põe interrogações, e lhes procura resposta. Pergunto: Não poderá admitir-se que seja antes às interrogações eternas do homem eterno que a literatura procura responder? Não envelhecerá uma obra de arte precisamente na medida em que só responde às inquietações de uma época? E não perdurará na medida em que, através, ou não, de respostas provisórias a interrogações provisórias, sugere uma resposta eterna a interrogações eternas, exprime inquietações eternas embora de forma pessoal?
Diz Rodrigues Miguéis: «Uma literatura que não responde às interrogações da sua época - pelo menos - está condenada ao esquecimento.» Ora aquele importante pelo menos ao mesmo tempo salva e embrulha tudo nesta frase dúbia. Tal como está expresso, o pensamento de Rodrigues Miguéis é o seguinte: uma literatura, para viver, deve responder às interrogações que o homem se põe. Em primeiro lugar (parece) às eternas interrogações do homem de sempre; pois em não respondendo a estas, deverá responder, pelo menos, às da sua época.
José Régio, in 'Presença, Folha de Arte e Crítica, 1927-1940'
O MITO EM "MENSAGEM", de FERNANDO PESSOA
“Na Mensagem, o passado histórico transfigura-se em mito ao serviço do futuro.”
Os mitos foram, sem dúvida, o alicerce para a constituição do nosso presente. Na verdade surgiram como uma forma de suprimir o medo subconsciente do ser humano do desconhecido e explicar a origem e a forma das coisas, bem como as suas funções e finalidades. Actualmente, consideramos que a função dos mitos é transmitir valores, força de vontade e, principalmente, exemplos a seguir. O seu objectivo é, nada mais, nada menos, que difundir uma máxima.
Na Mensagem, obra maior de Pessoa, o mito é descrito como o nada que é tudo. Esta frase exprime a ideia que Fernando Pessoa tinha dos mitos. É nada, porque não existe materialmente, e é tudo, porque é Portugal e todo o seu heroísmo nacional. É através deste mito e da crença de muitos outros, que os heróis desta obra tomam as suas atitudes.
Um exemplo pertinente, relacionado com o tema que abordo, é o Sebastianismo, que diz respeito a um mito gerado à volta da figura do rei D. Sebastião, que perdeu a vida numa batalha em Alcácer- Quibir. Na Mensagem, considera-se que a morte do rei foi apenas carnal, pelo que, unicamente o seu regresso conquistaria a grandeza da pátria, bem como o império perdido. Claro está que se trata de um regresso simbólico, imaterial, facto que deu alento aos portugueses para transformarem o nosso país numa pátria espiritual. Tal como nos diz a lenda, D. Sebastião voltará por uma manhã de névoa, manhã, esta, que indica, evidentemente, o renascimento da pátria decadente.
Pretendo terminar esta minha dissertação, sublinhando a importância do mito para o futuro. “O mito torna suportável a insuportável realidade”, dando-nos força para ultrapassar dificuldades e inspirando-nos para nos superarmos a nós próprios. Foi baseando-nos no passado, ou seja, nos mitos, que conquistámos “mares nunca dantes navegados” e terras desconhecidas.
domingo, 21 de abril de 2013
Luís de Sttau Monteiro (1926-1993)
Autor da obra "Felizmente há Luar", este vulto das nossas Letras e do nosso pensamento estaria , hoje, século XXI, nas ruas, ao lado do POVO, espoliado e maltratado por políticos incompetentes, ao serviço do "capital" que nos rouba para engordar!( Maria Elisa)
Surgida no mesmo ano em que o Autor publicou o romance Angústia para o Jantar – mais tarde também adaptado ao teatro – , esta peça contribuiu para celebrizar Luís de Sttau Monteiro como dramaturgo, tendo sido bem recebida pela crítica do seu tempo.
Baseada na tentativa frustrada de revolta liberal em 1817, supostamente encabeçada por Gomes Freire de Andrade, Felizmente Há Luar! recria em dois actos a sequência de acontecimentos históricos que em Outubro desse ano levou à prisão e ao enforcamento de Gomes Freire pelo regime de Beresford, com o apoio da Igreja, sublinhando um apelo épico (e ético) politicamente empenhado e legível à luz do que era Portugal nos anos 60.
Chamando a atenção para a injustiça da repressão e das perseguições políticas, a peça – designada por "apoteose trágica" pelo Autor – esteve proibida até 1974 e foi pela primeira vez levada à cena apenas em 1978, no Teatro Nacional, numa encenação do próprio Sttau Monteiro.
Fonte: http://www.prof2000.pt/users/jsafonso...(less)
sábado, 20 de abril de 2013
PADRE VIEIRA
Pe António Vieira(1608-1697), o "Imperador da Língua Portuguesa", como lhe chamou Fernando Pessoa.
A Lusitânia
A terra mais ocidental de todas é a Lusitânia. E porque se chama Ocidente aquela parte do mundo? Porventura porque vivem ali menos, ou morrem mais os homens? Não; senão porque ali vão morrer, ali acabam, ali se sepultam e se escondem todas as luzes do firmamento. Sai no Oriente o Sol com o dia coroado de raios, como Rei e fonte da Luz: sai a Lua e as Estrelas com a noite, como tochas acesas e cintilantes contra a escuridade das trevas, sobem por sua ordem ao Zénite, dão volta ao globo do mundo resplandecendo sempre e alumiando terras e mares; mas em chegando aos Horizontes da Lusitânia, ali se afogam os raios, ali se sepultam os resplendores, ali desaparece e perece toda aquela pompa de luzes.
E se isto sucede aos lumes celestes e imortais; que nos lastimamos, Senhores, de ler os mesmos exemplos nas nossas Histórias? Que foi um Afonso de Albuquerque no Oriente? Que foi um Duarte Pacheco? Que foi um D. João de Castro? Que foi um Nuno da Cunha, e tantos outros Heróis famosos, senão uns Astros e Planetas lucidíssimos, que assim como alumiaram com estupendo resplendor aquele glorioso século, assim escurecerão todos os passados? Cada um era na gravidade do aspecto um Saturno, no valor militar um Marte, na prudência e diligência um Mercúrio, na altiveza e magnanimidade um Júpiter, na Fé, e na Religião, e no zelo de a propagar e estender entre aquelas vastíssimas Gentilidades, um Sol.
Mas depois de voarem nas asas da fama por todo o mundo estes Astros, ou indígetes da nossa Nação, onde foram parar, quando chegaram a ela? Um vereis privado com infâmia de governo, outro preso, e morto em um Hospital, outro retirado e mudo em um deserto, e o melhor livrado de todos, o que se mandou sepultar nas ondas do Oceano, encomendando aos ventos levassem à sua Pátria as últimas vozes, com que dela se despedia: Ingrata patria non possidebis ossa mea.
Vede agora se eu tinha razão para dizer, que é natureza ou má condição da nossa Lusitânia não poder consentir que luzam os que nascem nela. E vede também se podia Santo António deixar de deixar a Pátria, sendo filho de uma terra onde não se consente o luzir, e tendo-lhe mandado Cristo que luzisse: Sic luccat lux vestra.
Padre António Vieira, in "Sermões"-in NET
sexta-feira, 19 de abril de 2013
POEMA: MEPEMA(Homenagem à minha ama negra de S.Tomé, que tanto amei porque tanto me amou!)
MEPEMA
Negra, linda linda…olhos doces de mamão maduro
a cheirar a café
moído…
Seios túrgidos, ancas abundantes como floresta tropical,
davas-me teu braço amigo e um ombro que me abrigava de qualquer perigo.
Minha negra ama, branca na pureza do coração…
… força de árvore do
mato
possante, preso a raízes de séculos vivos telúricos.
Olhar ímpar…
Mãos afagantes…cheiro a mamão e bananas delirantes…
Refúgio de momentos-que-foram-Momento –Vida…
Mepema cantava sons de encantar menino- branco -a -dormir
sob o dolente som do tórrido sol das brisas equatoriais…
…e banhava-se nos areais de búzios inesquecíveis
que o mar abandonava
às imprevisíveis
toadas
de ondas de espumas
coloniais.
A floresta falava linguagens de árvores húmidas…
As cascatas desprendiam-se de furiosas ribas…
Mepema ensinava o segredo dos medos da vida,
escondidos entre velhas ramas de folhas velhas e
traiçoeiras.
Suas negras mãos cansadas colhiam os frutos da mensagem
telúrica
que lhe marcava o sabor da vida…
Jazem memórias no caminho onde ficaram destroços
que a palavra redime,
nesta inocência que registei em papiros
nos esgares das manhãs-percurso-dos-dias-infância.
No peito, tenho pregas do mar, que amaram borboletas serenas
como lembranças de Mepema…
Sei que sua alma cavalga pelo Mistério
que me abraça , ainda, na ternura de seu olhar-refrigério…
Nos retalhos de um místico mapa, há areias de gaivotas
pousadas no fogo da profecia,
que exalavam seus olhos de harmonia
quando afagava meus loiros cabelos,
ora esbranquiçados pela brisa dos tempos
no útero do Passado que é o Presente dessa alegria.
O mar canta areias doiradas nos lírios do peito de Mepema,
na sanzala que foi
jardim de Sonho da Aurora,
da “Roça”-d’Outrora…
Prossigo no caminhar pelas abas do tempo
a procurar palavras
que endireitem
o fio-de-prumo da mensagem daquela alma serena.
Maria Elisa R. Ribeiro
(Marilisa Ribeiro)
CQ16-Jan/013-mqc
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Poema KO-SAMUI--(Homenagem à Tailândia que conheci, antes do fatal "Tsunami"!
POEMA: KO-SAMUI
KO-SAMUI
Desperta a vida na alvorada-a-chegar!
…e senta-se a alma à mesa de um banquete sensorial
coroada pelos verdes das oníricas montanhas…
… verde a fugir de raios de sol inclemente-----verde fosco,
verde tropa----- verde esmeralda das ramas de árvores frondosas
e encantadas, a oferecer abrigo a aves alvoroçadas.
Sensorial paleta de mil tons aninha-se no encantamento de cores e sons
desaguando na baía de coral-concha-de-mar, onde um deus pintor
provou a realidade do sonho
ao apropriar-se do eterno abraço entre as águas verdes e azuis
entrelaçadas como par de namorados.
Doce piar de alegria sob o ridente astro-rei, é o das
aves alisando areias imaculadas, a pesquisar o ouro
das transparências marinhas, nelas depositadas.
Quase diria que, quando o sol apaga o dia,
é hora de subirem ao palco do mundo as luzes da noite
onde actuam, em alternância, raios de cor amarelada e vermelho-sangue-doirado
com nuvens cobertas de silêncio,
na majestosa selva ofegante
de água prateada de escamas,
soltas pelo bailar das sereias nas ondas do mar.
Cheira a Cosmos-paraíso! Cheira a Gaia…Terra-Mãe encantada!
Cheira a um Pensar limpo
nos odores das madrugadas da vida!
Cheira a encontros oníricos de qualquer-Ser-Consigo…
Cheira a Poesia…
Maria Elisa R. Ribeiro
(Marilisa Ribeiro)-MRÇ/o13-NAT-CQ16
KO-SAMUI
Desperta a vida na alvorada-a-chegar!
…e senta-se a alma à mesa de um banquete sensorial
coroada pelos verdes das oníricas montanhas…
… verde a fugir de raios de sol inclemente-----verde fosco,
verde tropa----- verde esmeralda das ramas de árvores frondosas
e encantadas, a oferecer abrigo a aves alvoroçadas.
Sensorial paleta de mil tons aninha-se no encantamento de cores e sons
desaguando na baía de coral-concha-de-mar, onde um deus pintor
provou a realidade do sonho
ao apropriar-se do eterno abraço entre as águas verdes e azuis
entrelaçadas como par de namorados.
Doce piar de alegria sob o ridente astro-rei, é o das
aves alisando areias imaculadas, a pesquisar o ouro
das transparências marinhas, nelas depositadas.
Quase diria que, quando o sol apaga o dia,
é hora de subirem ao palco do mundo as luzes da noite
onde actuam, em alternância, raios de cor amarelada e vermelho-sangue-doirado
com nuvens cobertas de silêncio,
na majestosa selva ofegante
de água prateada de escamas,
soltas pelo bailar das sereias nas ondas do mar.
Cheira a Cosmos-paraíso! Cheira a Gaia…Terra-Mãe encantada!
Cheira a um Pensar limpo
nos odores das madrugadas da vida!
Cheira a encontros oníricos de qualquer-Ser-Consigo…
Cheira a Poesia…
Maria Elisa R. Ribeiro
(Marilisa Ribeiro)-MRÇ/o13-NAT-CQ16
terça-feira, 16 de abril de 2013
Gore Vidal Sobre Ernest Hemingway
por Gore Vidal
"Eu o detesto, mas não resta dúvida de que fiquei encantado com ele, quando era jovem, como ficamos todos. Achava sua prosa perfeita... até que li Stephen Crane e percebi de onde é que ele a tinha tirado. Entretanto, Hemingway ainda é o mestre da autopublicidade, que me perdoe Capote. Hemingway conseguia convencer o mundo de que antes de Hemingway todos escreviam como ... quem? ... Gene Stratton Porter. Mas não houve apenas Mark Twain antes dele, houve também Stephen Crane, que fez tudo aquilo que Hemingway fez e muito melhor. Não há dúvida de que The red badge of courage é superior a Farewell to arms(Adeus às armas). Mas Hemingway conseguiu produzir um estilo hipnótico cujo ritmo perseguiu muitos escritores. Eu gostava de algumas coisas sobre viagens: Green hills of Africa. Mas ele nunca escreveu um bom romance. Suponho que, no fim, o que eu mais deteste nele seja a espontaneidade de sua crueldade... Uma das razões por que o dotado Hemingway nunca escreveu um bom romance é que nada lhe interessava exceto algumas experiências sensuais, como matar coisas e poder: coisas interessantes de se fazer mas nem um pouco interessantes de se escrever. Esse tipo de artista vê-se em apuros muito cedo porque tudo aquilo sobre o que consegue realmente escrever é ele mesmo, e depois da juventude o eu – desengajado do mundo – é de somenos interesse. Reconheço, Hemingway perseguiu guerras, mas nunca teve muita coisa a dizer a respeito da guerra, ao contrário de Tolstoi ou mesmo Malraux".
Fonte: Os escritores: as históricas entrevistas da Paris Review. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.-in NET
sábado, 13 de abril de 2013
POEMA : ENTREGA
ENTREGA
Enlaça-me...
Rodeia meu corpo
com teus braços fortes...
Prende-me ao teu hálito...
Deixa-me sentir o teu refúgio...
Percorre meu corpo
com teus dedos ...passa-os
pelas minhas costas
expostas ao teu desejo.
Vá...retoma o abraço insatisfeito...
Beija meu pescoço...
...assim...lentamente...
Deixa que sinta o quente calor
do vulcão em que me estreito...
...tua boca quente a arder de desejo...
Assim...
Desfaz meus cabelos
entre teus olhos...
Deixa-me olhar o céu...
ver as estrelas no dia escuro
do nosso quarto...
Deixa que perca os sentidos
antes de me perder em ti!
Sôfrego! ESPERA...
Chove em mim...
A janela do quarto
entreaberta,
permite sentir
os odores do salgueiro,
matreiro...
que exala odores genesíacos...
embriagantes...
Teu corpo morre
a viver em mim...
que morro a viver em ti...
Deixa-me fazer assim:
...engulo teus beijos
carentes de VIDA/MOMENTO
no leito quente...
escorregadio...
...incapaz de permanecer
sereno, no seu lugar!
"TUDO PÁRA QUANDO A GENTE FAZ AMOR!"
Vá...vive-me!
Deixa que te viva
no suor natural
que faz tremer
nosso olhar!
Puxa-me, agora,
quando desprendo de mim,
para me segurar em ti...
E...
a semente lançada à TERRA
remexe-se, numa guerra violenta
a viver o desabrochar!
A VIDA revolve o nosso viver...
Só assim me posso DAR...
Sonho noites ímpares de
revolução ....
erótico/sentimental!
MAU SINAL...
Ficou teu cheiro no AR-DO-MEU-SONHAR...
ASPIRO-O...A
ARFAR...
C10J-2--JAN/011
(mqc)
segunda-feira, 8 de abril de 2013
O "CHUMBO" DE ÁREAS DO ORÇAMENTO, PELO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL.
O “CHUMBO” do TRIBUNAL CONSTITUCIONAL …
Como era esperado, o Tribunal Constitucional (TC) “chumbou”
algumas das medidas de passos coelho, apresentadas no Orçamento de Estado, para
o ano em curso.
Já no passado ano o tinha feito, perante o mesmo tipo de
medidas gravosas da vida dos portugueses, tendo, no entanto, deixado passar
prazos para que a acção governativa pudesse continuar: não deixou, apesar de
tudo, de sublinhar que o povo estava a sofrer com tais medidas dando a entender
que o (des)governo deveria implementar políticas que não atingissem tão arduamente os mais
pobres e desprotegidos.
Coelho, com o seu carácter medíocre, míope e prepotente,
voltou a desafiar o TC com o mesmo tipo de Orçamento, em parte como causa das
constantes e sistemáticas falhas de previsões do seu ministro das finanças, que
continua a não acertar uma! Pôs-se, por conseguinte, a jeito de levar “mais uma
tareia” dos juízes que zelam pelo cumprimento das regras constitucionais,
mostrando não ser capaz de aprender as lições que lhe são ensinadas,
diariamente, pelos portugueses que o não suportam, que não podem ver a sua
cara, que o mandam ir-se embora e que mostram não querer desarmar perante os
seus tiques ditatoriais.
Custa-lhe digerir a Democracia! Vai daí, ontem, rodeado de
dezenas de fotógrafos, o “grande homem”, na sua pequenez de carácter, ditou
para a imprensa um furibundo comunicado contra o TC, que mostrou o seu carácter
de ditador que não aceita as regras e o seu ódio mais que evidente, contra os
pobres, trabalhadores, reformados e pensionistas, desempregados, gente em tal
difícil situação que não pode mais com estas “caras de pau”! O homem “espumou”
ódios e ameaças num contentamento serôdio de quem não aprende nada, porque
precisa de tratamento urgente!
Este seguidor das políticas restritivas de MERKEL para a
EUROPA esfrangalhada, nem sequer aprendeu a lição que a mesma deu ao mundo
europeu, há dias, ao afirmar que nunca lhe passaria pela cabeça contestar o
tribunal constitucional do seu país! Falta-lhe a grandeza intelectual para ver
que não é o TC que se deve subordinar ao seu governo, mas este que deve estar
atento aos avisos e conselhos do TC.! Que democracia pode existir se todos os “passos
coelhos” do mundo se esquecerem desta regra e quiserem “meter os TCs nas
gavetas”?
Por seu lado, o Presidente da República que temos, abrigado
no conforto dos muros do palácio de Belém, também não vê nada da miséria do povo,
porque , com todas as suas pensões, não passa fome, não paga luz nem água nem
gás, viaja em carros indignos da pobreza deste país, tal como os membros do seu
governo, não visita a miséria “in loco”, não tem noção das famílias
desagregadas que vêem os filhos e parentes fugirem de Portugal ,para verem se
vivem!
Quem ontem e anteontem olhasse para as movimentações do
governo ,pensaria que se estava a assistir a uma passagem de modelos de carros
de alto luxo!
O homem coelho já não tem ideias! Não sabe salvar a face dos
desastres em que tem mergulhado o país; alguns dos seus ministros, sabe-se
agora, têm vontade de fugir e, cobardes como são, vão abandonar o “barco”
quando menos esperarmos. O das finanças, como erra todas as previsões, quer
ir-se embora; a da Justiça, quer dar “à sola”; relvas, o dr sem estudos nem “canudo”
já se demitiu…Estejamos atentos que o “cortejo” vai continuar! ´
Pois o nosso grande primeiro-ministro, dizem os jornais e os
habituais comentadores, já está a preparar mais cortes nos ordenados dos
pobres, mais cortes nas reformas e pensões, atrás dos quais o precipício se vai
alargando com mais desemprego, menos poder de compra e consequentes baixas da
receita fiscal neste país quase todo fechado por conta dos (des) governantes!
Como refere o comentador Rui Tavares no seu “Consoante muda”,
no jornal “PÚBLICO” de hoje, “ Debaixo
da sua cuidada apresentação, pedro passos coelho esconde uma profundíssima
incultura política, económica, jurídica e histórica. Há também ignorância que
não só é atrevida, mas ousada mesmo.”É que além de mau e cínico, não
aprende com os erros e condenou um país à miséria mais extrema que os leitores
podem imaginar! Já não há possibilidades de ajudar quem tem fome! As
instituições de caridade não conseguem dar vazão a tanto sofrimento! As nossas
crianças passam fome e vão para a escola a desmaiar de fome! QUEM PODE PERDOAR
ESTE ESTADO DE COISAS A ESTES TIPOS?OS NOVOS CORTES VÃO SER SOBRE A EDUCAÇÃO, A
SAÚDE, O FUNCIONALISMO PÚBLICO, a SEGURANÇA SOCIAL QUE JÁ QUASE NÃO EXISTE, O
DESPEDIMENTO DE PROFESSORES E DE FUNCIONÁRIOS…
QUEM SOBRA PARA PAGAR????????????????’
Voltarei , dentro de dias… vou ver o que isto vai dar, para
além do afundamento em que nos encontramos.
Mealhada,8 de ABRIL de 2013-04-08
Maria Elisa R. Ribeiro
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